O jogo do dia na Copa: Argentina tem parada decisiva hoje contra Croácia

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Após estrear empatando com a Islândia por 1 a 1 sob um festival de críticas, a Argentina precisa reagir. A primeira oportunidade será o duelo contra a Croácia, nesta quinta-feira, às 15h00 (de Brasília), no Estádio Nizhny Novgorod, em Nizhegorodskaya, na Rússia, em choque válido pela segunda rodada do Grupo C. Os argentinos aparecem com um ponto, ao lado dos islandeses.

O cenário é complicado para os hermanos pois a Croácia lidera a chave com os três pontos conquistados após o triunfo por 2 a 0 sobre a Nigéria na estreia. Por isso mesmo os atletas argentinos sabem que vão precisar se doar ainda mais.

“A Argentina poderia ter vencido na estreia pois criou oportunidades para isso. Mas não podemos ficar pensando no que passou, pois, o intervalo entre os jogos é muito curto e temos que ganhar da Croácia, um time experiente e com jogadores atuando em clubes de ponta do futebol mundial. Além disso, que chega embalado pelo triunfo na estreia. A nossa doação em campo será enorme e estou confiante”, disse

Jorge Sampaoli, treinador da Argentina, passou a adotar a estratégia de proteger o aspecto psicológico de seus atletas. Principalmente do craque Lionel Messi, que desperdiçou um pênalti contra a Islândia e vem sendo muito criticado pelo baixo rendimento com a camisa da seleção.

“Não acho confortável ficarem criticando o Leo. Quando você faz um gol com a camisa argentina, comemorarmos todos. E quando não ganharmos é responsabilidade de Leo? Me sinto responsável por Leo ter perdido o pênalti e vou gritar com ele quando fizer um gol. É o melhor do mundo, mas não é só um jogador que vai mudar uma partida ou ser responsável pelo fracasso”, avisou Sampaoli.

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A Croácia chega para este jogo com um clima um pouco pesado apesar da estreia vitoriosa. Isso porque o atacante Nikola Kalinic foi cortado após se recusar a entrar nos minutos finais do jogo contra a Nigéria. O técnico Delic Zlatko não confirmou o gesto de indisciplina e alegou que o jogador deixou a delegação por conta de dores nas costas.

Apesar desses problemas, os jogadores croatas garantem que vivem um excelente momento e prometem uma boa atuação contra diante do adversário: “O ambiente é bom e nós queremos muito a classificação para as oitavas de final. Se perdermos para a Argentina vamos deixar de lado um pouco da importância do triunfo sobre a Nigéria. Temos que pontuar e acredito que podemos fazer um jogo de igual para igual se deixarmos o nosso máximo dentro das quatro linhas. Confio em nosso time”, afirmou Rakitic, um dos líderes do elenco.

Em termos de escalação, Sampaoli vai modificar o time, mas faz mistério. Os meias Enzo Pérez e Maximiliano Meza disputam um lugar no meio. Pior para Lucas Biglia, barrado. Outro que perde o posto é o lateral-esquerdo Marcos Rojo, assim como o meia Ángel Di María. O primeiro será substituído por Gabriel Mercado, com a zaga sendo fortalecida para liberar a entrada do atacante Cristian Pavón.

Já a Croácia, satisfeita com a estreia, vai repetir a escalação. Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

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Parreira bota fé na Seleção e torce por confronto com a Alemanha

Apesar de muitos projetarem uma final entre Brasil e Alemanha na Copa do Mundo de 2018, esse confronto pode acontecer nas oitavas de final caso uma das seleções fique em segundo lugar do seu grupo e outra em primeiro. Esse cenário ficou mais viável depois dos comandados de Joachim Low terem perdido na estreia para o México. Em entrevista à Gazeta Esportiva, Carlos Alberto Parreira mostrou sua torcida pelo reencontro após o 7 a 1 na semifinal do Mundial de 2014.

“Não (estou com medo de um reencontro). Estou torcendo para jogar contra a Alemanha para retribuirmos a gentileza deles”, declarou o treinador do pentacampeonato que estava na comissão técnica de Luiz Felipe Scolari há quatro anos.

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Carlos Alberto Parreira também analisou a estreia da Seleção Brasileira contra a Suíça. Para ele, um confronto difícil era esperado uma vez que os dois times estão bem colocados no ranking da Fifa e pela falta de experiência em Copa do Mundo dos atletas comandados por Tite. Além disso, ele previu que o time verde e amarelo irá se recuperar a partir da próxima sexta-feira, às 9 horas (de Brasília), contra a Costa Rica.

“Se criou uma expectativa muito grande antes da Copa. O Brasil é o segundo do ranking, a Suíça é a sexta do ranking, portanto esses jogos são difíceis. A estreia gera muita tensão, praticamente apenas o Marcelo e mais três ou quatro jogadores já tinham participado de Copa e os outros estavam na primeira vez. Isso causa uma apreensão muito grande e o time não repetiu as atuações que estávamos acostumados a ver”, afirmou o técnico de 75 anos.

CR7 x Neymar: diferenças de penteado e personalidade

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Por Davi Nogueira, no DCM

O que difere Cristiano Ronaldo de Neymar?

O craque português foi decisivo novamente na Copa, ao fazer o gol da vitória do seu time contra o Marrocos.

Neymar, por enquanto, não sai do noticiário por causa do penteado depois de uma estreia medíocre contra a Suíça.

Não que Cristiano não seja vaidoso. É, em demasia. Metrossexual completo.

Ambos têm uma trajetória parecida, saídos da pobreza para a opulência.

Neymar nasceu em Mogi das Cruzes, migrando em seguida para São Vicente e Santos.

Ronaldo é de Funchal, na Ilha da Madeira. Morou numa casa com telhado de zinco e paredes cobertas de chapas de metal para tapar os buracos por onde entrava chuva e frio.

No fim dos treinos, davam-lhe sanduíches ou pratos de sopa. O pai, José Dinis, morreu de alcoolismo.

Os dois são ricos e sonegadores.

Em campo, Ronaldo cresce com outros dez atletas de segunda linha, ao contrário de Neymar, cercado por Philipe Coutinho, Marcelo, Gabriel Jesus e outros craques.

São cobrados por ser foras de série. Um responde bem, o outro não.

O que os difere? Caráter.

Não no sentido moral, mas de personalidade.

Herói, segundo o historiador britânico Paul Johnson, é aquele cuja vontade se sobrepõe à opinião pública, agindo com coragem e decisão, mesmo nas situações mais adversas, e independentemente das consequências.

Nesse caso, não há muito o que fazer. Acontece nas melhores e nas piores famílias.

Neymar tem que superar a si mesmo.

Ao ver Cristiano Ronaldo quebrando tudo, ele poderia se inspirar e, com furor competitivo, querer mostrar ao portuga quem é quem.

Temo, no entanto, que o efeito sobre o brasileiro seja o oposto.

Eis uma boa conversa que o menino Ney poderia ter com um dos dois cabeleireiros que levou para a Rússia.

O que tanto amedronta o “valentão” Jair Bolsonaro?

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Por Altamiro Borges, no Viomundo

Jair Bolsonaro, o ex-capitão do Exército que almeja ser presidente da República, gosta de fazer pose de valentão, de “machão” destemido. Com seus discursos inflamados e seus gestos agressivos, ele rosna contra tudo e contra todos.

Tenta se apresentar como paladino da ética e distribui porradas para todos os cantos. Essa imagem viril, porém, parece ser fabricada por marqueteiros.

Na prática, o protótipo de fascista esconde seus medos. Um deles, que ficará ainda mais evidente na campanha eleitoral deste ano, é do debate.

Ele sabe da mediocridade das suas ideias e propostas e, por isso, foge dos adversários.

Segundo um levantamento parcial publicado na Folha, Jair Bolsonaro é um típico covarde, um falastrão.

“Em abril e maio, o ex-capitão do Exército não compareceu a ao menos quatro grandes encontros dos principais concorrentes ao Palácio do Planalto e declinou entrevista e sabatina da Folha… No Fórum da Liberdade, em Porto Alegre no dia 9 de abril, o candidato do PSL não respondeu ao convite e não compareceu. Ele também não esteve em evento promovido pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) em 8 de maio, em Niterói (RJ), que reuniu 11 pré-candidatos. Justificou ‘incompatibilidade de agenda’, segundo os organizadores. Nessa mesma data, Bolsonaro deu expediente na Câmara dos Deputados. Dois dias depois, o presidenciável faltou a outro debate, o da União Nacional dos Legisladores e Legislativos (Unale), em Gramado (RS)”.

Ainda de acordo com a reportagem, “não colocar na lista de compromissos encontros em que precisa apresentar suas propostas ao lado de outros concorrentes tem sido a estratégia de Bolsonaro na pré-campanha. Ele tem preferido comparecer a eventos para os quais é convidado por apoiadores, além de almoços reservados com empresários. O presidenciável tem evitado ainda as sabatinas. O convite para participar da série de entrevistas da TV Folha – que já ouviu 13 presidenciáveis – ficou sem resposta do candidato do PSL. Ele também não confirmou a data em que participará de sabatina promovida por Folha, UOL e SBT – esta, para conhecer os planos de governo dos sete primeiros colocados na pesquisa Datafolha”.

A mesma observação foi feita na semana passada pelo colunista Nonato Viegas, da revista Época: “Pré-candidato a presidente pelo PSL, o deputado Jair Bolsonaro (RJ) faltou a todos os debates promovidos até aqui por entidades de classe e veículos de comunicação. Teme precipitar desgaste de imagem ao ser comparado com adversários. Assessores do presidenciável dizem que ele prefere comparecer apenas a entrevistas”.

Já o jornalista André Barrocal, em excelente matéria publicada na revista CartaCapital, apontou algumas das razões dos temores do presidenciável bravateiro. Além da ausência de propostas, ele está rodeado de pessoas sinistras e teria dificuldades para justificar suas companhias.

“No fim de 2017, o presidenciável da extrema-direita Jair Bolsonaro anunciou que seu ministro da Fazenda seria o economista liberal Paulo Guedes. O escolhido até já preparou um programa econômico para o deputado. Agora o casamento corre o risco de terminar ainda nas núpcias, caso Bolsonaro queira mesmo pregar na eleição que é o concorrente mais honesto. A recente operação contra uma enorme rede de doleiros, um desdobramento da Lava Jato, atingiu uma empresa da qual Guedes é sócio, o grupo Bozano, do mercado financeiro”.

A ação criminosa movimentou bilhões de dólares no exterior e “é possível que as investigações do esquema de doleiros chegue perto do guru econômico de Bolsonaro”.

Graças ao corte de cabelo, Neymar é o jogador da Copa mais citado no Twitter

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Com o término da primeira rodada de jogos do Mundial na Rússia, o Twitter realizou um levantamento para identificar quais os jogadores da #Copa2018 foram mais mencionados na plataforma globalmente durante os seis primeiros dias do torneio. O brasileiro Neymar lidera a lista, seguido pelo português Cristiano Ronaldo, o argentino Lionel Messi e o também brasileiro Philippe Coutinho. O levantamento considera Tweets publicados em todo o mundo desde a última quinta-feira (14), data da primeira partida da #Copa2018.

Confira abaixo a lista dos 10 jogadores da #Copa2018 mais mencionados no Twitter globalmente até o momento:

1 – Neymar #BRA

2 – Cristiano Ronaldo #POR

3 – Messi #ARG

4 – Philippe Coutinho #BRA

5 – Antoine Griezmann #FRA

6 – Harry Kane #ENG

7 – James Rodriguez #COL

8 – Paul Pogba #FRA

9 – Romelu Lukaku #BEL

10 – Mohamed Salah #EGY

Nos EUA, filhos de imigrantes ilegais são separados da família e enviados para abrigos

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A apresentadora Rachel Maddow, da MSNBC, chorou ontem ao noticiar as medidas do presidente Donald Trump quanto aos filhos dos imigrantes ilegais que são separados das famílias e enviados a centros de detenção.

“A AP acabou de encaminhar uma notícia urgente”, disse ao vivo a âncora do canal norte-americano MSNBC, Rachel Maddow. “Isso é inacreditável… a administração de Trump tem enviado bebês e crianças jovens…”, continua a jornalista até que, emocionada, interrompe a fala. “Para pelo menos três abrigos…”, Rachel tenta continuar a leitura. “Coloquem as imagens disso”, pede para a produção. “Acho que vou ter que parar por aqui”, desabafa. As imagens viralizaram nas redes sociais.

A história que Rachel Maddow tentou, sem sucesso, contar é o resultado de uma investigação da Associated Press (AP) que demonstrou que o governo Trump tem enviado bebês e crianças pequenas para “abrigos”, após serem forçadamente separadas dos pais. “Médicos e advogados que visitaram os locais o descreveram como ‘salas de jogos’ nas quais crianças em idade de pré-escola estão em crise”, noticiou a AP. “O governo planeja, ainda, construir um quarto abrigo para que centenas de crianças sejam colocadas”, afirma o texto.

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Após o ocorrido, a jornalista escreveu em seu perfil:

A administração de Trump está enviando bebês e crianças pequenas, que foram forçadamente separadas dos pais, para, pelo menos, três “abrigos de tenra idade” no sul do Texas. Médicos e advogados que visitaram os locais o descreveram como ‘salas de jogos’ nas quais crianças em idade de pré-escola estão crise. Décadas após o sistema nacional de bem estar infantil ter acabado com orfanatos por preocupação com o psicológico de crianças, o poder público está inaugurando instituições para manter crianças da América Central que foram separadas dos pais. “Pensar que eles colocarão crianças tão pequenas nessas instituições. É difícil para até pensar nisso”, disse Kay Bellor, vice presidente de programas sociais no Lutheran Immigration and Refugee Service. “Bebês estão sendo detidos”.

Top 50 das canções mais longas do rock

Os editores e leitores da revista Rolling Stone elegeram em 2007 as 50 melhores músicas do rock com mais de sete minutos de duração. Entre os listados, pesos pesados como BeatlesBlack Sabbath, Rolling Stones, Bob Dylan, Led Zeppelin e Pink Floyd. A lista é típica das escolhas da Rolling Stone pinçando curiosidades do rock, gênero que nem sempre seguiu a cartilha das execuções em rádio, cuja grade musical exigia músicas de no máximo três minutos de duração.

A lista, apesar de conter algumas abóboras pelo meio, prova que o rock sempre foi capaz de produzir grandes e interessantes obras, independentemente do tempo de duração.

In Memory of Elizabeth Reed – The Allman Brothers Band
Bela Lugosi’s Dead – Bauhaus
B-Boy Bouillabaisse – The Beastie Boys
Hey Jude – The Beatles
War Pigs/Luke’s Wall – Black Sabbath
Tender – Blur
Bel Air – Can
Pictures of You – The Cure
Station to Station – David Bowie
Layla – Derek & the Dominoes
The End – The Doors
Sad-Eyed Lady of the Lowlands – Bob Dylan
Maggot Brain – Funkadelic
The Message – Grandmaster Flash
Jesus of Suburbia – Green Day
Estranged – Guns N’ Roses
Isn’t It a Pity? – George Harrison
In-A-Gadda-Da-Vida – Iron Butterfly
Three Days – Jane’s Addiction
Scenes from an Italian Restaurant – Billy Joel
Funeral for a Friend – Elton John
In the Court of the Crimson King – King Crimson
All My Friends – LCD Soundsystem
When the Levee Breaks – Led Zeppelin
Free Bird – Lynyrd Skynyrd
Autobahn – Kraftwerk
One – Metallica
Chloe Dancer/Crown of Thorns – Mother Love Bone
Oh, Comely – Neutral Milk Hotel
Blue Monday – New Order
We’re In This Together – Nine Inch Nails

Champagne Supernova – Oasis
Sheep – Pink Floyd
Purple Rain – Prince
Can’t You Hear Me Knockin’ – The Rolling Stones
Svefn-g-englar – Sigur Ros
The Sprawl – Sonic Youth
Jungleland – Bruce Springsteen
I Am the Resurrection – Stone Roses
Frankie Teardrop – Suicide
Marquee Moon – Television
What Goes Around Comes Around – Justin Timberlake

Heroin – Velvet Underground
Only in Dreams – Weezer
Ball & Biscuit – The White Stripes
Won’t Get Fooled Again – The Who
Spiders (Kidsmoke) – Wilco
Starship Trooper – Yes

Cortez the Killer – Neil Young
Willie the Pimp – Frank Zappa

Leia a matéria original com links para arquivos de som de algumas das músicas

Método de escolha de professores é o segredo do celebrado sistema de ensino canadense

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Em algumas províncias do Canadá, como Ontário, os professores são contratados em função daquilo que o colégio precisa. Não há concursos públicos, são os diretores de escola que determinam quantos docentes são necessários a cada ano e para quais disciplinas. O candidato deve dar uma aula diante de um comitê de especialistas e ser aprovado numa entrevista pessoal. Se escolhido, é contratado e vira funcionário público. Durante os dois primeiros anos, o diretor do colégio revisará seu trabalho e, se estiver dentro dos padrões, voltará a enfrentar esse controle a cada cinco anos. Aos 54 anos de idade, esse professor poderá se aposentar, e sua pensão será uma das mais altas do corpo de funcionários de Ontário, 48.000 dólares canadenses por ano (136.200 reais). O salário médio de um professor nessa província, cuja capital é Toronto, é de 80.000 dólares por ano (227.000 reais).

O cenário descrito resume uma das principais diferenças com relação à Espanha: o método de seleção do magistério. O Canadá se encontra entre os 10 países do mundo em melhor posição no relatório PISA, um estudo elaborado pela OCDE em diferentes países para medir o rendimento dos alunos em matemática, ciência e interpretação de texto. Em 2015, o Brasil ficou em 63º. lugar, num total de 70 nações avaliadas.

Em Ontário, onde 94% dos alunos estão matriculados em escolas públicas, quando os alunos completam 14 anos podem escolher as disciplinas que mais lhes interessam e criar sua própria ementa. Além disso, podem escolher entre três níveis de dificuldade para cada uma dessas matérias: acadêmico (que lhes permite passar à Universidade), applied level (que conduz ao chamado college) ou locally developed (pensado para uma rápida incorporação ao mercado de trabalho). A educação obrigatória vai até os 16 anos.

Nosso sistema não é academicista; não se baseia em memorizar conteúdos de livros de texto, e sim na aplicação prática”, diz Bruce Rodrigues, ministro da Educação de Ontário, que concentra 40% da população total do Canadá. A igualdade é uma das prioridades do programa educacional num país onde 22% dos habitantes nasceram no exterior. “Temos muito em mente coletivos como o LGTBI, e modificamos os programas em função das características dos habitantes das diferentes regiões”, afirma Rodrigues.

Cita um exemplo: se houver um grupo grande de crianças imigrantes que não viveram em países onde havia jardins nas casas, elimina-se esse tipo de conteúdo dos enunciados ou perguntas dos exercícios em classe. “Estamos identificando as novas narrativas que os alunos usam; aí está a inovação”, diz o ministro. Seu gabinete participa de forma “muito ativa” na nova medição de competências lançada pelo PISA para 2018, a chamada “competência global”, um novo questionário que analisará o pensamento crítico, a capacidade de interagir com respeito, a empatia, a compreensão dos conflitos mundiais e o conhecimento intercultural dos alunos de 15 anos.

Rodrigues começou sua carreira profissional como professor de matemática e confia plenamente na capacidade dos diretores e dos chamados school boards (comissões escolares) para desenvolver os programas acadêmicos e contratar professores. Como podem estar seguros de que o processo é justo e transparente? “Todos os professores precisam se associar, e temos um corpo regulador que gere isso. Os diretores supervisionam se sua maneira de dar aula é a correta e, se não a cumprirem, podem ser demitidos”, detalha o ministro provincial.

O orçamento destinado pelo Ministério de Educação de Ontário para a educação infantil, primária e secundária no ano letivo 2017-2018 é equivalente a 77,8 bilhões de reais, frente aos 14,1 bilhões entregues às universidades e colleges (centros de ensino superior com um enfoque mais prático que as universidades).

Todd Bushell é o diretor do colégio público Don Mills Collegiate Institute, em Toronto. “Focamos o pensamento crítico, porque a informação está na Internet”, diz, enquanto percorre algumas das salas de aula mais inovadoras do centro, como a de arte e design gráfico, ou a de green industries (sobre a mudança climática). Uma das chaves do sistema educacional canadense é que as habilidades emocionais sejam parte da avaliação. “Medimos os hábitos de trabalho, o autocontrole, a responsabilidade, a organização, a colaboração e a iniciativa própria. São os indicadores de sucesso na vida adulta do aluno”, observa.

Esse colégio tem 90 estudantes estrangeiros. A espanhola Marta Velasco é uma delas. Chegou em agosto para cursar um ano de intercâmbio. Tem 16 anos e estuda no colégio subvencionado Gredos San Diego, em Guadarrama, na província de Madri. Está no penúltimo ano do ensino médio. “A principal diferença com relação à Espanha é que aqui você se autorregula. Fico com o celular em cima da mesa e eu decido se tenho uma ligação urgente para atender.” Acha curioso que quase todos os seus colegas trabalhem em um parque de diversão nos finais de semana. “Na Espanha tudo é anotar. Aqui as coisas são decididas por consenso, o professor nos pergunta em que dia nós achamos que está bem entregar o trabalho. Não há tanta disciplina.”

Conta que vai muito mal em matemática, mas que neste ano escolheu a modalidade intermediária e está avançando num bom ritmo. Tem aulas de Direito (legislação do Canadá), antropologia e parenting (criação dos filhos), uma disciplina em que é ensinado o processo de gestação e a necessidade de igualdade na criação. Nela, os alunos levam para casa durante quatro dias um robô com forma de bebê. A matrícula para alunos estrangeiros custa 14.000 dólares canadenses por ano (cerca de 40.000 reais), ao quais se somam 1.200 de alojamento em uma família por mês (3.400 reais).

Para tramitar sua estadia, ela recorreu à consultoria de educação The Lemon Tree Education, com sede em Madri. Essa empresa administra os intercâmbios de 200 alunos espanhóis por ano, e 70% deles viajam para o Canadá. “A maioria embarca no quarto ano do ESO [equivalente ao 1º ano do ensino médio no Brasil], mas depende da maturidade do aluno”, afirma Rubén Castillo, cofundador da empresa.

A consultoria examina cada caso: mede as expectativas do aluno, suas notas e sua experiência mais complicada, entre outras questões. Trabalha com um gabinete externo de psicólogos. Cobre as 10 províncias do Canadá, e seus honorários chegam a 3.000 euros (11.000 reais). “Do ponto de vista acadêmico, o Canadá é um dos países mais avançados do mundo. Sua visão sobre o respeito aos outros é essencial e isso se transmite muito bem nos colégios. Os alunos voltam transformados”, diz Castillo. A Fundação Amancio Ortega oferece 500 bolsas por ano para que alunos espanhóis do quarto ano do ESO possam passar um ano grátis no exterior. (Por Ana Torres Menárguez, El País)