A frase do dia

“Só mesmo no Brasil de Bolsonaro um corrupto ordinário como Roberto Jefferson, condenado à prisão por seus crimes, dá-se ao trabalho sujo de insultar dois ministros do STF por meio de referências chulas e homofóbicas às supostas homossexualidade de ambos”.

Jean Wyllys, jornalista e ex-deputado

Lava Jato tenta provar isenção com ação contra senador tucano

Senador José Serra - Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador José Serra (PSDB) e o fundador da Qualicorp, o empresário José Seripieri Filho, estão “no topo da cadeia criminosa” que envolveu repasses ocultos de R$ 5 milhões para a campanha do tucano ao Senado, em 2014, segundo a PF (Polícia Federal). A Justiça Eleitoral determinou o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e outros 15 de busca e apreensão relacionados ao caso.

Dois imóveis ligados a Serra em São Paulo e seu gabinete e apartamento funcional em Brasília eram alvos de buscas, mas o Senado impediu as buscas da PF. O STF (Supremo Tribunal Federal), no começo da tarde, também barrou a ação dos investigadores no gabinete.

Também houve mandados expedidos pela Justiça em Itatiba (SP) e Itu (SP). “No topo da cadeia criminosa tem o acionista controlador [da Qualilcorp] e, no topo do político, temos o então candidato [José Serra]”, afirmou em coletiva de imprensa Milton Fornazari Júnior, o investigador responsável pela operação, ligada à Lava Jato.

De acordo com ele, “o acionista controlador [Seripieri] fornecia os números de contato dos intermediários do candidato, e o grupo encarregado de pagar entrava em contato [com o grupo de Serra], fazia reunião para convergir sobre como os repasses seriam feitos”.

Toda a estrutura tinha por objetivo “dissimular a origem ilícita dos valores repassados ao então candidato em 2014”. Para isso, havia a simulação de prestação de serviço e aquisição de produtos por meio de transferências bancarias a empresas utilizadas pelos intermediários de Serra.

O senador José Serra (PSDB-SP) chamou de “abusiva” a operação de busca e apreensão realizada hoje pela Polícia Federal em seus imóveis e gabinete. Em nota enviada à imprensa, o político tucano definiu a ação como uma “espetacularização”.

“José Serra lamenta a espetacularização que tem permeado ações deste tipo no país, reforça que jamais recebeu vantagens indevidas ao longo dos seus 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação aos gastos públicos. Importante reforçar que todas as contas de sua campanha, sempre a cargo do partido, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”, disse o comunicado. (Com informações do UOL)