Justiça Militar aplica penas brandas a PM’s envolvidos na chacina do Guamá

Justiça Militar do Estado julgou, desde a manhã desta segunda-feira, 6, os quatro policiais militares envolvidos em uma chacina no bairro do Guamá. Os acusados responderam por peculato, cuja pena prevista é de até 15 anos, e associação criminosa, com pena de até 8 anos. O entendimento era de que, caso condenados, as penas seriam somadas.  Segundo a decisão do juiz Lucas do Carmo, no entanto, dois PMs, Pedro Josemar Nogueira da Silva (cabo Nogueira) e Leonardo Fernandes de Lima (cabo Leo), foram condenados a 4 anos de prisão por associação criminosa em regime aberto.

Juntamente a eles, os PMs José Maria da Silva Noronha (cabo Noronha) e cabo Wellington Almeida Oliveira, também julgados, foram absolvidos do crime de peculato. Todos permanecem na corporação. Os suspeitos ainda serão julgados pela Justiça comum. 

Os PMs são acusados de participação na matança que ocorreu em 19 de maio de 2019, na Passagem Jambu, no bairro do Guamá, onde funcionava o Bar da Wanda, onde 11 pessoas foram barbaramente assassinadas. Segundo os advogados dos réus, desde o começo, na polícia, houve uma suposta denúncia de um dos PMs, usada como base para o início do processo.

De acordo com a defesa, a prova foi adquirida de forma ilícita, já que foi dada por Edvaldo Santana, também acusado de participação no crime, que teria prestado o depoimento sem a presença da advogada que teria sido impedido de acompanhar. O promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, sustentou a acusação e pediu a condenação dos quatro PMs.

De acordo com ele, há “farta quantidade de provas e testemunhas que sustentam a acusação”. O promotor também lembrou que os réus deveriam ser expulsos da corporação, conforme as normas do regimento da Polícia Militar. Além dos quatro militares, há ainda a participação de outros civis (milicianos) que estão presos na Justiça comum. São eles: Edvaldo dos Santos Santana; Jailson Costa Serra; Ian Novis Correa Rodrigues (Japa) e Jonatan Albuquerque Marinho (Diel). A audiência de julgamento foi presidida pelo juiz Lucas do Carmo.

Dias antes do julgamento, armas usadas no crime foram extraviadas, a fim de dificultar a tipificação. Existem fotografias de todos os réus reunidos na padaria e depois seguindo para o local do crime. O conselho não levou isso em consideração.

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