
Procurou, achou…



O Remo continua à procura de um técnico para o lugar de Givanildo Oliveira. Vários nomes foram sondados e já descartados. Dirigentes tentaram contratar Antonio Carlos Zago, que agradeceu dizendo que não quer trabalhar na Série C. Lisca chegou a ser especulado, mas as conversas também não avançaram.
Ao longo da manhã desta segunda-feira o nome mais cotado era o do carioca Marcelo Martelotte (foto), com passagens por clubes como o Santos, Santa Cruz, Náutico e que recentemente dirigiu o Taubaté (SP). Além da pedida salarial considerada alta, ainda exigiu trazer comissão técnica completa, o que tornaria a contratação ainda mais onerosa.
Os diretores de Futebol do clube continuam a buscar um técnico e já teriam contatado Artur Oliveira, ídolo do clube como jogador e que dirigiu o Bragantino no recente Campeonato Estadual, alcançando a terceira colocação.



POR GERSON NOGUEIRA
Depois de sofrer a quarta derrota na Série C, no sábado à noite em Natal, o Remo se aproximou da zona de rebaixamento e ampliou as desconfianças quanto à capacidade de reagir no torneio. Pior: o técnico Givanildo Oliveira, elogiado pelo trabalho que garantiu a conquista do título estadual de 2018, não resistiu ao desgaste e entregou o cargo.
A encruzilhada em que o Remo se encontra no momento é própria de uma agremiação que alimenta sonhos de alcançar a Série B, mas se sente desconfortável e atrapalhada na Série C.
Com boa produção no Estadual, superando-se nos momentos decisivos, o time que encerrou a competição só sofreu uma perda para a Série C: Felipe Marques. Mas cabe reconhecer que, além de seu principal atacante, perdeu a dinâmica de marcação e a capacidade de sufocar os adversários.
No Brasileiro, com equilíbrio acentuado entre as equipes e esquemas mais rígidos de marcação, o Remo não conseguiu ter o mesmo aproveitamento do Parazão, fato previsível diante da significativa diferença técnica entre as competições. O equívoco do sistema 4-3-3, ofensivo no papel e inofensivo na prática, também responde por boa parte dos revezes azulinos.
Difícil é fazer com que os torcedores entendam esse dilema depois de terem sido levados a acreditar que era possível se destacar no Brasileiro praticamente sem reforçar a equipe do Parazão.
Givanildo Oliveira é o menos culpado pelo quadro atual. Sai de cena pelo acúmulo de desgaste com a campanha instável, mas é fato que alertou, desde sua chegada, quanto à necessidade de contratações pontuais. Indicou jogadores, mas a maioria não aceitou a oferta salarial do clube.
Quando o Estadual acabou, ele recebeu Dedeco e Moisés como reforços. Depois, chegariam Everton, Eliandro, Ninhinho e Rafael Bastos. Ruan desembarca hoje. Ainda é pouco para o grau de dificuldades que a competição nacional oferece.
Com o elenco que tem, o Remo precisará se organizar mais para brigar de igual para igual com a maioria dos concorrentes, alguns surpreendentemente bem, casos de Atlético-AC e Juazeirense.
Na Série C, transpiração é um dos itens obrigatórios da disputa. O Remo, nos últimos jogos, tem sido pouco eficiente nesse quesito, relaxado até. Joga sem muita pressa e dá liberdade demais aos seus oponentes. Nem times qualificados tecnicamente podem se dar a esse luxo.
Quanto às limitações do elenco, de conhecimento até do reino mineral, está claro que não serão resolvidas com a simples troca de treinador. Seja quem for o substituto – Itamar Schuller, Lisca Doido, Francisco Diá, Artur Oliveira, PC Gusmão etc. –, terá dificuldades em dar ao time sustança suficiente para um esforço de recuperação.
A partida em Natal foi reveladora da precariedade técnica. Os gols do ABC surgiram no 2º tempo, depois de uma etapa inicial equilibrada. As jogadas nasceram de erros individuais (Gustavo no primeiro lance e Bruno Maia no segundo) dos jogadores encarregados da marcação pelos lados, tendo o meio-campo sua parcela de responsabilidade pela falhado de cobertura.
Quando saiu para buscar o gol, faltou ao Remo qualidade no passe, força na área e velocidade nas ações pelo lado. Rafael Bastos entrou bem na partida, mas o lado coletivo estava fragilizado, incapaz de brigar pelo empate.
A três pontos do G4, a situação não é desesperadora, mas inspira cuidados.
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Uma bicicleta e dois frangos à Kiev
Como milhões de telespectadores espalhados pelo mundo, passei a tarde de sábado atento ao superespetáculo da decisão da Liga dos Campeões, desfile impressionante de craques vindos dos mais diversos países. Para desalento quase geral, porém, a parada foi decidida por uma entrada roceira de Sérgio Ramos em Salah e pelos frangaços de Loris Karius. O placar não espelha fielmente o que foi a história da acidentada final.
Minha preferência óbvia era pelos Reds. Afinal, representam a terra dos Beatles, motivo mais do que suficiente para arrebatar um velho fã do melhor rock já produzido. Além disso, a torcida emprestou os versos de uma canção para definir sua fidelidade extremada: “Você nunca andará sozinho” (You’ll Never Walk Alone).
Na Champions 2005, na final contra o Milan, o Liverpool perdia por 3 a 0. A torcida começou a cantar os versos míticos e, coincidência ou não, a virada aconteceu. Até o Pink Floyd desceu de seus caprichos perfeccionistas para reverenciar a torcida dos Reds na canção “Fearless”.
Como se não bastasse tudo isso, o Liverpool tem um grande time, com ataque de Terceiro Mundo, improvavelmente bom, reunindo Mane, Firmino e Salah. Tudo sob a batuta de Jürgen Klopp, um técnico mercurial, de posições políticas fielmente alinhadas com as cores do clube.
Para quem viu o fortíssimo Real Madri do estiloso CR7 bater adversários quase sempre em lances polêmicos, como aquele penal seguido da expulsão de Buffon contra a Juve e os erros grotescos de arbitragem na semifinal contra o Bayern, seria quase forçoso torcer pelo adversário dos merengues.
Dediquei-me a isso com afinco, animado com o início arrasador do Liverpool, que imprensou o Real em seu campo e só não fez gol por puro capricho dos deuses. Aí, aos 25 minutos, veio o golpe de judô que sacrificou Salah e arrebentou com o jogo.
Nessa outra partida pós-Salah, a decisão ficou nas mãos do desafortunado Karius. Com duas estabanadas participações, entregou o ouro e abortou qualquer possibilidade de reação. O presente dado a Benzema é uma das mais bizarras lambanças já perpetradas em uma final de Champions.
Que não se negue méritos ao Real de tantas glórias. Fez por merecer a taça pela sem-cerimônia com que se apossou do jogo depois do golpe (não punido pelo frouxo árbitro) de Ramos. Para coroar a conquista, o quase enjeitado Bale saiu do banco diretamente para os anais da história, ao encaixar uma inspirada bicicleta em cruzamento perfeito de Marcelo.
Por sinal, foi a segunda bicicleta desta Champions. Ambas executadas por atacantes do Real (a primeira foi de CR7) e fidelíssimas a essa contribuição genuinamente brasileira ao futebol, de autoria de Leônidas da Silva lá nos idos de 1930, com retoques dados pelo Rei Pelé ao longo da carreira.
A festa terminou ainda mais bonita pelo perdão público da torcida vermelha ao anti-herói Karius, acolhendo-o generosamente, como só os realmente grandes são capazes de fazer.
(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 28)

Por Diego Torres, no El País
Jürgen Klopp caminhava pelo gramado de Kiev taciturno, contemplando o espetáculo das torcidas. Acabara de perder sua segunda final da Champions League naquele que foi provavelmente o jogo mais desigual e acidentado da história do torneio. “O que posso dizer?”, respondeu quando perguntado sobre as falhas de seu goleiro, Loris Karius, que permitiram dois gols com cheiro de gol contra. “Loris sabe, todo mundo sabe. É doloroso em um jogo como este e depois de uma temporada como esta. Eu realmente sinto por ele, é um rapaz fantástico. Acho que a segunda falha [no 3 a 1] foi consequência da primeira. É realmente difícil se livrar dos pensamentos negativos que assaltam a mente”.
Klopp mostrou-se admirado com o 2 a 1 de Gareth Bale, de bicicleta em cruzamento de Marcelo. “O gol de Bale foi incrível”, disse o técnico. “Fizemos o que pudemos, os rapazes fizeram tudo. Mas não foi o melhor roteiro possível para nós. Você chega à final para vencê-la e, se não vence, sente que fracassou. Tivemos uma boa oportunidade nesta noite e não aproveitamos. Não há mais o que dizer.”
A derrota não costuma ser fácil de explicar pelos derrotados, e muito menos os erros calamitosos. “Não sei o que aconteceu”, disse Karius quando perguntado sobre o 1 a 0 e o 3 a 1. “Sinto muito pelos meus companheiros por ter perdido a final. Eles tentaram me animar no vestiário. Mas eu sinto muito.”

Karius não parou de pedir perdão a noite toda. Aos 24 anos, sua carreira balança gravemente. Por melhor que sejam as palavras ao seu redor. Por mais que o líder espiritual da equipe, Virgil van Dijk, tenha vindo em seu consolo na noite mais conturbada que um goleiro pode imaginar.
“Ganhamos todos juntos e perdemos todos juntos”, disse Van Dijk. “Não culpamos Loris. Em um esporte como este, tudo pode acontecer. Devemos estar orgulhosos. Todas as equipes da Inglaterra gostariam de estar no nosso lugar. É uma coisa muito grande estar na final, embora agora seja decepcionante.”
Existem maneiras e maneiras de perder. O Liverpool regressou à Inglaterra com a estranha sensação de ter se autodestruído antes de livrar a batalha. Por causa dos infortúnios ou dos erros de seu goleiro, vítima da inexperiência inerente a um dos elencos mais jovens da Champions.

Por Juca Kfouri
Deve ser horrível viver num país em que há grave crise de desabastecimento.
Em que as Forças Armadas intervêm na gestão pública, ameaçam o Supremo e reprimem movimentos civis.
Em que o Supremo cumpre ordens do poder de turno, o governo se encastela, perde legitimidade e recorre ao uso da força.
E em que a população fica refém do conflito social, o Judiciário persegue adversários políticos e realizam-se eleições com o líder da oposição preso.
Ainda bem que não vivemos na Venezuela, não?
Os entendedores entenderão hehe…

Tirar o craque egípcio da decisão da Champions custou a Sérgio Ramos uma enxurrada de memes e críticas nas redes sociais desde ontem à tarde. Grande parte das postagens fazia referência ao golpe de judô aplicado em Salah, responsável pela exclusão do atacante do Liverpool aos 25 minutos de partida.
Depois do jogo, Ramos tentou contemporizar, desejando pronta recuperação a Salah com a frase “o futuro te espera”. Nada disso amenizou a irritação da torcida dos Reds, que viu na dura entrada do defensor espanhol a confirmação do histórico de violência em campo, quase sempre sem punição pelos árbitros.

O final de temporada de Mohamed Salah não está sendo como todos imaginavam. Lesionando o ombro em uma queda provocada por Sergio Ramos, do Real Madrid, na final da Liga dos Campeões, o meia-atacante do Liverpool preocupou o mundo do futebol com a possibilidade de não poder jogar a Copa do Mundo. De acordo com o jornal egípcio Al Ahram, porém, o próprio jogador já teria assegurado sua presença na Rússia.
Segundo a publicação, o atleta teria entrado em contato com a família após os primeiros exames, para avisar que não chegou a sofrer nenhuma fratura e garantir que defenderá o Egito no Mundial. A lesão, ligamentar, seria leve e não exigiria um tratamento tão complexo a ponto de impedir o “Faraó” de entrar em campo pela seleção nacional, a qual reforçou a informação por meio do twitter.

Cristiano Ronaldo não ficou contente em apenas ganhar a sua quinta Liga dos Campeões na história, a terceira consecutiva, com a vitória por 3 a 1 sobre o Liverpool, neste sábado, em Kiev. Logo depois do apito final, em meio à festa dos jogadores espanhóis, o português indicou que não continuará no Real Madrid na próxima temporada, quando completaria dez anos defendendo a camisa merengue.
“Foi muito bonito jogar no Real Madrid”, disse o jogador, surpreendendo inclusive o repórter que o entrevistava pelo uso do verbo “foi”. O jogador tem contrato com a equipe até o final da temporada 2020/21, mas isso não parece ser uma indicação de que seguirá até lá com o time.

“Nos próximos dias eu darei uma resposta aos torcedores, eles, sim, sempre estiveram ao meu lado. Vamos desfrutar o momento”, comentou o craque, em entrevista concedida ainda no gramado, falando em português, sorrindo enquanto disparava a polêmica.
Contente pelo triunfo, mas sem marcar na decisão, Cristiano ainda lembrou da lesão que sofreu na final da Eurocopa, em 2016. Para ele, aquela situação, em que não conseguiu superar a dor de uma entrada de Payet, foi semelhante à do egípcio Mohamed Salah neste sábado.
“Não teve muita sorte, como eu também não tive na final em 2016. Agora é desfrutar desse momento, essa felicidade única, e nos próximos dias começar a me preparar para o Mundial”, concluiu o jogador.
Aparentemente incomodado durante a comemoração dos seus companheiros, o português disse que falará nos próximos dias qual será o seu destino, algo que não caiu muito bem ao presidente do clube, Fiorentino Pérez. Para o mandatário, CR7 não pode ser tratado como tão importante quanto o Real.
“Todo mundo tem o direito de falar, o importante é o clube e, em um dia como esse, o importante é que todos estamos celebrando sermos campeões, entre outras coisas, porque sempre falamos sobre isso. Estou muito contente que o Cristiano tenha cinco Copas”, comentou Fiorentino, lembrando que o atleta tem vínculo até o final da temporada 2020/2021.
“Pergunte a ele (se ele vai sair). Você ficará feliz. Não é que ele vai ficar, é que ele tem um contrato, eu não estou aqui para falar sobre alguém em um nível particular”, continuou Fiorentino, que não mantém a melhor das relações com o atacante, contratado em 2009.
“Talvez não tenha sido o melhor momento para dizer algo”, reconheceu Cristiano, reafirmando que definirá o que fazer da carreira durante a próxima semana. Há uma festa para o título marcada neste domingo e, depois, o jogador ganhará uma semana de descanso até se apresentar à seleção portuguesa para a disputa da Copa do Mundo.
“Não me incomoda nada, são situações que já vêm, estou aguentando, aguentando e algumas vezes você se descontrola. Vocês (jornalistas) estão perguntando muito, hein. Falarei, não se preocupem”, concluiu. (Da Gazeta Esportiva)

O atacante Neymar embarca do Rio de Janeiro para Londres com a confiança renovada neste domingo. Nos testes mais importantes ao longo de seu processo de recuperação, conduzidos pela comissão técnica da Seleção Brasileira na Granja Comary, o atacante do Paris Saint-Germain passou com sucesso.
Neymar sofreu uma fissura no quinto metatarso do pé direito no último dia 25 de fevereiro, durante a vitória do PSG sobre o Olympique de Marselha, pela 27ª rodada do Campeonato Francês. Em 3 de março, aos 26 anos, passou pela primeira cirurgia da carreira.
Na última terça-feira, acompanhado por Gabriel Jesus e Danilo, Neymar foi ao gramado da Granja Comary para uma sessão de atividades leves. Durante a movimentação, o atacante do PSG demonstrou segurança em trabalhos de condução de bola e finalização, inclusive com o pé operado.
O teste mais importante ocorreu na quinta-feira, quando Tite armou dois times e promoveu um enfrentamento em metade do gramado. O atacante sentiu desconforto após divididas e chegou a agachar por alguns instantes, mas levantou e permaneceu até o fim. Na sexta e no sábado, Neymar voltou a participar de trabalhos no campo.
“Isso tudo faz parte de uma programação para que ele chegue no início da competição tendo superado todos os obstáculos e se sinta seguro”, disse o médico Rodrigo Lasmar, tratando com naturalidade o receio para executar alguns movimentos. “Essa percepção, o atleta só perde na medida em que vai ao campo”, completou.
Todos os membros da comissão técnica procuraram transmitir otimismo ao falar sobre Neymar durante a estadia da Seleção Brasileira na Granja Comary. A ideia do grupo de trabalho dirigido por Tite é deixar claro que a evolução do atacante será gradativa e evitar uma pressão exagerada.
(Da Gazeta Esportiva)

Com erros pontuais, envolvendo os dois laterais (Bruno Maia improvisado na esquerda), o Remo perdeu por 2 a 1 para o ABC em Natal. Apesar de um primeiro tempo equilibrado, com chances para os azulinos, a equipe sofreu dois gols em falhas de marcação e não teve forças para buscar o empate. Foi a quarta derrota na Série C 2018, deixando o time na zona do rebaixamento, mas dependendo do resultado de Náutico x Globo, última partida da rodada.
Apesar do desgaste crescente com os maus resultados, o comando técnico continua com Givanildo Oliveira, que revelou a vontade de permanecer. A diretoria não se manifestou depois da partida deste sábado, em Natal, o que sinaliza para a manutenção do treinador. Givanildo é muito querido e respeitado no clube, pelo seu histórico anterior e pela excelente trabalho no Parazão deste ano.
Ontem à noite, logo após o jogo, surgiram especulações quanto à possível saída do técnico, mas a diretoria não confirma nada nesse sentido. Os nomes mais mencionados em grupos de torcida na internet são os de Francisco Diá (ex-Sampaio), Artur Oliveira, Marcelo Chamusca (ex-Ceará e PSC) e PC Gusmão (ex-Santa Cruz).
Para o próximo compromisso, domingo (03.06), contra o Salgueiro (PE) no estádio Jornalista Edgar Proença, o Remo não terá Everton, que recebeu o terceiro cartão amarelo, mas já deverá contar com Esquerdinha na lateral esquerda. Para substituir Everton, Givanildo tem a opção de Rafael Bastos, que entrou no decorrer da partida contra o ABC.
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