MPF pede afastamento do ministro do Meio Ambiente

Ricardo Salles

Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) pediram nesta segunda-feira (6) o afastamento de Ricardo Salles do posto de ministro do Meio Ambiente. Para os procuradores, Salles age com a intenção de desmontar a proteção ao meio ambiente no país, incorrendo no ato de improbidade administrativa.

Como se trata de ação de improbidade administrativa, o processo correrá na 1ª Instância da Justiça Federal, em Brasília — o caso só iria para o Supremo Tribunal Federal (STF) se fosse um processo criminal. A ação (aqui, na íntegra) é movida por procuradores do Distrito Federal e também por integrantes da Força-Tarefa Amazônia do MPF.

À BBC News Brasil, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) disse que a ação dos procuradores é baseada em “evidente viés político-ideológico” e que se trata de uma “clara tentativa de interferir em políticas públicas do Governo Federal”.

A pasta também disse que a ação não traz acusações novas — apenas casos que já teriam sido rejeitados pela Justiça. “As alegações são um apanhado de diversos outros processos já apreciados e negados pelo Poder Judiciário, uma vez que seus argumentos são improcedentes”, diz o MMA, em nota.

Esperando a manifestação de apoio que os insanos da indústria paraense certamente irão divulgar sobre o ministro que defende passar “a boiada” para destruir de vez as riquezas ambientais do país.

Um comentário em “MPF pede afastamento do ministro do Meio Ambiente

  1. Caro jornalista, falar em indústria paraense é ver miragem. Há muito anos que o estado do Pará cresce como rabo de cavalo, situação agravada no reinado tucano. Os pretensos industriais paraenses não passam de prepostos de empresas alienígenas ou são empresários fracassados, falidos. Ou, o que consegue ser pior, representantes da área agrícola como fazendeiros latifundiários, grileiros, madeireiros, garimpeiros et caterva, promotores de atividades econômicas das mais atrasadas. Um estado que se escora numa economia baseada na destruição da natureza, na degradação do meio ambiente, na exportação de boi vivo não pode se orgulhar de sua base econômica, de seus chamados empreendedores. Um estado que exporta suas riquezas minerais em milhões de toneladas sem se beneficiar ou beneficiar sua população por isso não tem presente e nem futuro promissor. Certamente que, nas edições dos jornais de domingo, os porta-vozes dessa economia do atraso se apresentarão com seus argumentos estapafúrdios, entre eles o de que é necessário criar empregos, gerar renda e, o que eles escamoteiam, gerar polpudos lucros para seus bolsos, mesmo que para isso seja necessário deixar a terra arrasada, com a prática de atividade econômica medieval.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s