Uma cidade livre de agrotóxicos

A Câmara Municipal aprovou na terça-feira (24) projeto de lei que proíbe a produção, comercialização e uso de agrotóxicos na cidade. A lei definirá como Zona Livre de Agrotóxico a produção agrícola, pecuária, extrativista e práticas de manejo dos recursos naturais. A proposta foi aprovada por unanimidade pelos 17 vereadores da capital.

Não, não foi uma decisão da Câmara Municipal de Belém.

O projeto vai beneficiar a população de Florianópolis. A punição para descumprimento da lei será advertências e multas, que terão valor estipulado pelo Poder Executivo ao sancionar a lei.

Remo abre venda de ingressos, sem lote promocional

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O Clube do Remo divulgou o cronograma de venda dos ingressos para o clássico do próximo domingo contra o Paysandu, pela semifinal da Copa Verde. Desta vez, o Leão não vai fazer promoção. A arquibancada custa R$ 40,00 e a cadeira está sendo vendida por R$ 60,00. Os ingressos para a partida estão disponíveis a partir desta terça-feira (01), em todas as Lojas do Remo e na academia Body Fit, em Ananindeua.

ANDI-Comunicação e Direitos lança Banco de Fontes para jornalistas

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A Andi-Comunicação e Direitos acaba de publicar um Banco de Fontes para jornalistas com especialistas e organizações que trabalham em defesa dos direitos das crianças e adolescentes no Brasil. O objetivo do guia é oferecer aos profissionais da mídia uma lista de referências para que possam produzir matérias plurais e contextualizadas em infância e juventude com atenção especial à Primeira Infância.

Dividido entre 15 temas, o Banco de Fontes traz uma lista com nome, currículo, email e telefone de 117 especialistas em infância e adolescência no Brasil e informações de 140 instituições que trabalham nesta agenda. Os temas de atuação dos especialistas e das organizações são: saúde; educação infantil; assistência social; acolhimento institucional; direito de brincar; criança e o espaço; diversidade; enfrentamento à violência; exploração e abuso sexual de crianças; proteção ao consumismo; parentalidade; cidadania, defesa e garantia de direitos; cultura; comunicação e trabalho infantil.
A publicação faz parte do projeto Criança é Prioridade que a ANDI, secretária executiva da Rede Nacional Primeira Infância, está executando com patrocínio da Petrobras.

Fundada há 26 anos, a ANDI é uma organização não-governamental que trabalha sob três pilares: monitoramento, qualificação e mobilização da mídia, tendo produzido aos longos das últimas décadas dezenas de guias e bancos de fontes de apoio aos jornalistas.

Até 2021 a ANDI ocupa a secretaria executiva da RNPI, uma articulação nacional apartidária de organizações da sociedade civil, do governo, do setor privado, de outras redes e de organizações multilaterais que atuam, direta ou indiretamente, pela promoção e garantia dos direitos da primeira infância, que reúnem mais de 200 instituições.

E se for jogo de cena?

Por Carol Proner

Quem duvidaria da palavra de um ex-Procurador Geral da República quando confessa ter desejado matar um Ministro do Supremo? Afinal, Janot não só revelou o inconfessável, mas deu detalhes hediondos, atiçando a imaginação dos desconfiados e ocupando o noticiário às vésperas do lançamento de um livro de memórias.

Ato considerado desastroso pelos pares, as opiniões se dividem. Corre solto que, ébrio, não pensou antes de agir, versão ilustrada pela frase “keep calm and drink gin” postada pelo próprio Janot no perfil do whatsapp. Se assim for, alcoolismo é coisa séria e não merece descrédito já que, como ouvi por aí, poderia até ser um inusitado pedido de socorro. Também há quem diga que o ex procurador precisa de um exame psiquiátrico. E há quem o trate como uma espécie de terrorista, avançando o sinal das garantias para buscar e apreender o resto de sua reputação.

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Deixando de lado as causas imaginarias para um duplo “cogito”, na linguagem penal, de cometer homicídio e suicídio, a carreira do ex procurador está longe da demência. Ao contrário. É notável a coerência e sistematicidade da Operação Lava Jato, chefiada por ele após atravessar carreira exemplar no Ministério Público, tendo sido indicado com ampla margem de votos a ocupar o primeiro lugar na lista tríplice e, ironicamente, ser nomeado pela Presidenta Dilma Rousseff no acordo republicano que regia as relações entre poderes.

O episódio da nomeação mereceu destaque no livro recém-lançado, com reiterada menção ao gosto pelo álcool e certa deferência à ex-mandatária. Não mereceu registro, porém, a traição que se seguiu. Bacante ou não, Janot regeu os tempos do processo de cassação de Dilma, denunciando-a perante o STF um dia antes do julgamento da admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados e incendiando o golpe parlamentar, sincrônico à ofensiva da Lava Jato contra Lula.

Um ano antes de encalçar a destituição de Dilma, em fevereiro de 2015, Janot liderou uma crucial e pouco revelada viagem aos Estados Unidos para, como noticiado à época, retribuir uma visita do diretor do FBI à Procuradoria da República. A comitiva, formada por Deltan Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Vladmir Aras e Marcello Muller, visitou o Departamento de Justiça e a Securities and Exchance Comission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais daquele país. As autoridades americanos buscavam apurar se funcionários da Petrobras haviam violado o Ato de Práticas Corruptas no Exterior (Foreign Corrupt Practices Act – FCPA), lei norte-americana que busca coibir que companhias (americanas ou estrangeiras) façam pagamentos a funcionários de governo em troca de vantagens a seus negócios.

Há quem diga que Janot e a treinada equipe de procuradores, atendendo a interesses de acionistas minoritários da Petrobras, abriu as portas para a colaboração formal e informal a fim de atender aos interesses de outras soberanias, contribuindo substancialmente para o alcance do acordo de leniência entre a Petrobras, a Seção de Fraudes da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Procuradoria da República do Distrito Leste do Estado da Virginia, um acordo extremamente lesivo à imagem a ao patrimônio da estatal, no montante de US$ 853.200.00, dos quais US$ 170.640.000 foram destinados ao Tesouro dos EEUU e à Securities and Exchance Comission e o restante, cerca de 2,5 bilhões de reais, destinados ao Brasil mediante “acordo entre autoridades brasileiras”;

De lá pra cá, inúmeros acordos de leniência ocorreram em sigilo. Num deles, em que foi negociada a reponsabilidade da Odebrecht junto a autoridades dos Estados Unidos e da Procuradoria Geral da Suíça, sabe-se que os valores são bastante maiores, R$ 8,5 bilhões a serem destinados aos procuradores de Curitiba, mas as condições e contrapartidas têm seu o conteúdo mantido em sigilo por decisão do então juiz Sérgio Moro.

Eis que chegamos ao famoso ministro da Justiça, o que era juiz, que reiteradamente negou acesso aos documentos que revelam o maior escândalo de cooperação informal e criminosa da história do país, do qual pouco sabemos, mas cujas evidencias são cada vez mais notórias. E como convém suspeitar de coincidências, registre-se que Moro tenta regularizar, a posteriori, os efeitos da comprometida cooperação internacional por meio da proposta, no Projeto Anti Crime, de atribuir definitivamente competência ao MPF e à polícia federal para formar equipes e conduzir investigação de crimes transnacionais, sem a necessidade de forma especial e com autorização de funcionamento via Decreto;

Sabemos muito pouco de tudo que se esconde por meio de sigilos, silêncios e ameaças mortíferas. O que sabemos é que ações judiciais estão sendo movidas nos Estados Unidos para conhecer a responsabilidade de funcionários públicos que viabilizaram a influencia indevida de autoridades estrangeiras em assuntos internos do Brasil, bem como de procuradores e outras autoridades que, violando o Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal entre o Governo do Brasil e dos Estados Unidos (de 1997), arrogaram competências de outros poderes para lesar os interesses nacionais.

Talvez, nesse imenso jogo de cena, procuradores da Lava Jato comecem a recuar. Talvez até mesmo o Supremo Tribunal Federal tome coragem e encontre a fórmula para restituir a legalidade depois de tantos abusos. Quem sabe, depois de ingerir café com sal, Rodrigo Janot tenha pensado melhor e decidido se antecipar ao que vem pela frente, oferecendo a sua versão com doses de inimputabilidade. E ainda que o livro não mereça o título, a sociedade brasileira merece conhecer nada menos que tudo.

Direto do Twitter

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“Meu primeiro voto ainda teen foi para Lula. Votei nele TODAS as outras vezes sem eu nunca fazer parte do PT, nem camisa nem carteirinha. E vou ver Lula sair da prisão comprovadamente inocente e Livre. E todo mundo que se enganou ou que teve má fé vai ficar mordendo a testa”. 

Kléber Mendonça Filho, cineasta

Re-Pa decisivo terá arbitragem goiana

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O clássico Re-Pa do próximo domingo, pela semifinal da Copa Verde, terá arbitragem goiana. Wilton Pereira Sampaio (Fifa) será o árbitro central, auxiliado por Fabrício Vilarinho da Silva, Bruno Rafael Pires, Jefferson Ferreira de Moraes e Hugo Sávio Xavier Corrêa (GO). A escolha de apitador de outro Estado atende às queixas dos dois clubes, insatisfeitos com a atuação do paraense Dewson Freitas no primeiro clássico.

Papão inicia venda de ingressos para domingo com lote promocional

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Para o clássico decisivo de domingo contra o Remo, pela semifinal da Copa Verde, a diretoria do Papão disponibilizou novamente um lote promocional de ingressos e divulgou, nesta segunda-feira, o cronograma completo de venda das entradas para o clássico.

Da carga total, 3 mil bilhetes de arquibancadas no valor de R$ 30,00 estão disponíveis para a torcida até esta quarta-feira, dia 2. Quando o lote se esgotar, o valor sobe para R$ 40,00. Caso o torcedor queira comprar ingresso de cadeira, terá que desembolsar R$ 60,00. Ao todo, o clube distribuiu a venda por seis pontos na região metropolitana de Belém. (Foto: Jorge Luiz/Ascom PSC)

Atacante volta a se destacar em jogo-treino do Remo

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Depois do empate sem gols no clássico, o Remo voltou aos treinos na tarde de segunda-feira. Na ocasião, o time reserva enfrentou o Paraense Sport Club em jogo-treino. No final da movimentação, vitória azulina por 2 a 1. O jovem atacante Higor Félix voltou a se destacar marcando os gols do Leão. Zotti, que jogou alguns minutos contra o PSC, também participou do treinamento.

Os titulares foram poupados e fizeram apenas trabalhos de recuperação muscular enquanto os suplentes jogavam com o Paraense no Baenão. O objetivo do jogo-treino foi dar ritmo a atletas que não vêm sendo utilizados com frequência.

“Quem joga tem um ritmo e, quem não joga, tem uma defasagem muito grande, então a gente tenta equilibrar essa carga de jogo, que é importante. Ontem [domingo] o pessoal que jogou no Mangueirão tinha uma carga de jogo, hoje os meus reservas ganharam uma carga de jogo e, aí, a gente nivela. A gente trabalha muito fisicamente, mas não é igual a um jogo. O tempo de bola é diferente, com aceleração, um drible. Você ganha confiança de jogo só em jogo, não tem como fazer isso sem jogar”, disse o técnico Eudes Pedro.

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“Esse é o nosso objetivo: colocar o meu time reserva para treinar, deixar em condições se eu precisar no jogo do próximo domingo e, também, testar alguns jovens. Hoje eu coloquei mais três para dar uma observada”, acrescentou.

Higor Félix, que havia marcado duas vezes contra o Tiadentes, no dia 7 de setembro, voltou a balançar as redes. O atacante de 21 anos está no Baenão desde julho e ainda não fez sua estreia no time principal, mas estava entre os relacionados para o Re-Pa de domingo.

“O Higor já vem se destacando há bastante tempo. É um jovem com muita volúpia e dinâmica de jogo e isso me agrada bastante. No intervalo [do jogo-treino] falei com eles e expliquei porque ele tinha feito o gol, porque é um guri que tem uma dinâmica muito boa no jogo. Com certeza, se precisar, será uma peça importante para o jogo domingo”, observou Eudes. (Fotos: Samara Miranda/Ascom Remo)

As primeiras vítimas do VAR

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POR GERSON NOGUEIRA

Na esteira de um dos piores fins de semana para a arbitragem brasileira, o ex-árbitro e analista Salvio Spíndola informou ontem à tarde que a CBF já decidiu fazer três mudanças no quadro Fifa de apitadores para 2020. Segundo ele, o paraense Dewson Fernando Freitas está na lista, ao lado de Wagner Rewai e Ricardo Marques. São as primeiras cabeças a rolar depois da adoção do VAR como instrumento de suporte à arbitragem.

É impossível não associar a troca de nomes à turbulenta convivência da maioria dos árbitros brasileiros com a ferramenta do VAR. Não significa também que apenas o trio citado tenha incorrido em falhas na temporada. Alguns  outros poderiam ser substituídos pelas mesmas razões.

Dewson, pivô de polêmica no Re-Pa por não marcar pênalti cometido pelo lateral Bruno Collaço (PSC), já tinha seu nome especulado há meses. O erro no clássico paraense vem reforçar o baixo rendimento do apitador na Série A, com direito a muitas críticas por parte de técnicos e jogadores.

Contra Dewson acaba pesando também a questão regional. Como árbitro oriundo da Região Norte, ele sempre desafiou a aceitação dos clubes do Sul e Sudeste. Luxemburgo, certa vez, chegou a questionar se Dewson teria segurança emocional para apitar jogo no Maracanã lotado. Jamais faria tal insinuação em relação a árbitros de São Paulo, Rio ou Minas Gerais.

Nos primeiros anos como árbitro Fifa, Dewson apareceu bem, atuando com destaque em competições da Conmebol. Em 2016, foi um dos árbitros mais elogiados do país, com atuações impecáveis. Nos últimos dois anos, porém, o desempenho técnico caiu muito.

O quadro se agravou com a adoção do VAR no Brasileiro. É evidente a dificuldade que grande parte dos árbitros tem em aplicar as regras com convicção, desde que passaram a contar com o reforço da tecnologia.

Enquanto na Inglaterra os árbitros priorizam a decisão de campo, deixando a consulta ao árbitro de vídeo para situações realmente duvidosas, os apitadores da CBF tornaram-se dependentes da máquina. Levam quase todas as questões para análise de vídeo, evitando comprometer-se e interrompendo jogos com irritante frequência.

Dewson, particularmente, tem sido dos mais assíduos consultores do oráculo eletrônico. O pior é que decisões contrariam a lógica, mesmo com o uso do VAR, colocando em dúvida a qualidade e o preparo dos árbitros.

A má aplicação da regra para lances de toque de mão no Re-Pa deixa claro, no caso de Dewson, que há também desatualização ou falta de informação sobre determinações da Fifa em vigor há mais de duas temporadas.

Imagens do lance mostram que Dewson, antes de fazer com os braços o gesto de “não foi pênalti” diante da reclamação dos remistas, olha rapidamente para o auxiliar como se esperasse uma manifestação deste. O lance, ocorrido dentro da área, era de óbvia responsabilidade do árbitro central, que estava a poucos metros da jogada.

Esse detalhe sutil reforça a ideia de dependência dos árbitros em relação ao VAR, que virou uma espécie de muleta. O futebol convive hoje com duas formas de arbitragem: a que conta com o apoio do olhar eletrônico e a que depende exclusivamente do velho e bom olhar humano.

Os desafios impostos pelo VAR, que é um aparato legítimo e positivo, ameaçam turvar os rumos da arbitragem no Brasil caso os árbitros não sejam reeducados para a função de apitar. Reciclar é o caminho.

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Sob o reinado da balbúrdia e das paixões afloradas

No plano nacional, a confusão se amplia ainda mais, à medida que se consolida a impressão de que o VAR passou a ter bandeira, torcida e estádio, como disse o técnico Mano Menezes, do Palmeiras, reclamando do gol do meia Bruno Henrique anulado na partida com o Internacional.

O árbitro Bráulio da Silva Machado invalidou a jogada após ser acionado pelo VAR e rever as imagens no monitor. Entendeu que o toque de mão (involuntário) do jogador Willian anulava todo o lance.

Seguiu o procedimento indicado pela Fifa. Pela nova regra, em lances de gol, qualquer toque de mão do ataque, voluntário ou não, anula a jogada. O problema é que Bráulio havia dado vantagem a Willian, o que, na prática, invalida o toque de mão ocorrido em seguida.

Os comentaristas de arbitragem – encabeçados pelo notório Sandro Meira Ricci – foram unânimes em defender a bizarrice, deixando de lado o bom senso, que deve pautar qualquer tipo de julgamento.

O tiroteio verbal em torno do lance ganhou temperos de rivalidade e até suspeitas de favorecimento indireto ao Flamengo, com lembranças de outras decisões do VAR que de fato beneficiaram o time de Jorge Jesus, mas a questão é central aqui é a necessidade de padronização dos critérios da arbitragem. Lances parecidos não podem gerar interpretações diferentes a partir do entendimento de cada apitador.

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A esquisita distribuição de cabines no Mangueirão

O DIÁRIO e o DOL, que cobrem diariamente o futebol paraense e se fazem presentes aos jogos realizados no estádio Jornalista Edgar Proença, estão impedidos de utilizar uma das 22 cabines disponibilizadas para imprensa, visitantes e autoridades. Até a rádio digital da FPF, que existe há pouco mais de um ano, ocupa um espaço no Mangueirão, graças à boa vontade dos gestores do estádio.

Enquanto as cabines são ocupadas por veículos sem registro de atuação profissional, repórteres, produtores e fotógrafos de Bola e DOL são direcionados para arquibancadas e uma exígua área próxima às cadeiras em meio à torcida.

O absurdo critério de distribuição das cabines precisa ser devidamente explicado pela direção da Seel. Estamos aguardando.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 01)