A Clube na África do Sul

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Giuseppe Tomaso, da Rádio Clube, ao lado do ex-jogador e comentarista Neto, da Band, depois do jogo Brasil x Itália, no domingo passado. A Clube, como se sabe, é uma das quatro emissoras de rádio brasileiras na cobertura da Copa das Confederações – e a única do Norte-Nordeste.

A sorte do capitão-do-mato

Os críticos de Dunga, como este escriba, estão meio sem palavras diante da escalada de vitórias da Seleção. Mesmo quando não joga nada, como ontem, contra a África do Sul, o time vence. E o Galvão Bueno se esgoela. E o torcedor curte adoidado. É sempre assim, afinal futebol é, acima de tudo, paixão popular.
Continuo duvidando da competência de Dunga como técnico. Acho que seu time não tem variações mínimas para situações inesperadas, o que é a chama que distingue treinadores comuns de grandes especialistas em táticas de jogo. A inovação da Seleção sob o seu comando foi assumir o contra-ataque como grande arma, fato que não se via desde os tempos de Lazaroni no escrete.
Mas, apesar da pinimba, reconheço um mérito no capitão-do-mato: é um cara de sorte. E não só por ter o empregão de técnico da Seleção. Dunga demonstra ser um afortunado pela facilidade com que gestos aparentemente sem conseqüência se transformam em chaves para a vitória.
Foi assim contra o bem montado time sul-africano de Joel Santana. Encalacrado na marcação dos Bafana Bafana, Dunga passou o jogo inteiro à beira do campo sem encontrar saída para as dificuldades que surgiam. Deu sorte por não sofrer nenhum gol – e a bola passou rondando perigosamente a meta de Júlio César em pelo menos quatro oportunidades.
Abriu a cornucópia da ventura ao lançar Daniel Alves nos minutos finais, depois de perceber (com tremendo atraso) que não havia motivo para manter em campo uma peça nula como o fraco André Santos.
Pois o lateral-direito do Barcelona mostrou, em poucos minutos (e mesmo fora de sua posição), como se faz. E aí veio a falta sobre Ramires, aos 42 minutos. Especialista em cobranças da entrada da área, Daniel Alves mandou rente ao poste. Tudo resolvido. Bola no barbante e festa dos jogadores no campo, foguetório no Brasil inteiro.  
Incomoda, em meio à campanha vitoriosa, a ausência de organização do time, que reage muito mal quando não acha espaço para contra-atacar. Por esse motivo, qualquer adversário (até mesmo a limitadíssima África do Sul) é capaz de enfrentar o Brasil de Dunga de igual para igual, com boas chances de aprontar.
 
 
Como a Copa das Confederações já é página virada, pois os Estados Unidos não conseguirão emplacar duas zebras seguidas, a preocupação passa a ser com a Copa do Mundo propriamente dita. Quando o Brasil tiver que superar oponentes mais qualificados – e estratégicos – os problemas irão aparecer com mais intensidade.
Não me sai da memória aquela sinuca-de-bico em que Parreira se viu, de repente, diante da seleção francesa na Copa da Alemanha. Sofreu um gol e não sabia o que fazer. Simplesmente não havia tática, nem um plano B qualquer, uma jogada ensaiada ou uma simples inversão de marcação. Apenas o nada. Exatamente como ocorre hoje com o escrete de Dunga. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 26)

Itaú condenado por sujar nome de cliente

A Justiça do Rio de Janeiro manteve sentença que condenou o banco Itaú a indenizar um cliente que teve seu nome inscrito em um cadastro de inadimplentes por causa de uma dívida de R$ 0,03 (três centavos). Por unanimidade, os desembargadores da 16ª Câmara Cível do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) entenderam que a conduta do banco foi “arbitrária, desproporcional e viola os princípios de boa-fé objetiva e da razoabilidade” e aumentaram a indenização por danos morais de R$ 2 mil para R$ 7 mil. Segundo informações do TJ-RJ, Nazareno da Silva Duarte renegociou uma dívida com o banco, tendo pago todas as parcelas em dia, exceto R$ 0,03 da primeira parcela do acordo.

A Justiça costuma ser cega, parcimoniosa e econômica – com réus endinheirados.

Bispos contratam Gugu

Gugu Liberato é a nova estrela da Rede Record. O apresentador assinou seu contrato com a emissora do bispo Macedo na tarde desta quinta-feira (25), às 16h30. Na nova casa, Gugu terá dois programas: um dominical, que também será transmitido na Record Internacional, em 150 países, e um de entrevistas, “um desejo do comunicador”, como descreve o comunicado oficial da emissora. Ainda segundo o documento, o apresentador poderá interagir com os departamentos de jornalismo, esportes e dramaturgia. Especula-se que o salário mensal de Gugu fique em torno de R$ 3 milhões.

Brasil 1, África do Sul 0

Foi no sufoco, mas o Brasil passou à final da Copa das Confederações. O jogo foi muito difícil, mais equilibrado do que se esperava. A África do Sul marcou bem as laterais e não deu espaço para que o Brasil utilizasse o contra-ataque como arma. Joel Santana montou muito bem seu time e valorizou a vitória brasileira.

A gripe chegou ao Pará

A gripe A chegou ao Pará. Até levou algum tempo, mas o primeiro caso da doença no Estado foi confirmado e a Secretaria de Segurança Pública anuncia oficialmente o fato daqui a pouco, às 21h, em entrevista coletiva. Leia noticiário completo na edição impressa do DIÁRIO nesta sexta-feira.

Equipe bem nutrida

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Giuseppe Tomaso, Ronaldo Porto e Wellington Campos, que compõem a equipe da Rádio Clube do Pará (uma das quatro emissoras de rádio do país na cobertura da Copa e a ÚNICA do Norte-Nordeste na parada!), degustam pratos típicos sul-africanos num restaurante de Johnnesburgo, na noite fria de quarta-feira, 24. À mesa, colegas da Rádio Itatiaia (MG) e Paikerê (PR).

Ficha técnica: África do Sul x Brasil

ÁFRICA DO SUL
Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Mhlongo, Tshabalala, Dikgacoi e Pienaar; Modise e Parker.
Técnico: Joel Santana

BRASIL
Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão (Miranda) e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho e Luis Fabiano.
Técnico: Dunga

Local: Ellis Park, em Johannesburgo
Horário: 15h30
Juiz: Massimo Busacca (Suíça)

Pedrão na liderança

O modesto Pedrão do modestíssimo Grêmio Barueri lidera a tábua de artilheiros do Brasileiro. Com seis gols, se mantém à frente de atacantes badalados como Keirrison (5), Adriano, Kleber Pereira e Fred (4).