Pepe Escobar explica motivo de Lula não ter ganho o Nobel

O jornalista Pepe Escobar, em análise à TV 247, explica o motivo do ex-presidente Lula não ter ganho o prêmio Nobel da Paz. “Uma das razões de Lula estar preso é justamente porque o império quer ele preso. Jamais um Nobel, que responde diretamente ao império, permitiria sua premiação”, revela o jornalista.

Pepe ainda constata que o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz desta edição, “personifica a África que o homem branco avaliza”. “Ele é um neoliberal”, acrescenta. 

Tudo sobre o manto de Nossa Senhora de Nazaré

O manto oficial de Nossa Senhora de Nazaré nas procissões do Círio 2019 foi apresentado ontem à noite, durante celebração na Basílica Santuário de Nazaré. A peça foi desenhada por Celeste Heidtmann e confeccionada pela estilista Kátia Novelino. O manto traz uma imensidão de significados sobre a devoção mariana e a importância da Igreja.

DESCRITIVO DO MANTO
No manto de Nossa Senhora de Nazaré de 2019, a figura de “Maria, Mãe da Igreja” se expressa de modo simples e belo. Ele homenageia o Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia e os trezentos anos de criação da Diocese de Belém, hoje Arquidiocese. A samaumeira, dado o seu significado de árvore da vida para os povos originários de nossa Região Amazônica, rainha das outras árvores, nos remete à vida que circula entre nós. Na flor, a delicadeza de Maria, na árvore, a fortaleza, virtude vivida por Maria aos pés da Cruz. O broche do manto de 2019 traz a homenagem aos trezentos anos da Diocese de Belém, com a Igreja Mãe, a Catedral, sobre um barco.

Ideias para fortalecer o Parazão

POR GERSON NOGUEIRA

Que tal um campeonato de acesso à elite do futebol paraense envolvendo clubes de regiões esportivas definidas como do Baixo Amazonas, Carajás, Baixo Tocantins/Xingu e Bragantina/Paragominas/Castanhal/Belém?

O torneio substituiria a atual Segundinha e à projetada Terceirinha, dando amplitude e oportunidade a jogadores dos principais centros esportivos do Estado. A sugestão, endereçada aos dirigentes da FPF, é do desportista e engenheiro agrônomo José Américo Boução Vina.

Os representantes de cada região disputariam um quadrangular de um só turno para definir o campeão da Taça Pará. O melhor de cada região que não estivesse no Estadual teria o direito de disputar o Parazão do primeiro quadrimestre. No ano seguinte, 12 clubes disputando o título, sendo que cairiam os quatro de pior campanha.

“Para a Taça das Regiões, três clubes seriam convidados, sendo que a Segundinha, disputada entre maio e setembro nas mesmas quatro regiões já citadas, definiria o quarto clube para o torneio das Regiões. Depois, os campeões das Regiões disputariam a Taça Campeão dos Campeões  do Pará”, propõe José Américo.

O principal objetivo seria promover a evolução técnica do futebol paraense, movimentando times tradicionais do interior e abrindo espaço para o surgimento de novos valores.

A intenção é ótima e a sugestão interessante. Pena que esteja condenada a ser ignorada pela FPF, cuja prioridade maior é arrebanhar votos para manter a estrutura que está no poder há mais de 30 anos.

A mesmice sufocante da Seleção de Tite

O Brasil de Tite foi monótono e chato como as entrevistas de seu comandante e de sua principal estrela. Encarou Senegal sem mostrar sinais de evolução. Empatou em 1 a 1, o terceiro resultado negativo seguido nesta temporada.

Neymar pouco apareceu. Aliás, a entrevista da véspera – onde proferiu a heresia de que já carregou a Seleção nas costas várias vezes – repercutiu mais do que sua presença em campo ontem. Coutinho teve seus lampejos e Firmino fez um golaço.

Além de sofrer com a boa movimentação do time senegalês, com Sadie Mané em destaque, o Brasil teve menos posse de bola (48% contra 52%), finalizações certas (4 contra 5) e desarmes (10 contra 19) e dribles (6 contra 8). Quase todos os itens importantes de avaliação tiveram Senegal à frente.

O lado positivo é que Tite apontou méritos no adversário, coisa rara entre técnicos brazucas. Reconheceu que o Senegal teve postura mais competitiva que o Brasil.

Quando a tentativa de explicar gera mais confusão

A entrevista que o técnico Eudes Pedro concedeu ontem pela manhã, no estádio Evandro Almeida, ao lado do presidente Fábio Bentes, acrescentou ainda mais perguntas às já existentes desde o vazamento do polêmico áudio do ultimato à diretoria do Remo. Pelo visto, o treinador seguiu a lição de Chacrinha: não veio para explicar, mas para confundir.

Foi um festival de frases desencontradas. Eudes não negou a autoria do áudio, embora alegando que a frase crítica tenha sido usada fora de contexto. Atribuiu o vazamento a alguém não identificado, aproveitando para pedir desculpas a Eduardo Ramos e Neto Baiano.

Fechou a conversa fazendo juras de amor ao clube, de quem já se diz torcedor e proferindo uma enxurrada de elogios ao presidente azulino.

Semana que vem a cúpula do futebol remista irá reunir para avaliar a situação do técnico. É natural que Eudes tente agora consertar o estrago, mas o fato é que a notícia do vazamento – e sobre seu conteúdo – já circula pelo país, o que prejudica mais a ele do que aos jogadores citados.

Afinal, está em começo de carreira e qualquer mau passo pode atrapalhar futuros projetos. Quanto à diretoria, deve estar imaginando qual será a próxima conversa vazada.

TJD absolve árbitro acusado pelo jogo do lamaçal

Por unanimidade, a terceira Comissão Disciplinar do TJD julgou e absolveu ontem o árbitro Djonaltan Costa Araújo. Ele era réu no caso do jogo Independente x Paissandu, válido pela semifinal do Campeonato Paraense deste ano, no estádio Navegantão, em Tucuruí.

A partida aconteceu na noite de 4 de abril sob forte chuva, que alagou boa parte do gramado. O Galo Elétrico venceu por 3 a 1 e, com isso, encaminhou classificação à final do campeonato. No jogo em Belém, o Papão não conseguiu reverter, vencendo por 1 a 0.

À época, Djonaltan recebeu críticas da diretoria do PSC por ter permitido a realização do jogo, apesar do gramado enlameado. Até hoje, boa parte da torcida atribui a perda do campeonato à decisão do árbitro, esquecendo que a zaga bicolor teve atuação tenebrosa naquela noite.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 11)