Homenagem ao maior dos presidentes

Francis Hime muda os versos de “Meu Caro Amigo” para homenagear o presidente Lula no dia de seu aniversário.

Viva Lula!

A volta aos anos dourados?

POR GERSON NOGUEIRA

Jogo bonito é, em essência, o que todo fã de futebol gosta de ver em campo. É claro que, se o espetáculo resulta em vitória, a festa fica completa. O jeito como o Flamengo vem jogando, cujo ápice aconteceu na quarta-feira, frente ao Grêmio no Maracanã lotado, encanta justamente por aliar apuro estético e funcionalidade.

Coisa rara de ser obtida no futebol pragmático de hoje. A resistência à beleza do jogo começou ali no final dos anos 70. A revolucionária Holanda de Rinus Michels jogava magistralmente, impunha-se pelo domínio absoluto dos espaços do campo, mas ficou marcada pelo jejum de títulos, tanto em 1974 quanto em 1978. Bateu na trave nas duas ocasiões.

Quatro anos depois, o Brasil de Telê Santana fez furor na Copa do Mundo da Espanha. Goleada após goleada, show em cima dos argentinos, mas a glória ficou incompleta com o revés diante da Itália.

Times que se metiam a dar espetáculo passaram a carregar a pecha de pouco competitivos. Em 1986, nova chance para Telê, com um esquema menos apoteótico, resultou em novo fracasso, desta vez no México.

O triunfo em mundiais só aconteceria de novo em 1994, nos Estados Unidos. Apesar da diferença de 12 anos em relação à seleção de Sócrates, Zico, Junior, Falcão e Éder, a comparação foi imediata. O Brasil (ou grande parte dele) chegou à conclusão de que só era possível vencer jogando feio.

Até hoje é possível ouvir analistas fazendo revisionismo histórico para desencavar extrema qualidade no time fechado e pouco dado a dribles que Parreira comandou por gramados norte-americanos. Era o futebol possível, tendo Romário e Bebeto como exceções em meio a volantes e armadores.

O efeito foi imediato sobre o futebol nos clubes, espraiando-se pelo país e fomentando até um novo sentido para o verbo torcer. Dizia-se, até pouco tempo atrás, que o importante é ganhar títulos. O resto era detalhe.

Por isso, a principal contribuição do Flamengo de Jorge Jesus é promover o resgate do velho espírito boleiro, fiel à qualidade do jogo, herança deixada pela dinastia de craques da era de ouro do futebol brasileiro.

Curiosamente, Neymar pode vir a ser um dos maiores beneficiários deste futebol que flerta outra vez com a molecagem do drible, da finta fácil e das ações voltadas sempre para o ataque, sem medo ou hesitação.

O camisa 10 parece muitas vezes sofrer de solidão entre companheiros que se pautam pelas regras rígidas de posicionamento. É verdade também que pouco usa seu talento para as jogadas vistosas em função do time. Com um sistema que funcione de verdade, com aproximação e bom repertório de manobras ofensivas, Neymar pode renascer na Seleção.

Jorge Jesus em menos de quatro meses tem mostrado que é plenamente possível unir talento e eficiência num time de futebol. Seu Flamengo avança destemidamente obre os sistemas defensivos adversários, trocando passes, driblando e chutando muito – e sempre. Falando assim parece até simples, mas é produto de muito treino e orientação.

Em nenhum momento, desde as Eliminatórias da Copa 2018, a Seleção Brasileira mostrou destemor e inventividade quando tem a posse de bola. Tite gota de controlar o jogo, mas não é adepto de riscos.

Na Rússia, morreu abraçado a essas ideias ao topar com a apenas organizada Bélgica. Foi fulminado pela inversão de posicionamento dos belgas e não conseguiu deter a movimentação de Lukaku, um centroavante que não engraxaria as chuteiras do gigante Alcino.   

De certo modo, Jesus parece mais brasileiro, quanto à essência boleira, do que Tite. Talvez tenha vindo para permitir que o passado glorioso do país pentacampeão seja redescoberto. Basta de professores especialistas em retranca, como Felipão, Mano Menezes, Fábio Carille ou Abelão.

A qualidade do jogo praticado pelo Flamengo prova que há vida inteligente fora dos encaixotados esquemas movidos a cruzamentos na área. Ainda bem.

Bola na Torre

Giuseppe Tommaso comanda o programa, a partir das 22h30, na RBATV. Na bancada de debatedores, Valmir Rodrigues e este escriba de Baião. Em pauta, a Copa Verde e a Segundinha de acesso ao Parazão.

Quase extinto, drible ainda é um produto brasileiro

No futebol de marcação canina e pouco espaço para movimentação de jogadores habilidosos, o drible é recurso valioso para permitir que os ataques superem as defesas. Neymar é um dos expoentes desse tipo de jogada, embora nem sempre use a habilidade de forma prática.

Pois, mesmo com apenas cinco partidas disputadas na temporada de clubes 2019/2020 pelo PSG, o atacante lidera o quesito “dribles” entre os atletas das principais ligas nacionais da Europa.

Os dados envolvem times e jogadores da Premier League (Ingalterra), da Ligue 1 (França), Bundesliga (Alemanha), Série A (Itália) e de La Liga (Espanha). O site “WhoScored.com?”, especializado em estatísticas, destaca que Neymar dribla, em média, 4,8 vezes por jogo.

Os apontamentos do “WhoScored.com?” mostram que Neymar também se destaca quanto aos chutes em direção ao gol. É o segundo da lista, com média de 5,4 chutes por jogo, enquanto o português Cristiano Ronaldo, da Juventus (ITA), tem média de 6,0 no mesmo quesito.

Tributo ao Anjo Barroco

A coluna deste domingo é dedicada ao querido amigo Guilherme Augusto, um craque do jornalismo que partiu na sexta-feira. Fã de futebol, arguto observador da cena boleira, Guilherme não fazia feio nas discussões sobre a cena esportiva brasileira. Deixa muita saudade, um exército de amigos e um vazio difícil de ser preenchido no colunismo paraense. 

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 27)

O Chile acordou

Uma enorme manifestação tomou as ruas do centro de Santiago na sexta-feira para protestar contra a desigualdade social no Chile e exigir a implementação de reformas sociais profundas.

Segundo dados do governo citados pela mídia local, mais de 1,2 milhão de pessoas estavam concentradas na Plaza Italia, um centro nervoso da capital chilena.

Convocada nas redes sociais após uma semana de protestos no país, já é considerada a maior manifestação desde o retorno da democracia ao Chile.

“A marcha enorme, alegre e pacífica de hoje, onde os chilenos pedem um Chile mais justo e solidário, abre grandes caminhos para o futuro e a esperança”, disse o próprio presidente chileno, Sebastian Piñera.

“Todos ouvimos a mensagem. Todos mudamos. Com união e ajuda de Deus, percorreremos o caminho para esse Chile melhor para todos”, afirmou ele no Twitter. (Da BBC)

Chega a BH avião com 70 brasileiros deportados dos EUA

Setenta imigrantes, deportados dos Estados Unidos, viajaram de volta ao Brasil em um voo fretado por uma agência norte-americana, e desembarcaram no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, no começo da madrugada deste sábado (26). O grupo permaneceu preso ao longo de um mês na cidade de El Paso e, segundo “O Globo”, entre os imigrantes está um bebê com apenas 1 ano de idade. 

Cada uma dessas pessoas será ouvida pela Polícia Federal em uma investigação sobre o esquema de imigração ilegal em Minas Gerais. A corporação ainda não apontou quando esses depoimentos serão tomados, e funcionários que atuam no terminal de informações do aeroporto não estão autorizados a comunicar se os imigrantes foram imediatamente liberados após o pouso ou se precisaram ser submetidos a algum procedimento jurídico. 

O voo que os trouxe de volta ao Brasil foi fretado pela agência federal norte-americana responsável por imigração e alfândega. Além da equipe de bordo, um policial desse órgão, 20 seguranças contratados e uma enfermeira supervisionaram a viagem. 

A BH Airport, concessionária à frente do aeroporto, informou apenas que o voo com os brasileiros pousou às 2h05 no terminal internacional. A reportagem de O TEMPO e da Rádio Super FM (91,7) procurou o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, para falar sobre a situação dos imigrantes no período em que ficaram detidos nos Estados Unidos, e aguarda posicionamento. 

Prisão

Os brasileiros teriam tentado permanecer ilegalmente naquele país, de acordo com a Polícia Federal, apresentando-se aos fiscais na fronteira com a expectativa de responder a um processo administrativo em liberdade. Segundo a corporação, imigrantes maiores de idade teriam usado crianças e adolescentes, ou até se passado por menores, para facilitar a entrada e estada em território norte-americano. 

Entretanto, as leis de combate à imigração ilegal tornaram-se mais rígidas no país com o governo de Donald Trump e excluíram a possibilidade desse julgamento a longo prazo. Além disso, o Brasil fechou um acordo com Washington, em julho deste ano, para acelerar a deportação de brasileiros sem passaporte ou que estivessem em situação irregular no país. 

Familiares desses brasileiros detidos em El Paso até a deportação, nessa sexta-feira (25), contaram a “O Globo” que, além de condições humanas precárias enfrentadas pelos imigrantes no cárcere na cidade texana – inclusive, há relatos de restrições a banhos. Autoridades americanas se recusaram a passar informações sobre os detidos. (De O Tempo)

Brasil perde Wanderley Guilherme

Morreu ontem à noite no Rio de Janeiro, aos 84 anos, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, professor aposentado da UFRJ e fundador do Iuperj. Morreu de pneumonia. Estava internado desde quinta-feira num hospital carioca.

Wanderley tinha acabado de escrever um livro em que explica a eleição de Jair Bolsonaro. A obra deve ser publicada em breve pela Topbooks.

Aos 29 anos, em 1962, publicou o texto “Quem dará o golpe no Brasil?”, em que antecipou o golpe militar que derrubou João Goulart.

Real vai em busca de Mbappé

O Real Madrid não desistiu da ideia de contar com o atacante Kylian Mbappé na próxima temporada. Segundo reportagem assinada pelo colunista Manuel Bruña, do jornal espanhol “Mundo Deportivo”, o clube da capital espanhola cogita desembolsar até 300 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão, na cotação de ontem) para ter o astro francês.

O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, acredita que Mbappé, de 20 anos, é a grande estrela da próxima década e quer tê-lo atuando pelo clube merengue. O dirigente ainda acredita que a presença de Zinedine Zidane pode ajudar a seduzir o francês. No entanto, o Real Madrid não está disposto a criar um atrito com o PSG para contratar Mbappé, já que o presidente merengue, Florentino Pérez, mantém boa relação com o mandatário do PSG, Nasser Al Khelaifi.

A publicação ainda destaca que Mbappé deverá ter papel fundamental em uma eventual negociação. O atleta, que tem contrato até 2022 com o PSG, não aceitou as ofertas de renovação apresentadas pelo clube da capital francesa até aqui. Os dirigentes da equipe de Paris teriam oferecido mais dois anos de contrato ao atacante, além de um salário de 37 milhões de euros por temporada (R$ 164,4 milhões, na cotação de ontem). O montante colocaria Mbappé como segundo jogador mais bem pago da equipe, atrás apenas de Neymar.

Contudo, o valor oferecido não seduziu o francês, que deseja ganhar títulos importantes, como a Liga dos Campeões, para sonhar com o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa e com a Bola de Ouro. O jornal francês “Le Parisien” publicou reportagem analisando a relação entre Kylian Mbappé e o técnico do PSG, Thomas Tuchel.

A publicação destaca que o atacante teria ficado incomodado em ficar no banco de reservas na partida do meio de semana pela Liga dos Campeões, quando o PSG bateu o Brugge por 5 a 0. Na ocasião, Mbappé entrou apenas no segundo tempo do jogo e anotou três gols. (Com informações do UOL)

Pranto por um grande amigo

Guilherme Augusto Pereira de Souza, 71 anos, um dos grandes nomes do jornalismo paraense, morreu ontem à tarde, em Belém, após complicações causadas por um aneurisma da aorta.

Profiional competente e resspeitado, Guilherme era muito querido no meio jornalístico. Bom papo, dono de verve implacável, que se refletia no textos de ua pretigiada coluna no DIÁRIO DO PARÁ.

Para alguns, era o Pereirinha e outros o chamavam de Anjo Barroco. Independentemente do apelido carinhoso, era uma referência profissional e de caráter. Trabalhou, sempre em destaque, em redações de jornal e de emissoras de TV – Cultura e RBA – por mais de cinco décadas.

“Com a partida do Guilherme Augusto o Jornalismo do Pará perde um de seus maiores talentos e, eu, um amigo de copo e de cruz. Que Deus, com seu cajado e sua misericórdia, te acompanhe, Guilherme, pelos caminhos do vale das sombras”, escreveu o repórter Ronaldo Brasiliense nas redes sociais lamentando a partida do velho companheiro.

Não gosto de despedidas, menos ainda de necrológios, mas a amizade que Guilherme sempre honrou me obriga a esse doloroso texto. Trabalhamos juntos na antiga redação do DIÁRIO, na Gaspar Vianna. Guilherme foi um dos primeiros redatores do Repórter Diário, principal coluna do jornal.

Anos depois, quando assumi a direção de Redação, já escrevia sua caprichada coluna diária nas páginas do jornal. Na RBATV, tive a honra de ser entrevistado por ele em três ocasiões, no programa Mais, falando sobre futebol e jornalismo.

Nos últimos dias, os boletins passados diligentemente por seu filho Apoena davam a esperança de que pudesse vencer os problemas de saúde. No meio da semana, completou 71 anos, sob as orações e boas vibrações de amigos e parentes.

Ontem à tarde, após positivas notícias matinais, veio o informe sobre sua partida. O velório acontece durante a noite, na capela Max Domini (rua José Bonifácio, 1550). O enterro será neste sábado, às 10h30.

Descanse em paz, amigo Guilherme!

Copa Verde: Papão faz a partida final em casa

A CBF definiu os mandos e datas das finais da Copa Verde 2019 entre Paissandu x Cuiabá. O primeiro confronto será no dia 14 de novembro, em Cuiabá. O segundo jogo será realizado no dia 20 de novembro, no estádio Jornalista Edgar Proença, em Belém.