POR GERSON NOGUEIRA

Não foi o resultado dos sonhos para a imensa torcida (35 mil espectadores) que compareceu ao Mangueirão no sábado à tarde. O Remo sonhava com uma vitória sobre o Vasco, mas tomou um gol no 2º tempo e precisou lutar bravamente para empatar. De qualquer forma, o ponto conquistado fez o Leão subir uma posição na classificação.
Com oito pontos, o Remo agora está na 18ª posição, à frente de Mirassol e Chapecoense. Podia ter terminado fora da zona se tivesse superado o Vasco, que foi um adversário aplicado taticamente e que fez excelente uso de seus jogadores de lado.
A primeira etapa foi muito travada. O campo encharcado dificultou as ações mais rápidas e a troca de passes. O Vasco foi mais desenvolto e criou chances perigosas, mas a zaga remista esteve sempre firme.
Do meio para frente, o Remo esbarrava em erros nas tomadas de decisão, principalmente por parte de Alef Manga, e uma certa inibição de David Braga, que ficou muito preso à marcação. Jajá era o mais incisivo, embora repetindo a pouca eficiência nas finalizações.
O segundo período trouxe o Vasco com maior aproximação entre volantes e homens de frente. Como consequência disso, logo aos 8 minutos, Thiago Mendes recebeu passe na área, limpou a jogada e cruzou para Andrés Gomez, que estava na direita. O colombiano fintou Mayck e bateu forte, no canto direito de Marcelo Rangel, abrindo o placar.
O Vasco ainda rondou a área azulina mais vezes. Aos poucos, o Remo foi se organizando melhor e abrindo caminho no setor defensivo adversário, com Jajá na esquerda e Marcelinho na direita. A pressão ofensiva cresceu ainda mais com as entradas de Diego Hernández e Jaderson, fundamentais na reação empreendida pelos azulinos.
Taliari, Marcelinho e Jaderson quase empataram em lances criados junto à área vascaína. Aos 38’, Jajá sofreu falta dura e Hernández cobrou para o cabeceio perfeito de Marllon. Um empate justo, com o gol saindo quando o Remo já havia ligado o modo desespero. Justiça no placar em face dos progressos táticos do Leão, após as substituições. (Foto: Samara Miranda/Ascom CR)
No sufoco, Papão garante empate na Curuzu
Um pênalti cobrado por Ítalo livrou o PSC de uma derrota injusta em casa, na tarde deste domingo, diante do Brusque (SC). O time catarinense havia marcado no início da etapa final em falha da zaga bicolor e tentava segurar a vantagem nos minutos finais. Com o empate, o Papão chegou a quatro pontos e ocupa a 7ª posição na classificação.
O Brusque começou assustando, com duas chances perdidas por Peterson logo no primeiro minuto. O PSC reagiu com ataques seguidos e finalizações de Marcinho e Kleiton Pego, mas sem impor uma pressão consistente sobre o adversário.
Kleiton Pego teve excelente chegada aos 30 minutos, cabeceando com muito perigo. Aos 38’, o zagueiro Castro acertou um chute de longa distância, mas a bola foi defendida pelo goleiro Matheus Nogueira.
Nos minutos finais, Caio Mello disparou um chute forte da entrada da área e a bola explodiu no travessão. Logo em seguida, Ítalo balançou as redes, mas o lance foi anulado devido a um suposto toque na mão de Kleiton Pego. Pelo bom desempenho e pelas muitas chances criadas, o PSC merecia ter saído em vantagem.

A chuva aumentou no começo do 2º tempo, o que favoreceu o jogo do Brusque, baseado na imposição física. Aos 4 minutos, o primeiro gol da partida. Peterson iniciou o ataque após roubar a bola de Marcinho. A bola foi chutada em direção ao gol e bateu no travessão. Na sobra, o zagueiro Cipriano tocou de cabeça e abriu o placar.
Matheus Nogueira apareceu bem aos 7 minutos, defendendo bola cabeceada por Ítalo. Agarrou também chute de Hinkel aos 9’. O Paysandu aumentava a pressão, mas não conseguia definir as jogadas.
Aos 25’, quase o segundo gol do Brusque. Petterson disparou em cima da marcação, e a bola desviou no caminho, assustando Gabriel Mesquita. Aos 33’, veio o lance salvador. Marcinho lançou bola na área e o árbitro marcou pênalti sobre Ítalo, que caiu ao disputar espaço com a zaga do Brusque.
Apesar das reclamações, a penalidade foi confirmada e o próprio camisa 9 do PSC foi para a cobrança, empatando o jogo aos 35 minutos. Apesar de insistir em busca da virada, o Papão não conseguiu se impor sobre a defensiva catarinense.
O próximo compromisso pela Série C será no próximo sábado (18), contra o Barra (SC), na Curuzu, às 18h30. Na quarta-feira (15), em jogo válido pela Copa Norte, enfrenta o Independência, às 19h. (Foto: Jorge Luís Totti/Ascom PSC)
Ancelotti abre brecha para convocar Neymar
O lobby de grande parte da mídia tacanha está funcionando. Pelo menos é o que se entende da declaração de Carlo Ancelotti ao jornal francês L’Équipe, avaliando que Neymar está “no caminho certo” e precisa estar 100% para ser convocado para a Copa do Mundo.
Por coincidência, a entrevista aconteceu um pouco antes da vitória do Santos sobre o Atlético-MG, que tirou o clube praiano das proximidades do Z4 do Brasileiro da Série A. Um resultado que afastou a crise que estava começando a se instalar na Vila.
Neymar se beneficia diretamente da campanha santista, mas o futebol que tem jogado não justifica a convocação. A Copa do Mundo exige qualidade técnica e comprometimento. O camisa 10 está longe disso.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 13)
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