Uma chance para Dedeco

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POR GERSON NOGUEIRA

Sem ter um elenco farto e com jogadores em fase técnica insatisfatória, o técnico Givanildo Oliveira tem feito o máximo possível para dar ao Remo a competitividade que a Série C exige. Os resultados frustram o torcedor, intranquilizam a diretoria e expõem o time a uma situação de permanente risco na tábua de classificação.

Depois de ficar a dois pontos do G4, o Remo despencou para o 8º lugar após a derrota em casa frente ao Confiança. Mais que o posicionamento ruim, causou estragos na autoestima a maneira como o time foi superado pelo time sergipano, que precisou de apenas 20 minutos para destroçar a organização defensiva armada por Givanildo.

O técnico não se deu por satisfeito com a improvisação de Levy na lateral esquerda, devido à contusão de Esquerdinha. Tanto é que excluiu o lateral da relação de atletas que vai a Natal enfrentar o ABC, no sábado.

As coisas seriam mais simples de resolver se Levy fosse o maior dos problemas do Remo no momento. Mas, sem um lateral esquerdo de ofício, Givanildo precisará improvisar Bruno Maia por ali, desarrumando o que já era um duo entrosado no centro da zaga.

O dado mais preocupante, porém, é a insistência no esquema de três atacantes. Desde o começo da Série C ficou claro que o time não tem consistência para bancar um trio de atacantes, ainda mais quando o centroavante (Isac) vive fase negativa.

Sem Felipe Marques, que era o ponteiro mais agudo e capaz de surpreender a marcação adversária, o Remo depende exclusivamente da velocidade de Elielton, que perdeu muito com o fim da parceria com Levy pela direita.

No momento, até as pedras do Baenão sinalizam para a necessidade de um esquema que proteja mais a defesa e não se iluda com o tridente que não funciona. Jaime (ou Gabriel Lima) e Elielton formariam um ataque bem mais interessante do ponto de vista técnico do que a atual configuração.

Como a provável escalação indica a manutenção do trio, a possibilidade de aproveitamento do estreante Rafael Bastos no decorrer do jogo e a entrada de Dedeco pela primeira vez como titular são as melhores expectativas reservadas ao torcedor do Remo para amanhã.

Dedeco, por sinal, já vinha merecendo essa vaga há algum tempo. De estilo agressivo, bom chutador, pode contribuir para fortalecer o Remo ofensivamente. (Foto: Raphael Graim/Ascom Remo)

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Papão precisa ajudar Cassiano a ajudar o time

A próxima rodada da Série B se desenha bem mais difícil que a anterior para o Papão. O compromisso de hoje será em Florianópolis contra o Avaí, que vem de vitória categórica sobre o CRB, dentro do estádio Rei Pelé, por 4 a 1. É o chamado jogo de seis pontos.

Desde que Geninho assumiu o comando, o time catarinense deu uma guinada técnica e busca se aproximar do G4. Tem 11 pontos, apenas um a menos que os bicolores.

Do lado alviceleste, a situação não é alarmante, afinal o time está invicto há seis rodadas, tendo 12 pontos ganhos e ocupa a quinta colocação. A campanha está acima das expectativas. Afinal, quando o Estadual terminou, a impressão geral era de que o PSC teria sérios problemas no começo da Série B.

O time reagiu bem à nova configuração tática, com três zagueiros, vencendo nas três rodadas iniciais, mas começou a apresentar problemas à medida que os adversários passaram a estudar melhor a maneira de jogar dos bicolores. E aí começou a faltar munição para surpreender e impor o jogo mais conveniente ao Papão.

Contra Sampaio Corrêa, Juventude e São Bento, o time não teve força individual ou tática para superar os obstáculos e correu riscos, principalmente contra os maranhenses e os sorocabanos.

No momento, o pior dos problemas se localiza no meio-de-campo, onde não há transição de qualidade, embora Nando Carandina seja mantido ao lado de Renato Augusto (que não joga hoje) com funções defensivas e criativas, o que é espantoso.

Os laterais não vivem um bom momento, principalmente Maicon Silva, e a maior vítima do desacerto é o artilheiro Cassiano.

Com 17 gols na temporada, goleador máximo da Copa Verde, Cassiano atravessa um momento iluminado. É aquela fase em que o centroavante faz gol até sem querer.

O problema é que, para haver gol, é preciso que a bola chegue com qualidade até o definidor. Isso não vem acontecendo. Contra Sampaio e São Bento, a bola não foi trabalhada para Cassiano, com graves prejuízos para a equipe.

Para o confronto desta noite, Dado Cavalcanti relacionou vários jogadores para o meio, incluindo Thomaz, que jogou contra o São Bento. Alan, expulso em Caxias, pode ter nova chance, bem como o britânico Ryan Williams.

Pelo que produziram até agora, Alan deveria ser a opção natural para ocupar a faixa reservada à criação de jogadas. A lógica, porém, diz que Thomaz será o escalado.

William e Magno foram excluídos novamente da relação de atletas e, ao que parece, estão fora dos planos de Dado.

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Sobre a fuga dos torcedores

Meu querido amigo Ambire Gluck Paul, bicolor de quatro costados e salgueirense de fé, faz comentário oportuno sobre o baixo público nos estádios brasileiros. Segundo ele, a explicação mais plausível é o combinação entre a decadência técnica dos jogadores e o horário ingrato reservado aos jogos.

“Somente no Brasil é possível ver jogo às 21h30, ou até 22h, para satisfazer a TV e o que é pior com problemas de transporte que levam até 3h para ir e voltar do estádio Mangueirão. Os torcedores não vão, não levam os filhos e a pirâmide da paixão vai se desconstruindo, culminando com a desmotivação que você cita sobre os dias que antecedem à Copa. No caminho que vamos, a médio prazo, chegaremos ao desinteresse geral e aí a TV é que vai mandar os clubes procurarem outra fonte de renda. Será que isso não cabe na inteligência dos dirigentes da cúpula do nosso futebol ou eu tenho o QI acima do normal?.”

Ambire conta que, há dois anos, foi assistir com um amigo ao jogo Real Madrid  X Atlético de Bilbao, no Santiago Bernabeu, em Madri, com 70 mil espectadores. “O jogo começou às 19h30 e, ao terminar, meu amigo sugeriu que esperássemos um pouco para sairmos. Eu disse a ele: ‘Achas que estais no Brasil?’. Abriram- se mais de duas dezenas de portões, o estádio esvaziou em menos de 20 minutos. Atravessamos, apanhamos o metrô e em 23 minutos estávamos no hotel no centro da capital espanhola”, relata.

É, de fato, um bom exemplo do abismo existente entre os projetos de gestão do futebol na Europa e no Brasil.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 25)

Adivinha quem vai pagar a conta….

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Exemplar de pato paneleiro, cidadão de bem e adepto daquelas coreografias ridículas do golpe, candidatíssimo ao papel de avalista do acordo mandrake firmado hoje entre o Governo e os caminhoneiros/donos de transportadora. Detalhe: o acerto não vai diminuir em nada o preço da gasolina e do gás de cozinha.

E segue o enterro…

Extremistas de direita ganham destaque no movimento dos caminhoneiros

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BBC Brasil revelou que teve acesso a grupos fechados destinados a compartilhar informações sobre a greve dos caminhoneiros no WhatsApp. Nesses canais, foi observado um crescente aumento do discurso de extrema-direita com o intuito de ditar os rumos do movimento grevista.

Em um vídeo divulgado nos grupos, um homem manda o seguinte recado em frente a uma impressora industrial que mostra centenas de adesivos prontos para serem colados nos vidros dos caminhões:

Oi, galera. Sou caminhoneiro, estamos juntos aí na greve e estamos fazendo adesivos para colar nos nossos carros, nos dos colegas e nos de todo mundo que apoiar essa greve. Intervenção militar já. Se a gente não tirar eses corruptos do poder, a gente não vai para frente, não.

Em outro vídeo, um motorista grita: “Representando o caminhoneiro brasileiro, o transportador de carga. Aqui tem brio, aqui tem sangue. Estamos parando São Paulo, parando o Brasil e indo para Brasilia destituir os três poderes corruptos. Intervenção militar já. O povo está cansado de sustentar estes corruptos. Aqui é patriota.“.

A greve organizada por caminhoneiros extrapolou sua pauta inicial, concentrada na exigência da redução nos preços dos combustíveis, e vem ganhando vozes em apoio à intervenção militar, vindo tanto de dentro quanto de fora do grupo.

As reações à greve dos caminhoneiros, amplamente apoiada pela população, demonstram que o brasileiro está sem paciência alguma com as ‘autoridades’. As condições são ideais para uma verdadeira revolução que refunde o Brasil. Mas onde está a liderança desse processo? Escrevam no para-brisa dos caminhões e carros. Intervenção militar!“, diz uma das mensagens mais aplaudidas.

Em um grupo influente no Facebook — o “Caminhões Top (Só Elite)” –, um motorista publicou um brasão do Exército e convocou os colegas.

Temos uma grande chance em nossas mãos de aproveitar esta greve para pedir intervenção militar, nova constituinte, e novas eleições sem os comunistas, e junto com esta intervenção a caçada a todos estes ladrões que estão no governo (…) O exército entraria em ação em uma semana, vejam, podemos estar a uma semana do fim desta roubalheira toda, está em nossas mãos, quem apoia compartilha e curte.

A reação de apoio impressiona: “A situação que o Brasil está hoje era para o exército já ter tomado de conta dos poderes”, dizia um. “A nossa bandeira jamais será vermelha.”

Através da porta-voz Carolina Rangel, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) se manifestou sobre os discursos pró-intervenção militar:

— Acredito que a intervenção militar seja uma bandeira levantada por alguns caminhoneiros porque essa pode ser a alternativa que eles veem para sanar esses constantes casos de corrupção no país. Mas não posso dizer que a Abcam apoia a intervenção. Se o caminhoneiro X, Y ou Z acredita que a intervenção é o melhor caminho, a gente aceita. A gente não tolhe o direito de manifestação política de ninguém, é liberdade de expressão. Não temos ligação com nenhum partido político, nem com o MST, nem os pró-Lula, nem os Fora Temer. Não temos nenhuma ligação ou envolvimento político dessa natureza. A nossa insatisfação reflete a da população como um todo. Apesar de grande parte dos brasileiros não abastecerem seus carros com diesel, que é o nosso pleito específico, todo mundo está sendo onerado com o aumento dos combustíveis e com a inflação em geral. É até bom saber que os caminhoneiros que estão na ponta estão levando a politica da Abcam de não ter vínculo com partido politico, ou com a CUT, ou o movimento dos sem-terra. Não levantamos nenhuma bandeira, a não ser a do transportador autônomo, que é reduzir impostos e preço do combustível.

(Transcrito do Pragmatismo Político)

Perguntinhas (im)pertinentes

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Por que a greve dos caminhoneiros tem forte apoio das grandes empresas transportadoras de cargas? Será que estou vendo uma greve legítima de trabalhadores autônomos e ao mesmo tempo um locaute de empresas cujo interesse é reduzir custos e aumentar lucros?

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Fã de Mr. Catra, Ronaldinho Gaúcho vai casar com duas mulheres

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Aposentado do futebol, Ronaldinho Gaúcho pretende se casar com duas mulheres em agosto deste ano. A informação é do colunista Leo Dias. O ex-jogador já prepara a festa de casamento no condomínio Santa Mônica, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Ronaldinho, inclusive, já mora com Priscilla Coelho e Beatriz Souza. Priscila é mineira e torcedora atleticana. A cerimônia será reservada e com a presença somente de amigos e familiares.  A irmã do craque, Deise Moreira, não aprova o relacionamento a três e não pretende comparecer à festa. O cantor Jorge Vercilo, que é vizinho do ex-ídolo do Atlético e do Barcelona, será a atração musical da festa.

Ronaldinho, de 38 anos, se aposentou oficialmente em janeiro de 2018. Desde então, atua como embaixador do Barcelona e roda o planeta atuando pelo Barça Legends, time de craques históricos do clube catalão. Ícone mundial, ele ainda participa de jogos beneficentes ligados à União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), à Unicef e à Organização das Nações Unidas (ONU).

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Ronaldinho defendeu o Atlético entre 2012 e 2014 e mudou o patamar do clube no cenário internacional. No período, o Galo conquistou o Campeonato Mineiro e a Copa Libertadores, em 2013, e a Recopa Sul-Americana de 2014. Jogou também pelo Flamengo, sem brilho, e encerrou oficialmente a carreira no ano passado depois de apagada passagem pelo futebol mexicano.

O craque marcou 28 gols em 88 apresentações. Os títulos mais importantes na carreira dele foram a Copa do Mundo de 2002, com a Seleção Brasileira, e a Liga dos Campeões, pelo Barcelona, em 2006. O craque foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em duas oportunidades. (Com informações do Superesportes)