Deputados torram equivalente a 48 toneladas de café com aluguel de máquinas de expresso

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Um cafezinho, por favor! Essa é uma das frases que o brasileiro mais repete ao longo do dia. A segunda bebida mais consumida do país – atrás apenas da água – é também uma das paixões dos parlamentares. Em particular, para um grupo de 68 deputados mais exigentes na hora de consumi-la. Insatisfeitos com a qualidade da mistura de pó e água servida nas comissões, no plenário e nos gabinetes dos demais colegas, eles torram dinheiro público para alugar as tradicionais máquinas de café expresso. Três lideranças partidárias (DEM, Solidariedade e Podemos) também fornecem cafés do tipo longo e curto, todos moídos na hora.

Desde o início da atual legislatura, em fevereiro de 2015, lá se foram R$ 600 mil com o aluguel dessas maquininhas que, além do cafezinho, entregam outras delícias, como cappuccino, mocaccino e chocolate quente. O valor sai da cota para o exercício da atividade parlamentar, uma verba pública destinada a cobrir gastos atribuídos pelos congressistas ao mandato, como aluguel de escritório político, passagens aéreas, locação de veículos e despesas com combustíveis. A prática não é ilegal. A brecha está associada ao uso da cota para a manutenção do gabinete.

O valor equivale ao consumo de 48 toneladas de pó quando comparado com o que toda a Câmara gastará apenas este ano com a compra de 53,5 toneladas de café. Com essa quantia, é possível satisfazer a vontade dos 16 mil funcionários, jornalistas e os milhares de visitantes da Casa. Todos têm direito a beber sem desembolsar nada. De acordo com o edital da compra, os grãos torrados são de primeira qualidade. A empresa vencedora foi a Odebrecht Café. Apesar do nome, a marca não faz parte do grupo envolvido na Operação Lava Jato. Pertence a outro ramo da família.

O deputado Aluísio Mendes (Podemos-MA) não dispensa um café expresso. Ele já gastou R$ 23,8 mil com o aluguel da máquina desde o início da legislatura. Valor devidamente reembolsado pela Câmara. O maranhense não retornou o contato da reportagem. Quem também não abre mão de um expresso é o deputado Nilton Capixaba (PTB-RO). O petebista é o que paga o aluguel mais caro entre os 71 parlamentares. São R$ 977 por mês com a maquininha que serve, de acordo com o fabricante, oito tipos de bebida. Outros colegas dele alugam por menos de R$ 600.

“Levando em consideração que o aluguel proporciona uma combinação de diversas bebidas e para proporcionar um atendimento melhor aos prefeitos, vereadores e diversas pessoas que visitam o meu gabinete, vejo que o aluguel da máquina é importante para os trabalhos do meu gabinete”, alegou Capixaba ao Congresso em Foco. O petebista atribui a diferença entre o aluguel pago por ele e outros parlamentares a uma “cláusula contratual”. Considerando-se a média de funcionários por gabinete, cada bebida extraída de uma máquina de expresso pode custar até R$ 2,39 por dia. Do valor total, R$ 575,8 mil foram gastos na legislatura pelos deputados e os outros R$ 22,3 milhões pelas três lideranças partidárias. (Do Congresso em Foco)

Copa do Mundo e ditadura: torcer ou não pelo Brasil

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Por Mário Miranda de Albuquerque (*)

Imaginem esse conflito – torcer contra /torcer a favor – dentro das prisões, entre os presos políticos, os que sobreviveram às torturas e assassinatos, corpos e almas massacrados, em plena ditadura, o futebol e a canarinha querida claramente manipulada pela máquina de propaganda do regime, tempos de”Brasil : Ame-o ou deixe-o”.

Discussão acalorada. Coletivo dividido, mas ninguém propôs votação. Não era assunto para tal, delicado, mexia com sentimentos e pensamentos complexos demais. Cada um livre pra decidir. A maioria inclinada a torcer pró, nem que fosse “torcer criticamente”.

No limite, o temor da direção penitenciária jogar a massa carcerária contra nós, causar até um massacre, talvez. Quem torcesse contra, o fizesse sem alarde. Perigoso. Quando a bola rolou… Bem, quando a bola rolou quase ninguém se segurou.

Os gritos de nossa torcida se misturaram e se diluíram no caldeirão da prisão, no raro momento em que nos transformamos num só povo.

(*) Preso político por quase 9 anos

Fifa anuncia venda de 2,4 milhões de ingressos para a Copa do Mundo

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A apenas sete dias para a abertura da Copa do Mundo, a Fifa confirma que 2.403.116 bilhetes foram alocados para os fãs de futebol em todo o mundo desde que as vendas começaram em setembro de 2017. A maioria dos ingressos foi adquirido por torcedores russos (871.797), seguido por fãs dos EUA (88.825), Brasil (72.512), Colômbia (65.234), Alemanha (62.541), México (60.302), Argentina (54.031), Peru (43.583), China (40.251), Austrália (36.359) e Inglaterra (32.362). A demanda internacional responde por 54% das vendas. Como o período de comercialização está aberto até 15 de julho, estes números estão sujeitos a alterações.

Bilhetes adicionais 

Mais de 100.000 bilhetes, que foram previamente reservados para outros grupos constituintes da Fifa, serão disponibilizados no site FIFA.com/ bilhetes a partir desta sexta-feira, 8 de junho, às 23h, horário de Moscou (22h na Europa Central). Trata-se de bilhetes para todos os jogos e inclui a categoria 4, que são reservados exclusivamente para residentes russos para os jogos selecionados.

Devido ao grande interesse pela Copa, um lote adicional de ingressos para assentos com vista parcialmente obstruída também será disponibilizado para compra no FIFA.com/tickets em 8 de junho. Estes bilhetes estarão disponíveis apenas para residentes russos, a um preço com desconto especial de 50% do preço normal.

Os ingressos podem ser comprados on-line usando cartões de pagamento Visa ou Visa Checkout. Visa é o Parceiro Oficial de serviços de pagamento da FIFA. Para saber mais sobre os métodos de pagamento, por favor clique Aqui .

Transferência e revenda

A plataforma de transferência de ingresso e revenda especial foi lançada no FIFA.com/tickets, permitindo que os detentores de bilhetes para mudar convidados e revender os bilhetes de acordo com as políticas definidas. A Fifa lembra a todos os fãs que os principais candidatos a bilhetes não podem transferir os seus próprios bilhetes, mas podem transferi-los de seus convidados originais para outros convidados.

FIFA.com/tickets – única fonte oficial

A Fifa alerta que FIFA.com/tickets é o único site oficial e legítimo em que para comprar 2018 ingressos da Copa do Mundo da FIFA. Bilhetes obtidos a partir de qualquer outra fonte serão automaticamente cancelados uma vez identificados e não dará direito ao portador do bilhete de acesso ao estádio ou a qualquer reembolso ou compensação. (Com informações de Fifa.com)

Marcelo pede respeito a Sergio Ramos e enaltece conquista do Real

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Os acontecimentos da última temporada europeia voltaram à pauta na concentração da Seleção Brasileira nesta quinta-feira. O lateral esquerdo Marcelo, companheiro de Sergio Ramos no Real Madrid, defendeu o zagueiro e abriu as portas do clube ao compatriota Neymar.
Um dos protagonistas da final da Copa dos Campeões, vencida pelo Real Madrid sobre o Liverpool, Sergio Ramos ironizou as reclamações dos ingleses sobre as lesões de Salah e Karius. Roberto Firmino, centroavante do Liverpool e da Seleção, considerou a postura “idiota”.
“Sobre o Firmino falar do Sergio, eu interpretei de uma maneira o que o Sergio falou, que foi uma brincadeira. Não vou opinar sobre isso, mas tenho uma interpretação. Pode chamar de idiota ou não, mas tem que haver um respeito pelo companheiro de profissão”, afirmou Marcelo, valorizando a conquista do Real Madrid.
“É chato vencer três Champions consecutivas e todo o mundo falar que é porque bateu no goleiro, porque  alguém foi expulso, porque teve um pênalti não marcado. Tinham que valorizar os três títulos que o Real Madrid por seus méritos conseguiu”, disse o lateral esquerdo.
Dono de quatro títulos da Copa dos Campeões com a camisa do clube espanhol, o experiente Marcelo confia na possibilidade de ver Neymar na equipe futuramente. De acordo com o lateral, a eventual chegada do atacante independe do futuro de Cristiano Ronaldo, que pode deixar o Real Madrid.
“O Cristiano não é dono do Real, não. Estou doido para que ele fique, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. O Neymar sempre teve portas abertas. Acho que os melhores do mundo devem jogar no Real e, para mim, em algum dia isso vai acontecer. Quando, eu não sei”, afirmou.

O fator Tacla Durán: advogado espanhol fez pagamentos a Rosângela Moro

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Por Luis Nassif, no Jornal GGN

A nota da seção Radar, da Veja, mostrando página de um relatório da Receita Federal, de advogados que trabalharam para o escritório de Tacla Durán traz um complicador a mais para o juiz Sérgio Moro.

No dia 27 de agosto passado, a colunista Mônica Bérgamo revelou que o advogado Rodrigo Tacla Durán, que trabalhava para a Odebrecht e está foragido na Espanha, acusou o primeiro amigo de Sergio Moro, Carlos Zucolotto Júnior, de tentar intermediar negociações paralelas com a Lava Jato.

Zucolotto e a senhora Sérgio Moro eram sócios em um escritório de advocacia. Segundo Durán, haveria diminuição da multa e da pena que Durán deveria pagar, em um acordo de delação premiada, em troca de um pagamento que seria feito pelo caixa 2 para acertos com membros da Lava Jato.

Segundo Durán, a proposta de Zucolotto era alterar o regime de prisão em regime fechado para domiciliar e redução da multa para um terço do valor, ou seja US$ 5 milhões. A proposta teria sido feita no dia 27 de maio de 2016.

Moro respondeu através de uma nota:

“O advogado Carlos Zucolotto Jr. é advogado sério e competente, atua na área trabalhista e não atua na área criminal;

O relato de que o advogado em questão teria tratado com o acusado foragido Rodrigo Tacla Duran sobre acordo de colaboração premiada é absolutamente falso;

Nenhum dos membros do Ministério Público Federal da força-tarefa em Curitiba confirmou qualquer contato do referido advogado sobre o referido assunto ou sobre qualquer outro porque de fato não ocorreu qualquer contato;

Rodrigo Tacla Duran não apresentou à jornalista responsável pela matéria qualquer prova de suas inverídicas afirmações e o seu relato não encontra apoio em nenhuma outra fonte;

Rodrigo Tacla Duran é acusado de lavagem de dinheiro de milhões de dólares e teve a sua prisão preventiva decretada por este julgador, tendo se refugiado na Espanha para fugir da ação da Justiça;

O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me; e

Lamenta-se o crédito dado pela jornalista ao relato falso de um acusado foragido, tendo ela sido alertada da falsidade por todas as pessoas citadas na matéria.”

Há dois anos, em matéria no Conjur, Moro havia alegado que a sociedade da esposa com Zucolotto visava apenas a “partilha de honorários”, o que significa que não atuariam necessariamente no mesmo processo. Agora, a informação da Veja traz um componente explosivo, que a revista tratou de amenizar, levantando apenas a consequência menos relevante do furo: o fato de Moro ter que se declarar impedido de julgar Durán:

O juiz Sergio Moro poderia ser impedido de julgar o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Durán não fosse o Ministério Público, que, estranhamente, ocultou uma resposta da Receita Federal que investigou o acusado.

Ora, tem muito mais coisa em jogo.

Vamos entender como a Receita age em circunstâncias semelhantes.

Um escritório de advocacia faz pagamentos a terceiros, outros escritórios ou advogados. A Receita resolve investigar. E o procedimento inicial é a DIRF (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte), com a relação de todos os pagamentos efetuados pelo escritório.

A Receita vai até o escritório e pergunta porque pagou. O escritório explica. Seria para acompanhamento de uma ação ou para serviços A ou B. Aí a Receita vai até o prestador de serviços e confere se os serviços foram efetuados.

Se o nome da senhora Moro consta na DIRF significa que o escritório Tacla Durán efetuou pagamentos ao escritório e aos advogados do escritório.

Ou seja, pagou a senhora Moro.

Aí se entra o território da especulação. Qual teria sido a razão para a investigação da Receita? Pode ser uma explicação mais simples, de conferir se Tacla efetivamente pagou Imposto de Renda. Pode ser explicação mais complexa, sobre a natureza dos trabalhos efetuados. Principalmente porque se sabe que a maior ocupação de Tacla era a de doleiro.

O fato de os procuradores da Lava Jato terem escondido o documento por dois anos permite toda sorte de elucubrações.

Se a Receita mandou o resultado há dois anos, significa que a investigação deve ter dois anos e meio, período em que Rosângela Moro sai do escritório. Ou seja, ela saiu quando recebeu sinais de que a Receita estaria investigando Zucolotto.

Em qualquer hipótese, os pagamentos se referem a fatos contemporâneos, quando a Odebrecht e o próprio Tacla Durán já estavam na mira da Lava Jato. E desmontam as versões de Moro sobre as relações do primeiro-amigo e da primeira-dama com o escritório de Tacla Durán. Segundo a inocente explicação de Moro, Zucolotto teria sido contratado por Durán para tirar cópia de um processo em Curitiba.

Desde o início, estranhava-se que as delações ainda não tivessem chegado ao Judiciário. É possível que essa escrita seja quebrada com o fator Tacla Durán…

O advogado Santos Lima 

Conforme anotou o leitor Francisco de Assis, nos comentários, entre os recebedores está o advogado Leonardo Guilherme dos Santos Lima, também do Paraná, e cujo sobrenome coincide com o do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima

Goleada impõe reflexões

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POR GERSON NOGUEIRA

Quem viu o Papão ser atropelado pelo Tigre catarinense na terça-feira à noite deve ter custado a acreditar que se tratava de um jogo entre o terceiro colocado e o vice-lanterna da Série B. Sem se incomodar com a ilustre visita, o 2º pior time da competição deu um banho de bola no 3º melhor time, segundo os números frios da classificação.

Difícil foi compreender o sistema de jogo empregado pelos bicolores na partida. Apesar de jogar com aplicação e alguma organização os 15 minutos iniciais, o time desceu ladeira abaixo nos 75 minutos restantes, sofrendo dois gols no término do primeiro tempo e mais dois na etapa final.

Nas entrevistas pós-jogo, pontificaram os discursos de acomodação, puxando para a argumentação típica de cursos de consultoria aplicados ao futebol, segundo a qual nada é tão bom quando dá certo e nem tão ruim quando resulta em perda.

O zagueiro Diego Ivo, considerado um dos líderes do elenco, chegou a repetir na Rádio Clube que “foi bom isso ter acontecido agora”, como se derrotas pudessem ser boas a qualquer momento. Acrescentou que a goleada servia de alerta para que o time ficasse mais focado.

Dado Cavalcanti seguiu na mesma toada, dizendo que o resultado vexatório aconteceu na hora certa para chacoalhar a equipe. A pergunta obrigatória, a partir dessas análises, é: por que a tal chacoalhada não aconteceu antes, evitando o sofrimento com revés tão retumbante?

Sem ver a cor da bola na maior parte do confronto, o Papão não teve forças e nem tranquilidade para sair do cerco imposto por Mazola Jr., que usou peças bem conhecidas do público paraense para superar o ex-time.

Um resultado tão acachapante gera reflexões, que devem servir para aprumar as coisas. Afinal, a pior atuação do PSC na temporada requer análises e avaliações internas rigorosas, ainda que a posição na tabela continue satisfatória.

No Tigre, dois destaques. Luiz Fernando, que despontou no Águia de Marabá, virou uma espécie de faz-tudo no Criciúma atual. E o rodado Zé Carlos, carrasco do PSC nos últimos três anos (marcou seis gols em sete confrontos), que liderou as jogadas de área com bom posicionamento e arrojo para superar o trio de zagueiros bicolores.

Aliás, a última linha foi um dos pontos mais frágeis do Papão. Diego Ivo, Edimar e Douglas Mendes sofreram muito com a chegada rápida, a rápida troca de passes e os cruzamentos rasantes do Tigre. É verdade que não contaram com proteção adequada, pois Renato Augusto voltou a atuar mal.

A rigor, ninguém se salvou. Todos os setores fraquejaram, com ênfase nas laterais, onde Maicon Silva e Carlinhos se esmeraram em erros. No ataque, pouco se notou a presença de Mike e Cassiano.

Dado sinalizou para possíveis mudanças contra o Goiás, amanhã à noite. Perema pode retornar à zaga. Moisés deve fazer companhia a Cassiano na frente, mas a alteração mais importante – e temerária – deve ocorrer no meio-campo. Renato, lesionado, deve ser substituído por Cáceres ou Danilo Pires, visto que William não foi relacionado. A conferir.

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Leão junta os cacos para dar a volta por cima

Artur Oliveira tem insistido na necessidade de contratação de um lateral-esquerdo. Sem um especialista para o setor (Esquerdinha estava lesionado), viu-se obrigado a manter Bruno Maia improvisado contra o Salgueiro, apesar da má atuação contra o ABC na rodada anterior. Coincidência ou não, foi por ali que nasceu a jogada do gol salgueirense.

Cabreiro, Artur sugeriu João Vítor, lateral revelado pela Tuna e hoje defendendo o Independente na Série D. A diretoria tenta atendê-lo. Outros dois reforços devem vir do ex-clube de Artur, o Bragantino. Keoma e Romário estão quase fechados com os azulinos.

Para o jogo decisivo contra o Náutico, no sábado, Esquerdinha deve retornar à equipe. Quem talvez perca posição é Dudu, de rendimento errático, principalmente pelo imperícia nos passes e lentidão na saída para o ataque. Brasília e Dedeco devem ficar na marcação.

Nos treinos desta semana, o técnico tem demonstrado a intenção de manter o esquema com três meias (Everton, Rodriguinho e Rafael) dando suporte ao centroavante Eliandro. Artur ficou satisfeito com a movimentação ofensiva que o Remo conseguiu no primeiro tempo diante do Salgueiro.

É inegável que os meias proporcionam maior qualidade de passe e flutuações interessantes junto à área, sempre com a chegada de um homem-surpresa para finalizar. O problema é a insegurança para arriscar chutes a gol. Travados, os jogadores parecem com medo de tentar o disparo final, acabando por desperdiçar várias oportunidades.

O Remo não tem tempo a perder e precisa sanar seus problemas para que a sonhada recuperação se inicie na Arena Pernambuco. Ainda que seja apenas a segunda vez que o time joga com essa configuração, o torcedor já cobra exageradamente de Artur resultados satisfatórios. Novo tropeço vai transformar a cobrança em explosões de ira.

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Invasão do Baenão afronta o clube e desafia diretoria

Clubes de massa são instituições públicas e representam milhões de abnegados, não pertencendo a um grupo específico e nem mesmo a uma diretoria. No Remo, a cerca sempre andou baixa nos últimos tempos, permitindo que todo tipo de aventureiro se arrisque a invadir e até se apossar da propriedade.

Anteontem à noite, um grupo de baderneiros atacou os portões da concentração remista, conhecida como Toca do Leão, no estádio Evandro Almeida. Por pura sorte, o incidente não registrou vítimas ou danos de monta, mas a invasão já é em si um ato intolerável e que deve ser punido com rigor pelos que dirigem o clube.

A porta não pode ser derrubada por ninguém, nem mesmo pelos que se dizem torcedores e agem como turba violenta. Ironicamente, naquele instante, chefes de facções ditas “organizadas” eram recebidos por dirigentes para uma conversa dita civilizada.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 07)