A pequenez humana em todo seu esplendor

O taxista Marcio Antônio do Nascimento Silva, de 55 anos, caminhava pela orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta quinta-feira, para espairecer. Ele cumpre esse ritual solitário, de máscara, pelo menos uma vez por semana desde que perdeu o filho, Hugo Dutra do Nascimento Silva, aos 25 anos, vítima da Covid-19, no dia 18 de abril. Na praia, se surpreendeu quando viu um homem derrubando, aos berros, cruzes colocadas na areia pela ONG Rio de Paz, simbolizando cem covas rasas, em protesto pelas mortes em decorrência do novo coronavírus. No calçadão, outros homens debochavam da homenagem. Diziam que a praia era um espaço público e que o protesto estaria “criando pânico”. Márcio se revoltou e foi para a areia recolocar as cruzes no lugar. (Do Extra)

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