O que faz o navio do Greenpeace mentirosamente citado pelo ministro do Meio Ambiente

Engajado na proteção dos mares, o navio Esperanza, um navio-bombeiro adaptado com equipamentos científicos, participa de uma expedição de um ano que saiu do Ártico e vai até a Antártida para expor diversas ameaças aos oceanos, que vão da exploração de petróleo, da sobrepesca aos perigos do plástico.

A expedição começou em abril, no Oceano Ártico, onde mostramos como as mudanças climáticas vêm derretendo o Polo Norte e aumentando a quantidade de água onde antes era gelo e iceberg. Quanto mais gelo derrete, mais a indústria da pesca predatória e do petróleo se beneficiam. Enquanto isso, animais como os ursos polares perdem seu habitat e minguam de fome.

Depois, a expedição passou pela Cidade Perdida, uma complexa rede de fontes hidrotermais que forma um ecossistema incrível a 800 metros de profundidade. Porém, o local está ameaçado por mineradoras que querem explorar minérios lá embaixo, colocando em risco esse local sensível, antes mesmo que tenhamos mais conhecimento sobre ele.

Na sequência, em agosto, o navio passou pelo Mar dos Sargaços, onde as tartarugas-marinhas bebês se abrigam, mas estão ameaçadas pelo plástico.

A pesquisa nos Corais da Amazônia

Entre agosto e setembro, foi a vez da Guiana Francesa, onde mostramos o que de fato está em risco com a exploração de petróleo na região: um sistema recifal único no mundo, conhecido como Corais da Amazônia, que foi revelado ao mundo apenas em 2016. Um derramamento de óleo ali pode ser catastrófico, matando a vida marinha, como baleias e tartarugas em nome do lucro e de uma atividade que vai agravar as mudanças climáticas.

Lá, o navio realizou uma expedição de documentação e pesquisa, e pela primeira vez mergulhadores humanos puderam registrar imagens incríveis desse recife. Nesta oportunidade, também convidamos a atriz Giovana Lanceloti, nossa embaixadora dos Oceanos, e acompanhar esse trabalho conosco e engajar mais pessoas nesta luta contra a exploração de petróleo em locais sensíveis para a biodiversidade marinha.

Essa foi a terceira vez que o Greenpeace esteve nos Corais da Amazônia. Com a mobilização de mais de 2 milhões de pessoas ao redor do mundo em defesa da biodiversidade da região, conseguimos barrar que a petroleira francesa Total perfurasse e explorasse o local.

Agora o navio está no Uruguai, indo em direção ao Sudoeste do Atlântico, onde ocorrem casos gravíssimos de pesca predatória, ilegal e sem regulação. Mais tarde o navio ainda segue para Antártida, que está esquentando até três vezes mais do que outras regiões do planeta. Isso causa o derretimento de geleiras e, consequentemente, do aumento do nível do mar. O pinguim-imperador, por exemplo, depende das geleiras para ter seus filhotes. E, o krill, um minúsculo camarão que é base da cadeia alimentar das baleias, também dependem das geleiras para pôr seus ovos.

Saiba mais sobre o Esperanza

O Esperanza é o maior navio da frota do Greenpeace. Com 72 metros de comprimento, a embarcação iniciou suas atividades em 2002 e é ideal para missões que exijam pesquisa científica, rapidez de resposta ou uma permanência longa em alto mar – inclusive no gelo. É capaz de abrigar 40 pessoas a bordo, além de equipamentos de pesquisa e campanha.

A campanha “Save or Delete”, que denunciava a destruição das florestas tropicais inaugurou as atividades do Esperanza. Nos anos seguintes, ele se tornou o principal navio do Greenpeace para as campanhas pela preservação dos Oceanos e sua diversidade, como a defesa dos Corais da Amazônia.

O Esperanza se tornou uma referência em embarcações amigáveis ao meio ambiente, após uma série de reformas. Confira algumas dessas medidas:

– Seu sistema de propulsão diesel-elétrico é mais eficiente, emitindo menos CO2 e ainda gera energia elétrica para todo o barco;

– O sistema de combustível foi reforçado para evitar qualquer derramamento de óleo – não deixa rastros;

– Toda a água residual (esgoto) passa por purificadores 15 vezes mais eficientes que padrão determinado pela legislação internacional – assim, o cocô de ninguém vai pro mar, só água limpa é devolvida;

– O sistema de dessanilização tem capacidade de produzir 50 m3 de água potável por dia, seja por sistema de osmose reversa quanto evaporação.

–  A refrigeração e o ar-condicionado são a base de amônia em vez dos gases CFC, que reduzem a camada de ozônio e são tóxicos.

(Transcrito do site do Greenpeace)

Red Bull vai ao mercado da bola com R$ 200 milhões para incomodar grandes

Os próximos dias devem ser agitados para o Red Bull. Além da preocupação para conquistar o título da Série B do Campeonato Brasileiro, a direção do clube planeja quais ações vai tomar para montar a equipe de 2020. Com um orçamento aproximado de R$ 200 milhões, o Bragantino, em parceria com a empresa de energéticos, deve montar uma equipe para incomodar os grandes clubes da Série A, como Botafogo, Vasco, Fluminense e até mesmo o trio de São Paulo.

O projeto liderado pelo CEO Thiago Scuro já traçou um perfil de quais jogadores espera buscar no mercado da bola. A ideia é contratar jogadores promissores, com idade entre 20 e 25 anos, que possam ter um valor de revenda. Tal política é adotada também em outros clubes que contam com o apoio da marca de energéticos em outros países, como Áustria e Alemanha.

Desta forma, por exemplo, o RB Leipzig contratou Luan Cândido, do Palmeiras, por 8 milhões de euros. O jogador, de 18 anos, sequer atuou pela equipe profissional do Alviverde e era considerado uma das principais promessas das categorias de base. Por isso, aqui no Brasil, nomes como os do goleiro Cleiton, de 22 anos, e do lateral direito Guga, de 21, ambos do Atlético-MG, estão bem cotados.

Não à toa, cerca de 50% dos jogadores do elenco da filial brasileira, de acordo com o próprio diretor, estão nesta faixa etária. Mesmo que pense em seguir os passos das versões europeias, o Red Bull Brasil tem autonomia para definir o próprio planejamento. O modelo adotado é por opção. A diretoria crê que, com dinheiro em caixa, pode buscar nomes ainda melhores para o elenco, atendendo à ideia de ter jovens no time profissional.

Jogadores veteranos, com idade superior aos 30 anos, devem ser raridade no grupo de trabalho em 2020. Na elite do futebol brasileiro em 2020, a meta traçada pelo clube é fazer uma campanha convincente e conquistar uma vaga para a Copa Sul-Americana de 2021. Mas antes disso, eles ainda têm a tarefa de gerencias duas equipes. A empresa de energéticos vai seguir com a parceria com o Bragantino e manter o Red Bull Brasil. A multinacional destaca que não houve fusão entre dois clubes.

O Red Bull Bragantino, com sede em Bragança Paulista, e o Red Bull Brasil, com sede em Campinas, seguem suas operações separadamente. Como os dois clubes possuem a mesma firma investindo no futebol, eles não podem, por lei, disputar a mesma divisão em um campeonato. Desta maneira, o Red Bull Bragantino foi escolhido para jogar a Série A1 do Paulista, e o Red Bull Brasil jogará Série A2.

A empresa pretende gastar até R$ 200 milhões em reforços no mercado da bola para disputar o Campeonato Brasileiro de 2020 com o time de Bragança Paulista, que lidera a Série B do Nacional, com 59 pontos. (Do UOL)

Jesus candidata-se à Seleção

POR GERSON NOGUEIRA

O Flamengo botou o Grêmio na roda, ontem à noite, no Maracanã. O jogo virou um autêntico baile no 2º tempo, expondo as diferenças das propostas das equipes. De um lado, o time de Jorge Jesus empenhado em fustigar e agredir o tempo inteiro. Do outro, a esquadra tricolor de Renato Gaúcho indecisa entre marcar firme e tentar chegar ao gol em jogadas cadenciadas. Prevaleceu o método agressivo e as jogadas em velocidade do time carioca.

No fim das contas, a partida terminou com um massacre poucas vezes  visto em duelos entre times de primeira linha no Brasil. A diferença foi tão abissal que, em certos momentos, ficou a impressão de que o Flamengo pisou no freio, talvez por fidalguia ou por mero cuidado em não exagerar na dose, resguardando-se para a final contra o River Plate.  

A surra de 5 a 0 poderia tranquilamente ter sido de sete ou oito gols, caso o Flamengo se empenhasse em dilatar a contagem. O time rubro-negro não mostrou nenhum sinal de perturbação com a pressão de um estádio lotado por mais de 60 mil torcedores.

Mesmo no primeiro tempo, quando o Grêmio esteve bem postado e mostrou firmeza na marcação, o Flamengo foi sempre frio e focado no objetivo de vencer sem depender da vantagem do empate em 0 a 0. Não se afastou da receita habitual, que implica em marcação adiantada e ataques constantes para não permitir ao adversário nenhum momento de sossego.

Jorge Jesus põe o time para atacar o tempo inteiro, jamais pensando em garantir resultado o administrar vantagem. Graças a isso, o Flamengo foi absoluto e garantiu presença na final da Libertadores após 38 anos. A goleada nesta fase da competição não acontecia há 30 anos.

Por tudo o que tem feito até agora, Jesus virou ídolo da massa rubro-negra, tendo seu nome gritado nas arquibancadas do Maracanã. Uma consagração que técnico nenhum conseguiu no Brasil nas últimas décadas. Esse prestígio não foi conquistado gratuitamente. Deriva do excelente trabalho feito em menos de quatro meses no clube mais popular do país.

Quando Jesus assumiu o cargo, o Flamengo patinava, mesmo já tendo adquirido jogadores de alto nível, como Bruno Henrique, Everton Ribeiro, Arrascaeta, Gabigol, Diego Alves e Rodrigo Caio. Seu firme posicionamento quanto à maneira de jogar, com desassombro e uma fúria ofensiva que casa perfeitamente com o espírito da torcida rubro-negra.

Os gols se repetiam, desde o final do primeiro tempo, sem que o Grêmio mostrasse o mínimo preparo para deter a saraivada de investidas do Flamengo, puxadas por Bruno Henrique e Gabigol. Os momentos de desassossego foram mais escassos na etapa inicial, quando o ataque gremista teve uma boa oportunidade aos 19 minutos, após manobra de Everton Cebolinha junto à linha de fundo.

Quando as linhas de marcação tiveram um instante de desatenção, Gabigol chutou, o inseguro goleiro Paulo Vítor espalmou e Bruno Henrique estufou o barbante, aos 41’. Era o começo do show.

Em altíssima velocidade, o ataque acuava o Grêmio e fazia até a famosa muralha defensiva formada por Geromel e Kanemann. Gabigol fez o segundo gol logo no reinício da partida. Nem precisava Bruno Henrique cavar o penal para o terceiro gol, mas o árbitro argentino foi na conversa. De novo, Gabigol foi lá e fez 3 a 0.

O massacre foi completado com gols dos zagueiros Pablo Marí e Rodrigo Caio, com incrível facilidade em cima da defesa gremista. Um triunfo acachapante, raro em semifinais de qualquer tipo, que lembrou o tsunami alemão na Copa de 2014.

Jesus saiu do jogo de ontem candidato natural ao comando da Seleção Brasileira. Mostrou como fazer um punhado de bons jogadores funcionarem coletivo. Nenhum dos grandes destaques do Flamengo mostrava antes da chegada do técnico português o rendimento que apresentam hoje.

Ouso dizer que o Mister passará a ter seu nome cantado a cada nova vitória do Flamengo como nome óbvio para dirigir o escrete nacional, há tantos anos escravizado por técnicos previsíveis e de estilo ultrapassado.

A conferir.

Papão precisa se reenergizar para pegar o Cuiabá

O PSC busca fechar com o atacante Hygor Silva para a decisão da Copa Verde. O esforço tem sido dificultado pela resistência do clube de origem do jogador e pelos problemas financeiros enfrentados pelos bicolores.

A definição do Cuiabá como adversário do Papão nas finais dá um novo alento a todos na Curuzu, começando pelo técnico Hélio dos Anjos, que previa um enfrentamento menos duro contra o Dourado.

O Goiás, dono de excelente campanha no returno do Campeonato Brasileiro da Série A, seria favorito destacado contra os bicolores na briga pelo título da Copa Verde. Ironicamente, acabou caindo frente ao Cuiabá após derrota no tempo normal e na série de penalidades.  

Apesar da notícia positiva, o PSC tem problemas a resolver. Precisa dar ao time o ritmo de competição que foi perdido com a inexplicável folga de 10 dias após a semifinal contra o Remo.

Amistosos devem ser agendados para que Hélio dos Anjos recoloque a equipe em condições de brigar no mesmo nível com o Cuiabá, que disputa a Série B ocupando posição intermediária. Não será tarefa simples, pois o ritmo dos mato-grossenses é indiscutivelmente mais forte.

Hygor é apenas um dos problemas para composição do time para os dois confrontos – 13 e 20 de novembro – que garantirão presença na Copa do Brasil 2020, com bônus de R$ 2,4 milhões.

O meio-campo é outra dor de cabeça para Hélio, que extraiu o máximo desempenho com o trio Léo Baiano, Uchoa e Tiago Primão. Baiano já não está no elenco e Primão não é unanimidade. Tomas Bastos pode voltar à função de organizador, mas, além dele, não há mais ninguém, pois Tiago Luís parece definitivamente fora dos planos.   

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 24)