Klopp, técnico do Liverpool: “Se há algo que jamais farei em toda minha vida é votar na direita”

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Por Diego Torres, no El País

O técnico alemão que conduziu o Liverpool à final da Champions League contra o Real Madrid foge ao estereótipo do treinador convencional. Não só por sua filosofia de jogo, mas também pelas convicções além da bola. Jürgen Kloppnasceu em Glatten, uma pequena cidade na região da Floresta Negra. “Tinha 1.500 pessoas quando eu me mudei e agora tem 1.499”, brincou o comandante dos Reds ao ser questionado sobre sua origem suábia.

Entre 1995 e 2000, o Mainz de Wolfgang Frank aplicou o ideário de Arrigo Sacchi de forma pioneira na Alemanha, onde as equipes demoraram a superar a função do líbero, praticar o 4-4-2 e estabelecer a marcação por zona. O prolongamento de Frank no terreno de jogo era Klopp, feliz de poder dissimular suas carências técnicas com as inovadoras armadilhas coletivas da tática.

Cristão de inclinação protestante, desde adolescente é movido por um poderoso senso comunitário. “Eu diria que nossa missão é fazer com que nosso minúsculo pedaço de terra seja um pouco mais bonito”, disse ao Westdeutsche Zeitung, em 2007. “A vida consiste em fazer com que os lugares por onde passamos sejam melhores, e em não nos levarmos tão a sério. Em se esforçar ao máximo. Em amar e ser amado.”

“Creio no estado de bem-estar social”, afirmou uma vez ao diário Taz. “Nunca pagarei um plano privado de saúde. Nunca votarei em um partido porque promete baixar os impostos. Se há algo que jamais farei em toda minha vida é votar na direita”.

Quando lhe pediram que refletisse sobre o Brexit durante entrevista para o Guardian, não reprimiu uma mensagem que, ao menos na Inglaterra, desatou uma polêmica:

“Não sou a pessoa mais adequada para falar do Brexit, mas, se me perguntam, dou minha opinião. Será que vão me escutar? Talvez esse seja o problema: a gente escuta às pessoas erradas. Por isso, [Donald] Trump é presidente dos Estados Unidos! Por isso, os ingleses votaram o Brexit! A União Europeia não é perfeita, não foi perfeita e não será perfeita. Mas é a melhor ideia que tivemos até o momento. Devemos repensar o Brexit, levá-lo à votação outra vez com informações adequadas. Aprovar o Brexit por 51% dos votos diante de 49% contrários não tem o menor sentido”.

A delação de chuteiras

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O futebol é sujo.

Seria apenas uma frase qualquer, não fosse dita pelo pioneiro do marketing esportivo no Brasil. O empreendedor que ficou bilionário à custa de corrupção desenfreada e de conchavos com mídia, políticos e empresários. O jornalista esportivo que se tornou um dos mais bem-sucedidos empresários do país. O corruptor que virou delator: J. Hawilla.

Fruto de dois anos de pesquisa, O delator é mais que uma biografia; é o raio-x do homem que implodiu a máfia da cartolagem nas três Américas. Traz informações exclusivas, detalhes até então desconhecidos, contratos explosivos jamais revelados e propinas de todos os tipos. Disseca, ainda, a parceria com Ricardo Teixeira e a CBF, que viria a sequestrar dos brasileiros a gestão de seu bem mais amado: o futebol.

Os jornalistas Allan de Abreu e Carlos Petrocilo mapeiam, aqui, as metamorfoses de Hawilla. De radialista do interior até senhor de um patrimônio que inclui afiliadas da TV Globo no interior, fazendas, holdings, jatinhos, fazendas de criação de gado; passando pela compra e venda de placas de publicidade na beira do gramado em estádios. Mais tarde, os direitos de transmissão televisiva dos mais importantes eventos de futebol do planeta.

Os autores revelam, ainda, detalhes de seu depoimento ao FBI, após ser acusado de formação de quadrilha, obstrução de justiça, lavagem de dinheiro, fraude bancária… sem nunca ter sido nem ao menos indiciado em seu país natal. Protagonista de um megaesquema de corrupção que lhe garantiu fortuna e impunidade, Hawilla optaria por se tornar um homem-bomba. E implodir o sistema.

Hawilla está para o futebol como Marcelo Odebrecht para a construção civil. Ambos prosperaram em um ambiente de privilégios e pouquíssima transparência. Escrutinar sua trajetória é entender as raízes do subdesenvolvimento de nosso futebol. Pródigo em talentos, mas indigente em gestão e profissionalismo, atrelado a interesses ilegítimos. O delator é um gol de placa do jornalismo investigativo.

TRECHO:

“Principal corruptor da cartolagem nas três Américas, espião a serviço do FBI, ancião arrependido, J. Hawilla personifica o tortuoso processo de modernização do futebol latino-americano, com suas virtudes, mas também seus graves vícios. O radialista caipira, que ganhou o mundo vendendo a imagem do futebol às margens da lei e da ética, chega ao fim da vida refém de seus próprios pecados.”

Allan de Abreu nasceu em Urupês (SP) em 1979. Jornalista com mestrado em teoria da literatura pela Unesp, é repórter da revista Piauí. Trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, Diário da RegiãoBom Dia e O Estado. Venceu o Prêmio Esso de Jornalismo na categoria Interior em 2004 e é autor de Cocaína: a rota caipira, também pela Editora Record.

Carlos Petrocilo nasceu em São José do Rio Preto (SP) em 1983. Jornalista formado pela Universidade Santo Amaro, em São Paulo, é editor de esportes doDiário da Região. Trabalhou como repórter no Jornal da Tarde e no Lance!. Venceu o Prêmio Petrobras na categoria Reportagem Esportiva em 2013 e é autor do livro Meninas, o sonho de bola.

Rafael Bastos está regularizado e pode estrear pelo Remo contra o ABC

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O meia Rafael Bastos, mais novo contratado do Remo, já pode estrear na Série C. Ele teve o nome publicado no BID nesta sexta-feira, ficando à disposição do técnico Givanildo Oliveira para o jogo deste sábado contra o ABC, em Natal-RN. O jogador foi apresentado oficialmente na terça-feira e já participou dos treinamentos do elenco.

Confiante, o meia disse que está bem fisicamente. Avalia a derrota em casa frente ao Confiança-SE como um acidente de percurso e vê boas possibilidades de o Remo se reabilitar com um triunfo dentro da capital potiguar.

Aos 33 anos, Bastos já atuou por vários clubes brasileiros e estrangeiros. Foi jogador do América-MG sob o comando de Givanildo. No meio-campo, o Remo tem hoje Everton como titular, mas Bastos pode ser opção para o segundo tempo da partida. (Foto: Ascom Remo)

Temer nomeia dono de empresa de bebidas para cuidar do ICMBio

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CARTA ABERTA À SOCIEDADE – no Viomundo

Como você reagiria se para a presidência do Banco Central fosse nomeado um indicado político sem NENHUMA experiência em economia? Ou se para técnico da seleção brasileira de futebol, fosse indicado um jovem político que nada entende sobre o assunto?

Pois foi assim, com total assombro, surpresa e revolta que fomos supreendidos hoje com a indicação de um nome meramente político, sem NENHUMA formação profissional ou qualquer experiência sobre meio ambiente para a presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio.

Após a entrega política de algumas Coordenações Regionais e chefias de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes, desta vez o Governo Federal pretende  nomear para a presidência do ICMBio um apadrinhado político, o senhor Cairo Tavares de Souza, pertencente ao PROS, para a presidência do ICMBio.

O indicado a presidente do Instituto  é diretor da Fundação Ordem Social, ligada ao PROS e sócio de uma empresa de comércio varejista de bebidas em Valparaíso de Goiás.

Inacreditavelmente não consta que tenha QUALQUER experiência em gestão socioambiental.

O ICMBio é responsável pela gestão de 333 Unidades de Conservação que correspondem  a 9 % do território continental e 24% do território marinho, bem como a coordenação e implementação de estratégias para as espécies ameaçadas de extinção.

Uma missão como esta não pode ser entregue a dirigentes sem experiência na área socioambiental, por mera conveniência política.

O Instituto Chico Mendes tem em seus quadros profissionais concursados, capacitados, qualificados, que vem atuando de forma comprometida, sempre dentro da legalidade, garantindo uma gestão transparente, ética, e voltada à execução da política ambiental pública e aos direitos garantidos na Constituição, de manutenção do equilíbrio ecológico do meio ambiente, bem de uso comum do povo, dentro de suas atribuições.

Desde sua criação, sempre foi presidido por profissionais com experiência na área socioambiental, imbuídos da missão institucional do órgão que trouxeram grandes conquistas na sua capacidade de atuação , como poder executivo, na implementação da legislação ambiental vigente.

Em um contexto de imensa fragilidade das políticas públicas, a possibilidade da nomeação do Sr. Cairo Tavares coloca em risco o bom desempenho da missão institucional do ICMBio.

Diante do exposto, os servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade repudiam veementemente a possibilidade de nomeação do Sr. Cairo Tavares como Presidente deste Instituto, ou de qualquer outra nomeação baseada em interesses políticos contraditórios ao interesse público e à missão do ICMBio.

Chamamos a sociedade civil a se unir a esta luta, em prol da proteção do patrimônio natural e promoção do desenvolvimento socioambiental. Não passarão!

#Nãoaoretrocessoambiental!

Por virar símbolo do eleitor de Aécio, camisa da Seleção cai em desgraça

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Por Carlos Henrique Machado (*)

Não só isso, a camisa canarinho representa hoje simbolicamente a ira tóxica da direita paneleira contra a esquerda.

Essa iniciativa não partiu de nenhuma campanha.

Simplesmente ninguém quer parecer o pato que foi às ruas por ter votado em Aécio e ter perdido a eleição e, por consequência, pedir a cabeça de Dilma.

Em linguagem simples do futebol, não souberam perder e, agora, não sabem aonde enfiam a cara por terem ido às ruas em nome de Aécio contra a “corrupção” e, menos ainda, sabem o que fazer com a camisa da seleção que usavam como símbolo de patriotada patética, sobretudo porque quem foi às ruas fantasiado de patriota e enfeitou a cara de verde e amarelo, jamais foi pelo fortalecimento do país.

Por isso, as camisas do Brasil encalham nas lojas e mercados populares.

A classe média Miami Beach é a maior queima filme da camisa da seleção brasileira.

(*) Músico, compositor e pesquisador de música popular brasileira

A frase do dia

“Por que o PT mantinha os preços da gasolina e gás baixos? Porque, na visão da esquerda, uma empresa como a Petrobras tem uma função SOCIAL: proteger mais pobres de aumentos abusivos, sobretudo de gás de cozinha. A direita vê a Petrobras como fonte de LUCRO, para vendê-la depois”.

Cynara Menezes, jornalista