Boca de urna dá vitória folgada à Chapa Fernandez-Kirschner

Pesquisa boca de urna na Argentina dá vitória elástica a Alberto Fernández e Cristina Kirschner. O instituto Proyección divulgou os seguintes números: Fernández 51,8% e Macri 35,2%, o que liquida a eleição no primeiro turno e destroça o legado vexaminoso do neoliberalismo no país. Na província de Buenos Aires, o kirschnerista Axel Kicillof chega a 55,8%, vencendo María Eugenia Vidal, que chegou a 36,3%.

Provável futuro presidente da Argentina homenageia Lula

No Instagram, a mensagem do candidato a presidente Alberto Fernández da Argentina – e virtual vencedor das eleições – em homenagem a Lula:

Meu amigo Lula também está comemorando seu aniversário hoje. Um homem extraordinário que está preso injustamente há um ano e meio.

Fernández postou foto fazendo o sinal de “Lula Livre” ao lado de familiares e apoiadores. Durante a campanha eleitoral, em julho, o candidato visitou Lula na prisão, em Curitiba

Hildegard: elite brasileira serve a interesses externos

O jornalista Hildegard Angel, famosa colunista social que frequentou ambientes da mais alta elite brasileira durante sua carreira, criticou a burguesia brasileira em entrevista à TV 247 e relatou diversas histórias de sua carreira e da época da ditadura, período em que seu irmão, Stuart Angel, e sua mãe, a estilista Zuzu Angel, foram assassinados pelo regime militar. 

Hildegard disse que os milionários cariocas tradicionais nada pensam em favor da soberania nacional. Segundo ela, eles pensam no Brasil apenas como um local para ganhar dinheiro e sustentar a vida cheia de luxos no exterior.

“O milionário mais tradicional não tem essa veleidade de soberania, eles são todos liberais. Você não vê preocupação com soberania ou patriotismo, eles têm casa no exterior, eles têm sua vida lá fora, ganham dinheiro aqui no Brasil mas têm suas boas vidas no exterior, nas Bahamas, em Portugal, na Flórida, Suíça ou Nova York”.

“O milionário não vive o Brasil, o Brasil é um pouso, é uma estação depassagem onde ele ganha dinheiro, mas ele vive nos melhores ambientes dos melhores lugares do mundo. Não tem essa sensação de culpa em relação a pobreza, procura fazer do seu jeito a sua parte, procura fazer doações à instituições de caridade, talvez patrocinando alguns artistas, mas não tem essa coisa de Brasil”, complementou.

Hildegard Angel falou ainda que os filhos da burguesia, por muitas vezes estudarem fora desde cedo, não aprendem sobre história do Brasil e não se reconhecem como parte da nação brasileira. Quando voltam ao país de origem, ocupam cargos na política, assim como acontece na equipe de governo de Jair Bolsonaro.

“Isso é na base, começa a minar na base, ou seja, os jovens não aprendem anossa história, não aprendem a valorizar os nossos heróis, não sabem a verdadeira história do Brasil, sequer conhecem. Então o Brasil é uma estação de passagem para uma universidade no exterior, para ser brilhante lá fora, para ser um cientistas lá fora, um banqueiro lá fora. Quando voltam para cá, já graduados, é para ocupar posições em governos como agora o do Bolsonaro, em que tanta gente é da Escola de Chicago. É para isso que servem os filhos dos abençoados dos que podem colocá-los em escolas estrangeiras, é para isso que servem, para servir ao exterior no Brasil”.

A jornalista, que teve seu irmão, Stuart Angel Jones, e sua mãe, a estilista Zuzu Angel, mortos vítimas da repressão militar, falou sobre os tempos sombrios em que o país esteve sob o comando militar. Ela ressaltou que o que aconteceu em 1964 se assemelha ao golpe de 2016, que tirou a ex-presidente Dilma Rousseff de seu cargo.

“Em 1964 o golpe foi articulado pelos políticos de direita, capitaneados porCarlos Lacerda, a Tribuna da Imprensa de Hélio Fernandes e a grande imprensa. Depois do golpe militar, em pouco tempo o Carlos Lacerda foi cassado, o Hélio Fernandes foi preso e quem chegou ao poder, depois de Castelo Branco, foram militares cada vez mais militares cada vez mais insensíveis em relação aos absurdos que eles estavam cometendo como políticas de Estado nas instalações militares contra a nossa juventude”.

Hildegard saiu em defesa da geração jovem da época que teve de pegar em armas para lutar contra a repressão da época. “Para eles se manterem no poder eles precisavam de um pretexto, eles precisavam ter o que combater. Esses jovens não eram articulados, tiveram que se articular para se proteger para sobreviverem e manterem sua liberdade intelectual. Era proibido pensar, discutir, ser contra, era proibido divergir. Tudo era proibido. A única saída que eles tiveram foi a clandestinidade e a luta armada, absolutamente insignificante em termos de vítimas, numericamente, em relação ao que eles fizeram”.

Em relação ao jornalismo, foi cautelosa ao fazer críticas. Ela disse que jornalistas podem se submeter a certos comportamentos e posicionamentos em razão de seu sustento. Porém, avaliou que em certas ocasiões, os profissionais de imprensa se vendem em favor da riqueza. “Chega a um ponto em que é mesmo uma total ausência de amor ao nosso país, um total comprometimento com outros valores, um total apego ao dinheiro, à riqueza. Para ter isso tudo você tem que se vender”.

Apesar da cautela, a jornalista criticou a “cooptação de mentes” exercida pelagrande mídia do Brasil. “No Chile o povo reage, no Equador o povo reage. No Brasil eu acho que nós temos máquinas muito poderosas, temos a mídia, a cooptação das mentes. Se não sair no telejornal as pessoas não acreditam, se a Globo não falou não é verdade, e agora a Record, e Silvio Santos também, que estão tendo um domínio enorme sobre a mente dos menos esclarecidos, dos mais frágeis intelectualmente. Pessoas de boa fé que são iludidas que se acreditam no meio de um eminente risco de comunismo no Brasil quando nem mesmo o presidente da República sabe definir o que é isto”.

Tribuna do torcedor

Por Amin Zahlouth

Amigo Gerson, entendo a tua análise, e congratulo-me contigo pela isenção de ânimo, porém a recíproca (na quase totalidade dos casos)
não é verdadeira quando vem do lado de lá. Vejamos: leio (virtualmente) o noticiário do Lance, teu blog, o Globo e (lá vem a minha raiva)…
O jornal Lance não dá nada do corte de luz, porém, está lá, até hoje, estampada matéria de que a luz do Estádio Nilton Santos só não foi cortada horas antes do jogo BFR x CSA,  2ª feira, porque o Carlos A. Montenegro pagou os 41.000,00. Tudo que é de ruim no BFR, CRVG e FFC dá matéria sensacionalista para denegrir os clubes do RJ. Entretanto, no CRF está
tudo correndo às 1000 maravilhas. Dinheiro está dando “no meio da canela”. Ora, esse rio de dinheiro, nada mais é do que as vendas
do Paquetá e da eterna criança (o bissexto) VJr. (aquele que depois de 8 MESES no Real) conseguiu fazer um gol e abriu o BERREIRO
diante das câmeras. Mas a “grande imprensa” deles não dá uma linha sobre os garotos da base de lá, que foram incinerados, sabrecados,
queimados, fritados vivos e até hoje, passados 9 meses, os familiares não foram indenizados. Porque eles não indenizam os familiares??
Ah, não deu o dinheiro? Ele é só para reposição de atletas. É muita desfaçatez. 
Procuro ver nos noticiários, alguma matéria sobre o CRF, porém até hoje só apresentam as matérias na fachada da “grande concentração”.
Nada adentrando as imediações da mesma. Sinal que ainda nada foi mudado desde o sinistro. Cadê o rio de dinheiro?
Outra coisa: bastou ocorrer o sinistro lá na Gávea, e desencadearam uma devassa em todos os clubes no Brasil, só para justificar 
e desviar a atenção do povão, massa de manobra, e justificarem o sinistro, que nunca ocorreu em nenhum outro clube.
Enfim, quiçá essa tua isenção fosse imitada pelos demais cronistas, porém é voz corrente entre os 80 a 90% a soberba, a arrogância entranhada nos admiradores e difundida entre os torcedores.
AINDA BEM QUE NÃO FUI CRONISTA, JORNALISTA, COMENTARISTA de futebol, para aguentar e ter que aturar esses energúmenos.
Amin, botafoguense desde 1962. 

Aniversário de Lula é festejado dentro e fora do Brasil

Hoje acontece o ato Lula Livre Já! em Curitiba, no dia do aniversário do ex-presidente, a partir da deliberação dos Comitês Lula Livre e organizado pelo Partido dos Trabalhadores, Partido da Causa Operária, Vigília Lula Livre, e diversas outras entidades da classe trabalhadora e movimentos sociais.

Os 74 anos completados neste domingo (27) por Lula levará milhões de pessoas às ruas em todo o mundo contra a prisão injusta do ex-presidente e levou a hashtag #ParabensLula ao topo dos Trending Topics do Twitter logo pela manhã.

Em Curitiba, Lula não estará sozinho. Milhares de pessoas estarão cantando parabéns ao ex-presidente na festa que que foi preparada pelo coletivo Vigília Lula Livre. Pelo menos 9 ônibus partiram de Brasília e outras dezenas de várias regiões do país rumo ao acampamento montado em frente à Superintendência da Polícia Federal, onde Lula está preso.

Lula nasceu em Caetés, Pernambuco, onde a festa vai contar com um café solidário, a partir das 8h, na casa onde viveu sua infância. Cada convidado vai levar um item para a celebração.

Em São Paulo, um grande almoço de aniversário será realizado no Armazém do Campo, a partir das 13h (Alameda Eduardo Prado, 499, Campos Elíseos). Para homenagear o aniversariante, comida nordestina com produção da chef Carmem Virgínia, além de atrações musicais. Estão previstas atividades também em Diadema, São Bernardo do Campo, Campinas, Ribeirão Preto e diversos bairros da capital.

No Rio de Janeiro, a festa será na orla de Copacabana (Avenida Atlântica com Rua Francisco Sá), com direito a futebol na praia, a partir das 9h30. Barra Mansa realiza o Festival Lula Livre no sábado (26), no Calçadão Dama do Samba, centro da cidade. As apresentações começam às 9h, com previsão de 12 horas de duração.

Em Florianópolis, também tem Festival Lula Livre, no Miramar, a partir das 12h, com artistas de renome da música nacional e local, como Ana Cañas, Francisco El Hombre, grupo Mulamba e Clave de Samba.

Belo Horizonte será palco de mais um Festival Lula Livre, no Armazém do Campo (Avenida Augusto de Lima, 2.136), a partir das 10h. Vai haver atividades para a garotada, além de feira de alimentos agroecológicos, barracas de comida com tropeiro, galinhada, churrasquinho e mais.

Haverá festa e mobilização pelo aniversário de Lula e por sua libertação ainda em Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Vitória, Distrito Federal, Natal, João Pessoa e dezenas de cidades em todo o país e, pelo menos, em 80 cidades do mundo.

A volta aos anos dourados?

POR GERSON NOGUEIRA

Jogo bonito é, em essência, o que todo fã de futebol gosta de ver em campo. É claro que, se o espetáculo resulta em vitória, a festa fica completa. O jeito como o Flamengo vem jogando, cujo ápice aconteceu na quarta-feira, frente ao Grêmio no Maracanã lotado, encanta justamente por aliar apuro estético e funcionalidade.

Coisa rara de ser obtida no futebol pragmático de hoje. A resistência à beleza do jogo começou ali no final dos anos 70. A revolucionária Holanda de Rinus Michels jogava magistralmente, impunha-se pelo domínio absoluto dos espaços do campo, mas ficou marcada pelo jejum de títulos, tanto em 1974 quanto em 1978. Bateu na trave nas duas ocasiões.

Quatro anos depois, o Brasil de Telê Santana fez furor na Copa do Mundo da Espanha. Goleada após goleada, show em cima dos argentinos, mas a glória ficou incompleta com o revés diante da Itália.

Times que se metiam a dar espetáculo passaram a carregar a pecha de pouco competitivos. Em 1986, nova chance para Telê, com um esquema menos apoteótico, resultou em novo fracasso, desta vez no México.

O triunfo em mundiais só aconteceria de novo em 1994, nos Estados Unidos. Apesar da diferença de 12 anos em relação à seleção de Sócrates, Zico, Junior, Falcão e Éder, a comparação foi imediata. O Brasil (ou grande parte dele) chegou à conclusão de que só era possível vencer jogando feio.

Até hoje é possível ouvir analistas fazendo revisionismo histórico para desencavar extrema qualidade no time fechado e pouco dado a dribles que Parreira comandou por gramados norte-americanos. Era o futebol possível, tendo Romário e Bebeto como exceções em meio a volantes e armadores.

O efeito foi imediato sobre o futebol nos clubes, espraiando-se pelo país e fomentando até um novo sentido para o verbo torcer. Dizia-se, até pouco tempo atrás, que o importante é ganhar títulos. O resto era detalhe.

Por isso, a principal contribuição do Flamengo de Jorge Jesus é promover o resgate do velho espírito boleiro, fiel à qualidade do jogo, herança deixada pela dinastia de craques da era de ouro do futebol brasileiro.

Curiosamente, Neymar pode vir a ser um dos maiores beneficiários deste futebol que flerta outra vez com a molecagem do drible, da finta fácil e das ações voltadas sempre para o ataque, sem medo ou hesitação.

O camisa 10 parece muitas vezes sofrer de solidão entre companheiros que se pautam pelas regras rígidas de posicionamento. É verdade também que pouco usa seu talento para as jogadas vistosas em função do time. Com um sistema que funcione de verdade, com aproximação e bom repertório de manobras ofensivas, Neymar pode renascer na Seleção.

Jorge Jesus em menos de quatro meses tem mostrado que é plenamente possível unir talento e eficiência num time de futebol. Seu Flamengo avança destemidamente obre os sistemas defensivos adversários, trocando passes, driblando e chutando muito – e sempre. Falando assim parece até simples, mas é produto de muito treino e orientação.

Em nenhum momento, desde as Eliminatórias da Copa 2018, a Seleção Brasileira mostrou destemor e inventividade quando tem a posse de bola. Tite gota de controlar o jogo, mas não é adepto de riscos.

Na Rússia, morreu abraçado a essas ideias ao topar com a apenas organizada Bélgica. Foi fulminado pela inversão de posicionamento dos belgas e não conseguiu deter a movimentação de Lukaku, um centroavante que não engraxaria as chuteiras do gigante Alcino.   

De certo modo, Jesus parece mais brasileiro, quanto à essência boleira, do que Tite. Talvez tenha vindo para permitir que o passado glorioso do país pentacampeão seja redescoberto. Basta de professores especialistas em retranca, como Felipão, Mano Menezes, Fábio Carille ou Abelão.

A qualidade do jogo praticado pelo Flamengo prova que há vida inteligente fora dos encaixotados esquemas movidos a cruzamentos na área. Ainda bem.

Bola na Torre

Giuseppe Tommaso comanda o programa, a partir das 22h30, na RBATV. Na bancada de debatedores, Valmir Rodrigues e este escriba de Baião. Em pauta, a Copa Verde e a Segundinha de acesso ao Parazão.

Quase extinto, drible ainda é um produto brasileiro

No futebol de marcação canina e pouco espaço para movimentação de jogadores habilidosos, o drible é recurso valioso para permitir que os ataques superem as defesas. Neymar é um dos expoentes desse tipo de jogada, embora nem sempre use a habilidade de forma prática.

Pois, mesmo com apenas cinco partidas disputadas na temporada de clubes 2019/2020 pelo PSG, o atacante lidera o quesito “dribles” entre os atletas das principais ligas nacionais da Europa.

Os dados envolvem times e jogadores da Premier League (Ingalterra), da Ligue 1 (França), Bundesliga (Alemanha), Série A (Itália) e de La Liga (Espanha). O site “WhoScored.com?”, especializado em estatísticas, destaca que Neymar dribla, em média, 4,8 vezes por jogo.

Os apontamentos do “WhoScored.com?” mostram que Neymar também se destaca quanto aos chutes em direção ao gol. É o segundo da lista, com média de 5,4 chutes por jogo, enquanto o português Cristiano Ronaldo, da Juventus (ITA), tem média de 6,0 no mesmo quesito.

Tributo ao Anjo Barroco

A coluna deste domingo é dedicada ao querido amigo Guilherme Augusto, um craque do jornalismo que partiu na sexta-feira. Fã de futebol, arguto observador da cena boleira, Guilherme não fazia feio nas discussões sobre a cena esportiva brasileira. Deixa muita saudade, um exército de amigos e um vazio difícil de ser preenchido no colunismo paraense. 

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 27)

O Chile acordou

Uma enorme manifestação tomou as ruas do centro de Santiago na sexta-feira para protestar contra a desigualdade social no Chile e exigir a implementação de reformas sociais profundas.

Segundo dados do governo citados pela mídia local, mais de 1,2 milhão de pessoas estavam concentradas na Plaza Italia, um centro nervoso da capital chilena.

Convocada nas redes sociais após uma semana de protestos no país, já é considerada a maior manifestação desde o retorno da democracia ao Chile.

“A marcha enorme, alegre e pacífica de hoje, onde os chilenos pedem um Chile mais justo e solidário, abre grandes caminhos para o futuro e a esperança”, disse o próprio presidente chileno, Sebastian Piñera.

“Todos ouvimos a mensagem. Todos mudamos. Com união e ajuda de Deus, percorreremos o caminho para esse Chile melhor para todos”, afirmou ele no Twitter. (Da BBC)