Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona, procurou descartar uma possível contratação do atacante Neymar, que já passou pelo clube e hoje está no Paris Saint-Germain, em entrevista concedida hoje à rádio catalã ‘RAC 1’. “É pouco provável uma contratação assim já que a situação de todos os clubes da Europa é muito difícil”, afirmou, fazendo referência à crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.
Contratado pelo Barcelona em 2013, Neymar ficou quatro anos no clube (até 2017) e formou um forte trio de ataque sul-americano a partir de 2014 com o argentino Lionel Messi e o uruguaio Luis Suárez. O brasileiro disputou 186 partidas e marcou 105 gols. No período em que esteve no clube, conquistou, entre muitos títulos, dois Campeonatos Espanhóis (2014/15 e 2015/16) e uma Liga dos Campeões (2014/15).
Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) pediram nesta segunda-feira (6) o afastamento de Ricardo Salles do posto de ministro do Meio Ambiente. Para os procuradores, Salles age com a intenção de desmontar a proteção ao meio ambiente no país, incorrendo no ato de improbidade administrativa.
Como se trata de ação de improbidade administrativa, o processo correrá na 1ª Instância da Justiça Federal, em Brasília — o caso só iria para o Supremo Tribunal Federal (STF) se fosse um processo criminal. A ação (aqui, na íntegra) é movida por procuradores do Distrito Federal e também por integrantes da Força-Tarefa Amazônia do MPF.
À BBC News Brasil, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) disse que a ação dos procuradores é baseada em “evidente viés político-ideológico” e que se trata de uma “clara tentativa de interferir em políticas públicas do Governo Federal”.
A pasta também disse que a ação não traz acusações novas — apenas casos que já teriam sido rejeitados pela Justiça. “As alegações são um apanhado de diversos outros processos já apreciados e negados pelo Poder Judiciário, uma vez que seus argumentos são improcedentes”, diz o MMA, em nota.
Esperando a manifestação de apoio que os insanos da indústria paraense certamente irão divulgar sobre o ministro que defende passar “a boiada” para destruir de vez as riquezas ambientais do país.
Uma reunião realizada na tarde desta segunda-feira (6), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), tratou sobre o projeto de revitalização e readequação do Estádio Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, no que diz respeito à segurança e operacionalização do espaço. Estiveram presentes representantes da Polícia Militar, da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), da Federação Paraense de Futebol, além dos clubes do Remo e Paysandu.
De acordo com o secretário adjunto de Obras da Sedop, o engenheiro civil Arnaldo Dopazo, o objetivo da reunião foi ouvir análises e sugestões de pessoas que trabalham e operacionalizam o estádio. “A experiência de quem trabalha nos grandes eventos é fundamental para que possamos melhorar ainda mais a qualidade e a funcionalidade do estádio, não só para o torcedor, mas também para quem trabalha no local. Esse retorno é fundamental para que possamos aperfeiçoar o projeto final de reforma do Mangueirão”, afirmou.
Representantes do dois maiores clubes do Pará estiveram presentes e elogiaram a oportunidade de colaborarem com o projeto de reforma do Mangueirão. O diretor de segurança e logística do Clube do Remo, Márcio Pavarotti, destacou a importância dos clubes serem ouvidos. “O nosso estádio vem passando por dificuldade operacionais, parece que estamos parados no tempo. Acho que o Governo foi muito feliz em nos chamar, já que somos operadores do estádio, para analisar o projeto e entrar com ideias que vemos como uma necessidade primária, que é a segurança.” afirmou o representante do clube.
Já a gerente de segurança do Paysandu Sport Clube, Josy Cardoso, destacou a importância de um estádio mais moderno e seguro para todos. “A reunião foi importantíssima, pois nós demos sugestões que foram acatadas. Estamos aqui em prol de melhorias. A reforma pode demorar dois anos, mas nós vamos usufruir do estádio por muito tempo”, afirmou a representante do clube bicolor.
O projeto de reforma do Mangueirão está recebendo os últimos ajustes antes do início das obras. Com investimentos de aproximadamente R$ 160 milhões, tem o objetivo de modernizar e readequar a estrutura do Estádio Olímpico do Pará, com ampliação da capacidade para 55 mil espectadores, ampliação da área de cobertura e instalação de assentos com encosto nas arquibancadas, substituição das cadeiras na área cativa, modernização do sistema de iluminação do campo e nas áreas comuns do estádio, além da ampliação na oferta de banheiros, duplicação e cobertura das rampas de acesso e de melhorias estruturais no entorno do estádio.
A expectativa é de que os trabalhos de reforma sejam iniciados em meados de novembro deste ano e a entrega do novo Mangueirão seja feita até o mês de julho de 2022. (Da Agência Pará)
Justiça Militar do Estado julgou, desde a manhã desta segunda-feira, 6, os quatro policiais militares envolvidos em uma chacina no bairro do Guamá. Os acusados responderam por peculato, cuja pena prevista é de até 15 anos, e associação criminosa, com pena de até 8 anos. O entendimento era de que, caso condenados, as penas seriam somadas. Segundo a decisão do juiz Lucas do Carmo, no entanto, dois PMs, Pedro Josemar Nogueira da Silva (cabo Nogueira) e Leonardo Fernandes de Lima (cabo Leo), foram condenados a 4 anos de prisão por associação criminosa em regime aberto.
Juntamente a eles, os PMs José Maria da Silva Noronha (cabo Noronha) e cabo Wellington Almeida Oliveira, também julgados, foram absolvidos do crime de peculato. Todos permanecem na corporação. Os suspeitos ainda serão julgados pela Justiça comum.
Os PMs são acusados de participação na matança que ocorreu em 19 de maio de 2019, na Passagem Jambu, no bairro do Guamá, onde funcionava o Bar da Wanda, onde 11 pessoas foram barbaramente assassinadas. Segundo os advogados dos réus, desde o começo, na polícia, houve uma suposta denúncia de um dos PMs, usada como base para o início do processo.
De acordo com a defesa, a prova foi adquirida de forma ilícita, já que foi dada por Edvaldo Santana, também acusado de participação no crime, que teria prestado o depoimento sem a presença da advogada que teria sido impedido de acompanhar. O promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, sustentou a acusação e pediu a condenação dos quatro PMs.
De acordo com ele, há “farta quantidade de provas e testemunhas que sustentam a acusação”. O promotor também lembrou que os réus deveriam ser expulsos da corporação, conforme as normas do regimento da Polícia Militar. Além dos quatro militares, há ainda a participação de outros civis (milicianos) que estão presos na Justiça comum. São eles: Edvaldo dos Santos Santana; Jailson Costa Serra; Ian Novis Correa Rodrigues (Japa) e Jonatan Albuquerque Marinho (Diel). A audiência de julgamento foi presidida pelo juiz Lucas do Carmo.
Dias antes do julgamento, armas usadas no crime foram extraviadas, a fim de dificultar a tipificação. Existem fotografias de todos os réus reunidos na padaria e depois seguindo para o local do crime. O conselho não levou isso em consideração.
Uma academia, localizada no bairro da Pedreira, foi fechada na manhã desta segunda-feira, 6, por não seguir os protocolos de segurança e só poderá reabrir após a adequação das medidas estabelecidas no decreto municipal. Até às 12h, equipes da Coordenadoria de Ordem Pública vistoriaram estabelecimentos nos bairros da Pedreira, Fátima e Marco. Segundo a prefeitura, a fiscalização seguirá no período da tarde.
Entre os pontos abordados nos protocolos estão as medidas de distanciamento, uso de equipamentos de proteção individual e cuidados com a higiene. Além disso, para voltarem a funcionar, as academias têm de adaptar as estruturas dos espaços de treinos para receber alunos com capacidade reduzida e horários agendados. (Da Agência Pará)
O ano era 1979. Eduardo Suplicy ocupava seu primeiro cargo parlamentar, deputado estadual pelo MDB. “O PT nem existia”, lembra ele. Em uma visita à Febem (Fundação Estadual do Bem Estar do Menor, que desde 2006 se chama Fundação CASA), conheceu uma história que lhe chamou a atenção. Um garoto transexual de 17 anos estava interno na Febem desde os 14. Lia Junqueira, presidente do Movimento de Defesa do Menor, explicou para Suplicy que ele nunca tinha cometido delito algum, mas que só poderia ser solto se alguém se responsabilizasse por ele.
“O pai da menina Sandra Mara Herzer era dono de um bar no norte do Paraná e foi assassinado”, conta Suplicy. “Para manter o seu sustento, a mãe dela se prostituiu, pegou uma doença venérea e morreu. Ela foi viver com a avó, que a criou até morrer. Uma tia ficou com a sobrinha, uma garota rebelde de 12 ou 13 anos. O marido da tia tentou manter relações sexuais com ela, ela lutou com ele e foi levada para a Febem”.
O nome Bigode, que ela tinha tatuado no pulso, era homenagem a um namorado de adolescência que morreu num acidente de moto. Na Febem ela assumiu a identidade masculina, passou a se vestir como homem e adotou o nome Anderson. O apelido era bigode. “Ela era esperta, escrevia muito bem. Adotou uma postura de líder”, diz Suplicy, ainda se referindo a ela como mulher.
Ele decidiu se responsabilizar pela soltura e ofereceu um cargo em seu gabinete na Assembleia Legislativa. “Dei o suficiente para pagar a pensão e a alimentação e ela era uma espécie de estagiária que ajudava em tudo”, diz ele. “Ela se sentia como homem, se vestia como se fosse um rapaz e passou a assinar os poemas que escrevia como Anderson Herzer”.
Suplicy lia os poemas que ele lhe mostrava e o incentivou a escrever a história de sua vida. “Eram poemas belos, mas um deles terminava de modo a sugerir que ela queria morrer. Eu disse: não faça isso, o seu livro vai sair, muita coisa ainda vai acontecer para você.”
Anderson fez um concurso para se tornar funcionário da Assembleia Legislativa. A forma como ele se vestia foi questionada e ele ficou tenso, conta Suplicy, lembrando a justificativa usada para ele não ter ido bem no teste.
Uma manhã bem cedinho o secretário recebeu um telefonema da moça que morava com Anderson dizendo que ele havia se atirado de um viaduto da avenida 23 de Maio. No bolso ele tinha o nome e o telefone do deputado.
Suplicy ainda conseguiu visitá-lo no hospital, mas ele morreu em seguida.
O título do livro sobre sua vida, lançado em 1982 pela Editora Vozes, foi o publicitário Carlito Maia quem sugeriu: “A Queda para o Alto”. “Já está na vigésima quinta edição”, diz Suplicy. “Um grupo de teatro da favela de Heliópolis montou a peça, o (diretor) Zé Celso quis que passasse no Teatro Oficina, e o espetáculo fez o circuito dos Sescs.”
Um filme baseado na história foi lançado em 1986, “Vera”, dirigido por Sérgio Toledo, e o papel principal rendeu a Ana Beatriz Nogueira o prêmio de melhor atriz no Festival de Berlim em 1987. O papel inspirado em Suplicy foi representado pelo ator Raul Cortez.
O secretário tinha razão: muita coisa ainda ia acontecer na vida de Anderson Herzer. Só que ele não estava mais aqui para ver.
Pouco antes de ocorrer a tragédia, Herzer escreveu os versos:
…Fiz de minha vida um enorme palco…/ Mas um dia meu palco, escuro, continuou / e muita gente curiosa veio me ver / viram no palco um corpo já estendido / eram meus fãs que vieram pra me ver morrer / / Esta noite foi a noite em que virei astro / a multidão estava lá, atenta como eu queria / suspirei eternamente e vitoriosamente / pois ali o personagem nascia / e eu, ator do mundo, com minha solidão… / morria!
Herzer também deixou uma carta para o Suplicy:
São Paulo, 5 de Setembro de 1980.
Ao sr. Eduardo Matarazzo Suplicy:
Sabe homem; nem sei o que seria do universo se todos os homens merecessem serem chamados por homem.
É algo difícil de se explicar, e pessoalmente eu jamais conseguiria, pois me faltariam palavras para poder descrevê-lo; e talvez seja por eu sentir vergonha de que me interprete mal. Mas é essencial para mim dizer o que penso, por isso espero que me compreenda, mesmo que eu não consiga escrever as palavras corretamente. Sabe, você sabe minha estória, sabe de onde vim, sabe tudo de mim, e talvez saiba até aquele restinho que eu não quero admitir. Poucas vezes vi seus filhos, mas muitas vezes pensei sozinho, o quanto eles devem andar de cabeça erguida, com o peito cheio de orgulho, por notarem o pai formidável que têm. É certo que você me conhece há pouco tempo, e talvez pense até que eu sou somente uma pessoa a quem você estendeu a mão, e que eu não contribuí em nada, apenas lhe dei problemas e despesas. Mas eu não penso assim de você, e isso é que me importa. Você para mim é a vida que eu vivo a cada dia que se passa, é quem quando me ajudou não me rejeitou nem por um momento por eu ser apenas um pedaço de sangue já coalhado e pisado, quem me tirou o lodo que cobria a minha face. Enfim, palavras não seriam suficientes e sim um esforço de minha parte para que um dia você possa sentir que compensou alguma coisa todo este trabalho que está tendo agora. Bem, acho que não adianta dizer mais nada, pois a realidade não é feita somente de palavras e sim dos atos diários de cada pessoa. Para resumir o que tanto tento dizer, sem querer ofendê-lo, é que você é aquela linha que a maior parte das pessoas têm na vida, mas na minha vida o destino já se intrometeu duas vezes e apagou o que estava escrito, a linha onde se escreve o nome do nosso pai.
De quem sempre te lembrará em cada lágrima ou sorriso de vitória…
Morreu Ennio Morricone, autor de trilhas sonoras inesquecíveis e sucessos do cinema e TV que atravessaram décadas e estão presentes na vida de todos que amam música e cinema. Ao lado do compatriota Nino Rota, foi um dos maiores compositores para música de filmes, algumas mais marcantes e memoráveis do que os próprios filmes.
Ele morreu aos 91 anos, nesta segunda-feira (6), na Itália. Estava internado há 10 dias em uma clínica em Roma após sofrer uma queda e fraturar o fêmur. Um comunicado divulgado por Giorgio Assuma, advogado e amigo do artista, informa que o maestro italiano morreu “nas primeiras horas de 6 de julho no conforto de sua família”.
De acordo com a nota, Morricone “permaneceu lúcido e com grande dignidade até o fim” e “se despediu de sua amada esposa Maria”. Ainda segundo Assuma, Ennio escreveu o próprio obituário. No texto, Morricone se despede da Maria Travia — a quem cita a “despedida mais dolorosa” — de seus filhos, netos, amigos e do diretor de cinema Giuseppe Tornatore.
“Ennio Morricone está morto. Anuncio a todos os amigos que sempre estiveram próximos de mim e também aos que estão um pouco distantes e os saúdo com muito carinho”, escreveu o maestro. Morricone deixa a esposa, Maria, e quatro filhos, Andrea, Giovanni, Marco e Alessandra.
Morricone nasceu em 10 de novembro de 1928, em Roma, e começou a compor aos seis anos. Em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de “O Fascista”, de Luciano Salce. Ele escreveu para filmes, programas de televisão, canções populares e orquestras, mas foi sua amizade com o diretor italiano Sergio Leone que lhe trouxe fama.
Ele se dedicou muito às canções para o gênero “spaghetti westerns” que consagraram Clint Eastwood na década de 1960. Entre as mais de 500 trilhas sonoras para cinema e televisão em seu currículo, há composições para filmes como “Três Homens em Conflito”, “A Missão”, “Era uma Vez na América”, “Os intocáveis”, “Cinema Paradiso”, entre outros.
A mulher que apareceu em uma reportagem do Fantástico do último domingo (5), ofendendo um fiscal da Prefeitura do Rio durante uma inspeção na região da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, foi demitida da empresa onde trabalhava na manhã desta segunda-feira (6) por causa do episódio. Neste fim de semana, Flávio Graça, superintendente de Inovação, Pesquisa e Educação em Vigilância Sanitária, Fiscalização e Controle de Zoonoses da Prefeitura do Rio de Janeiro, foi ofendido por um casal durante uma fiscalização. “Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você”, disse uma das frequentadoras de um restaurante.
O G1 entrou em contato com a mulher, mas ela não atendeu as ligações.
De acordo com a nota divulgada pela Taesa, empresa privada do setor de energia, onde ela trabalhava, o comportamento da funcionária não condiz com as normas da empresa. A Taesa tomou conhecimento do envolvimento de uma de suas empregadas em um caso de desrespeito às leis que visam reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus e compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo”, afirmou o comunicado.