Opinião de ex-boleiro

Caro amigo Gerson,
Tenho escutado alguns comentaristas e acho que inclusive você, a respeito de o campeonato local (Paraense) não ser parâmetro para a Série C. Porém, o nosso querido Águia de Marabá está “desmontando” essa tese. Senão vejamos:
1- O Águia não chegou a nenhuma final de turno no paraense.
2- Esse mesmo Águia não contratou nenhum jogador de fora (os que contratou, disputaram o campeonato local), e ainda perdeu jogadores importantes como Aleilson e Flamel.
3- E como alguns comentaristas já andam antecipando, o Águia está praticamente classificado, mesmo faltando mais da metade de jogos da 1ª fase.
 
Pelo que tenho acompanhado, acho que times como São Raimundo, Castanhal e o próprio Remo fariam mais bonito que muitos clubes outroras tidos como “carne de cabeça” (Sampaio, CRB etc.). Não veja isso como uma crítica, mas como uma constatação. Admiro muito seu trabalho, pois você (incluo também aí o Castilho e Ruy Guimarães) que realmente não se deixam levar apenas pela emoção quando dos seus comentários, e parabéns pelo BOLA.
 
Paulo Sérgio Bentes (ex-ponta-esquerda de Paissandu, Remo, Tuna, Santa Cruz, Ponte Preta, Campinense, São José-AP e Macapá-AP)

Uma opinião de respeito, pois vem de quem já esteve lá, como diria o Sílvio Luís. Paulo Sérgio, além disso, foi um grande ponta, dos mais técnicos que o Pará revelou nos anos 80/90. Tem crédito e suas observações são bem-vindas.

18 comentários em “Opinião de ex-boleiro

  1. CONCORDO com o PAULO SÉRGIO BENTES: O Futebol PARAENSE precisa voltar com a sua IDENTIDADE. Uma IDENTIDADE de PEGADA CABANA (“MADE IN PARÁ”). Mais do que SANGUE, corre o GROSSO AÇAÍ em nossas VEIAS. Acho que REENCONTRAREMOS o nosso ELO PERDIDO. É uma QUESTÃO de TEMPO. Já LEVARAM muito “OURO” daqui e a nossa PACIÊNCIA já se ESGOTOU. Desacordos com essa CULTURA são prá lá de SUSPEITAS. -E tenho DITO! > Parabéns! PAULO SÉRGIO BENTES!

  2. Pois é, Gerson. Essa história de dizer que o campeonato paraense não é parâmetro nem para a Série C é rebaixar de mais o nosso futebol. Ainda mais contraditório quando todos querem que os clubes valorizem os prata da casa. Durma-se com um barulho desses!

  3. Como o paulo sergio esteve la’, ele tambem deve saber os labirintos que existem dentro e sao dentro destes que os “estrangeiros” sao maquiados para poderem chegar a Belem com curriculos enganadores.

    Ha muita ma vontade sim contra o local, Mas a culpa disso tudo esta dentro dos propios Clubes, o que ha de diretor/investidor neles e’ algo de assustar.

    Paulo Segio, sinceriamente nao acho que alguem va mexer nesse ninho tao cedo, Muita gente de qualidade fica no meio do caminho por nao concordar que esses meios possam justificar os fins.

    Mas o caminho todos sabem, o problema e’ ,quem vai nele???

  4. Gerson, respeito a opnião do Paulo Sérgio, que se não me engano foi quem fez o gol de penalti que eliminou o vasco pela copa do Brasil, a favor do Remo. Só que existe uma diferença entre um clube sem torcida e um outro de massa. Penso em duas coisas:
    1ª- Se vc pegar esse time do Águia e colocar a Camisa do Remo, por exemplo, com uma cobrança maior, eles não renderiam a mesma coisa.
    2ª- Tirem o João Galvão e coloquem outro técnico regional pra ver no que é que dá, aliás credito muito esse sucesso do Águia ao Galvão.
    Então, não se enganem, os grandes clubes de grandes torcidas não usam a base de jogadores locais, imaginem aqui no Pará. Olha o Flamel aí gente, vamos se ligar.
    Cláudio Santos – Técnico do Columbia de Val de Cans.

  5. Caro Cláudio Santos
    Concordo em parte com você. Mas, me diga porque muitos desses atletas não conseguem o mesmo desempenho em clubes “grandes”, permita te dar algumas respostas:
    1- Geralmente as torcidas desses chamados times “grandes” querem resultados imediatos e quase sempre não tem nenhuma paciência.
    2- Falta de uma melhor preparação de base (nossos times grandes como Remo e Paysandu já tem muita dificuldade de preparar atletas, imagine time de menor expressão).
    3- Preparo psicológico para dar sustentabilidade e confiança ao atleta.
    4- Ser tratado em condições de igualdade com os “importados”.
    5- E principalmente “panelinhas” de atletas que estão no clube já algum tempo e ficam com medo de perder espaço(há exceções). E por aí vai.
    Mas o meu comentário anterior se refere ao campeonato paraense ser referência ou não para a Série C, e isso o Águia e o próprio Paysandu estão comprovando que sim. E mais, o reforço que o Papão tanto precisa está tão perto, ele se chama pelo nome de MICHEL que está no S. Raimundo.

  6. CLÁUDIO, a IMPORTAÇÃO vai DIMINUIR, não tem como mudar esse DESTINO. Os CLUBES de MASSA precisarão se ADEQUAR sob PENA de se DEPARAREM com o CAOS elevado ao CUBO. Os CLUBES GRANDES (de MASSA) precisam ser FORMADORES DE ATLETAS e NÃO adquirir PACOTES de “BOLEIROS” deteriorados para serem ESPIÕES. Até os LUZITANOS sabem disso.

  7. Marco, mas os grandes clubes não estão deixando de revelar valores, o que acontece é que esses clubes são bastante estruturados em todos os sentidos, o que por aqui não acontece. Aqui os times ainda sobrevivem de torcedores que vão aos estádios para arcar com sua folha de pagamento. Entenda uma coisa. O problema de Remo e Paysandu é estrutural. O São Paulo nos últimos 2 anos, ainda não conseguiu revelar um jogador sequer, mas o Remo que não investe e nem dá condições aos seus jogadores de base, quer em apenas 6 meses revelar um elenco inteiro. Desculpe mais saio do sério com tanto amadorismo, e mais, falar de planejamento, é pra quem conhece e entende de planejamento.
    Cláudio Santos – Técnico do Columbia de Val de Cans.

  8. CLÁUDIO, desculpe-me, as vezes preciso ser “OMISSO” para NÃO SATISFAZER o EGO de quem está no RADAR “ESPECULATIVO” e você CLÁUDIO obviamente também é um deles.
    Não tenho NADA CONTRA com o POSICIONAMENTO de quem quer que SEJA. Os MAUS por SI SÓ se DESTROEM e eu já estou bem “ENSABOADO”. > FELICIDADES!

  9. Caro Paulo Sérgio, tenho nuito repeito por vc, até por já ter sido um Atleta Profissional, vou responder uma a uma de suas perguntas.
    1- É dificil vc querer educar uma imensa torcida, agora, e querer que ela entenda isso, impossível.É por isso que os grandes times formam grandes equipes com jogadores rodados e vão encaixando um ou outro da base, que vem se destacando. Esses jogadores rodados servem como alicerce pra quem tá subindo de categoria, fazendo com que essa pressão recaia sobre eles e não no jogador que tá subindo, é o que o São Paulo faz por exemplo.
    2 e 3- O problema é que o Remo precisa ter em seu comando técnico de base, treinadores competentes para isso e, o que se vê, são ex jogadores, amigos do presidente ou do diretor serem promovidos para técnico(ganhando pouco, esse é o objetivo, não gastar muito), sem nenhum conhecimento, por exemplo a maior expressão de treinador de base, hoje, no Remo chama-se Carlinhos Dorneles, pergunte aos jogadores que ele revelou, se os mesmos aprenderam a base no futebol, como: bater na bola, achar a verdadeira posição, preparação do atleta para a vida profissional, ……, duvido. Aliás quem foi seu treinador de base? vc aprendeu tudo isso?
    4 e 5- Isso depende do Treinador, se for bom, (porque essas coisas não acontecem com um Givanildo Oliveira, Bonamigo, Edson Gaucho), duvido que isso aconteça.
    – Quanto a ser parâmetro para a série C, do jeito que mudaram a série C, e pelo fato do Paysandu ter montado um grande time pro paraense, onde a sua maioria não são de jogadores paraenses, acho que com muita dificuldade, até pela fragilidade dos outros, penso que com esse time ele chegue a série B, mas se tivesse sido de pontos corridos, aí com certeza vc concordaria comigo que Campeonato paraense não é parâmetro para campeonato brasileiro, qualquer que seja. Um abraço.
    Cláudio Santos – Técnico do Columbia de Val de Cans.

  10. Cláudio,
    Quando me refiro do campeonato paraense ser parâmetro para a Série C, não estou dizendo que nossos times tem que ter a base de atletas locais, estou colocando o desempenho de nossos times na competição, como vc mesmo colocou o Paysandu formou um grande time (que também não concordo), mas que parece ser suficiente para subir para série B, e o Águia que não foi nem finalista de nosso campeonato e com contratações de atletas que disputaram esse mesmo campeonato.
    Agora, você não pode comparar São Paulo com nossos times locais, isso é covardia. Quanto ao Dorneles, pelo que já ví, se o atleta não aprendeu é porque realmente não tinha qualidade(atleta), pois é um excelente formador de atleta.
    Vamos subir Papão, vamos subir Águia, Vamos subir Pará. Forças Leão, juntos seremos mais fortes.

  11. É isso aí PAULO BENTES. Com PALAVRAS em quantidade SUFICIENTE, você explica e justifica o atual PANORAMA TÉCNICO do FUTEBOL PARAENSE. Mas se a MATURAÇÃO da BASE for FEITA por ATLETAS LOCAIS para adquirir a tão almejada COMPETITIVIDADE das COMPETIÇÕES, sejam lá quais forem, poderemos BATER no PEITO e DIZER que o Estado do PARÁ tem um Futebol de PEGADA CABANA. É a BUSCA por um ESTILO, assim como há no FUTEBOL ARGENTINO (PEGADA PORTENHA), FUTEBOL EUROPEU (PEGADA de FORÇA), FUTEBOL BRASILEIRO (PEGADA de GINGA). Enfim: SIM, NÓS PODEMOS!

  12. Paulo, pra encurtar nossa conversa, tinha muita curiosidade em saber quem foi seu treinador de base e o que vc aprendeu com eles.Aliás vc que foi um atleta profissional, poderia me dizer quem revelou os atletas: Balão, Zé Augusto, Marcelo Maciel e Landu que até hoje, já em fim de carreira não sabem bater na bola? Sou paraense, defendo paraense, mais que tenha competência, não sirvo pra ser bobo, desculpe.
    Cláudio Santos – Técnico do Columbia de Val de Cans

  13. Paulo, quando falo que o Paysandu montou um grande time, quero dizer que o mesmo já visava a série C, logo o time não foi montado só pro campeonato paraense, mas entendo, é que, no seu tempo, e eu recordo muito bem, se montava um time pro paraense e outro pro brasileiro, daí essa pergunta, mas pelo menos nisso eles aprenderam(ainda estão engatinhando, ou seja não aprenderam direito) e isso só aconteceu por conta do Técnico Edson Gaucho que planeja muito bem e, o Paysandu só não está melhor, porque o mesmo não pôde dar os jogadores que ele ainda precisaria. Quanto ao Águia, já respondi, acima.
    Cláudio Santos – Técnico do Columbia de Val de Cans

  14. Cláudio,
    Meu treinador de base se chamava Antonio Lira(Tuna) e posteriormente Sergio Saruby(Paysandu) e naquele tempo ainda se tinha um pouco de estrutura para treinamento e treinávamos todo tipo de fundamento. Quanto aos atletas citados, concordo com sua colocação de não saberem bater na bola, talvez porque realmente não tiveram base. Também concordo que tem que haver uma mescla, desde que seja com critério. O que você aprenderia jogando ao lado de Alex Sandro, Lê?. Os melhores atletas do elenco do Papão são: Mael, Dadá e Velber(sem terem uma base adequada, imagina se tivessem), ou você discorda. Sei que nossa base é limitada, mas é isso que cobramos de nossos clubes, que sem base não pode haver crescimento.
    Entenda uma coisa, esse é meu posicionamento. Não sou e nem pretendo ser dono da verdade, e respeito muito suas colocações.
    Abraços,
    Paulo Sergio

  15. Ok Paulo parabéns pela sua sinceridade e é assim que se faz futebol com opniões, o mais importante é que temos os mesmos objetivos, levantar o moral das divisões de base paraense, com responsabilidade. Só a propósito dos seus treinadores de base, Sérgio Sarubi, tambem foi meu técnico de base quando treinei no Paysandu, na época de Chico Alves, Nilson Diabo… . Bom, prefiro não tocar mais nesse assunto. Um abraço, felicidades por um dia ter me dado tantas alegrias vestindo a camisa azulina.
    Cláudio Santos – Técnico do Columbia de Val de Cans.

  16. Cláudio,
    Felicidades pra você também e foi um prazer essa troca de idéias e opiniões. Quem sabe num futuro próximo estaremos celebrando essa vitória do futebol paraense. As torcidas de Remo e Paysandu merecem.
    Abraços,
    Paulo Sergio

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