Morre Renato Barros, um dos pais da Jovem Guarda e rei das tertúlias dos anos 60

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Renato Barros, líder do grupo Renato e seus Blue Caps, morreu nesta terça-feira, 28. A informação foi divulgada por sua filha, Erika Barros, que prestou uma homenagem ao pai no Instagram. “Agora, definitivamente, meu pai é uma estrela, e eu tenho certeza que estará olhando sempre por mim, minha irmã e suas netas. Vai ser difícil acostumar ficar sem você, pai. Mas Deus sabe de todas as coisas. Te amo muito. Você foi o melhor pai do mundo”, escreveu.

Lucinha Zanetti, autora da biografia de Renato Barros, também lamentou o fato: “Nosso amado e muito querido cantor, compositor e guitarrista não suportou tanto sofrimento e descansou!”. O grupo Renato e seus Blue Caps fez sucesso durante a época da Jovem Guarda, nas décadas de 1960 e 1970, com mais de 15 discos lançados.

Entre músicas como como Primeira Lágrima Menina Linda, destacavam-se algumas versões em português de canções dos Beatles, como Meu Primeiro Amor (You’re Gonna Lose that Girl) e Feche os Olhos (All My Loving).

Nos últimos dias, o líder da Renato e seus Blue Caps passou por uma cirurgia cardíaca de dissecção da aorta e precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Clínicas em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Japiim, um candidato ao título

POR GERSON NOGUEIRA

Líder da artilharia do Campeonato Estadual, ao lado do PSC, com 17 gols, o Castanhal ganhou ainda mais força com as contratações anunciadas no começo de julho. Trouxe cinco jogadores, investindo muito mais do que a maioria dos adversários. A meta é clara: assegurar uma classificação final que garanta a participação na Série D e na Copa do Brasil 2021.

Apesar de certo cuidado em admitir, o clube sonha com algo maior: o inédito título de campeão paraense, que esteve próximo de acontecer no certame de 2001. Escapou das mãos do Japiim por detalhes até hoje lamentados, como erros grosseiros de arbitragem nos confrontos decisivos.

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Logo depois da quarentena, muitos viram com ceticismo as declarações do técnico Artur Oliveira expressando confiança na força do time para a retomada do torneio. Pelo visto, porém, o treinador do Japiim não estava brincando. A presença nas semifinais está praticamente assegurada e pode ser sacramentada já no sábado, na Curuzu, diante do Tapajós, 8º colocado.  

Sem disputar uma competição oficial da CBF desde 2004, o Castanhal está apostando em objetivos bem definidos. Ao contrário dos demais times interioranos, que visavam apenas cumprir tabela no Parazão, o projeto sempre foi chegar à Série D e à Copa do Brasil.

Pelas próprias características de Artur, um técnico que aposta sempre no jogo ofensivo, o time manteve no Parazão a prática de buscar a vitória a qualquer custo, muitas vezes até descuidando um pouco da defesa.

Como as partidas serão disputadas sem público, a restrição pode  favorecer o clube aurinegro. Como terá certamente embates com a dupla Re-Pa na caminhada, não enfrentará o peso e o fervor das duas grandes massas torcedoras. Por ter um time ajustado e jogar em “campo neutro”, será o adversário mais difícil de ser batido pelos grandes da capital.

Projetos em defesa dos garotos da base dormem nas gavetas

Como quase tudo no país dos absurdos, cuja lógica se expressa pelo avesso do avesso, a MP do Flamengo – que modifica a Lei Pelé, mexe nas relações trabalhistas de clubes e atletas e garante direitos de transmissão aos mandantes de jogos – virou prioridade absoluta no Congresso Nacional.

Por lobby da chamada “bancada da bola”, o texto da MP criada por Bolsonaro a pedido do Flamengo deve ser apreciado em tempo recorde. Até o fim do mês deverá entrar em votação, a fim de impedir que a medida caduque após o prazo de quatro meses.

No outro canto do ringue, projetos de lei que protegem crianças e adolescentes no esporte criam mofo nas gavetas do parlamento, sem ter a mesma atenção e pressa que é dada a um projeto nascido da barganha e do interesse específico de um clube de futebol.

Criam mofo no Congresso Nacional, segundo reportagem de Breiller Pires no El País, projetos que tratam dos direitos de jovens atletas. O PL 8038/2014 nasceu da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que levantou denúncias de abusos, continua engavetado.

O projeto regulamenta atividades de times e escolas de formação. Impõe aos clubes a obrigação de manter cadastro em conselhos tutelares, proíbe transferência de crianças para outros Estados sem a companhia de familiares e cria mecanismos de fiscalização dos centros de treinamento.

Caso essa lei estivesse em vigor, seria mais difícil ocorrer uma tragédia como a do Ninho do Urubu, onde 10 garotos da base do Flamengo morreram vitimados por um incêndio.

A proposta de abrir uma CPI para investigar as condições de alojamentos e violações de direitos na base dos clubes, da deputada Érika Kokay (PT-DF), foi barrada pela tropa de choque de clubes e federações no Congresso.

Um retrocesso já sacramentado é o projeto que suspende pagamentos do Profut, que refinancia dívidas de clubes com a União. Aprovado em junho, o PL ganhou emenda do relator Marcelo Aro (PP-MG), que é diretor de relações institucionais da CBF e lidera a bancada da bola.

Todas essas medidas teriam efeito saneador no ambiente fértil em abusos vigente no futebol profissional, mas o cenário é desolador. Em 2014, em pacto assinado com a CPI da Exploração Sexual às vésperas da Copa, a CBF se comprometeu a cumprir 10 medidas de proteção a jovens jogadores, mas ignorou a maioria das promessas.

Em maio de 2018, na Câmara, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, prometeu práticas mais rigorosas. Tudo lorota. Nem a cartilha contra tráfico de pessoas e abusos em divisões de base foi distribuída aos clubes.

David Luiz, o rei das penalidades, já merece até taça

Dono de estatísticas curiosas na carreira, o zagueiro David Luiz, do Arsenal, bateu uma marca negativa na história do Campeonato Inglês (disputado no sistema de 20 clubes da Premier League). Na última rodada, cometeu um pênalti na vitória de seu clube sobre o Watford por 3 a 2. Com isso, o brasileiro passou a ser o jogador que mais praticou a falta máxima em uma mesma temporada do Inglês.

Ao longo dos 38 jogos do Arsenal na Premier League, David Luiz atuou em 33 e fez a alegria dos adversários, com a média de quase um a cada seis partidas. Dono de estilo estabanado, metido a fazer presepadas dentro da grande área, com a camisa do Chelsea, teve índices ligeiramente melhores: em 160 jogos pelo clube, cometeu apenas três penalidades.

Tamanha capacidade de ajudar ataques inimigos talvez mantenha o defensor longe do escrete brasileiro, de onde saiu pela porta dos fundos após as desatinadas atuações na Copa de 2014. Detalhe: até hoje, modesto como ninguém, ele considera que tinha tudo para ser o craque daquele mundial até a tragédia do Mineirão diante da Alemanha.

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 28)

Os bons morrem cedo: o adeus do apresentador, escritor e músico Rodrigo Rodrigues

Rodrigo Rodrigues na bancada do "Troca de Passes" - Reprodução/Instagram/@rr_tv

O jornalista e apresentador Rodrigo Rodrigues morreu, nesta terça-feira, aos 45 anos, após sofrer uma trombose venosa cerebral, consequência da Covid-19. Rodrigues foi internado no último sábado em um hospital no Rio de Janeiro e passou por uma cirurgia para controlar a trombose, mas não resistiu.

Músico e escritor, Rodrigo teve diagnóstico de Covid-19 e estava internado desde o último sábado no Hospital Unimed-Rio, no Rio de Janeiro. Um dos principais apresentadores do SporTV e eventual substituto de Felipe Andreoli no “Globo Esporte”, da TV Globo, ele recebeu diagnóstico de Covid-19 na primeira quinzena de julho.

Após sentir-se mal no último sábado (25), RR, como era chamado, teve complicações devido a uma cirurgia para controlar uma trombose venosa cerebral (TVC) e não resistiu. A confirmação da morte foi anunciada no programa SportTV News, da SporTV, na tarde de hoje. Rodrigo Rodrigues nasceu no Rio e fez carreira em diversos canais de televisão, como TV Cultura, SBT, ESPN Brasil, Band, Gazeta e Esporte Interativo.

No SporTV, ele comandou programas como “Troca de passes”, “Redação SporTV”, “SporTV News”, “Tá na Área” e “Seleção SporTV”, além de ancorar o “Globo Esporte” em esquema de plantão aos sábados na TV aberta. Na ESPN Brasil, ele foi o primeiro apresentador do “Resenha ESPN”, um dos mais conceituados programas do gênero.

Os apresentadores do SporTV Janaína Xavier e André Rizek se emocionaram ao noticiar a morte do jornalista Rodrigo Rodrigues, do Grupo Globo. Janaína Xavier foi quem confirmou ao vivo, no SporTV News, a morte do companheiro de canal. Ela ficou com a voz embargada e segurou o choro ao falar sobre o apresentador.

“Ele é uma unanimidade, o que é raridade nos dias de hoje”, disse. Em seguida, André Rizek também se emocionou no início do Seleção e não segurou as lágrimas ao falar sobre o quão querido Rodrigo Rodrigues era. “Você podia tentar não gostar do Rodrigo, mas você ia falhar miseravelmente”, afirmou.

No Seleção, homenagens foram prestadas pelos comentaristas Júnior, Lédio Carmona, Paulo Vinícius Coelho (PVC) e Paulo César Vasconcelos. Praticamente todos os comentaristas choraram durante a atração. Lédio disse que chegou a ter contato com Rodrigo Rodrigues nos dias que antecederam a internação e afirmou que a notícia é “terrível”.

“Falei com ele na quinta, na sexta. Ele não estava bem, mas estava respondendo, fazendo metáforas com a doença. Em nenhum momento ele falou em hospital. Eu me coloquei à disposição para ajudar de alguma maneira, mas ele disse que a logística ajudava, que tinha mercado na porta de casa. É uma coisa terrível. Eu era muito amigo dele”, disse.

Já Paulo Vinícius Coelho (PVC) falou, entre outras coisas, sobre a alegria de olhar o perfil de Rodrigo Rodrigues tocando música no Instagram. “Ele fez incríveis entrevistas. Ele fez um trabalho brilhante no Resenha (programa da ESPN Brasil), junto com o Sorín, ouvindo os jogadores. Ele era da cultura pop, e o futebol é cultura pop. Eu acho inacreditável que esse vírus maldito tenha atacado justamente o cérebro genial que ele tinha”, afirmou. (Com informações da ESPN e do UOL)

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