Rony é suspenso pela Fifa e desfalca o Palmeiras

Rony, atacante do Palmeiras, durante treinamento físico na Academia — Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Devido a uma antiga ação judicial do Albirex Niigata, do Japão, a Câmara de Resoluções de Litígio da Fifa puniu o atacante Rony, atualmente no Palmeiras, com quatro meses de suspensão. Por conta da mesma ação, o Athletico-PR, ex-time do jogador paraense, fica impedido de registrar novos jogadores nas próximas duas janelas de transferências. Ainda cabe recurso no TAS (Corte Arbitral do Esporte) em até 21 dias.

A restrição passa a valer de imediato a partir da notificação da decisão desta segunda-feira e inclui tanto jogos de competições nacionais quanto internacionais. O jogador também terá de pagar ao Albirex Niigata US$ 1.129,499 (cerca de R$ 6 milhões), acrescidos de 5% de juros a partir de março de 2019 até a data do pagamento, cujo prazo limite é de 30 dias.

O Palmeiras, que contratou Rony no início da temporada 2020, não faz parte do processo. O Verdão, porém, não poderá utilizar o jogador pelo período determinado pela Fifa.

Rony foi revelado pelo Remo, jogou no Cruzeiro, no Náutico e se transferiu para o Japão. Antes de acertar com o Athletico, chegou a firmar acordo com o Botafogo, que recuou do negócio por receio de problemas com o clube japonês, agora confirmados.

Um breve e barulhento passeio pelas ondas do rock

Sete festivais de música no Brasil e no mundo que você não pode ...

POR GERSON NOGUEIRA

O rock, cultuado no mundo todo como o gênero mais subversivo de todos, tem hoje sua data mundial festejada. Sim, eu sei, nós sabemos, é marketing descarado, nada a ver com a contracultura e a contestação dos primórdios. Quando Chuck Berry trabalhou a junção do blues estradeiro americano com uma levada mais dançante e sensual, com apelo irresistível para o público infanto-juvenil, numa época em que ninguém fazia música adequada à fase mais festiva e gostosa da vida. O rock, por assim dizer, foi terapêutico: veio suprir uma lacuna imperdoável e cumpriu com sobras a missão.

E quis o destino que esse novo ritmo tivesse como base o balanço e a vibração, típicos da música negra de raiz. Vem daí a noção de que o rock não nasceu – como querem alguns pesquisadores brancos – de Bill Halley & His Comets ou de seus inúmeros covers. Quando Halley explodiu com Rock Around the Clock (maio de 1954) o rock raiz já pulsava no coração negro da América. É sobre isso que falaremos neste modesto inventário sobre o som que mudou a rotação do planeta.

Berry, o verdadeiro pai do rock, ganhou a estrada, tocando em troca de tostões nos bares de beira de estrada do sul dos Estados Unidos. Adquiriu nessa época a mania de não aceitar pagamento em cheque ou depósito bancário. Dizia aos promotores de evento, mesmo quando já artista consagrado, que só confiava em grana viva.

Chuck colecionou uma penca de hits, que até hoje podem ser ouvidos com grande prazer: Johnny B Goode, Rock and Roll Music, Maybellene, Route 66, Roll Over Beethoven, School Days, You Never Can Tell, Nadine.

Depois dele, abriu-se o Mar Vermelho, com o aparecimento de nomes como Little Richards, o primeiro grande performer do gênero, unindo transgressão e ousadia. Homossexual assumido, deixava produtores e promotores de shows em altas para encaixá-lo em eventos para o público hiper conservador da terra de Tio Sam.

Tutti Frutti, Good Golly Miss Molly, Lucille, Long Tall Sally, Jenny Jenny. Richard deu dimensão espetaculosa e saltitante ao que era ritmado, rascante e hétero no rock de Chuck Berry.

Ainda nos ’50, Jerry Lee Lewis furou o bloqueio do rock negro com um estrondoso sucesso na mesma época em que Richard brilhava. São dele hits como Great Balls Of Fire, Jambalaya, Mother The Queen Of My Heart, Whole Lotta, Shakin’ Goin’ On, Your Cheatin.

Com estilo absolutamente único de martelar as teclas do piano, usando até os pés, Lewis estabeleceu-se entre os grandes nomes do período. Além dele, Buddy Holly e Carl Perkins fizeram furor, com estilos mais domesticados ao gosto médio.

Nenhum, porém, chegou ao patamar de Elvis Presley, que se tornou o primeiro super astro mundial do gênero, embora tenha em muitos momentos da carreira flertado mais com o pop romântico. Blue Suede Shoes, Jailhouse Rock, Can’t Help Falling In Love, Always On My Mind, Suspicious Minds, Love Me Tender, Bridge Over Troubled Water, Hound Doug, Kiss Me Quick foram alguns de seus muitos sucessos.

Elvis incendiava plateias com a voz de timbre negro e o balanço mais erotizante visto até então nos palcos do mundo. Virou astro de cinema filmes para matinês e, com o tempo, foi assumindo um conservadorismo político que conflitava por completo com a revolução estética que promoveu no rock. No fim decadente da carreira, aceitou virar atração de cassinos em Las Vegas.

Dos pioneiros e faiscantes anos 50, o rock deu um salto rumo à conquista planetária com a chegada de um grupo absolutamente único em originalidade, talento e apelo popular. Os Beatles, vindos da velha Inglaterra, assumiram o pódio e reinaram por mais de uma década, acumulando sucesso e prestígio.

Com os Beatles o rock ganhou status de arte moderna e engajada, principalmente pelo álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, projeto conceitual idealizado por Paul McCartney e concebido com a cabeça erudita do maestro George Martin, cognominado o quinto beatle.

Foram os Beatles que entronizaram gerações inteiras no rock, fazendo uma verdadeira revolução de costumes, com músicas que viraram hinos até hoje reverenciados, como Help, Come Together, Revolution, Hey Jude, I Want To Hold Your Hand, Blackbird, Across the Universe, Twist and Shout, Penny Lane, Get Back, Let It Be, Yesterday, Drive My Car, Michelle, A Day in the Life, Here Comes The Sun, Eleanor Rigby, Lucy in the Sky With Diamonds, While My Guitar Gently Weeps, Something, Yellow Submarine são alguns dos clássicos da banda.

Nunca uma banda de música pop foi tão significativa e influente, além de visceralmente amada por tanta gente quanto o Fab Four (John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr). Aliás, todos os quatro músicos produziram obras respeitadas e exitosas quando abraçaram a carreira solo.

Quem mais chegou perto da Beatlemania foram os Rolling Stones, também ingleses e que trilharam um caminho ligeiramente contrário, adotando um som mais sujo e rebelde. Versão bem menos palatável para o padrão da época do que os quatro garotos de Liverpool.

A entrada em cena dos Stones virou de ponta-cabeça o cenário da música jovem, desafiando a tradição familiar e abraçando atitudes até então consideradas inaceitáveis, como o consumo de drogas e a defesa da liberdade sexual. Junto com os Beatles, o grupo fundado por Brian Jones e liderado por Mick Jagger e Keith Richards antecipou o que se tornaria pleno a partir do movimento hippie no fina dos 1960.

Satisfaction, Simpathy For The Devil, Let’s Spend The Night Together, Time is On My Side, Jumpin Jack Flash, Honky Tonk Women, Gimme Shelter, Paint it Black, Ruby Tuesday, Lady Jane, Sweet Virginia, Angie, Not Fade Away, You Can’t Always Get What You Want e tantos outros hits consolidaram os Stones como um dos gigantes do rock, ainda hoje em plena atividade, percorrendo o mundo sempre com shows lotados. Biografias de Keith, Mick e Ronnie deixam claro que a banda se mantém viva justamente pelo amor pela estrada e os shows ao vivo.

As formações se alternaram desde que Brian Jones foi expulso da banda. Mick Taylor o substituiu na guitarra. Ronnie Wood (ex-Faces) veio em seguida. O baixo, que teve Bill Wyman na formação original, hoje está com o músico convidado Darryl Jones, mas a batera segue firme nas mãos de Charlie Watts. A voz inconfundível de Jagger, a batida de Charlie e os solos inspirados de Keith e Ronnie formam a massa sonora que mantém as pedras rolando.

Enquanto Beatles e Stones dominavam as paradas, nos anos 60, outros roqueiros se inseriam na cena, com propostas e características variadas. Bob Dylan, o bardo de Minnesota, de origem folk, encantava com poesias profundas e mirando um público mais intelectualizado. Quando assumiu o som eletrificado das guitarras foi um pandemônio. Seus fãs mais conservadores rejeitaram a novidade, mas o rock o recebeu de braços abertos.

Clássicos como Blowin’ in the Wind, Like A Rolling Stone, Mr. Tambourine Man, Hurricane, Lay Lady Lay, Jokerman, Love Minus Zero, My Back Pages, Idiot Wind ganharam a programação das rádios, viraram trilha sonora nos campi e nas frentes de protesto dos movimentos pelos direitos civis. Dylan foi aclamado como o poeta do rock, consagrado posteriormente com o Prêmio Nobel de Literatura. Estranho, recluso e dado a mudanças radicais nos arranjos de suas músicas, Dylan continua um provocador indomável.

Noutra direção, Jimi Hendrix fazia furor com sua guitarra incendiária e dissonante. O deus negro dos solos flamejantes morreu cedo (aos 27 anos, como Janis Joplin, Jim Morrison e Brian Jones), como todo roqueiro deve morrer, na frase célebre de Jagger. A curta carreira de Hendrix foi marcada por êxitos que tornaram sua obra definitiva e icônica. Lembro de, ainda menino, ter ouvido Hendrix nos anos 70 e não entender coisa nenhuma. Muita distorção na guitarra e ruídos que dificultavam minha compreensão. Fui entendê-lo e amar sua música somente uns 10 anos depois.

Na Califórnia ensolarada surgiu uma ramificação curiosa do rock. Com os Beach Boys surgiu o surf rock, de levada ligeira e voltado para embalar festinhas. O líder do grupo, Brian Wilson, resolveu contrariar o script e mergulhou em experimentações sonoras que desaguaram na obra-prima Pet Sounds. Um punhado de canções, amarradas numa régua conceitual, fizeram do álbum um ícone da música pop em todos os tempos.

Muitos outros artistas e bandas se movimentavam na cena roqueira do período, produzindo muito, tocando ao vivo e contribuindo para o período mais criativo do gênero. Data dessa fase a explosão de grupos como Jefferson Airplane, Animals, Procol Harum e o seminal Crosby, Stills, Nash & Young, formado por quatro músicos excepcionais, além do catártico Creedence Clearwater Revival, de John Fogerty, de som despojado, mas quase tão popular quanto os pesos-pesados ingleses Beatles e Stones.

Nesta lista resumida e seleta de nomes obrigatórios do rock, não pode faltar o Cream, primeiro supergrupo da história, power trio da pesada que reuniu os virtuoses Eric Clapton, Ginger Backer e Jack Bruce. Foram poucos discos, mas em quantidade suficiente para consagrar a fusão inglesa do blus com o rock. A partir do Cream, Clapton se lançou em carreira solo fulgurante, cultuado como herói da guitarra com direito a pichações nos muros londrinos chamando-o de The God.

Cabe registrar também o papel relevante de bandas como Byrds, Mountain, Stepennwolf e The Band, que acabaria ganhando notoriedade como grupo de apoio de Bob Dylan em discos de estúdio e turnês.

Na Inglaterra, o rock se alastrava pelos pubs e pequenos teatros, na esteira do êxito de Beatles e Stones. Yardbyrds, Kinks, The Who e Led Zeppelin seriam os representantes mais expressivos dessa segunda onda do rock britânico. Nascido de uma dissidência dos Yardbyrds, o guitarrista Jimmi Page, o Led logo se transformaria num furacão, superando seus concorrentes da época.

O gigantismo da banda, amparado no virtuosismo de Page e no carisma de Robert Plant, se traduz nas excursões megalomaníacas turbinadas por discos brilhantes e um punhado de megahits – Rock and Roll, Immigrant Song, Kashmir, Stairway To Heaven, Going to California, Celebration Day, All My Love, Whole Lotta Love.

Bill Graham, legendário promotor de shows da era de ouro do rock, diz em sua bio que o Led tinha uma aura satânica em torno de si, o que – de certa forma – se confirma com episódios traumáticos na vida da banda. A morte do baterista John Bonham determinou o fim da vida terrestre do grupo.

Depois do Led, veio o Pink Floyd, inicialmente numa linha experimental que flertava com a estética psicodélica, bem ao agrado de seu fundador Syd Barret, o grupo evoluiu para dimensões muito mais ambiciosas sob a batuta de Roger Waters e a guitarra de David Gilmour. Álbuns como The Wall, The Dark Side of the Moon e Animals colocaram o Pink Floyd no chamado primeiro time do rock.

O lado ruim da história é que, na esteira dos sons de pitada clássica de vários discos do Pink, floresceu um subgênero denominado rock sinfônico, que teve no Yes, no Focus e no Rush seus principais expoentes. A pretensão musical infelizmente não encontrou amparo nas tentativas de instaurar um novo rumo para o rock.

CENA PUNK

Como resposta à suntuosidade que o rock sinfônico tentava impor surgiu uma saudável baforada de rebeldia, fazendo renascer as bases do rock. Acordes econômicos, pegada selvagem, riffs rápidos e amplificadores no volume máximo. Exalando urgência, nascia o punk rock, inicialmente criado por um marqueteiro esperto e depois dominado pelas ruas e guetos, para expressar os anseios e recados de uma geração anárquica e niilista que não se via mais representada no rock tradicional.

Sex Pistols, The Clash, Bad Religion, Rancid, Dead Kennedys e Black Flag se destacaram no segmento, mas ninguém chegou perto do legado dos novaiorquinos Ramones, a maior banda de punk rock de todos os tempos. Joey, Johnny, Dee Dee Ramone surgiram em 1974 para arrebatarem multidões com shows rápidos e inesquecíveis.

Grupos pós-punk como Green Day assimilaram o lado rústico do gênero e adicionaram uma linha melódica mais ao sabor dos novos tempos, comercialmente falando. Em alguns momentos, a receita ficou bem interessante.

ROCK ARENA

Quando o punk parecia que ia demolir definitivamente as velhas estruturas do rock, eis que uma banda britânica de perfil grandiloquente e nome ambíguo começaria a fazer um movimento em sentido contrário. O Queen, de Brian May e Freddie Mercury, estourou no final dos anos 1970 e se manteve em alta até a morte (por Aids) de seu vocalista.

Com o mesmo aparato cênico do Queen, mas com estilo mais engajado e messiânico, os irlandeses do U2 entraram em campo nos anos 80 e se transformaram em campeões de bilheteria, com quase igual êxito junto aos críticos. Bono Vox e The Edge lideram a criação e o U2 segue firme na ativa.

INDIES & GRUNGE

No circuito universitário, bandas interessantes surgiam como formigas em torno de doces, fora do mainstream. R.E.M., talvez a mais criativa delas, e Pixies, a mais influente, são nomes a serem destacados como renovadores da linguagem roqueira. O R.E.M., que se desfez há cinco anos, se dedicou a lançar álbuns impecáveis ao longo da carreira e até hoje é referência para bandas iniciantes.

O grunge, subgênero nascido em Seattle (EUA), legou ao mundo bandas de perfil singular, focadas em letras profundas e pessoais, emolduradas por guitarras inquietas. O Nirvana, de Kurt Cobain, é o maior representante do grunge. Poucos álbuns, mas uma discografia forte e marcante.

Além do Nirvana, Seattle foi palco para Pearl Jam, Soundgarden e Alice in Chains, além de uma infinidade de seguidores pelo mundo. Com Eddie Vedder nos vocais e um time afiado de músicos, o PJ teve o mérito de se diferenciar do padrão Nirvana, alargando o alcance do grunge e realinhando o rock como plataforma para o posicionamento político libertário e de esquerda.

SEM RÓTULOS

Ao citar bandas e nomes icônicos do rock é inevitável lembrar que todas beberam nas fontes de Berry, Beatles, Stones e de um inglês de trajetória errante, inquieta e – não raro – brilhante. David Bowie, legítimo camaleão do rock, tem lugar cativo neste pequeno manual de introdução à história do gênero. Viajou nos mais diferentes estilos e modas, da discoteca ao glam rock, do folk ao indie, sem deixar de mergulhar de cabeça nas artes visuais. Fez alguns álbuns definitivos – Station to Station, Space Oddity e o épico The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars.

Elton John, por razões diferentes, também não pode ser rotulado dentro da escala de grandes nomes do rock moderno. Um exímio artesão de canções pop, o músico inglês é um dos maiores vendedores de discos de todos os tempos, cercado da admiração de grandes nomes do gênero.

Deixei para o fim a menção aos grupos britânicos da chamada geração Britpop, como Stone Roses e Oasis, sendo que este último conquistou as paradas e construiu uma obra consistente nos anos 1990, a partir da atribulada parceria dos irmãos Noel e Liam Gallagher. A banda acabou, os irmãos mal se falam, mas a música permanece.

Da linhagem fértil do surf rock da Califórnia, fecho o guia básico com o Red Hot Chili Peppers, de trajetória meio caótica quanto à qualidade dos discos, mas certeiro na missão de levar diversão a quem ouve, um pressuposto às vezes esquecido no rock.

Bem, pessoal, esta lista tentou seguir uma ordem cronológica, tematizando o rock por estilos e tendências, mas obviamente não tem o rigor científico de uma pesquisa e nem pretende ser um ensaio, até porque todo levantamento desse tipo vem carregado de preferências pessoais. O objetivo aqui era mostrar um pouco da real grandeza do gênero que tanto amamos.

Penitencio-me com os fervorosos fãs do metal e suas centenas de subdivisões, que não tive como incluir na lista – fica para depois (me cobrem isso). Lamento também, por necessidade de condensar ao máximo o texto, ter deixado de citar um porrada de gente imensa e importante, como Tom Petty, Lou Reed, Neil Young, Joan Jett, Grace Slick, Stooges, Stone Temple Pilots, Rory Gallagher, Pretenders, ZZ Top, Bad Company, Cat Stevens, Leslie West, Jeff Beck, Scott Weiland, Blondie e meu amado Hüsker Dü.

Voltaremos ao assunto.

Leão busca perfil ‘cascudo’

POR GERSON NOGUEIRA

Clube do Remo: atletas devem se preparar em suas casas | Vigia

Apesar da forte prevalência de volantes no elenco, que gera desconfianças no torcedor, o Remo começa a definir um perfil de time maduro para encarar o Brasileiro da Série C. Escrevi há dois meses, quando Marlon e Zé Carlos ainda eram especulados, que a escalação azulina para a retomada do Parazão podia ter pelo menos seis jogadores com idade acima de 31 anos.

No Estadual, talvez isso não ocorra, mas para o Brasileiro é provável que em determinados jogos o time seja integrado majoritariamente por jogadores experientes, acostumados às dificuldades das Séries B e C. A contratação de Lucas Siqueira, volante de 31 anos, reforça essa impressão.

Vinícius; Everton Silva, Mimica, Kevem e Marlon; Lucas, Charles (Julio Rusch), Gelson e Eduardo Ramos (Douglas Packer); Zé Carlos e Gustavo Ermell. Nessa hipotética escalação, mais da metade está acima dos 31 anos, o que não significa que será um time cansado e lento.

A condição atlética e a capacidade de recuperação após a quarentena irão determinar o ritmo das partidas, havendo uma tendência inicial de jogos mais cadenciados. Além disso, a nova regra de substituições (5) assegura a reposição de peças ao longo dos 90 minutos, vindo em socorro justamente de equipes que estejam fisicamente vulneráveis.

Mais do que a média de idade, cabe observar o modelo tático buscado pelo técnico Mazola Jr. para a campanha na Série C. Fica evidente a preocupação em resguardar o setor defensivo, procurando dar segurança e evitar os muitos problemas verificados no desempenho do time de Márcio Santos na reta final da primeira fase da competição em 2019.

Na maioria dos jogos, inclusive em casa, o Remo incorreu em falhas defensivas que atrapalharam a tentativa de chegar ao mata-mata. Casos, principalmente, dos jogos contra Juventude (2 a 2) e Tombense (0 a 2), nos quais pontos certos foram desperdiçados dentro de casa.

Mazola parece bem atento aos problemas da defesa, mas é fundamental que o Remo tenha opções ofensivas, pois no Parazão o time teve imensas dificuldades (marcou 9 gols em oito jogos, 4º na artilharia) contra equipes retrancadas, cenário mais do que previsível na Série C.  

Um conjunto que não repete a afinação de 2019

O Flamengo venceu, confirmou o favoritismo, mas não teve vida tranquila no clássico. Mais do que no primeiro jogo, quando teve altos e baixos, com falhas no setor defensivo, o Fluminense atuou bem ontem e poderia ter empatado a partida. Teve chances para isso, principalmente porque o Fla voltou a se apresentar surpreendentemente mal, para quem tem um elenco estrelado e recomeçou a preparação antes de todo mundo.

Talvez a incerteza quanto à permanência de Jorge Jesus comece a ter consequências no rendimento e no astral da equipe. De qualquer maneira, um cenário que preocupa quanto às competições realmente prioritárias, como a Série A e a Libertadores.  

A única situação que fez lembrar o arrasador Flamengo do ano passado foi na jogada que resultou no segundo gol. De um rebote defensivo, o time saiu em apenas um toque para Gabriel Barbosa avançar pela direita e cruzar na medida para Michael marcar. Pelo desenho do lance, remeteu ao gol marcado contra o Inter, no Beira-Rio, pela Libertadores. Diferença é que naquela ocasião a saída foi pela esquerda.

De maneira geral, os dois clássicos contra o Flu semeiam dúvidas quanto ao poderio da equipe no restante da temporada. Gabigol, mesmo expulso, continua bem, mas o conjunto não reedita a mesma afinação.

E que caneta em duplo carpado que o Rafinha tomou do Marcos Paulo, hein, torcida brasileira? Que coisa. Te dizer…

Luta contra o racismo: ninguém vai calar Hamilton

Lewis Hamilton, o único piloto negro da Fórmula 1, voltou a se manifestar publicamente ontem contra o racismo ao vencer o GP da Estíria. Ao sair do carro já ergueu o braço direito com os punhos cerrados. Depois, no pódio e sem o capacete, para não deixar dúvidas, repetiu o gesto.

A cena remete aos lendários Tommie Smith e John Carlos, atletas negros americanos que ergueram o braço imitando o grupo Panteras Negras, em 1968, na Olimpíada do México. Nos tempos atuais, é uma forma de repudiar atos racistas, como o que vitimou George Floyd, morto por um policial branco nos EUA.

Na F1, elitista por excelência, sem espaço para minorias ou ativismos, Hamilton é uma honrosa e brilhante exceção. Fortíssimo nas redes sociais, o campeão tem apoiado de forma ostensiva os movimentos antirracistas e emprestado seu prestígio à causa.

Dentro da própria categoria, ele tem cobrado um posicionamento mais claro diante das injustiças sociais e à discriminação. Tem dado certo. Nos dois últimos GP’s, os pilotos vestiram a camiseta negra com a inscrição “End Racism” e se ajoelharam antes da largada, com exceção de seis recalcitrantes competidores.

Na pista, Lewis (Mercedes) mostrou desenvoltura e perícia para chegar com certa facilidade ao primeiro lugar, dominando quase que de ponta a ponta a corrida. Encurtou para 6 pontos a distância para Bottas no Mundial e , com a 85ª vitória, ficou a 6 de igualar a lenda Michael Schummacher.

Espero que consiga alcançar as duas metas. Lewis, não apenas pela consciência política, é uma das boas razões para que se volte a acompanhar F1 mesmo em tempos pouco fartos em talento e bravura.  

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 13)

Roberto Bacuri reforça a comissão técnica do Bragantino

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O ex-jogador Roberto Bacuri é o mais novo membro da comissão técnica do Tubarão do Caeté. O convite partiu do presidente licenciado Cláudio Wagner para que Bacuri assumisse a função de auxiliar do técnico Cacaio no prosseguimento do Campeonato Paraense e demais competições.

Roberto Bacuri tem 67 anos, é ex-futebolista e foi um grande ídolo do Paissandu nos anos 70. Passou também por clubes como o Ceará, América de Natal, Operário de Campo Grande e Itabuna (BA). Mora em Bragança há muitos anos.

Como novo membro da comissão técnica do Bragantino, Bacuri mostrou otimismo no retorno ao clube. “Já fui auxiliar técnico no Bragantino e ajudei fazer boas campanhas no passado. Se Deus quiser com a experiência e a força dos jogadores, dá pra gente fazer um bom trabalho e classificar tranquilo”.

Pizza? Corte Arbitral anula suspensão do Manchester City

Parece até coisa da CBF. A Corte Arbitral do Esporte (CAS), principal jurisdição do mundo esportivo, decidiu hoje autorizar, após o julgamento da apelação, a participação do Manchester City nas próximas competições europeias, revertendo a pena que condenava o clube inglês a dois anos de suspensão por não cumprir o Fair Play Financeiro (FPF). “O Manchester City não disfarçou seus contratos de patrocínio, mas falhou em cooperar com a Uefa”, entidade que administra o futebol europeu, afirma o CAS na decisão.

Manchester City tem pena revertida e pode disputar competições europeias - REUTERS/Darren Staples

O clube, que pertence ao Sheikh Mansour bin Zayed bin Sultan Al Nahayan, dos Emirados Árabes Unidos, e é treinado por Pep Guardiola, foi condenado apenas a pagar uma multa de 10 milhões de euros à Uefa, ao invés dos 30 milhões de euros inicialmente decididos pela entidade.

A Uefa havia acusado o City de inflar a receita com seus patrocinadores vinculados ao Abu Dhabi United Group, empresa do proprietário do clube, para cumprir com as regulamentações estritas do FPF entre 2012 e 2016.

Atriz Kelly Preston morre aos 57 anos

John Travolta está de luto Ator chora a morte da mulher. Kelly ...
Kelly Preston, 'Jerry Maguire' actress and wife of John Travolta ...

Em mensagem publicada na manhã de domingo, 12, o ator John Travolta faz uma homenagem póstuma à sua companheira, a atriz americana Kelly Prestonm, que morreu aos 57 anos, vítima de câncer de mama. “É com o coração muito pesado que informo que minha linda esposa Kelly perdeu a batalha de dois anos contra o câncer de mama”, escreveu o ator no Instagram. 

Conhecida por papéis cômicos, a atriz despontou no filme “Irmãos Gêmeos” em 1988, ao lado de Arnold Schwarzenegger e Danny DeVito. Era considerada uma das mais belas atrizes de sua geração.

Morreu a atriz Kelly Preston, aos 57 anos - Obituário - SÁBADO

Preston apareceu em dezenas de filmes e programas de televisão, principalmente ‘Jerry Maguire: A Grande Virada’ (1996), ‘Irmãos Gêmeos’ (1988) e ‘A Última Música’ (2010). Ela conheceu Travolta em 1987 e eles se casaram em 1991 em Paris. Eles tiveram três filhos juntos. O filho Jett morreu em 2009 aos 16 anos. Preston e Travolta estrelaram juntos em ‘A Reconquista’ (2000).

Kelly Preston, actress and wife of John Travolta, dies at 57 | KHON2

Travolta disse que sua família buscaria privacidade nos próximos meses, mas que ele “sentiria sua manifestação de amor” durante esse período. “Vou levar algum tempo para estar lá para os meus filhos, que perderam a mãe; portanto, perdoe-me com antecedência se você não nos ouvir por um tempo”, disse ele. “Mas, por favor, saiba que sentirei seu amor nas próximas semanas e meses à medida que nos curarmos”. Kelly Preston deixa seu marido e dois filhos, Ella, 20, e Benjamin, 9 anos.

John Travolta e Kelly Preston com os dois filhos (Foto: Instagram)