
Hum hum…




Um vídeo em que homens brasileiros aparecem assediando uma mulher russa durante a Copa do Mundo viralizou nas redes sociais na última semana. Nas imagens, eles se divertem cantando músicas em alusão à cor do órgão sexual da mulher. Fica claro, no vídeo, que a mulher não entende o idioma português e os homens a incentivam a repetir a frase dita pelo grupo como se fosse um hino de torcida.
Um dos agressores identificado é o policial militar Eduardo Nunes, de Santa Catarina. A PM do estado divulgou, na manhã de hoje, uma nota sobre o caso. Segundo a corporação, apesar de estar de férias, Eduardo terá de responder pela atitude e será aberto um processo administrativo.
“A corporação não corrobora com este tipo de atitude que é incompatível com a profissão e o decoro da classe, previsto no Regulamento Disciplinar e no Estatuto da PMSC, independentemente de estar em período de férias, folga de serviço ou qualquer outra situação de afastamento, devendo portanto, responder por suas atitudes”, diz a nota divulgada pela PM-SC. (Do Pragmatismo Político)

Rússia e Egito abriram a 2ª rodada da fase de grupos da Copa, com uma vitória dos anfitriões por 3 a 1. Dessa vez a seleção egípcia contou com a presença da estrela do time Mohamed Salah, que não jogou a primeira partida porque se recuperava de uma lesão no ombro.
Mas o craque, assim como a fraca defesa do Egito, não conseguiu segurar os russos, que marcaram três gols nos primeiros 15 minutos do segundo tempo. Pelo menos Salah conseguiu deixar sua marca com um gol de pênalti, diminuindo o placar.
O resultado garantiu a seleção russa nas oitavas de final do campeonato, em que o adversário deverá ser Espanha ou Portugal. A Rússia ainda enfrenta o Uruguai no jogo que irá definir a liderança do grupo A.


Nesta terça-feira, o Japão conseguiu uma importante vitória na estreia do time na Copa do Mundo de 2018, diante da Colômbia. O placar de 2 a 1 faz com que os japoneses tenham suas chances aumentadas para avançar da fase de grupos, mas, além disso, foi o primeiro triunfo de uma seleção asiática diante de uma sul-americana na história dos Mundiais.
Durante a partida, os japoneses tiveram forte domínio nas estatísticas, como por exemplo na posse de bola. A equipe asiática teve 59% contra 41% dos colombianos, número surpreendente já que o Japão prefere dar a bola para o adversário e tentar explorar os contra-ataques, ponto forte do time comandado pelo técnico Akira Nishino.
Uma outra estatística que os Colombianos perderam foram no número de cartões vermelhos (neste caso, ter a mais é pior). A expulsão do volante Carlos Sánchez, com quase três minutos de jogo, mudou totalmente a situação da partida, já que os colombianos ficaram com um jogador a menos desde o início. Essa foi a segunda expulsão mais rápida da história das Copas do Mundo, atrás apenas do cartão do uruguaio José Batista, em 1986, que conseguiu o “feito” com apenas 54 segundos de jogo.
Com um jogador a mais desde o início, os japoneses conseguiram ter mais chances reais de gol (foram 13 finalizações), oferecendo perigo constante para o goleiro colombiano Ospina. No segundo tempo, os colombianos não conseguiram impor o ritmo que tiveram no final da primeira etapa e o número de finalizações não aumentou quase nada, permanecendo em apenas cinco chutes.
Outro ponto negativo da equipe colombiana foi o segundo gol que sofreu para os japoneses, após cobrança de escanteio. Apesar de estarem com um jogador a menos desde o começo, os colombianos tiveram um grave erro de marcação se levar em conta o fato da seleção do Japão ser uma das mais baixas desta edição da Copa do Mundo. (Da Gazeta Esportiva)

O atacante Neymar deixou o treino desta terça-feira ainda no aquecimento da Seleção Brasileira, em Sochi. O jogador participava de uma roda de bobinho ao lado de Willian, Miranda, Thiago Silva e Philippe Coutinho quando abandonou a atividade para receber o atendimento do departamento médico.
Na última segunda-feira, Neymar já havia sido desfalque no primeiro treino da Seleção após o empate em 1 a 1 com a Suíça, em Rostov. Na ocasião, o craque do Paris Saint-Germain fez trabalhos regenerativos separado do elenco, assim como Paulinho e Thiago Silva.
Após ser examinado brevemente, Neymar deixou o campo mancando e acabou virando mais uma dúvida para o técnico Tite nesta Copa do Mundo por conta de um problema físico. Antes, Fagner, Douglas Costa, Renato Augusto e Fred já haviam sido desfalques para o treinador em decorrência de lesões.
A forma física de Neymar ainda é uma dúvida para o restante da Copa do Mundo. Após se recuperar de uma fratura no quinto metatarso no pé direito, o jogador voltou aos gramados de maneira bastante positiva, surpreendendo até mesmo o técnico Tite ao marcar o primeiro gol do time canarinho no amistoso com a Croácia.
Na estreia da Seleção Brasileira no Mundial, porém, o atacante não foi bem. Muito caçado em campo, Neymar prendeu a bola demasiadamente, sendo desarmado em diversas oportunidades. Tite chegou a enfatizar a possibilidade de ele oscilar neste seu retorno aos gramados após a lesão.
Agora, resta saber como o jogador irá reagir a esse incômodo que o tirou do penúltimo treino da Seleção Brasileira em Sochi antes do confronto com a Costa Rica, na próxima sexta, em São Petersburgo. (Da Gazeta Esportiva)

Por Ivison Poleto dos Santos, no Whiplash.Net
Aqueles que como eu são veteranos nas guerras metálicas sentem até um negócio à mínima menção deste nome. Incontáveis a amam de paixão, uns poucos a odeiam no mesmo nível, mas é impossível ficar impassível ao som dos seus primeiros dedilhados, aos primeiros versos cantados docemente por Robert Plant até o êxtase final com o solo de Jimmy Page. Uma canção perfeita, enfim.
Erroneamente, aqui no Brasil, a música foi tida como uma balada romântica e, por isso, muito gente dançou coladinho e rosto com rosto embalados por ela. Na verdade, sua letra nada de tem de romântica no sentido amoroso da palavra. É uma letra cheia de misticismo dentro do que a banda estava fazendo na época.
Escute aqui a versão de estúdio:
Não foi Led Zeppelin que inventou a balada dentro do rock. Mas o que se chamou depois de power balad, isso sim deve ser creditado a eles. Eles criaram a fórmula, talvez, mais copiada, e efetiva no mundo do rock, cuja tradição foi passada para as bandas de hard rock e Heavy Metal. A introdução com dedilhado somada à voz doce do cantor, ou cantora, que vão num crescendo até atingir o ápice com um solo de guitarraentremeado por muita distorção virou infalível, e convenhamos, funciona muitíssimo bem. De tão bem que funcionava, inclusive comercialmente, em meados da década de 1980 era presença obrigatória em todos os álbuns de bandas de hard rock ou de HM que quisessem ganhar notoriedade. Uma power balad bem feitinha garantia uns bons cobres a mais. É claro que a fórmula saturou. Tudo que é tocado à exaustão, uma hora exaure. Porém, até hoje, ainda há bandas apostando na fórmula.
O terreno das baladas rock nos anos 1970 já estava bem estabelecido. Bandas como os Beatles era exímios baladeiros, mas de uma forma musicalmente diferente. As baladas eram compostas ainda como as baladas renascentistas, ou seja, sempre com andamento mais lento adornada com violões ou pianos e outros instrumentos menos agressivos, ou mais doces, como queiram. Da mesma forma que já tinha anabolizado o blues com a suas versões pesadas dos blues americanos, o Led Zeppelin rompeu completamente com a tradição baladeira ocidental ao introduzir a bateria pesada que entra somente no meio da música aproveitando a tensão criada pelos dedilhados e, com mais força, a guitarra distorcida de Jimmy Page que desemboca em um solo furioso e sensacional. Ah, quantas vezes eu não voltei a fita cassete para ouvir o pedaço do solo, por vezes e vezes.
Veja um bom exemplo de balada dos anos 1960 com os Beatles:
A música causou tanto furor quando foi lançada em 1971 no álbum “Led Zeppelin IV”, que outras grandes bandas de rock na época, como os Rolling Stones (Angie, 1973) e o Black Sabbath (Changes, 1972), por exemplo, correram para lançar as suas baladas. Porém, a fórmula ainda não tinha sido apropriada definitivamente. A banda que primeiramente se apropriou definitivamente, e com grande sucesso, da fórmula foi o Nazareth com Love Hurts de 1975, esta sim uma balada romântica que alçou a banda ao estrelato mundial.
Não foi só isso. Todos guitarristas queriam tocá-la. Todos queriam fazer os dedilhados da introdução. O furor foi tanto que a situação foi tornada cômica no filme “Wayne”s World”, aqui no Brasil idioticamente traduzido como “Quanto mais idiota melhor”.
“Stairway to Heaven” é uma das poucas músicas que é celebrada igualmente tanto na sua versão de estúdio, quanto na sua versão ao vivo. Um fato interessante sobre a versão ao vivo é que por muito tempo se discutiu se Jimmy Page havia perdido a entrada do solo, fazendo a banda repetir a introdução mais um compasso para que, enfim, ele entrasse com o debulho.
Veja a versão ao vivo aqui:
Também, não houve outra balada que reinasse absoluta por tanto tempo, pois desde 1971 até meados dos anos 1980, ela foi executada exaustivamente nas rádios, inclusive nas que não tocavam rock, e nos já citados bailinhos. Somente na década de 1990 é que ela foi perdendo sua força. Infelizmente.
Pode parecer saudosismo de veterano, mas “Stairway to Heaven” faz falta. E outra coisa, ao escrever sobre ela, estou fazendo um serviço que é tradição no rock e no Metal, que é o de apresentar os clássicos aos mais jovens. É assim que o movimento vai se perpetuando.
O mundo sem “Stairway to Heaven” nos bailinhos, e sem os bailinhos, se tornou muito mais cruel.

Por Lenio Luiz Streck, na ConJur
O cenário do Direito brasileiro é o da Batalha de Pirro: em 280 a.C., o Rei Pirro, depois de vencer uma batalha, disse, respondendo a um indivíduo que lhe demonstrou alegria pela vitória: “Mais uma vitória como essa e estarei arruinado completamente“. E disse isso apontando para o que restou de suas tropas.
Metaforicamente, é o que se pode dizer do Brasil, depois do impeachment feito à fórceps (é eufemismo), intervenção militar fracassada no Rio, prejuízo de operações como a carne fraca, greve dos caminhoneiros, que foi um desastre para a economia (Petrobras quase quebrou o que restou das tropas pirróticas), ponderação usada pelo Judiciário como katchanga real, população carcerária aumentando dia a dia sem que isso resolva coisa nenhuma (e isso que o sistema carcerário foi “declarado” inconstitucional por ECI), decisões judiciais tomadas pela vontade pessoal do juiz, gente defendendo esterilização de pobres, juiz Moro sendo Moro, Dallagnoll prometendo um vídeo semanal nas eleições, TRF-4 “decidindo” que o MPF não necessita ser isento, governo batendo cabeça no STF sobre MP do próprio governo, discussão sobre auxílio-moradia que vira conciliação (o Brasil é o rei da conciliação), com o autor se passando para o lado dos conciliandos e assim por diante (acrescentaria o elenco de ilicitudes delineadas por Janio de Freitas na Folha deste domingo (17/6): TRF-4 aceitou arbitrariedades de Moro, CNJ concedeu imunidade às violações de praticadas por Moro, o STJ e o STF substituíram a lei pelo agrado à opinião pública e o dever pela sujeição, além do direito paralelo criado por Moro e Dallagnol, tudo absorvido pelo TRF-4 — a lista é bem mais longa, é claro).
Impressiona que alguns ministros que votaram pela inconstitucionalidade das conduções pedissem desculpas por votar assim, deixando claro que com isso não estavam coadunando com a impunidade. Ou seja: cumprir a CF passou a exigir desculpas. Chegamos ao ponto em que cumprir a legalidade passou a ser um ato revolucionário, subversivo. Conceder HC — o remédio heroico — passou a ser motivo de vaia.
Enfim, o que descrevi acima é só uma nesga do cenário tipo Pirro, produto desse “novo” olhar sobre o Direito, no qual a moral e a política valem mais do que o Direito, que tem sido vencido diariamente. E quem vence? Pois é. Mais vitórias desse tipo e afundaremos mais ainda. Pirro vence. E ao vencer, perde. Por isso o lamento do Rei Pirro.
Ou não foi pirrôtica a vitória dos juízes, MP e tribunais que apostaram nas conduções coercitivas contra a lei e a CF? Milhares de pessoas — Brasil afora — foram conduzidas e condenadas. Quem ressarce o prejuízo? São lícitos os depoimentos prestados sob vara? Incrível. O STF teve que dizer — e o fez por 6×5 — que onde estava escrito x deve ser lido x. Alvíssaras. Como sou um ortodoxo da interpretação constitucional, permito-me dizer: na democracia, é sonho de qualquer cidadão que “x” seja “x” (a menos que x seja inconstitucional e coisas do gênero). Depois de uma luta epistemo-fraticida, o STF por pouco não diz que uma garantia vinda da ditadura Vargas não tem guarida na Constituição de hoje. Por pouco, muito pouco, pouco mesmo, como dizia o narrador de futebol.
De todo modo, juntando os casos e os cacos, dos dois lados a vitória foi de Pirro: os que acharam que ganhariam e prenderam tanta gente — sim, porque conduzir à força é prender — e, agora, os que ganharam e não podem recuperar o prejuízo. Ou seja, os presos conduzidos à força ganharam, mas, infelizmente, não levaram. Porque já tinham sido conduzidos. O estrago já estava feito. Mais uma vitória como essa e… Bem, você sabe.
Nesse cenário de Pirro, parece que já não há novidade em afirmar que o modelo de delação premiada idealizada na “lava jato” faz água de há muito. Aos poucos, as absolvições começam a acontecer. Por uma razão simples: depoimento de delator, desacompanhado de prova concreta, nada vale. Por exemplo, o doleiro Alberto Youssef, hour concours no ramo delacional, em uma de suas delações — falo do caso da senadora Gleisi e do ex-ministro Paulo Bernardo (e poderia falar de tantos já julgados pelo STF em que ficou claro o limite do que diz um delator) — chega a dar quatro, sim, incríveis quatro versões sobre o que delatou. Isso também aparece — e por coincidência é o mesmo delator — em um caso envolvendo um senador. Afinal, o que é um fato? O que é um fenômeno? É possível relatar o mesmo fato de vários modos diferentes? Um delator pode dizer qualquer coisa sobre qualquer coisa? Ou o delator tem a prerrogativa da pós-verdade só produz narrativas?
Sempre fico com uma pulga atrás da orelha quando um delator diz: entreguei R$ 40 milhões (é um exemplo) para fulano. Eu penso: mas ninguém lhe pergunta como ele fez isso? Mandou um motoboy? Mandou para um banco? Mandou para o exterior? E se entregou em cash, como ele arrumou esse ervanário, se qualquer retirada de banco acima de R$ 10 mil exige burocracia? Enfim, criou-se um mundo de ficções.
Tenho insistido na tese (ver aqui) de que devemos exigir evidências científicas das decisões dos tribunais. E, por óbvio, também devemos exigir evidências empíricas dos delatores. Não basta dizer. Tem de demonstrar. E não basta apresentar uma agenda com siglas. Chega a ser patético que uma delação tenha como prova apenas siglas e sinais em uma agenda. Brincando, pode-se dizer que LSD pode ser droga como também Luciano Soares Dutra. Ou Logo Serei Delatado. Parece coisa do Google: você coloca “cataratas do Iguaçu” e aparece “opero cataratas em clínica em Foz do Iguaçu”. Já se viu em várias delações que esses códigos não fecham. Por vezes, até fecham. Mas um relógio parado também acerta as horas duas vezes por dia. Processo penal não pode ser ficção. Necessita provar. Robustamente.
Quero dizer que o modelo-de-Direito-4.0-tipo-anglo-saxão que é vendido aos brasileiros é furado. Necessita de recall. Urgente. E dou apenas uma razão: se, por exemplo, o modelo de provas ou o modelo de custódia de provas vigente nos EUA fosse aplicado rigidamente no Brasil, metade da população carcerária seria liberada imediatamente[1]. E sabem por quê? Porque nos EUA não existe inversão do ônus da prova, há rigidez com relação à inadmissão de provas ilícitas, e delação premiada não serve por si só como prova. Claro, por aqui também a delação não pode valer. Está na lei, só que não. Bom, mas o que é isto — a lei? Mas quem gosta de Direito 4.0 diz que, se não for assim, não dá para condenar. Ah, bom. Então o que vale no processo penal é condenar?
Dois eminentes professores já escreveram que temos direitos demais (falo dos ilustres professores Jose Eduardo Faria e Joaquim Falcão). E eu respondi, ao dois: “Digamos isso aos 750 mil presos, dos quais mais de 200 mil são presos provisórios”. De todo modo, vamos testar o modelo verdadeiro e não o contrabandeado para o Brasil. Podem acreditar. Os presos e demais condenados ficarão muito felizes.
Tudo para dizer que parece que o “mundo delacional 4.0 turbinado”, se não se reciclar urgentemente, vai soçobrar. Já há suspeitas de chantagens até mesmo de advogados que estariam usando delações para pressionar e achacar “futuros” réus em troca de “mesadas” (ou taxa de proteção).
Para mim, presente qualquer tipo de suspeita em delatores, o que disseram fica subsumido na tese dos frutos da árvore envenenada. Isso sem falar de delatores usufruindo de benefícios sem processo. E da exclusão de advogados que não agrada(ra)m ao órgão negociador. Não tenho dúvida de que haverá o momento de um ajuste processual. O rio da história não pode ser exprimido por margens que põem a culpa na água corrente.
O óbvio deve ser dito. Só que o óbvio está no anonimato. Ele se esconde. É ladino. Do jeito que a coisa vai, esse “novo” modelo de processo penal 4.0 (baseado em delações e convicções), com ar condicionado, direção hidráulica e bancos de couro, poderá parar por falta de combustível. Ou será barrado por uma blitz constitucional. Depende dos guardas do STF. O modelo 4.0 já foi multado pela blitz no caso das conduções coercitivas.
O modelo baseado em delações e convicções pessoais, em que a prova é crença (há um livro defendendo isso e também consta em peças processuais), é autofágico. A menos que acreditemos na lenda do Barão de Münschausen, que, atolado e afundando no pântano com seu cavalo, puxou-se a si mesmo pelos cabelos. Mutatis mutandis, é a delação premiada sem indicativos materiais. Ela é ficcional como a lenda do Barão. Inadmissível uma prova que exsurge de si mesma. Não há prova autopoiética. Quer dizer, uma delação não se salva sustentando-se a si mesma pelos próprios depoimentos.
A ver (sem h) no futuro, quando a onda punitivista passar. O discurso do futuro presidente do STF ministro Dias Toffoli dá-nos, todavia, esperanças, quando diz, em um parágrafo autoexplicável:
“Se o Judiciário quiser ser protagonista, numa missão iluminista de entender que está mudando a história do país, está enganando a sociedade. Não está construindo nada, está vendendo ilusões”. Esse é o cenário. Ganhar deixando tantos soldados para trás — lembrando a vitória de Pirro — valerá a pena? A ver (de novo sem h), se o devido processo legal sobreviver…!
E se soubermos ler bem a morte dos coelhos. Explico: na primeira guerra mundial, não havia modo de controlar o oxigênio dos submarinos. Usava-se coelhos. Quando o primeiro coelho morria, haveria mais seis horas de oxigênio. Nesse tempo, o submarino tinha que vir à tona. Minha pergunta é: quantas horas faltam?
Pirro está ganhando… Mas Pirro está perdendo.

A série Donas da Rua da História, reunião de desenhos da Turma da Mônica que homenageia mulheres importantes que fizeram história, aproveitou o início do principal torneio de futebol do mundo para destacar um nome da seleção feminina brasileira. A escolhida foi Miraildes Maciel Mota, conhecida nas torcidas como Formiga.
Entre algumas curiosidades, ela foi a única jogadora de futebol do mundo a atuar em todas as edições das Olimpíadas, desde que as seleções femininas passaram a integrar a competição, em 1996. Tudo começou ainda na infância e dentro de casa, onde deu os primeiros dribles com cabeças de bonecas, que eram arrancadas para poder jogar.
Mais tarde foi para os campinhos, fazendo praticamente toda a sua caminhada no Pará e provou que futebol também é para mulheres. Como ela mesma diz, no começo não diferenciava uma partida com o time do bairro de uma disputa olímpica. Jogou sempre com dedicação e competência.
Formiga estreou na Seleção Brasileira em 1995, aos 16 anos. Com tantas conquistas, deixou um legado marcante na história do futebol e serve de inspiração para o público feminino praticar cada vez mais a modalidade.
Quem representa a atleta na turminha é a mais nova personagem Milena, apresentada ao público em dezembro de 2017. A homenagem completa pode ser conferida no site do projeto: http://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/ddr-da-historia.php.
Campeonato Brasileiro da Série C 2018
Remo x Atlético-AC – estádio Jornalista Edgar Proença, às 19h

Na Rádio Clube, Ronaldo Porto narra, Carlos Castilho comenta. Reportagens – Paulo Caxiado, Giuseppe Tommaso, Francisco Urbano e Hailton Silva. Banco de Informações – Fábio Scerni
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