O presidente da CBF não errou. Ele é o próprio erro

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Por Juca Kfouri

O coronel Nunes, que preside a CBF porque era o vice-presidente mais velho, não votou errado em Marrocos por acaso. Acaso teria sido se tivesse acertado e votado, como ficou acordado entre os membros da Conmebol, na candidatura EUA/México/Canadá.

Mas Nunes se confundiu ao votar, como trocou o Mar Negro pelo Vermelho.

Teorias da conspiração já pululam nos bastidores do futebol, como pelos corredores da Federação Paulista de Futebol, onde se garante que o voto foi proposital e por vingança da investigação do FBI sobre os três ex-presidentes da CBF.

Tudo é possível, mas traição para perder é de tamanha burrice que é melhor aceitar a tese do erro mesmo, embora o coronel não escondesse sua simpatia por Marrocos, “que nunca sediou uma Copa”. Ontem houve vários erros, hoje mais um e amanhã e depois haverá outro e outro e outros enquanto durar, até abril do ano que vem, o folclórico mandato do fabuloso coronel Nunes.

Pelo menos, ao contrário de Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, ele diverte a patuleia.

Associada ao golpe, ‘amarelinha’ da Seleção tem encalhe de vendas

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Por Erika Nakamura

Tradicionalmente, a camiseta amarela da seleção brasileira sempre foi o item mais vendido entre os produtos lançados tendo a Copa do Mundo como tema. Mas para a Copa da Rússia, que começa nesta quinta (15), o cenário se alterou. Segundo lojistas e ambulantes ouvidos pela RBA, apesar de as vendas serem “satisfatórias”, é a camisa do uniforme número dois da Seleção, a “azulzinha”, que ganhou a preferência dos torcedores para acompanhar os jogos do time brasileiro – que estreia pelo grupo E do torneio, no domingo (17), às 15h, contra a Suíça.

A principal razão apontada pela queda do interesse na tradicional “amarelinha” é ela ter virado “uniforme” nas manifestações pró-impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, a partir de 2014. Transformada em símbolo de apoio ao golpe que derrubou a presidenta em 2016, atraiu rejeição por grande parte dos demais brasileiros. “Tá chegando a Copa e eu não vejo ninguém com a camisa do Brasil. Essa camisa virou sinônimo de filho da puta, de golpista”, disse o cantor João Gordo, do Ratos do Porão, durante apresentação na Virada Cultural paulistana do mês passado.

Em entrevista à revista Época, o escritor Marcelo Rubens Paiva afirmou que jogou fora todas suas camisetas do Brasil, por causa da lembrança política que elas trazem. “Não dá para vestir a camisa da Seleção, que virou símbolo de uma massa de manobra comandada por golpistas”, diz ele acrescentando que torcerá na Copa com o uniforme do Corinthians.

A RBA entrou em contato com lojas físicas da rede Centauro, especializada em materiais esportivos, e a resposta foi unânime: a camiseta azul é a mais vendida e está até esgotada em algumas unidades. “Geralmente, o que vem em maior quantidade é a amarela, mas a saída da azul é muito boa”, conta uma supervisora, que pede para manter seu nome em sigilo, em respeito a normas internas da empresa.

Os dados de outra rede de lojas do setor, a Netshoes (que só opera pela internet), também mostram a preferência do torcedor pelo segundo uniforme, que vem registrando procura 20% maior que a “concorrente” amarela.

As camisas oficiais usadas pela Seleção chegam ao consumidor pelo preço de R$ 450. Uma versão mais simples é vendida por R$ 249,90. Se o torcedor quiser montar um kit com meião e calção o valor chega a R$ 650.

A reportagem também foi à Rua 25 de Março, famosa pela concentração de vendedores ambulantes, os camelôs, no centro de São Paulo. No local, até porque as peças não são originais, os preços praticados são bem mais baixos – variam entre R$ 25 e R$ 65 – , e a agora cobiçada camiseta azul da Seleção também está em falta.

O supervisor de vendas Rafael Ferreira parou na barraca do camelô Edvan e levou sua camisa. “É mais chamativo. Não que a amarela seja ruim, mas a azul é muito bonita”, diz ele. “Está saindo bastante camiseta azul, se não vier comprar logo, acaba. As vendas (da azul) aumentaram, comparado a 2014”, acrescenta o vendedor.

Com três sacolas cheias das “azulzinhas”, o técnico em celulares Tadeu Freitas explica genericamente sua preferência. “O pessoal está pedindo mais, querem algo diferente.”

Alguns comerciantes relatam que a baixa procura pela versão amarela fez baixar seu preço, o que ainda lhe garante algumas vendas. “A principal vende mais porque a azul está mais cara, já que a procura é grande”, diz Dodô, que também trabalha na 25 de Março.

Queda no consumo
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), para a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, 50% das famílias tiveram interesse em comprar itens relacionados com a Seleção Brasileira e o Mundial. Já neste ano, o percentual caiu para 24%. A procura por peças de vestuário desperta interesse em apenas 7,5% das famílias e por aparelhos de televisão, em 4,3% delas.

Em entrevista à Radioagência Nacional, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, diz que o desemprego é um dos motivadores do índice baixo, já que o desemprego em 2014 era de 7,1% , contra 12,9% medido agora, segundo o IBGE.

“Outro fator que também ajuda, principalmente na compra de televisores, que é o carro chefe na movimentação financeira, há o comportamento do crédito, já que a taxa de juros está em 55% ao ano. Soma-se a isso o fato de o evento ser do outro lado do mundo. É normal que as famílias acabem menos empolgadas”, disse. (Da RBA)

Via crúcis

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Por Leandro Fortes, no Facebook

Assim que começou essa modinha de agência de checagem de fake news, capitaneada justamente pela velha mídia brasileira – maior produtora de notícias falsas do planeta -, eu avisei aqui: esse movimento não tem interesse público algum, nem nenhum compromisso com a verdade.

Foi pensado para criminalizar a mídia alternativa e intimidá-la, de modo a acabar com o único contraponto que a sociedade tem às máfias noticiosas, Grupo Globo à frente. Essa polêmica em torno do rosário enviado pelo papa Francisco ao presidente Lula, preso político em Curitiba, é extremamente reveladora disso.

Essa tal de Lupa, em meio a uma miríade de desmentidos sobre o tema, ignorou completamente que o UOL foi o primeiro a dar a notícia no Brasil e, a partir de uma checagem porca feita com um certo Vatican News, apontou o dedo para o Brasil 247 e a revista Fórum. Um expediente de calúnia que visa desmoralizar esses veículos e provocar sanções junto ao Facebook.

Na origem dessa pilantragem está o pavor dessa cristandade paneleira de bunda suja diante da possibilidade de o papa intervir a favor de Lula, o que colocaria a Igreja na luta direta contra essa farsa jurídica comandada pelo juiz Mazzaropi, no maior país católico do mundo.

O fato é que o tal rosário foi abençoado por Francisco e entregue a Lula por um emissário oficial do Vaticano.

E isso não tem nada a ver com religião.

Cobertura da Copa faz Globo perder até para programa de fofoca

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A Globo amargou o terceiro lugar na audiência durante 24 minutos na tarde desta terça-feira (12) durante a exibição do Vídeo Show. De acordo com a prévia do minuto a minuto do Ibope da Grande São Paulo, obtida pelo Notícias da TV, o programa apresentado por Otaviano Costa e Sophia Abrahão foi derrotado não somente pelo Balanço Geral, da Record, como de praxe, mas também pelo seriado Chaves e pelo Fofocalizando, ambos do SBT.

O programa da Globo apostou no lançamento do clipe da música “Fica Tudo Bem”, parceria de Anitta com o cantor Silva. Otaviano e Sophia também bateram papo com os jornalistas Sandra Annenberg e Alex Escobar, que entraram ao vivo diretamente do estúdio da emissora em Moscou, na Rússia, mas o conteúdo afugentou o público. (Do UOL)

Em decisão surpreendente, Espanha demite técnico às vésperas do Mundial

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A Federação Espanhola não assimilou o anúncio de que Julen Lopetegui (foto) será o novo treinador do Rael Madrid após o Mundial da Rússia e decidiu afastá-lo do comando técnico da seleção. A surpreendente decisão foi tomada depois de reunião entre o treinador, o presidente da Federação Luis Rubiales e os jogadores Sergio Ramos, Piqué e Iniesta. O substituto de Lopetegui na seleção ainda não foi anunciado. Luis Enrique e Vicente Del Bosque, ex-técnico da Fúria, são os mais cotados.

Pelas declarações do presidente da federação, Lopetegui caiu por não ter avisado com antecedência sobre seu acordo com o Real Madri. “Fui informado 5 minutos antes do anúncio oficial que Lopetegui iria pro Real. Pedi que segurassem o anúncio. Que fizessem de outra forma, mas 5 minutos depois o anúncio foi feito. As coisas não podem ser feitas assim. É uma falta de respeito à Federação Espanhola”, disse Rubiales.

Copa do Mundo de 2026 será nos EUA, México e Canadá

A Fifa definiu, na manhã de hoje (13), que a Copa do Mundo de 2026 será realizada na América do Norte. Três países do subcontinente irão sediar o evento: Estados Unidos, México e Canadá, sendo que 60 jogos será realizados nos EUA, 10 no México e 10 no Canadá. A expectativa é de um lucro recorde de 14 bilhões de dólares.

Os três países disputavam o direito de sediar o Mundial com o Marrocos. Antes da votação, a secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, mostrou o relatório de avaliação das candidaturas. EUA tirou nota 4 (de 5) e Marrocos tirou nota 2,7 (de 5). A próxima Copa, em 2022, vai ocorrer no Qatar.

Juiz de Maringá concede proteção extra a delatores

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Sem razões justificáveis, o juiz Sérgio Moro decidiu negar acesso às provas geradas na Lava Jato por órgãos oficiais do governo com responsabilidade para investigar contas e outras possíveis fraudes na máquina pública. Estão atingidos pela estranha atitude a Advocacia Geral da União (AGU), a Controladoria Geral da União (CGU), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), o Banco Central, a Receita Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU). Uma mordaça jurídica que surpreendeu a todos.

“Apesar do compartilhamento de provas para a utilização na esfera cível e administrativa ser imperativo, já que atende ao interesse público, faz-se necessário proteger o colaborador ou a empresa leniente contra sanções excessivas de outros órgãos públicos, sob pena de desestimular a própria celebração desses acordos”, escreveu o juiz.

A atitude é ainda mais esquisita (e suspeita) porque são órgãos que investigam bancos e empresas que praticaram monopólio, dumping, cartel e outras atividades das quais o próprio Moro é acusado de envolvimento, como no Caso Banestado. Para isso, o juiz que parece ser uma espécie de “Primeiro Juiz” do Brasil, alega que deve proteger seus “colaboradores” ou empresa leniente, vetando que forneçam provas aos outros órgãos, a fim de proteger as negociações de delação premiada.

Tais órgãos ficam protegidos por Moro, mesmo que seus “colaboradores” tenham cometido outros crimes, dos quais existam ou não provas e que outros órgãos desejem empreender investigações.

A pergunta é: afinal, quem protege quem?