Klopp: “Sergio Ramos não deve ter feito amigos no Egito”

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Por Diego Torres, no El País

Jürgen Klopp caminhava pelo gramado de Kiev taciturno, contemplando o espetáculo das torcidas. Acabara de perder sua segunda final da Champions League naquele que foi provavelmente o jogo mais desigual e acidentado da história do torneio. “O que posso dizer?”, respondeu quando perguntado sobre as falhas de seu goleiro, Loris Karius, que permitiram dois gols com cheiro de gol contra. “Loris sabe, todo mundo sabe. É doloroso em um jogo como este e depois de uma temporada como esta. Eu realmente sinto por ele, é um rapaz fantástico. Acho que a segunda falha [no 3 a 1] foi consequência da primeira. É realmente difícil se livrar dos pensamentos negativos que assaltam a mente”.

Klopp mostrou-se admirado com o 2 a 1 de Gareth Bale, de bicicleta em cruzamento de Marcelo. “O gol de Bale foi incrível”, disse o técnico. “Fizemos o que pudemos, os rapazes fizeram tudo. Mas não foi o melhor roteiro possível para nós. Você chega à final para vencê-la e, se não vence, sente que fracassou. Tivemos uma boa oportunidade nesta noite e não aproveitamos. Não há mais o que dizer.”

A derrota não costuma ser fácil de explicar pelos derrotados, e muito menos os erros calamitosos. “Não sei o que aconteceu”, disse Karius quando perguntado sobre o 1 a 0 e o 3 a 1. “Sinto muito pelos meus companheiros por ter perdido a final. Eles tentaram me animar no vestiário. Mas eu sinto muito.”

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Karius não parou de pedir perdão a noite toda. Aos 24 anos, sua carreira balança gravemente. Por melhor que sejam as palavras ao seu redor. Por mais que o líder espiritual da equipe, Virgil van Dijk, tenha vindo em seu consolo na noite mais conturbada que um goleiro pode imaginar.

“Ganhamos todos juntos e perdemos todos juntos”, disse Van Dijk. “Não culpamos Loris. Em um esporte como este, tudo pode acontecer. Devemos estar orgulhosos. Todas as equipes da Inglaterra gostariam de estar no nosso lugar. É uma coisa muito grande estar na final, embora agora seja decepcionante.”

Existem maneiras e maneiras de perder. O Liverpool regressou à Inglaterra com a estranha sensação de ter se autodestruído antes de livrar a batalha. Por causa dos infortúnios ou dos erros de seu goleiro, vítima da inexperiência inerente a um dos elencos mais jovens da Champions.

Bolivarianismo

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Por Juca Kfouri

Deve ser horrível viver num país em que há grave crise de desabastecimento.

Em que as Forças Armadas intervêm na gestão pública, ameaçam o Supremo e reprimem movimentos civis.

Em que o Supremo cumpre ordens do poder de turno, o governo se encastela, perde legitimidade e recorre ao uso da força.

E em que a população fica refém do conflito social, o Judiciário persegue adversários políticos e realizam-se eleições com o líder da oposição preso.

Ainda bem que não vivemos na Venezuela, não?

Os entendedores entenderão hehe…

Depois da entrada criminosa de Ramos, Salah se recupera e garante ida à Copa

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Tirar o craque egípcio da decisão da Champions custou a Sérgio Ramos uma enxurrada de memes e críticas nas redes sociais desde ontem à tarde. Grande parte das postagens fazia referência ao golpe de judô aplicado em Salah, responsável pela exclusão do atacante do Liverpool aos 25 minutos de partida.

Depois do jogo, Ramos tentou contemporizar, desejando pronta recuperação a Salah com a frase “o futuro te espera”. Nada disso amenizou a irritação da torcida dos Reds, que viu na dura entrada do defensor espanhol a confirmação do histórico de violência em campo, quase sempre sem punição pelos árbitros.

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O final de temporada de Mohamed Salah não está sendo como todos imaginavam. Lesionando o ombro em uma queda provocada por Sergio Ramos, do Real Madrid, na final da Liga dos Campeões, o meia-atacante do Liverpool preocupou o mundo do futebol com a possibilidade de não poder jogar a Copa do Mundo. De acordo com o jornal egípcio Al Ahram, porém, o próprio jogador já teria assegurado sua presença na Rússia.

Segundo a publicação, o atleta teria entrado em contato com a família após os primeiros exames, para avisar que não chegou a sofrer nenhuma fratura e garantir que defenderá o Egito no Mundial. A lesão, ligamentar, seria leve e não exigiria um tratamento tão complexo a ponto de impedir o “Faraó” de entrar em campo pela seleção nacional, a qual reforçou a informação por meio do twitter.

Enigmático, CR7 fala em tom de despedida após a conquista da Liga

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Cristiano Ronaldo não ficou contente em apenas ganhar a sua quinta Liga dos Campeões na história, a terceira consecutiva, com a vitória por 3 a 1 sobre o Liverpool, neste sábado, em Kiev. Logo depois do apito final, em meio à festa dos jogadores espanhóis, o português indicou que não continuará no Real Madrid na próxima temporada, quando completaria dez anos defendendo a camisa merengue.

“Foi muito bonito jogar no Real Madrid”, disse o jogador, surpreendendo inclusive o repórter que o entrevistava pelo uso do verbo “foi”. O jogador tem contrato com a equipe até o final da temporada 2020/21, mas isso não parece ser uma indicação de que seguirá até lá com o time.

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“Nos próximos dias eu darei uma resposta aos torcedores, eles, sim, sempre estiveram ao meu lado. Vamos desfrutar o momento”, comentou o craque, em entrevista concedida ainda no gramado, falando em português, sorrindo enquanto disparava a polêmica.

Contente pelo triunfo, mas sem marcar na decisão, Cristiano ainda lembrou da lesão que sofreu na final da Eurocopa, em 2016. Para ele, aquela situação, em que não conseguiu superar a dor de uma entrada de Payet, foi semelhante à do egípcio Mohamed Salah neste sábado.

“Não teve muita sorte, como eu também não tive na final em 2016. Agora é desfrutar desse momento, essa felicidade única, e nos próximos dias começar a me preparar para o Mundial”, concluiu o jogador.

Aparentemente incomodado durante a comemoração dos seus companheiros, o português disse que falará nos próximos dias qual será o seu destino, algo que não caiu muito bem ao presidente do clube, Fiorentino Pérez. Para o mandatário, CR7 não pode ser tratado como tão importante quanto o Real.

“Todo mundo tem o direito de falar, o importante é o clube e, em um dia como esse, o importante é que todos estamos celebrando sermos campeões, entre outras coisas, porque sempre falamos sobre isso. Estou muito contente que o Cristiano tenha cinco Copas”, comentou Fiorentino, lembrando que o atleta tem vínculo até o final da temporada 2020/2021.

“Pergunte a ele (se ele vai sair). Você ficará feliz. Não é que ele vai ficar, é que ele tem um contrato, eu não estou aqui para falar sobre alguém em um nível particular”, continuou Fiorentino, que não mantém a melhor das relações com o atacante, contratado em 2009.

“Talvez não tenha sido o melhor momento para dizer algo”, reconheceu Cristiano, reafirmando que definirá o que fazer da carreira durante a próxima semana. Há uma festa para o título marcada neste domingo e, depois, o jogador ganhará uma semana de descanso até se apresentar à seleção portuguesa para a disputa da Copa do Mundo.

“Não me incomoda nada, são situações que já vêm, estou aguentando, aguentando e algumas vezes você se descontrola. Vocês (jornalistas) estão perguntando muito, hein. Falarei, não se preocupem”, concluiu.  (Da Gazeta Esportiva)

Neymar supera testes iniciais e segue preparação com confiança renovada

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O atacante Neymar embarca do Rio de Janeiro para Londres com a confiança renovada neste domingo. Nos testes mais importantes ao longo de seu processo de recuperação, conduzidos pela comissão técnica da Seleção Brasileira na Granja Comary, o atacante do Paris Saint-Germain passou com sucesso.

Neymar sofreu uma fissura no quinto metatarso do pé direito no último dia 25 de fevereiro, durante a vitória do PSG sobre o Olympique de Marselha, pela 27ª rodada do Campeonato Francês. Em 3 de março, aos 26 anos, passou pela primeira cirurgia da carreira.

Na última terça-feira, acompanhado por Gabriel Jesus e Danilo, Neymar foi ao gramado da Granja Comary para uma sessão de atividades leves. Durante a movimentação, o atacante do PSG demonstrou segurança em trabalhos de condução de bola e finalização, inclusive com o pé operado.

O teste mais importante ocorreu na quinta-feira, quando Tite armou dois times e promoveu um enfrentamento em metade do gramado. O atacante sentiu desconforto após divididas e chegou a agachar por alguns instantes, mas levantou e permaneceu até o fim. Na sexta e no sábado, Neymar voltou a participar de trabalhos no campo.

“Isso tudo faz parte de uma programação para que ele chegue no início da competição tendo superado todos os obstáculos e se sinta seguro”, disse o médico Rodrigo Lasmar, tratando com naturalidade o receio para executar alguns movimentos. “Essa percepção, o atleta só perde na medida em que vai ao campo”, completou.

Todos os membros da comissão técnica procuraram transmitir otimismo ao falar sobre Neymar durante a estadia da Seleção Brasileira na Granja Comary. A ideia do grupo de trabalho dirigido por Tite é deixar claro que a evolução do atacante será gradativa e evitar uma pressão exagerada.

(Da Gazeta Esportiva)

Givanildo continua no comando do Leão, mas diretoria analisa situação

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Com erros pontuais, envolvendo os dois laterais (Bruno Maia improvisado na esquerda), o Remo perdeu por 2 a 1 para o ABC em Natal. Apesar de um primeiro tempo equilibrado, com chances para os azulinos, a equipe sofreu dois gols em falhas de marcação e não teve forças para buscar o empate. Foi a quarta derrota na Série C 2018, deixando o time na zona do rebaixamento, mas dependendo do resultado de Náutico x Globo, última partida da rodada.

Apesar do desgaste crescente com os maus resultados, o comando técnico continua com Givanildo Oliveira, que revelou a vontade de permanecer. A diretoria não se manifestou depois da partida deste sábado, em Natal, o que sinaliza para a manutenção do treinador. Givanildo é muito querido e respeitado no clube, pelo seu histórico anterior e pela excelente trabalho no Parazão deste ano.

Ontem à noite, logo após o jogo, surgiram especulações quanto à possível saída do técnico, mas a diretoria não confirma nada nesse sentido. Os nomes mais mencionados em grupos de torcida na internet são os de Francisco Diá (ex-Sampaio), Artur Oliveira, Marcelo Chamusca (ex-Ceará e PSC) e PC Gusmão (ex-Santa Cruz).

Para o próximo compromisso, domingo (03.06), contra o Salgueiro (PE) no estádio Jornalista Edgar Proença, o Remo não terá Everton, que recebeu o terceiro cartão amarelo, mas já deverá contar com Esquerdinha na lateral esquerda. Para substituir Everton, Givanildo tem a opção de Rafael Bastos, que entrou no decorrer da partida contra o ABC.

A crise abasteceu Bolsonaro

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Por Janio Freitas, na Folha de SP

Reuniões de militares fora dos quartéis, para “discutir a situação”, só poderiam ser vistas como prática de civismo se o passado brasileiro, a partir do golpe da República, não as intrigasse com o espírito da democracia.

A gravidade da situação não esperou, para pretextar reuniões, o tumulto provocado por empresários e autônomos de carga rodoviária. Pode mesmo haver quem ligue uma coisa à outra, ao menos como conhecimento prévio.

Há poucos dias, Michel Temer pediu ao comandante do Exército uma conversa privada. O general Villas Bôas deu ao ministro da Defesa conhecimento do convite, é provável que depois relatasse a conversa, mas nada extravasou a respeito (ainda). O que confirma um lado nebuloso na realidade que logo ferveria, na segunda-feira 14, com a eclosão das reações ao terceiro aumento do diesel em uma semana.
Os efeitos rápidos e brutos da retenção de cargas e de combustível configuraram o aspecto socioeconômico e, em escala bem menor, a parte óbvia dos reflexos políticos da greve. Nestes reflexos há, no entanto, um aparente subproduto que pode ser ou tornar-se o principal, e não o sub.

É a implicação eleitoral da ação grevista. Henrique Meirelles é prejudicado, Alckmin perde algo por sua complacência com Temer e com o governo. Os demais ganham alguma coisa, exceto um, que ganha muito.

Na gravidade e nos modos, a situação provocada pelos caminhoneiros empresariais e autônomos se ajusta, com precisão, ao que Jair Bolsonaro diz e representa para o eleitorado. O governo fraco e frouxo, a falta de ordem e de quem a ponha sob controle, o Congresso dos negocistas, o alto Judiciário confuso e confundindo, e a população indignada, a esperar das “autoridades” a solução que não vem. O candidato e os caminhoneiros sabem o que fazer.

“Sabe que todo caminhoneiro vota no Bolsonaro, né?”. É a informação do chefe de um dos núcleos do movimento, em conversa transcrita no melhor jornalismo de cobertura desses dias: a colheita da repórter Josette Goulart, do site e da revista Piauí, na sua original participação em quatro grupos de WhatsApp de lideranças da obstrução. A informação não surpreende, mas talvez ilumine algumas sombras da situação.
Nesses grupos “se espalham”, como Josette constatou, “vídeos de militares apoiando o movimento e incentivando os caminhoneiros a não desistirem”. Não desistiram. E enriqueceram suas exigências: além de preço rebaixado do diesel, “renúncia de Temer e antecipação das eleições”. Em certa contradição com “o slogan frequente”: “Intervenção já”.

De quem? Não seria preciso dizer.

Mas os taxistas e donos de carros particulares que de repente se juntaram, quinta-feira, para destroçar o pedágio da Linha Amarela, próxima da Barra da Tijuca, preferiram não deixar dúvida. Do nada, surgiu entre eles uma faixa: “Intervenção militar”. A dúvida sobreveio, porém, trazida pelas outras informações: a faixa e a “intervenção militar” eram uma exigência ou a identificação de autoria do ataque agitador?
Por mais que os efeitos da greve sejam vistos e sentidos, há mais obscuridade do que clareza por aí.

Técnico ou guru eletrônico?

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POR GERSON NOGUEIRA

O risco mais acentuado na vida de uma nação ignorante é o de se tornar refém do primeiro encantador de serpentes que apareça, por mais que tenha o discurso inconfundivelmente primitivo e tosco. Não, não se trata aqui de analisar a política nacional, longe disso. Refiro-me à nova geração de técnicos de futebol no Brasil, que se arvora a ir além das quatro linhas, espalhando lições morais e prometendo redenção.

Detenho-me no assunto porque é uma das facetas mais interessantes da cena boleira atual. Não há dúvida de que Tite, o comandante da Seleção, é o grande mentor não oficial do novo ramo. Pela trajetória de boleiro e os bons resultados alcançados na carreira, assume o protagonismo entre os “pensadores” a serem seguidos pela malta ignara.

O treinador já se aventura até a espraiar conhecimento empírico aos demais brasileiros, com algum êxito, diga-se. Os sinais estão à vista. Suas aparições em anúncios, bradando conceitos de autoajuda e coaching, não deixam margem a dúvidas: estamos diante de um Sassá Mutema redivivo. Perigo, perigo, perigo! – já dizia conhecido animador de auditório.

O futebol, que já foi ópio do povo, é campo sempre suscetível à proliferação de mercadores dos mais diversos naipes. Transitam com desembaraço do balcão aos vestiários, passando pelas arquibancadas e cabines de mídia. Vendem sonhos, “pojetos” (como Luxemburgo) e fantasias sempre que há uma tribuna ou canal disponível.

Tite está sabendo aproveitar esse filão, surfando na onda e aperfeiçoando o que Luxa não soube concretizar. O técnico da Seleção enfeixa características múltiplas, com facetas de professor tradicional, orador treinado a fórceps, com pitadas de pastor eletrônico.

Faria sucesso em qualquer desses ofícios, assim como hoje nada de braçada no cenário desolador dos técnicos de futebol no país pentacampeão. Seu mérito como orientador técnico está principalmente na capacidade de saber (como poucos) trabalhar a montagem de um time, agregando peças compatíveis com as necessidades da engrenagem.

Exibiu essa habilidade de Gepeto ao comandar o Corinthians, onde fez de um grupo heterogêneo uma equipe extremamente competitiva. Bons técnicos têm essa virtude rara de juntar desiguais para extrair grandes resultados coletivos. Na Seleção, aperfeiçoou o modelo.

Com o discurso bem calibrado, meio chato, mas repleto de expressões e ganchos motivacionais, Tite é um desbravador no papel de pioneiro das mensagens edificante. Parreira tentou seguir esse filão, lançou livros e deu palestras, mas sucumbiu à voz débil e ao fiasco de 2006. Felipão também buscou ser o nosso Ferguson, mas teve seus projetos abatidos em pleno voo pelo desastroso 7 a 1 em BH.

Resta Tite, soberano desde que tirou o Brasil do limbo nas Eliminatórias e reergueu a profissão de técnico, que vivia fase de profundo desgaste. Falava-se até em contratar treinador estrangeiro.

Como todo fenômeno esportivo, Tite depende essencialmente do êxito para consolidar o sucesso. A Copa do Mundo representa a chance de consagração, mas, em caso de revés, a derrocada será inevitável.

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Erros defensivos tiram invencibilidade do Papão 

Quando Rodrigão abriu o placar aos 42 minutos, na Ressacada, sexta-feira à noite, o Avaí já fazia por merecer a vantagem no jogo. Era quem tomava a iniciativa, usava bem os lados do campo e não dava espaço para a movimentação dos meio-campistas do Papão. Deixava Cassiano isolado, sem receber passes e forçava jogada sobre o trio defensivo bicolor, formado por Diego Ivo, Carandina e Edimar.

Vacilo horroroso de Cáceres, recuando mal na zona perigosa à entrada da área, abriu as portas do gol para o Avaí. Antes disso, Renato já havia perdido duas chances. Ainda no final do primeiro tempo, Romulo obrigou Renan Rocha a uma defesa milagrosa.

Na etapa final, apesar de visível evolução do meio pra frente, o Papão continuou vacilante na defesa. Sofreu o segundo gol em cobrança de falta aos 21 minutos. Guga cobrou e Renan Rocha aceitou o chute no segundo pau. Cinco minutos depois, aconteceu o pênalti discutível que Cassiano converteu, recolocando o PSC no jogo.

Aí então o Papão acordou e tentou pressionar, embora sem a inspiração necessária para aproveitar o espaço concedido pelo Avaí. Aranha apareceu bem em dois lances, mas o cerco bicolor poderia ter sido mais intenso e qualificado. No final, em bobeira do lateral Mateus Silva, que cercou pelo lado errado, Rômulo ficou livre para fazer o terceiro gol.

Vitória merecida do Avaí pelo que foi produzido principalmente no primeiro tempo e pela objetividade no aproveitamento de oportunidades. No Papão, o desempenho de alguns jogadores deixou a desejar e a defesa sofreu mais do que nos outros jogos recentes.

A partida marcou a quebra da invencibilidade e deixa o Papão em sua pior colocação no campeonato até agora, ocupando o sétimo lugar, podendo ainda ser ultrapassado pelo São Bento, que jogaria neste sábado.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração, a partir das 21h, com participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Gols dos clubes paraenses na rodada de fim de semana, além de sorteios e participação dos telespectadores.

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Ruan e as dúvidas quanto ao sucesso no Leão

A contratação do ex-bicolor Ruan é vista por alguns como solução para os problemas ofensivos do Remo, que jogou ontem à noite em Natal. A dúvida é saber se o reforço que chega é o Ruan ágil e eficiente de 2013 ou o Ruan desanimado de dois anos depois. Há uma brutal diferença de qualidade e disposição entre essas duas temporadas.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 27)