Bolsonaro é denunciado ao Tribunal de Haia por crime contra a humanidade

 Jair Bolsonaro, presidente da república, segura uma caixa de Cloroquina nesta domingo (19) no Palácio da Alvorada  - MATEUS BONOMI/ ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Jair Bolsonaro é denunciado por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia. A iniciativa, protocolada na noite deste domingo, está sendo liderada por uma coalizão que representa mais de um milhão de trabalhadores da saúde no Brasil e apoiado por entidades internacionais. A Rede Sindical Brasileira UNISaúde acusa o presidente de “falhas graves e mortais” na condução da resposta à pandemia de covid-19.

Bolsonaro já foi alvo de uma outra denúncia no mesmo tribunal, envolvendo a situação dos indígenas. Naquele momento, a acusação era de risco de genocídio. Desta vez, porém, trata-se da primeira ação de iniciativa dos trabalhadores da saúde na Corte Internacional e já levando em consideração vetos a leis, a medidas de ajuda e sua responsabilidade de proteger tanto a população quanto aos profissionais de saúde.

O tribunal recebe cerca de 800 denúncias por ano e leva meses até tomar uma decisão se aceita ou não a queixa, o que levaria a corte a abrir uma investigação formal. (Por Jamil Chade)

Vá pra Cuba: lá, a covid-19 já está controlada

Cuba completou neste sábado duas semanas sem mortes causadas por covid-19, segundo informou o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde Pública (Minsap). Os dados oficiais indicam que nas últimas 24 horas foram confirmados mais nove casos da doença, totalizando 2.478 desde o início da pandemia. O número de mortes permanece em 87 desde o dia 11 de julho.

Até o momento, 2.345 pacientes se recuperaram da covid-19, o que significa que 95% dos infectados em Cuba se curaram, destacou o diretor de epidemiologia do Minsap, Francisco Durán. O número de contágios confirmados neste sábado é ligeiramente superior ao de três detectados na sexta-feira, e dos quatro diagnosticados na quinta-feira. Ao longo das últimas três semanas, o dia com casos confirmados foi a quarta-feira, com 13 positivos.

Dos nove infectados, três são viajantes procedentes de Venezuela e Bahamas. O restante reside em Havana, que continua a ficar para trás na reabertura e ainda acumula a maioria dos casos ativos, e na província de Artemisa. Quatro deles são contatos de outros casos positivos, e dois ainda não tiveram a origem da infecção descoberta.

Os hospitais cubanos possuem atualmente 226 pacientes internados, sendo 44 casos ativos da doença: 43 com evolução estável e um em estado grave. Outras 320 pessoas estão isoladas em casa sob a vigilância das autoridades de saúde. (Com informações do UOL)

Era só o que faltava: parlamentares viajam em missão oficial a Angola para defender igreja Universal

Oito parlamentares vão viajar a Angola para pressionar as autoridades daquele país a resolverem com brevidade uma crise da Igreja Universal. Como se os problemas da igreja do bispo Edir Macedo fossem uma questão do Estado brasileiro, a missão dos parlamentares será custeada com recursos públicos. A viagem oficial será feita com avião da Força Aérea Brasileira nos próximos 30 dias, de acordo com requerimento aprovado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Em junho, um grupo de pastores angolanos dissidentes da Universal assumiu o controle de 30 templos, expulsando os sacerdotes brasileiros. Os rebeldes acusam a direção da Igreja de desvio da arrecadação do dízimo para o Brasil e Portugal. Dizem também que são vítimas de preconceito.

O bispo brasileiro Honorilton Gonçalves, responsável pela Universal em Angola, nega as acusações. Ele argumenta que há um complô contra os brasileiros. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores, disse que tomou a iniciativa da viagem porque pastores brasileiros estão sofrendo “ameaças de morte”. (Do DCM)

Um gesto que revela a falta de humanidade

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) conversou com a TV 247 sobre os diversos crimes cometidos por Jair Bolsonaro no comando do Brasil e, quando questionada sobre a sanidade mental do chefe do Executivo, afirmou que este tem traços psicopáticos. Para exemplificar, Jandira relembrou o episódio em que, como médica, foi barrada por Jair Bolsonaro quando tentava atender seu filho Flávio, que havia acabado de passar mal em um debate para a prefeitura do Rio de Janeiro. A deputada afirmou que Bolsonaro a impediu de auxiliar Flávio Bolsonaro porque era “comunista”.

“A personalidade do Bolsonaro, já tem vários especialistas e eu já vi textos sobre isso, é uma personalidade psicopática, no sentido de que ele não tem nenhuma humanidade, não tem relação humana, não tem relação empática e afetiva com ninguém. Eu pude perceber isso no debate em que o filho dele passou mal e que eu fui tentar atender, no debate para a prefeitura do Rio, e eu era a única médica do recinto e fui tentar atender o filho que passou mal e ele não permitiu porque disse que eu era comunista e não podia pegar no filho dele. Se meu filho passar mal em um ambiente que só tem um médico, eu corro para esse médico para atender meu filho, independente da ideologia dele, quero que atenda meu filho para salvar meu filho. Ele não permitiu, o que mostra que ele não gosta nem do filho. A dificuldade dele de afeto e de relações humanas é muito grande, ali eu percebi quem era aquela pessoa, aquela figura”, contou.