Lançado em DVD o demolidor documentário sobre vida e obra de Clapton

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O documentário “Life In 12 Bars”, sobre a vida de Eric Clapton, foi lançado em DVD e Blu-Ray nesta sexta-feira (8), pela Eagle Rock Entertainment. Além do material em vídeo, também foi divulgada a trilha sonora do filme, pela Universal.

“Life In 12 Bars” relata “temas pessoais de Eric Clapton e seu desenvolvimento profissional ao longo dos anos. Sua vida particular é o foco do filme. Os cineastas responsáveis tiveram acesso a um acervo de vídeos caseiros, que serão intercalados com músicas e entrevistas”.

“Os fãs terão acesso aos relatos dos amigos, familiares e colaboradores de Clapton, incluindo a avó do músico e também a ex-esposa Pattie Boyd, membros do Yardbirds, Bluesbreakers, Cream, Blind Faith e Derek & the Dominos também estarão no conteúdo. George Harrison, B.B. King e Jimi Hendrix também figuram no filme em cenas de shows antigos.”

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“O documentário mostra também pontos da vida de Eric, aprofundando alguns problemas sérios, com Clapton dizendo coisas como ‘Eu estava cheio de ódio e raiva” e ‘Eu estava em negação absoluta sobre o meu alcoolismo’, enquanto os amigos relatam que ‘parecia que ele queria se matar’.”

“Life In 12 Bars” foi lançado oficialmente no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no dia 17 de setembro de 2017. Em fevereiro deste ano, o filme também foi exibido no canal de TV Showtime. (Com informações do whiplash.net)

Sobre prefeitos muito criativos

A Copa vem aí e o prefeito de Belém vai até ela. Ou melhor, vai até lá pertinho. Descolou um seminário internacional sobre Cidades Criativas, na Polônia, entre 09 e 17 de junho. Não precisa muito esforço mental para descobrir que criatividade é o que não falta ao alcaide bicassado. A poucas horas de voo ou trem, ele poderá se deslocar da Polônia até a Rússia para ver a estreia do Brasil no Mundial. Tudo por conta do erário, é claro.

Diabo é quem duvida…

Brasil, no vai da valsa vienense

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Por Alberto Helena Jr.

As voltas que o mundo dá: o Brasil fará neste domingo, em Viena, o último amistoso antes da Copa, contra a Áustria, na suposição de que seja o adversário de estilo mais próximo ao da Suíça, nosso primeiro confronto no Mundial da Rússia.

E até que se assemelham mesmo, com pequenos detalhes que as distinguem.

O curioso nessa história é que, nos grandes momentos dessas seleções, lá pelos anos 30, Áustria e Suíça eram dois polos que não se encontravam em qualquer ponto do tempo e do espaço.

A Áustria era chamada na Europa de Wunderteam, o time maravilhoso que praticava um futebol altamente técnico, envolvente, ofensivo, sempre sob o comando de Sindelar, aquele craque excepcional, que, depois da anexação de seu país pela Alemanha de Hitler, negou-se a jogar com a camisa dos invasores, como ordenara o Fuherer.

Acabou sendo encontrado morto, ao lado da namorada, num hotel de Viena e até hoje não há quem tire da cabeça dos historiadores a suspeita de que o duplo suicídio, como foi rotulado então pelas autoridades, não passou de cruéis homicídios praticados pela Gestapo como vingança pela recusa do jogador de vestir o uniforme alemão.

E a Suíça, por meio do técnico Karl Rappan, já nessa época, difundia para o mundo o célebre Ferrolho Suíço, feroz retranca que inspirou, nas décadas seguintes, os nossos queridos Caetano De Domenico e Milton Buzeto. E que atualmente permeia nossos campos com a maior desfaçatez.

Hoje em dia, os polos se aproximaram, e nem a Áustria é aquela maravilha ofensiva, nem a Suíça aquela cinzenta retranca do passado. Ambas buscam um certo equilíbrio entre defesa e ataque, tendo como centro técnico de seus dois times: pela Suíça, Shaquiri, um atacante canhoto, habilidoso, cheio de dribles, e, pela Áustria, o negro Alaba – que provocaria arrepios em Hitler -, igualmente canhoto, lateral-esquerdo no Bayern, e meia-esquerda na seleção de seu país, de drible fácil e disparo potente, sobretudo em bolas paradas.

Quanto ao Brasil, a boa nova é a de que Renato Augusto está recuperado da lesão no joelho e pode até ficar no banco (melhor seria ficar ali, por precaução, embora se entrasse, digamos, nos dez, quinze minutos finais, serviria para ir ganhando ritmo de jogo). E, por quê? Simplesmente porque se trata do único meia-armador de fato e de feto, por estilo e vocação, que temos entre os 23 da Copa.

Como Fred se machucou e Neymar deve começar o amistoso contra a Áustria, Tite tem duas opções para o lugar de Renato Augusto: ou insiste com Fernandinho, um volante a mais, ou vai mesmo de Coutinho por ali, ainda que eu preferisse, nesse caso extremo, deixar o cargo a Neymar, que tem mais jeito pra isso.

A propósito de Fernandinho, tenho ouvido por aí que ele está sendo escalado para ser o escudeiro de Marcelo, o lateral-esquerdo com compulsão para o ataque. E me pergunto: por que cargas d’água Marcelo joga do mesmo jeitinho no Real e lá ele dispensa um auxiliar específico e na Seleção precisa desse adjunto?

Lá, quem faz a cobertura de Marcelo é Casemiro, o mesmo parceiro dele na Seleção, quando não, o zagueiro Sérgio Ramos.  E olhe que o Real joga com apenas Casemiro como autêntico volante, pois Modric e Kroos são muito mais meias de ligação, e o Brasil já tem, além de Casemiro, outro volante, Paulinho.

Mas, enfim, que fazer, se na cabeça da moçada – técnicos e analistas -, a questão é só de dor, como diria o Poetinha.

FHC & Parente: sociedade revela a coesão do esquema tucano

A última aparição de Parente no cenário político nacional durou exatos dois anos. Findou por conta de atritos com o Planalto sobre a política de preços dos combustíveis da estatal.

Durante o comando da Petrobras, manteve relações perigosas com pessoas influentes na conjuntura financeira do país. Como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem ainda é sócio na incorporadora Sarlat Empreendimentos e Participações. Também fazem parte do quadro societário o ex-ministro das Relações Exteriores de FHC, Celso Lafer, e Lucia Hauptmann, ex-mulher de Parente.

Outra sociedade de Parente, todavia, foi desfeita há menos de um mês. Segundo consta em Certidão da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), no dia 10 de maio de 2018, Parente, Hauptmann, Lafer e Paulo Henrique Ferro – outro sócio de FHC na Sarlat – venderam cotas da Montignac Empreendimentos Imobiliários ao engenheiro Fernando Ribeiro Bau.

O novo proprietário trocou o nome da construtora para Life LS e transferiu sua matriz para Curitiba, sede da Lava Jato.

Fernando Bau é ex-presidente da Estre Ambiental, maior coletora de lixo do Brasil, implicada na operação. O antigo endereço da Montignac, Rua Tenente Negrão, 140, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, era o mesmo da Sarlat e da Prada Assessoria Empresarial, ambas de Parente.

A Prada, responsável por gerir finanças de famílias milionárias, prosperou durante o período em que Parente esteve à frente da Petrobras. A empresa incorporou clientes ainda mais abastados, famílias bilionárias e até mesmo companhias.

Uma das sócias da Prada é Maria Leticia Freitas, conselheira da seguradora BB Mapfre, controlada pelo Banco do Brasil.

Pode ter pesado o fato de que o atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, tenha sido vice-presidente Financeiro do banco de 2009 a 2015.

A seguradora tem algumas dezenas de milhões em contratos ativos com a Petrobras. Destes, três (somam R$ 3 milhões) foram fechados na gestão de Parente na modalidade convite. O que significa que a contratação foi feita com a apresentação de apenas três orçamentos.

“Empresas de gaveta”

Segundo advogados especializados em direito societário ouvidos pelo JORNAL DO BRASIL, o uso do mesmo endereço é comum em casos de “empresas de gaveta”.

No episódio dos Panama Papers, por exemplo, várias empresas brasileiras envolvidas na Lava Jato tinham como sede os mesmos escritórios de advocacia no centro financeiro panamenho.

Além da Prada, Pedro Parente e Lucia Hauptmann encabeçam a Viedma Participações, criada para investir em negócios diversos.

Pela Viedma, Parente e Lucia são também sócios minoritários da Sarlat Empreendimentos.

A Viedma Participações tem R$ 166.600 em cotas da Sarlat Empreendimentos, e se faz presente na Kenaz Participações, de José Berenguer, que é presidente do JPMorgan no Brasil.

Com canais de crédito reabertos, a Petrobras conseguiu captar bônus de longo prazo a juros de 2% acima das taxas de mercado e resgatou, no dia 10 de maio (mesmo dia em que Parente vendeu sociedade para Fernando Bau), empréstimo de US$ 600 milhões com juros de 2,5% acima do mercado junto ao JPMorgan.

A estatal explicou a operação, em fato relevante, no dia seguinte.

Mas a Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi à Justiça para questionar o negócio. Uma vez que o presidente do JPMorgan Brasil, José Berenguer, é sócio indireto do então presidente da Petrobras.

Segundo a revista “Exame”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria participado de comitê consultivo criado em 2017 pela filial brasileira do JPMorgan para discutir decisões estratégicas do grupo no país.

Em conversas com o JB nas últimas duas semanas, Fernando Henrique Cardoso negou que tenha feito parte de conselho do banco. Com relação à sociedade com Pedro Parente afirmou, em 28 de maio, desconhecer a existência da Viedma.

No dia 1º de junho, ao ser confrontado com documento da Jucesp e ter lamentado a saída de Parente da Petrobras, disse:

“Não sou nem nunca fui sócio do Pedro Parente. Se eventualmente ambos temos dinheiro em algum fundo – e não estou certo disso – isso não me leva a tê-lo como sócio”. Sobre sua relação com José Berenguer, comentou que conhece o presidente do JPMorgan, “cordialmente, sem maiores proximidades”. 

De acordo com o JPMorgan, demandas referentes ao comitê estratégico são, hoje, atendidas pela Gávea Investimentos. A gestora de recursos de terceiros tem como um dos sócios Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo FHC. Contatada, a Gávea não respondeu até o fechamento desta reportagem quem controla e como funciona o conselho. (Transcrito do Jornal do Brasil)

Gaby sofre ataques racistas e recebe ameaças por criticar Sílvio Santos

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A cantora Gaby Amarantos passou a receber ameaças e ataques racistas um dia depois de publicar nas redes sociais uma crítica ao empresário e apresentador Silvio Santos. “Após criticar algumas atitudes que abomino, estou sendo ameaçada e atacada por racistas, saindo em defesa de gente que acha que preconceito tem graça. Racismo ainda é um monstro que ronda nossas vidas em pleno 2018”, lamentou a artista.

“A agressividade das pessoas em destilar seus preconceitos em forma de opinião é assustadora. Não é sobre ‘ganhar mídia’, é um assunto urgente que precisa ser falado”, assinalou ela. “Já estamos tomando as providências cabíveis contra esses ataques e quero agradecer a onda de amor e empatia que tenho recebido do Brasil inteiro”, continuou.

Na publicação, a cantora mostra capturas de tela que detalham os ataques que sofreu. Ela chegou a ser chamada de “preta fedida” e “macaca”. Gaby afirma que acionou a Justiça e irá buscar punição aos responsáveis.

Na última terça-feira (4), Gaby criticou Silvio Santos por ele ter chamado a cantora Preta Gil de “gorda” durante uma gravação no SBT. “Sério que vocês acham Silvio Santos ídolo? O cara fez a gente crescer vendo-o ridicularizar negros/mulheres/gays/plus e ganhar mídia com isso. Vocês estão mal de ícone, viu? Não dá mais para normalizar isso!”, afirmou.

“Sim, eu corria com um prato de macarrão pra assistir o Silvio Santos. Sempre vi transformistas e amava. Só que os tempos mudaram, nos anos 80 era ‘normal’ fazer essas piadas; Trapalhões também faziam, Casseta e Planeta e outros. Mas hoje em dia não dá pra achar legal, vamos evoluir!”, declarou.

“Racismo não é opinião, gordofobia não é opinião, homofobia não é opinião, machismo não é opinião. Comunicadores, humoristas e todo e qualquer ser humano não pode usar desse artifício para destilar preconceito. Aprendam!”, finalizou. (Do Pragmatismo Político)

Gaby disse o que devia ser dito. Vivemos um período nebuloso de manifestações preconceituosas afloradas nas redes sociais, sem que a Justiça tome providências.