Hidroxicloroquina tem efeito em macacos, mas não cura humanos

De Viva Bem, no UOL

Hidroxicloroquina tem resultado antiviral em macacos, mas não em modelo humano - Dirceu Portugal/Fotoarena/Estadão Conteúdo

A hidroxicloroquina mostrou algum efeito antiviral no organismo de macacos infectados com o novo coronavírus, mas não teve resultados quando testada em um modelo de vias aéreas dos humanos, mostrou um estudo (em inglês) publicado hoje na revista Nature. Segundo os pesquisadores franceses, “a hidroxicloroquina mostrou atividade antiviral em células renais do macaco verde africano, mas não em um modelo de epitélio das vias aéreas humanas reconstituído”.

Nos testes com macacos, os cientistas afirmam ter usado diferentes estratégias, inclusive administrar a hidroxicloroquina em combinação com a azitromicina. Tanto o medicamento sozinho, quanto combinado não teve resultado significativo nos primatas a ponto de ser considerado eficaz. Quando utilizada como profilaxia, a hidroxicloroquina não resultou em proteção contra a infecção, dizem os pesquisadores.

“Nossos resultados não apoiam o uso de hidroxicloroquina, isoladamente ou em combinação com azitromicina, como tratamento antiviral para a covid-19 em humanos”, escreveram os cientistas. O estudo foi uma parceria entre as universidades de Paris e de Aix-Marselha, do Instituto Pasteur e do Centro Nacional de Referência de Vírus das Infecções Respiratórias da França e envolveu vários especialistas. Até agora, não há comprovação científica da eficácia da hidroxicloroquina ou do cloroquina no combate à covid-19.

Um outro estudo, também publicado hoje na revista, afirma que a cloroquina não inibe a infecção de células pulmonares em humanos infectados com o novo coronavírus. Um dos resultados apontados pelos pesquisadores aponta que uma prótese celular responsável por ativar o vírus torna a infecção pela covid-19 “insensível à cloroquina”. Além disso, o medicamento “não bloqueia a infecção” na linha celular pulmonar.

“Estes resultados indicam que a cloroquina tem como alvo uma via de ativação viral que não é operativa nas células pulmonares e é improvável que proteja contra a disseminação da SARS-CoV-2 (nome científico da covid-19) nos pacientes”, escreveram os cientistas. Esse segundo estudo foi comandado por universidades e laboratórios da Alemanha e da Rússia.

Aniversário de um templo do punk rock

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Por Katy Mary, no site Escotilha

“Aposto que são péssimos. Mas, talvez, se eles tocarem possam melhorar”. Essa era a premissa de Hilly Kristal quando, em 1974, inaugurou a nova fase do CBGB, templo do punk nova-iorquino, localizado na suja e barra pesada Bowery Street, ao sul de Manhattan.

Voltemos para um ano antes no tempo. Kristal sempre acreditou que a música estava no comando. Mas não exatamente o gênero punk. Quando abriu o bar, em 1973, o tipo de música que iria botar para tocar era aquela que “tiraria o mundo do capitalismo selvagem por meio da arte”. Era o “Country, Bluegrass e Blues and Other Music Uplifting Gormandizers” (CBGB & OMFUG), algo como “venha ouvir o country, o blues e outras músicas que sacudam os gulosos”. O conceito disso tudo só ficou mesmo na sigla. Poucos visitantes cabeludos, barbudos e de botas de couro entravam no local.

Quem começou a frequentar o bar de Kristal era clientela com pouca grana – aspirantes a artistas, strippers, jornalistas e uma gurizada esquisita que procurava por um lugar para tocar. Na época, o Max’s Kansas City, reduto do The Velvet Underground e de toda a geração do pré-punk (incluindo o glam que já estava em final de carreira), fechava as portas. O descolado Mercer Arts Center, outro local que abrigava shows, havia, literalmente, vindo chão abaixo.

Embora a cena punk estivesse florescendo em outros locais, como em Boston, o CBGB era “o lugar”. Era para onde a juventude queria ir, seja para estar no palco ou na plateia. Não importava se o cachorro de Hilly fizesse cocô em qualquer lugar dentro do bar, se os músicos tivessem que dividir o palco com ratos ou se todos tivessem que usar um banheiro que era um esgoto a céu aberto (quando vejo as fotos do banheiro do CBGB penso que o banheiro do Linos, nosso eterno bar punk aqui de Curitiba, cheirava a Cashmere Bouquet!

Hilly Kristal no balcão do seu GBGB

O CBGB tornou-se um mundo paralelo para aqueles que queriam algo a mais com a música. Sem amarras, sem censura. Richard Hell (ex-Television e depois do The Voidoids) em uma matéria especial sobre os 30 anos do CBGB, publicada pela Uncut, em 2005, diria que “o CBGB ajudou a criar a identidade do punk, de que tudo está caindo aos pedaços, ninguém tem nada para perder, derrube todas as suas esperanças e pretensões e diga o que você tem para dizer”. Ou seja, rolava mesmo um sentimento de pertencimento, de um lugar onde a mente podia funcionar da forma que cada um quisesse.

Patti Smith – Horses (1975), The Ramones – Ramones (1976), Blondie – Blondie (1976), Television – Marquee Moon (1977), Richard Hell & The Voidoids – Blank Generation (1977), Talking Heads – Talking Heads (1977), The Dead Boys – Young, Loud and Snotty (1977). Nenhum desses álbuns teria feito parte da sua audição se não fosse por Hilly Kristal, pois foi no CBGB que Nick Gant, Craig Leon, Richard Gottenrer, Andy John, e muitos outros produtores musicais, foram buscar seus pupilos para produzi-los e lançá-los ao mundo fonográfico.

E foi com esse arsenal de álbuns que o punk foi visitar a rainha. O CBGB e alguns da sua trupe tornaram-se um catalisador para a cena punk inglesa. Joe Strummer diria que se o primeiro álbum do Ramones não tivesse sido lançado, e a banda não tivesse tocado na Inglaterra, ele teria dúvidas se teria acontecido uma cena punk por lá.

O CBGB fechou em 2006. E não foi porque Kristal estava quebrado financeiramente ou cansado da sua saga. Ele simplesmente não conseguiu renovar o contrato de locação. Em 1973, quando abriu o bar, o aluguel custava 600 dólares mensais. Em 2004, estava em 19 mil dólares. No último ano chegou a 65 mil dólares. E no final, os carniceiros do ramo imobiliário pediram 200 mil dólares por mês! Dizem que a especulação imobiliária pelo local incluía o dedo de Mike Bloomberg, prefeito de Nova Iorque, de 2002 até 2013.

Apesar dos pesares, o fato parece ter sido coisa feita. Pouco depois do fechamento do CBGB, Hilly descobriu que estava com câncer. Morreu em 2007. Certamente deve ter levado com ele o lema “Você tem que ouvir para escutar”. Se você fuçar na rede irá encontrar muita coisa sobre o Hilly e seu bar – o site do CBGB, uma página em homenagem a ele, documentários e alguns livros (nenhuma biografia oficial, que eu saiba).

E há também o filme CBGB Movie (No Brasil saiu como CBGB – O Berço do Punk Rock), lançado em 2013. O filme não é o melhor retrato do que realmente aconteceu em Bowery Street. Soa meio caricato, equivocado em alguns momentos, por vezes romantizado. Mas vale pelo enredo que traça a jornada de Hilly Kristal e pela impecável atuação de Alan Rockman, no papel de Kristal.

Desmoralizando a cloroquina

Bolsonaro mostra caixa de cloroquina ao povo

Nesta quarta (22), Jair Bolsonaro anunciou ainda estar com Covid-19 após receber resultado do terceiro teste. A web não está perdoando e trazendo memes sobre a tão recomendada cloroquina pelo presidente. Assunto é um dos temas mais comentados na rede social Twitter. 

Em meio às recomendações do presidente do Brasil de uso de hidroxicloroquina para tratamento da doença, que já registrou mais de 2,1 milhões de casos e 81,5 mil mortes somente no Brasil, os internautas estão contestando a eficácia do medicamento, visto que o presidente ainda continua doente.

Não demorou muito para surgir memes depois do anúncio de Jair Bolsonaro, que fez com que o assunto “cloroquina” chegasse ao topo dos mais comentados no Twitter hoje.

Remo homenageia a Revolução Cabana em seu terceiro uniforme

“O Espírito Guerreiro Clube do Remo”. Com esta frase, a diretoria de marketing do Clube do Remo lançou nas redes sociais nesta quarta-feira (22) o terceiro uniforme do time de futebol para a temporada 2020. A camisa tem como inspiração a revolução da Cabanagem (1835-1840), única revolta popular ocorrida no Brasil. Os ideais de vitória, inclusão, bravura e luta por independência do movimento cabano ajudaram na formação histórica e cultural do Pará e do Clube do Remo.

Com a camisa especial, o clube presta sua homenagem à Revolução Cabana. O terceiro uniforme foge ao tradicional azul marinho e apresenta uma base vermelha bordeaux em referência à bandeira do Pará e do sangue derramado pelo povo cabano. A estética representa o movimento e o regionalismo, com detalhes marajoaras na parte da frente.

A camisa possui gola com decote em V dourado, que se sobrepõe no centro e na nuca. Na manga, em branco, constam os anos de início e o fim da Cabanagem, junto com o escudo do clube. Nas costas, o mapa do Brasil, em destaque o Estado do Grão-Pará, e embaixo a frase “O espírito guerreiro do Clube do Remo”, além do selo de 115 anos do Rei da Amazônia, completados em fevereiro. A nova coleção também tem uma versão branca, que será usada pelos goleiros na temporada, com os mesmos detalhes.

O design foi desenvolvido e desenhado pelo próprio departamento de marketing do Clube do Remo, após cuidadosa pesquisa, como forma de destacar o orgulho de fazer parte do Pará, da Amazônia. “Certamente é uma das camisas mais lindas e representativas do mundo. O contexto valoriza nossa história, nossa gente. O espírito da Cabanagem é o espírito aguerrido do Clube do Remo”, disse Renan Bezerra, diretor de marketing do clube.

O torcedor azulino pode adquirir a nova camisa a partir do dia 15 de agosto, modelos masculino e feminino, em todas as Lojas do Remo, no valor de R$ 220,00, com desconto para sócios. (Fotos: Diego Santos)

Jogo da vida é mais importante

POR GERSON NOGUEIRA

Torcedores são mais sensatos e lúcidos que a cartolagem brasileira. A constatação, visível há tempos, é reforçada a cada nova pesquisa. Enquanto o país avançava com perdas humanas e infectados pela covid-19, os dirigentes do futebol – Flamengo à frente – iniciaram em junho uma cruzada pela volta imediata das competições.

O objetivo foi alcançado e o Campeonato Carioca retomado no dia 18 de junho, apenas 15 dias depois do pico da pandemia no Estado do Rio de Janeiro, em afronta inaceitável a todos os critérios e protocolos de prevenção contra a doença definidos pela OMS.

Apesar da grita isolada de Botafogo e Fluminense, ficou tudo por isso mesmo, o Flamengo impôs sua força na federação do Rio e levou a cabo a temerária e apressada volta do futebol, como se o mundo fosse acabar no dia seguinte, motivado pela preocupação com faturamento e publicidade.

Pode ter ficado a impressão de que a atitude dos dirigentes não teve consequências, mas uma pesquisa divulgada ontem mostra que 77% da população considera que a volta do futebol aconteceu muito cedo e reflete descuido e pouco caso com a saúde da população. Em resumo, o jogo da vida é muito mais importante que o futebol.  

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O estudo, realizado entre os dias 7 a 10 de julho, foi feito pela Toluna, empresa que trabalha com insights do consumidor sob demanda. Foram entrevistadas 634 pessoas de todo o Brasil. A maioria avalia que os organizadores deveriam esperar mais tempo para a volta das atividades.

Com relação ao Campeonato Paulista, que reestreia hoje, a reprovação é de 68%. A ideia de realizar de jogos com torcida nos estádios sofre rejeição ainda mais pesada: 86% dos entrevistados é contra a medida, ideia tresloucada que chegou a ser defendida pela Ferj e Prefeitura do Rio.

A pesquisa revela um ponto importante: entre os torcedores que costumam frequentar estádios 58% responderam que não irão a campo este ano, nem que a medida seja considerada segura pelas autoridades.

A própria agenda dos campeonatos também desperta preocupação entre os entrevistados, visto que alguns estaduais ainda estarão em andamento quando o Brasileirão e a Copa do Brasil voltarem – o Parazão é um exemplo. Para 51% dos entrevistados, os estaduais deveriam ser cancelados para priorizar competições nacionais. 

Quanto a medidas de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus, o apoio mais forte vai para jogos sem torcidas nos estádios (79%), seguido da realização de testes e isolamento de atletas (52%), testes em todos os profissionais envolvidos nos eventos (46%) e proibição de contato físico na comemoração de gols (44%).

O levantamento seguiu o critério de classificação de classes utilizado pela Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa), com pessoas acima de 18 anos, de todas as regiões, com 3 pontos percentuais de margem de erro e 95% de margem de confiança.

É um dos primeiros estudos sobre os humores do torcedor quanto à volta do futebol e revela aspectos que deveriam preocupar os dirigentes. O item mais sério, sem dúvida, inclusive para a dupla Re-Pa, é o forte sentimento de resistência a voltar a frequentar estádios ainda neste ano.

Schürrle ou a fria brutalidade do mega-negócio chamado futebol

A aposentadoria precoce do atacante André Schürrle, anunciada no fim de semana, expõe os cruéis mecanismos que regem o futebol profissional. Em artigo, na Deutsche Welle, o craque Gerd Wenzel esmiúça com maestria a surpreendente decisão do jogador, que parou aos 29 anos, aparentemente em plenas condições atléticas de jogar por mais uns quatro anos.

Schürrle marcou duas vezes contra o Brasil na goleada de 7 a 1 da semifinal de 2014, e foi autor do passe açucarado para Mario Götze fazer de voleio o golaço contra a Argentina na decisão daquela Copa, no Maracanã, no dia 13 de julho de 2014.

“No grande negócio chamado futebol profissional, os jogadores muitas vezes são considerados meras máquinas que precisam funcionar sempre. A sociedade esquece que esportistas são seres humanos como todos nós. Não é porque recebem vultuosos salários que estão imunes ao que leem na mídia, ao que ouvem dos torcedores e às pressões que sofrem para serem cada vez mais eficientes”, escreve Gerd.

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Schürrle tinha naquela Copa apenas 23 anos e foi glorificado pelas boas atuações na semifinal e final, coroando um começo de carreira auspicioso, sempre muito vinculado ao amigo Mario Götze. Desde a glória conquistada no Brasil, a dupla entrou em surpreendente decadência técnica. Schürrle pulou fora e Götze procura clube.

Em entrevista recente, Schürrle soltou pistas sobre a decisão de abandonar os gramados: “Fui perdendo o prazer de jogar. Faz anos que a pressão da opinião pública se tornou um fardo para mim. Durante um jogo, o medo de errar me assaltava. As reações da mídia em geral eram extremas demais”.

“Depois de um mau desempenho numa partida, tive receio de sair na rua e de ser execrado por torcedores exaltados. Preferi puxar o freio de mão agora enquanto ainda posso refazer minha vida”, acrescentou.

Na Alemanha, relata Gerd, são raros os casos de aposentadorias precoces. Em 2015, Marcell Jansen, do Hamburgo, também com 29 anos, pendurou as chuteiras. Antes, Sebastian Deisler, meia do Bayern, despediu-se em 2007, aos 27 anos, após várias lesões e crises de depressão.

Robert Enke, goleiro do Hannover e que foi titular da seleção alemã, sofria de depressão crônica. Seria convocado para a Copa 2010, na África do Sul, mas se suicidou em novembro de 2009, aos 32 anos.

O alemão Schürrle, que chegou ao cume da carreira tão cedo, teve a sorte e o discernimento de perceber que o meganegócio do futebol pode fazer muito mal à sanidade mental. Corajoso, deixa mensagem indireta sobre o crivo imposto aos boleiros, que não podem expor fraquezas, como se fossem máquinas capazes de resistir a tudo e todos. É claro que não dá para sustentar essa armadura por tanto tempo.

Em tempo: leiam Gerd Wenzel, um alemão que entende mais de Brasil do que muita gente por aí. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 22)

Papão celebra 75 anos do maior feito sobre o rival

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O Paysandu lembra e comemora hoje os 75 anos da vitória por 7 a 0 diante do maior rival, Clube do Remo. No dia 22 de julho de 1945, o Papão passou pelo adversário naquela que é considerada (oficialmente) a maior goleada em um Re-Pa profissional. Em seu perfil no Twitter, o clube registrou a data utilizando um trecho de uma tradicional marchinha bicolor: “Há 75 anos, o Papão da Curuzu goleava o Clube do Remo por 7 a 0 e pintava o sete numa tela azul, no Estádio Baenão. Tá na história!”.

Em 1939, o Paissandu sofreu uma goleada por 7 a 2 para o Remo, mas, em 1943, aplicou 7 a 1, devolvendo o sentimento ruim ao rival. Dois anos depois veio o placar mais elástico de todos, os 7 a 0. O primeiro tempo acabou 1 a 0 para os bicolores, gol marcado por Hélio, aos 37 minutos. Aos 43, o meio campo Arleto, do Papão, e Vicente, do Remo, trocaram empurrões e foram expulsos.

Na segunda etapa, o PSC deslanchou. Farias ampliou logo no primeiro minuto e Soiá fez três gols seguidos, aos quatro, nove e 20 minutos, se tornando o goleador do jogo. No final, Hélio e Nascimento completaram a goleada. Segundo o noticiário da época, os bicolores ainda “brincaram” com o rival ao ficar tocando a bola esperando o apito final.

Avança o projeto para construção do 1º Hospital Público da Mulher no Pará

Um prédio moderno, com tratamento diferenciando e atendimento voltado exclusivamente ao público feminino. Assim será o Hospital Público da Mulher Senhora de Nazaré. O projeto já está em fase de ajustes finais. “Estamos na fase de contratação dos projetos e, entre 60 a 90 dias, nós finalizaremos e encaminharemos o processo para o setor de licitação, para que realizem a contratação da empresa executora da obra”, informa o secretário adjunto de Gestão e Obras da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), Arnaldo Dopazo.

A unidade de saúde especializada será de média e alta complexidade, preparada e equipada para tratamentos oncológicos. Ao todo, são previstos 120 leitos, que serão distribuídos em 100 leitos operacionais de urgência e emergência com atendimento de alta complexidade e 20 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O hospital atenderá cirurgia geral e oncológica, mastologia geral e oncológica, além de ser equipada com aparelhos de ressonância, raio-X, mamografia, tomografia e eletrocardiograma. O valor estimado, entre obra e equipamentos, é de 120 milhões de reais.

De acordo com Arnaldo Dopazo, a previsão de execução da obra é de cerca de 18 meses. “Será um prédio moderno que atenderá todas as normas vigentes das legislações da Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde e dos órgãos de segurança. É um projeto de fundamental importância para o Estado que oferecerá atendimento adequado, rápido e exclusivo para as mulheres”, garante.

“O Hospital Público da Mulher será uma unidade de referência que oferecerá atendimento médico, psicológico e assistencial às mulheres paraenses” – Arnaldo Dopazo, secretário adjunto de Gestão e Obras da Sedop.

Serviço – O 1º Hospital Público da Mulher no Pará será erguido na avenida Gentil Bitencourt, nº 2.175, onde funciona atualmente a sede do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep). O governador Helder Barbalho assinou o decreto autorizando a doação do prédio estadual para a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que de forma integrada com a Sedop, elabora o plano de necessidades que constarão no projeto executivo para a licitação da obra.

Investimentos – A área da saúde é prioridade para o governo do Pará. Desde o início da atual gestão, seis hospitais foram entregues no Estado: Hospital Abelardo Santos, no distrito de Icoaraci, em Belém; Hospital Regional dos Caetés, em Capanema; Hospital Santa Rosa, em Abaetetuba; Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba; Hospital Regional de Castanhal e Hospital Regional de Castelo dos Sonhos, em Altamira.

A iniciativa tem como objetivo desafogar as superlotações dos atendimentos nas unidades de saúde na capital e oferecer um atendimento mais próximo e de qualidade para a população. (Com informações da Agência Pará)