Para Mourinho, Ronaldo Fenômeno foi o maior

Cristiano Ronaldo? Lionel Messi? Nenhum dos dois. O maior atleta que José Mourinho já viu jogar foi o brasileiro Ronaldo. Em declarações ao site Livescore.com, o treinador português ressaltou as lesões atrapalharam o brasileiro e que no quesito “talento natural”, o atacante é incomparável.

“É o melhor jogador de futebol que já vi dentro de campo. Acho que as lesões mataram uma carreira que podia ser ainda mais incrível, mas o talento que o garoto tinha aos 19 anos era incrível”, disse.

“Não teve uma carreira como a de Cristiano Ronaldo ou Messi, durante 15 anos no topo todos os dias, mas em talento natural… Incrível”, finalizou. José Mourinho segue desempregado desde que deixou o comando do Manchester United em 2018.

O treinador recebeu propostas de Benfica, Lyon, Newcastle e da seleção chinesa, mas declinou todas. Segundo a imprensa inglesa, o português está esperando para ver se o treinador Mauricio Pochettino vai deixar o comando do Tottenham e sonha em voltar para a Premier League. (Do Lance!)

Círio de Nazaré, um rio de fé e tolerância

Todo ano a grande festa se repete. É, como disseram nossos velhos poetas, o Natal dos paraenses. É uma celebração única, popular e intensa, magnífica e superior aos ritos oficiais e clericais. Nossa Senhora de Nazaré une os paraenses. Não há quem fique indiferente à festa, que é religiosa, mas é profana também – no que o termo tem de mais saboroso. É um festival, na verdade, com comilança, cheiros, sons e sabores.

Nasci numa imensa e ruidosa família católica de Baião. Lá, nosso padroeiro é Santo Antonio, em homenagem ao paraibano que fundou e deu nome à cidade. As festas, em escala menor, eram muito parecidas com a de Nazaré. Foguetes na alvorada, gente feliz nas ruas, cânticos e comida.

Sei que este é um cenário que e repete no Brasil todo, aquele país maravilhoso e rico em esperança que se alegra muito além das convicções religiosas. Não há neste Brasil festivo espaço para intolerantes e fascistas.

É claro que, volta e meia, dá para perceber um ranço aqui, outro acolá, mas no geral a liberdade de culto é exercida plenamente, a ponto de a festa ser aberta a todas as crenças, indistintamente. Além de católicos, evangélicos, adventistas, umbandistas, macumbeiros e espíritas são acolhidos com o mesmo carinho e generosidade.

Toda festa deveria ser assim, sem exigência de crachá ou atestado de antecedentes. Obrigado, Nossa Senhora de Nazaré, por permitir que a tolerância seja bem exercitada.

Feliz Círio a todos!

A frase do dia

“Temos o dragão do tradicionalismo. A direita é violenta, é injusta, estão fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio Vaticano Segundo. Parece que não queremos vida, o Concílio Vaticano segundo, o evangelho, porque ninguém de nós duvida que está é a grande razão do sínodo, do concílio, deste santuário, a não ser a vida como já falei”.

Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida

Círio das Águas encanta e emociona romeiros

Depois da missa celebrada no trapiche do distrito de Icoaraci (foto), pouco antes das 9h deste sábado (12), a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré foi levada ao navio da Marinha “Garnier Santiago” para o início da terceira romaria da quadra nazarena: o Círio Fluvial pelas águas da baía do Guajará.

O Grupamento Fluvial da Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros deram apoio à Marinha na organização e segurança do Círio das Águas. No total, 23 embarcações e 105 homens das força de segurança estadual atuaram no controle das embarcações que acompanharam a romaria.

No total, 307 embarcações foram cadastradas pela Capitania dos Portos da Amazônia Oriental para participarem do Círio Fluvial. A romaria ocorre desde 1986, a partir de uma ideia do jornalista e historiador Carlos Rocque. Não foram registrados acidentes entre barcos.

Após cerca de 1h50 de Círio, a imagem da padroeira chegou à escadinha do cais ao lado da Estação das Docas, às 10h55, de onde foi conduzida com cortejo de motociclistas até o Colégio Gentil Bittencourt. À tardinha, sairá em direção à Catedral Metropolitana na tradicional procissão da Trasladação. (Foto: Gabriel Buenaño)

Campanha solidária em favor de Rafael Lima

Como já era de conhecimento de alguns parentes e amigos mais próximos, o cantor e compositor paraense Rafael Lima foi diagnosticado com câncer de intestino desde maio deste ano. A doença tem avançado aos poucos e, com as imensas dificuldades em conseguir tratamento pelos serviços públicos de saúde, o músico tomou a decisão de pedir novamente o apoio daqueles que nunca o desampararam nos momentos difíceis: a classe artística, amigos e todos os que estiverem dispostos a ajudar. 

Para o momento, Rafael precisa arrecadar a quantia de R$ 10.000,00 para aquisição de medicamentos que fazem parte da quimioterapia. Nome importante da música paraense, Rafael Lima é também uma das vozes mais ativas em defesa da cultura popular e da justiça social.

Ajude a divulgar essa campanha!

CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO

Para contribuir, deposite qualquer valor na conta da campanha. 

Banco do Brasil

Ag: 3702-8; C/C: 1817-1
CPF: 043.949.762-00

Rafael Tadeu dos Santos Lima

(91) 98309 3649

SHOW MARCADO: Presença de vários artistas, no dia 22 de outubro, às 20h, no teatro Estação Gasômetro. Presenças confirmadas (até o momento) de: Paderodere do Guamá, Mini Paulo & Equilibrium, Mg Calibre, Juçara Abe, Nilson Chaves, Allan Carvalho, Lucinnha Bastos, Kim Freitas, Salomão Habib, Simone Almeida, Shayra Mana Josy. Ingressos a R$ 25,00.

Neymar nega pretensão de “carregar” Seleção nas costas

Neymar provocou polêmica na última semana ao defender seus privilégios na seleção brasileira. Antes do empate por 1 a 1 com o Senegal em amistoso, o camisa 10 disse ser um dos que carregam a equipe nas costas. Resultado: recebeu várias críticas por isso, e resolveu respondê-las hoje.

“Desde a primeira vez que eu pisei aqui (na seleção), eu sempre tive muita responsabilidade e sempre fui um dos principais nomes, um dos que carregavam sempre – acho que – praticamente tudo nas costas. Eu não me escondo disso. Se você for parar para pensar, analisar corretamente e ser honesto, nestes dez anos, eu sempre exerci meu papel muito bem na seleção”, disse Neymar.

“Quando um atleta de alto nível atinge um nível alto, considerado um dos melhores do mundo, por que não tratá-lo de forma diferente? Não pode existir inveja do resto do time. Eu tive meu papel de entender. No Barcelona, eu trabalhei com o Messi, e ele tem o tratamento diferente. Por que ele é bonito? Não. Porque ele decide. Ele conquistou aquilo. Ele está assim depois do que alcançou. Não estou falando só de mim, estou falando de todos os atletas que têm tratamento diferente”, acrescentou.

A análise de Neymar foi alvo de várias críticas da imprensa especializada. “Na seleção brasileira, o Neymar ainda não foi esse jogador de entregar tanta coisa assim”, disse André Rizek, do SporTV.

“O talento é inegável, o melhor que o Brasil produziu (na geração). Até agora, ele não transformou isso em algo tão útil para a seleção brasileira. Ele virou um leão de amistosos”, classificou Rodrigo Bueno, do FOX Sports. “Você não tem personalidade, está fazendo um mal para o futebol brasileiro. Você carrega a seleção nas costas em benefício seu”, disparou Neto, da Band, após o jogo contra o Senegal. Nas redes sociais, a assessoria de Neymar publicou hoje uma resposta do astro a “parte da imprensa” – segundo ele, “a turma dos que não querem entender”.

Dallagnol está fora da Lava Jato, diz Veja

Por Fernando Brito

Robson Bonin, na Veja, diz que está acertada a saída de Deltan Dallagnol do comando da Força Tarefa da Lava Jato, em Curitiba.

Seria criado, para ele, um “exílio honroso” com a sua nomeação para uma outra “Força Tarefa”, esta sobre narcotráfico. É evidente tratar-se de uma “promoção” para baixo.

Deltan inviabilizou sua presença em qualquer inquérito ou processo, porque – exceto entre a seita fundamentalista – ninguém mais acredita em sua isenção e nem sequer nos seus métodos.

A hipótese anterior – dar a ele o comando da PGR no Paraná – teria sido, segundo a revista, descartada por conta do que seria considerado de fato como uma promoção pelo STF, onde – para usar a expressão de Jair Bolsonaro sobre Luciano Bivar – o procurador “está muito queimado”.

Inclusive entre os ministros que ele chamava de “nossos”: Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

Leão abre “peneira” para tentar descobrir craques

O Remo vai abrir inscrições para a “peneira” de novos craques a partir da segunda-feira, 14 de outubro, na secretaria da sede social do clube, com taxa de R$ 50. A avaliação será para as categorias do Sub-11 ao Sub-19 (masculino) e do Sub-15 ao adulto (feminino).

Os candidatos interessados precisam apresentar a cópia do RG no ato da inscrição. O responsável legal do atleta, ou seja, pai ou mãe, deverá estar presente para assinar a autorização para o teste.

Depois que se inscreverem, os candidatos serão avaliados pela comissão técnica da base do Clube do Remo. O treino de avaliação será realizado nos dias 23/11 (sábado) e 24/11 (domingo), no Baenão. Nos dias de avaliação não serão feitas novas inscrições.

A incrível emoção de Fafá

“É mágico esse momento. A gente está na 9ª Varanda. A primeira era mais suada. Hoje todo mundo quer voltar, e essa é a nossa dificuldade. Eu quero agradecer muito especialmente ao governo do Estado, que entendeu a causa da Varanda, abraçou a gente, e ano que vem vai ser melhor ainda, e depois melhor ainda, porque todo ano em outubro é Círio outra vez. ‘Nazica’ (forma carinhosa de se referir a Nossa Senhora de Nazaré) merece o mundo, e é para o mundo que ela vai levando a nossa fé, conduzindo o nosso jeito de ser e mostrando ao mundo que debaixo do manto dela todos cabem”.

Fafá de Belém, dona da Varanda de Nazaré (na foto, ao lado de Gretchen, nova devota da Virgem)

Depois de atuação fraca contra Senegal, jogadores do Brasil se esmeram no queixumes

Estádios longe da lotação máxima, gramado fora das condições ideais, países com pouca tradição futebolística. Situações assim se tornaram frequentes nos amistosos do Brasil nos últimos anos. E, geralmente, chegam em partidas diante de adversários também sem grande expressão. Foi o caso do empate por 1 a 1 ontem com o Senegal, no Estádio Nacional de Cingapura. Se as circunstâncias que cercaram o jogo foram repetições que têm se tornado corriqueiras com a seleção, a reação a elas foi inédita. Pela primeira vez, jogadores deram sinais claros de que se sentem “atrapalhados” por decisões logísticas da Pitch, a parceira da CBF que organiza e vende os amistosos. Capitão do time, Daniel Alves afirmou que o desempenho dos atletas pode ter sido afetado.

A circunstância é um pouco difícil, estamos com fuso de 11 horas atrás, calor imensurável. Não é desculpa, mas você paga o preço. Acredito que temos que dar continuidade ao trabalho. Nunca é fácil ganhar”, afirmou após o empate. Viagem longa e fuso horário não foram os únicos pontos citados pelos jogadores. Coutinho também criticou o gramado do Estádio Nacional — e os palcos que vêm recebendo a seleção de forma geral. “O gramado estava ruim. Em alguns jogos que estamos fazendo temos atuado em gramados bem ruins. Mas isso não é desculpa, porque é ruim para as duas equipes. Temos que melhorar, ver o que precisamos resolver e ver o que temos para melhorar”, afirmou.

As educadas críticas dos atletas surgem na esteira de falas mais duras de Tite durante a entrevista coletiva pré-jogo realizada ontem. “O que mais me deixou chateado foi a falta de respeito da Pitch para com a seleção brasileira e a de Senegal. Ela não nos proporcionou trabalhar no campo de jogo. Isso me deixou descontente, me deixou desconforme. Atletas de alto nível como a gente e Senegal, eles merecem a chance de treinar no campo de jogo”, disparou. Problemas de gramado não são inéditos — e nem novidades — na logística da seleção. Em setembro, diante do Peru, em Los Angeles, o Brasil atuou em um campo em más condições e com marcações de futebol americano.

Jogadores da seleção evitam críticas públicas contundentes — ninguém que arriscar passar qualquer impressão de reclamação ou falta de desejo de vestir a camisa amarela. Nos bastidores, entretanto, alguns deles admitem a pessoas próximas que as longas viagens com jogos em períodos curtos são desgastantes. Gramados ruins causam temor de lesões, e tem surpreendido os atletas. O sentimento pode ser resumido em outra fala de Dani Alves após o empate de ontem. Aos 36 anos, o capitão da seleção brasileira deixou o gramado comemorando o fato de o time ter passado pela partida sem nenhuma lesão. “Não nos contentamos com o resultado, mas pelo menos todo mundo saiu ileso dentro das circunstâncias”.

A Pitch não se manifestou publicamente sobre as críticas de Tite ou de jogadores. O contrato com a empresa vai até 2022. (Do UOL)