Por Mauro Cezar Pereira, no UOL
Vareio. No dicionário, substantivo masculino que é definido como “estado de perturbação mental no qual o indivíduo profere disparates, diz coisas sem nexo”. Ou então “estado de delírio; alucinação, desvario”. No futebol, quando um time leva um baile do adversário, ou seja, é amplamente superado.
Assim foi Santos 2 x 0 Palmeiras, um vareio de Jorge Sampaoli em Mano Menezes, o técnico da retranca ganhadora de Copas do Brasil no Cruzeiro, que chegou ao campeão brasileiro com certa rejeição pelo passado corintiano e ameaçava mudar. Sim, mudar de postura, desejar mais a bola, adotar outro estilo de jogo. Não foi assim no empate com o desfalcado Atlético Mineiro, em crise, no domingo passado, na casa alviverde. Muito menos na visita à Vila Belmiro, onde o Santos se impôs com autoridade. Duelo vencido amplamente pelo argentino, no placar e no confronto entre treinadores. Mais um sinal do quão atrasado anda o futebol, praticado em terra brasilis quando sob a batuta dos de (quase) sempre.