Eficiente e objetivo, Brasil vence sem correr grandes riscos

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A Seleção brasileira venceu a Sérvia por 2 x 0 em seu último jogo pela fase de grupos da Copa do Mundo e se classificou com o primeiro lugar do Grupo E para enfrentar o México nas oitavas de final do Mundial, em partida nesta quarta-feira em que fez sua melhor apresentação até o momento na Rússia, ainda que não tenha sido brilhante.

Paulinho abriu o marcador aos 36 minutos do primeiro tempo com um toque de categoria por cima do goleiro sérvio, e Thiago Silva ampliou de cabeça na etapa final de um jogo que começou preocupante devido à substituição por contusão do lateral-esquerdo Marcelo com menos de 10 minutos.

A seleção brasileira voltará a campo no dia 2 de julho para o duelo pela fase de mata-mata contra os mexicanos, que se classificaram mais cedo nesta quarta em segundo lugar do Grupo F apesar de uma derrota por 3 x 0 para a Suécia. Nessa chave, a atual campeã mundial Alemanha foi eliminada.

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A segunda posição do Grupo E ficou com a Suíça, que empatou por 2 x 2 com a já eliminada Costa Rica na outra partida da chave e agora enfrentará a Suécia nas oitavas. O Brasil terminou com 7 pontos, contra 5 da Suíça, 3 da Sérvia e 1 da Costa Rica.

O Brasil, que se classificaria até mesmo com um empate contra os sérvios, entrou em campo no Estádio do Spartak, em Moscou, ainda sem ter feito uma grande exibição na Rússia, após o empate por 1 x 1 com a Suíça na estreia e a vitória por 2 x 0 sobre a Costa Rica com dois gols marcados nos acréscimos.

Logo no primeiro minuto, Neymar avançou com a bola dominada e rolou para Philippe Coutinho, que bateu da entrada da área, mas a bola acertou Gabriel Jesus, que estava impedido. Pouco depois Jesus recebeu lançamento, mas estava novamente em posição irregular.

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Um passe em profundidade do camisa 10 colocou Jesus em boa condição de marcar, mas o atacante teve o chute desviado pela defesa após cortar o zagueiro para bater de direita.

Outra jogada em profundidade, dessa vez um lançamento pelo alto de Coutinho para Paulinho, resultou no primeiro gol brasileiro. O volante do Barcelona veio por trás da defesa e tocou por cima do goleiro Stojkovic para abrir o marcador.

Depois de um primeiro tempo praticamente sem ter seu gol ameaçado, o Brasil precisou que Thiago Silva salvasse duas bolas dentro da área no início da segunda etapa em um momento de intensa pressão dos sérvios, que partiram para o tudo ou nada em busca de evitar a eliminação. O goleiro Alisson também fez boas defesas, a principal delas em cabeçada do atacante sérvio Mitrovic.

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Para lidar com a pressão sérvia, o técnico Tite trocou Paulinho por Fernandinho, mas o que abalou o impulso ofensivo dos sérvios foi o segundo gol brasileiro, marcado por Thiago Silva, de cabeça, após cobrança de escanteio de Neymar, aos 23 minutos.

A partir do segundo gol a seleção brasileira passou a administrar o resultado trocando passes na intermediária, e Tite ainda reforçou a marcação no meio-campo com a entrada de Renato Augusto no lugar de Coutinho.

Neymar, que assim como o restante do time brasileiro teve sua melhor atuação nesse Mundial, ainda teve duas boas chances de fazer o terceiro gol do Brasil ao ficar cara a cara com o goleiro, mas teve suas finalizações defendidas por Stojkovic. (Do Terra)

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Por violar o ‘fair play’ financeiro, Milan é suspenso de competições europeias

O Milan foi excluído das competições europeias por dois anos. Câmara Judiciária do Órgão de Controle Financeiro do Clube (CFCB) julgou que o clube italiano violou as regras do Fair Play Financeiro e comunicou a punição.

Com isso, Milan está fora da próxima edição da Liga Europa, em que a equipe conquistou a classificação na última temporada. O clube italiano ainda poderá recorrer da decisão.

A Uefa passou a investigar o Milan desde que empresário chinês Li Yonghong tornou-se proprietário do clube. O Rubro-Negro foi analisado quando gastou mais de 200 milhões de euros em contratações.

Auf wiedersehen!!! O campeão voltou… para casa… Alemanha fora da Copa

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A Alemanha escreveu uma das páginas mais vexatórias de seu futebol nesta quarta-feira e está fora da Copa do Mundo da Rússia. Os atuais campeões mundiais, considerados um dos principais favoritos ao título, foram derrotados pela Coreia do Sul por 2 a 0, em Kazan, protagonizaram a grande zebra da competição até o momento e caíram na primeira fase do torneio pela primeira vez em 80 anos.

A última vez que os alemães haviam sido eliminados na fase inicial foi em 1938, na França, quando o torneio era disputado apenas em fases mata-mata e a seleção caiu logo na estreia para a Suíça, nos pênaltis. Desde que os grupos foram instituídos no Mundial, o país nunca havia caído neste estágio. O vexame ganhou contornos ainda mais históricos com os gols sul-coreanos nos acréscimos, que deixou o time europeu na lanterna do Grupo D.

E ninguém poderia imaginar que isso aconteceria na Rússia. Atual campeã mundial e da Copa das Confederações, dona de um estilo envolvente e repleta de jogadores que atuam no mais alto escalão da Europa, a Alemanha era apontada como grande candidata à conquista. Mas, em três partidas, decepcionou de forma surpreendente. E só não teve a queda decretada antes porque buscou um improvável triunfo contra a Suécia já aos 50 minutos do segundo tempo e com um jogador a menos.

Agora, ampliou a sina recente dos campeões mundiais na primeira fase. Afinal, esta é a terceira Copa seguida que o atual vencedor do torneio cai neste estágio, repetindo a Itália, campeã em 2006 e eliminada precocemente em 2010, e a Espanha, vencedora em 2010 e surpreendida quatro anos mais tarde, no Brasil.

Melhor para México e Suécia, que avançaram e agora aguardam seus adversários nas oitavas. Os suecos passaram em primeiro e duelam com o segundo colocado do Grupo E, o mesmo do Brasil. Já os mexicanos avançaram na vice-liderança e também esperam a definição da chave brasileira.

Vinda de duas partidas bastante decepcionantes, a Alemanha entrou mudada nesta quarta. Além da saída do suspenso Boateng, para entrada de Süle, e da entrada de Khedira na vaga do contundido Rudy, Löw promoveu à titularidade Hummels, Goretzka e Özil, sacando Rüdiger, Draxler e o artilheiro Thomas Müller, que vinha sendo bastante criticado e que estava em branco no Mundial.

A Coreia que começou com postura até surpreendente, mas rapidamente a Alemanha assumiu o controle da partida. Os sempre frios alemães pareceram sentir o peso das atuações prévias ruins e da necessidade da vitória e cometeram erros aos quais não estão acostumados.

Com isso, quem criou as principais chances foi a Coreia. Aos 18, Jung Woo-Young cobrou falta de longe e Neuer falhou ao tentar agarrar. Antes que o ataque coreano chegasse, porém, conseguiu afastar com um tapa. Seis minutos mais tarde, A zaga alemã falhou ao tentar afastar cruzamento e a sobra ficou com Son, que emendou de primeira para fora.

Somente aos 38 minutos a Alemanha levou perigo. Desta vez, foi a defesa coreana que errou na saída e entregou no pé adversário. O contra-ataque foi armado, Werner recebeu na área e bateu, com desvio, quase surpreendendo o goleiro. Na cobrança de escanteio, Werner ajeitou para Hummels, que limpou bem a marcação e bateu em cima de Jo Hyeon-Woo.

A Alemanha deixou o primeiro tempo com 71% de posse de bola, mas a sensação era de que a Coreia havia ficado mais próxima do gol. Para evitar qualquer surpresa, os alemães voltaram diferente para a etapa final e demoraram apenas dois minutos para criar mais do que em toda a primeira etapa. Após boa troca de passes na intermediária, Kimmich apareceu pela direita e cruzou na cabeça de Goretzka, que subiu sozinho para cabecear. Jo Hyeon-Woo caiu para fazer grande defesa.

Apenas três minutos depois, o ataque alemão encontrou espaço pela esquerda e Werner recebeu na área para bater de primeira, rente à trave. Parecia que a seleção imprimiria uma pressão, mas parou nisso. Para piorar, paralelamente a Suécia vencia o México, o que obrigou os alemães a se lançarem ao ataque.

Mario Gómez entrou na vaga do volante Khedira, Thomas Müller foi colocado no lugar de Goretzka e o jogo ficou extremamente aberto. Só que o espaço existia de ambos os lados, e a Coreia quase aproveitou para abrir o placar aos 20 minutos, mas Moon Seon-Min demorou para bater quando estava de frente para Neuer e foi travado.

Graças à maior qualidade técnica, os alemães finalmente exerceram a pressão esperada e dominaram o campo de ataque, mas em um contragolpe foi Son que perdeu grande chance, jogando rente à trave. Os últimos minutos foram de aflição dos atuais campeões, mas pouca inspiração.

Até que a zebra se tornou completa aos 48 minutos, com o gol de Kim Young-Gwon, inicialmente invalidado, mas confirmado pelo VAR. O desespero foi tanto que Neuer se lançou para o ataque como um jogador de linha. E foi aí que a Coreia matou o jogo. Um chutão para frente de Ju Se-Jong virou passe para Son marcar com o gol vazio. Fim de jogo e o vexame estava selado.

FICHA TÉCNICA:

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COREIA DO SUL – Jo Hyeon-Woo; Lee Yong, Yun Young-Sun, Kim Young-Gwon e Hong Chul; Jang Hyun-Soo, Jung Woo-Young, Moon Seon-Min (Ju Se-Jong) e Lee Jae-Sung; Koo Ja-Cheol (Hwang Hee-Chan) (Go Yo-Han) e Son Heung-Min. Técnico: Shin Tae-Yong.

ALEMANHA – Neuer; Kimmich, Hummels, Süle e Hector (Brandt); Khedira (Mario Gómez), Toni Kroos, Goretzka (Thomas Müller), Marco Reus e Özil; Timo Werner. Técnico: Joachim Löw.

GOLS – Kim Young-Gwon, aos 48, e Son Heung-Min, aos 50 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Mark Geiger (Fifa/Estados Unidos).

CARTÕES AMARELOS – Jung Woo-Young, Lee Jae-Sung, Moon Seon-Min, Son Heung-Min (Coreia do Sul).

PÚBLICO – 41.835 torcedores.

LOCAL – Arena Kazan, em Kazan (Rússia).

Fachin manobrou para prejudicar Lula nas eleições, dizem juristas

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Por Julia Dolce, no Sul21

Juristas consideram que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizou uma manobra para evitar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja eleito presidente da República no pleito marcado para outubro deste ano.

Nesta segunda-feira (25), Fachin decidiu enviar ao plenário da corte um recurso da defesa de Lula para suspender a execução de sua condenação a 12 anos e um mês de prisão, emitida pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro e confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

O caso seria analisado nesta terça-feira (26) pela 2ª Turma do STF  – colegiado reduzido formado por cinco ministros e que avalia matérias que não influenciam sobre a interpretação da Constituição. No entanto, o julgamento foi adiado por Fachin nesta sexta-feira (22), sob o argumento de que, até a data, o TRF-4 ainda não havia enviado o recurso à corte.

Segundo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, integrante da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), e um dos 271 juristas que assinaram um manifesto pela “Defesa e Presunção da Inocência de Lula e contra Atos que Fragilizam a Constituição” nesta semana, a decisão de mover a votação para a plenária foi política.

“Afirmo de forma categórica que existe um ativismo judicial indiscutível, uma manipulação orquestrada pelo judiciário”, afirma.

Na Segunda Turma, Fachin tem minoria, então com o objetivo de alcançar o resultado que queria alcançar, tirar Lula do processo eleitoral e mantê-lo preso, ele mandou a matéria para o plenário, uma ação questionável, atípica, e, na minha avaliação, absolutamente pessoal”, afirmou.

Nesta terça-feira (26), os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, integrantes da 2ª Turma do STF, decidiram conceder uma liminar que dá liberdade ao ex-ministro José Dirceu, condenado a mais de 30 anos de prisão, justamente por questionar a execução da pena apenas com condenação em segunda instância, quando ainda cabem recursos para para redução da pena do petista — mesmo argumento da defesa de Lula.

De acordo com o advogado Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP) e integrante da Frente Brasil Popular (FPB), não fosse pela ação de Fachin, “haveria uma grande possibilidade de Lula ter sua liberdade garantida hoje [26/06]”.

Direito eleitoral

Em seu despacho, Fachin citou que o caso deveria ir ao plenário porque envolve a discussão sobre a admissão de recursos extraordinários. Além disso, o ministro acrescentou avaliação sobre a aplicação do artigo 26-C da Lei Complementar 64/90, que diz respeito à Lei de Inelegibilidade, na análise do recurso de Lula. Fachin argumentou que cabe ao colegiado analisar esse tipo de liminar.

Bonfim destaca que a inclusão da discussão sobre a elegibilidade de Lula não poderia ser realizada em conjunto com a votação do recurso.

“Fachin coloca um acessório que não tinha nada a ver com o recurso de Lula, isso é o que a gente chama de extra-pedido, porque a defesa de Lula não pediu esse assunto. Agora serão analisadas a questão penal e a questão eleitoral no mesmo julgamento”, criticou.

Já o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirma que as causas são “absolutamente distintas” e deveriam ser analisadas em esferas distintas.

“O fato de ele ter acoplado esse artigo 26 passa para os operadores de Direito a compreensão de que o interesse dele é, ao manter Lula preso, e não conseguindo, antecipar o debate das condições de inegibilidade, que, em circunstâncias normais, deveria se dar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, afirmou.

Mesmo com a condenação, Lula continua líder em todas as pesquisas eleitorais realizadas. O petista venceria as eleições presidenciais no segundo turno em todos os cenários explorados pelo instituto Vox Populi em pesquisa realizada na última semana. Encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a pesquisa aponta que o petista tem de 44% a 45% dos votos válidos.

Como a Procuradoria-Geral da República (PGR) tem que se manifestar sobre o caso antes da votação, e tem um prazo de até 15 dias para fazê-lo, segundo prazo regimental destacado por Fachin, é provável que a sessão fique para as primeiras semanas de agosto, já que o STF fica em recesso durante todo o mês de julho. Assim, a votação se dará às vésperas do limite dos pedidos de registro de candidatura, o dia 15 de agosto.

Questionada, a defesa do ex-presidente Lula afirmou que ainda está elaborando posicionamento e estratégia para a decisão de Fachin. O Brasil de Fato entrou em contato com o gabinete do ministro Edson Fachin, no STF, questionando sobre a possível motivação política nas decisões contra o ex-presidente. No entanto, as perguntas não foram respondidas até a atualização mais recente desta reportagem.

Em casa, Trajano reúne turma saída da ESPN para falar da Copa na TV aberta

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Por Maurício Stycer, no UOL

“Disseram que a gente não ia fazer a Copa”, diz José Trajano, sorrindo, na sala de seu apartamento, em São Paulo. O local parece um estúdio de TV, com duas câmeras, um switcher, vários computadores de edição e uma dezena de pessoas se movimentando. São 17h30 e faltam 30 minutos para ir ao ar “Papo com Zé Trajano”, um programa diário, de segunda a sexta, exibido durante o Mundial da Rússia no canal TVT.

Muito identificado com a ESPN Brasil, que dirigiu entre 1995 e 2012, Trajano foi desligado do canal em 2016, após 21 anos. Não à toa, 12 integrantes da equipe de “Papo com Zé Trajano” trabalharam no canal de esportes, desde o coordenador até os dois motoristas, passando pelos que fazem câmera, edição e reportagem. “Todo mundo demitido da ESPN. Pensei: a gente vai ficar chupando dedo na Copa? Não! Liguei pra todo mundo”, conta.

A cada dia, Trajano recebe dois convidados para comentar os jogos do dia, mostrar os gols e melhores lances, além de palpitar sobre os assuntos mais importantes da Copa e, também, filosofar sobre temas aleatórios. Nesta segunda-feira (25), na companhia do escritor Ignácio de Loyola Brandão e do jornalista Gerd Wenzel, comentarista da ESPN, a conversa, bem-humorada, engrenou por caminhos inesperados. Loyola se recordou de um suposto encontro de Pelé com Jean-Paul Sartre em Araraquara, em 1960, e Wenzel penou para traduzir como um narrador alemão descreveu o gol salvador de Kroos na partida da Alemanha com a Suécia.

Os jornalistas Helvídio Mattos e Roberto Salim, ambos com mais de duas décadas de ESPN no currículo, estão produzindo reportagens para o “Papo com Zé Trajano”. Nesta segunda, o programa exibiu duas de Helvídio – uma sobre a expectativa de imigrantes nigerianos em São Paulo para a partida contra a Argentina, nesta terça-feira (26), e outra, de ambiente, numa feira livre, sobre o jogo do Brasil com a Costa Rica.

Lúcio da Castro manda comentários do Rio o mais recente foi sobre os 40 anos do fim da Copa do Mundo de 1978, na Argentina, lembrando como o evento foi usado pela ditadura militar que mandava no país. Acidentes, claro, acontecem. Ao anunciar o comentário de Castro, foi ao ar, inicialmente, um VT antigo, já exibido, sobre outro assunto. Trajano não se abalou ao comentar o erro. “Tá parecendo aquele programa da Globo, que chama um VT e entra outro”, disse, referindo-se ao “SporTV News”.

Outra atração do “Papo” são os comentários do ex-presidente Lula, atualmente cumprindo pena de prisão na Polícia Federal, em Curitiba. “Foi ideia minha. Conheço um dos filhos do Lula, sugeri e ele adorou. Ele manda os comentários por escrito, uma ou duas vezes por semana”, conta Trajano.

No segundo texto, sobre a partida com a Costa Rica, Lula observou: “Temos de reconhecer que o Brasil outra vez não jogou bem, e o Tite sabe disso. Não jogou bem porque o adversário não deixou e será assim em todos os jogos. Ninguém quer perder para o Brasil”. “A gente está mostrando para as pessoas que dá para fazer um programa caseiro com dignidade”, diz Trajano.

O apresentador não revela valores, mas afirma que é remunerado pela TVT e que todos os integrantes da equipe estão recebendo pelo trabalho. “E no fim de semana, tudo isso aqui sai e o lugar volta a ser o meu apartamento”, observa, rindo.

A TVT (TV dos Trabalhadores) é gerida por uma fundação mantida por sindicatos controlados pela CUT. Está disponível no canal 44,1 captado em São Paulo por quem dispõe de antena digital. Como não é associada ao Ibope, não há números de audiência verificáveis dos programas que exibe. O “Papo com Zé Trajano” também pode ser ouvido na rádio Brasil Atual (98,9 FM).