Paraná x PSC – comentários on-line

Campeonato Brasileiro da Série B – 2ª rodada

Paraná Clube x Paissandu – direto de Curitiba-PR

Na Rádio Clube, Guilherme Guerreiro narra, Gerson Nogueira comenta. Reportagens – Valdo Souza, Dinho Menezes. Banco de Informações – Fábio Scerni

O passado é uma parada

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Da esquerda para a direita: Ribeiro, Ita, Assis, Socó, Zé Luiz e Edilson. Agachados: Neves, Rangel, Afonso, Waldocyr e Chaminha. Timaço do Remo de 1965. Waldocyr era o grande nome da equipe e foi considerado a maior contratação de um jogador por clubes do Pará na década de 60. Ele começou no Francana (SP), foi jogar pelo São Cristovão no Rio e de lá veio para o Remo, trazido por Danilo Alvim e contratado pelo diretor Jorge Age.

Defesa de Lula rebate denúncias de empresário da JBS

Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados.
A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi – ilegalmente – devassada pela  Operação Lava Jato. Todos os sigilos – bancário, fiscal e contábil – foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas – com o compromisso de dizer a verdade – que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-Presidente.
A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premidas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência – ainda que frivolamente – ao nome do ex-Presidente.
Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

Profissionais da saúde cobram eleições diretas e gerais

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Há momentos na história de um povo que a cidadania tem uma tarefa clara: a de agora é Fora Temer e Eleições Diretas e Gerais! Nos somamos às convocações de atos e mobilizações pela retomada da Democracia e pelo futuro do Brasil.

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco

Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – Cebes

Sociedade Brasileira de Bioética – SBB

Associação Brasileira de Saúde Mental – Abrasme

Associação Brasileira de Economia da Saúde – ABrES

Associação Brasileira Rede Unida

Associação Paulista de Saúde Pública – APSP

Moro já era

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POR LEANDRO FORTES

Agora, é possível entender a dimensão da foto acima.

Todo o trabalho de investigação, a partir da delação dos donos da JBS, foi feito pelo Ministério Público e pela Polícia Federal sem que o juiz Sérgio Moro soubesse de nada.

O sátrapa da República de Curitiba voltou ao seu tamanho real.

A ligação de Moro com o golpe, no todo, e com o PSDB, no particular, o reduziram a esse boneco de camisa preta cujo prazo está expirando rapidamente, até mesmo na Globo, onde foi fabricado.

Também ficou clara a razão de Moro ter censurado as perguntas de Eduardo Cunha sobre Michel Temer, agora revelada como uma proteção desavergonhada à gangue que derrubou uma presidenta eleita para assaltar os cofres da União.

Esse trio tem que ser expelido ao mesmo tempo.

Após bancar renúncia, Noblat garante que permanência de Temer é temporária

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A imagem do rosto de um presidente da República visivelmente abatido acompanhada do título “Temer decidiu renunciar”. Esses foram os elementos de destaque do post divulgado pelo jornalista Ricardo Noblat no blog que mantém no site de O Globo. A informação de que o peemedebista estaria prestes a se despedir do Palácio do Planalto foi divulgada às 15h06 desta quinta-feira, 18, mas não se confirmou (ao menos por enquanto). Por volta das 16h, o político, denunciado em delação do empresário Joesley Batista, garantiu que seguirá como chefe de Estado.

“Não renunciarei. Repito: não renunciarei”, disse Temer em pronunciamento para a imprensa que foi transmitido ao vivo pela página oficial do governo federal no Facebook. Ao discursar, o presidente rebateu a acusação de que solicitou ao dono do grupo JBS a continuação de pagamento de propina para o ex-deputado federal Eduardo Cunha. Ele ainda garantiu não temer delações e disse que irá provar sua inocência no Supremo Tribunal Federal (STF). As denúncias contra o sucessor de Dilma Rousseff foram veiculadas com exclusividades pelo site de O Globo, em reportagem produzida por Lauro Jardim e Guilherme Amado.

Com o posicionamento de Temer nesta tarde, Noblat usou o Twitter para explicar que não cometeu nenhuma “barriga”, termo usado por profissionais do jornalismo para se referirem a erros cometidos por veículos de comunicação. O colunista de O Globo afirmou que a “permanência de Temer é temporária”. Alguns internautas, entretanto, não aceitaram o posicionamento público do jornalista. Pela rede social, teve gente chamando ele de “fofoqueiro”, “cara de pau”, “idiota” e “irresponsável”. Outros usuários do microblog ironizaram a informação anterior do analista político por meio de memes.

Em seu blog, Ricardo Noblat garantiu que Michel Temer renunciaria ao cargo de presidente da República ainda nesta quinta-feira, 18, e que para tal já tinha conversado com ministros. “Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, já foi avisado sobre a decisão de Temer. Ele o substituirá como previsto na Constituição, convocando o Congresso para que eleja o novo presidente que governará o país até o final de 2018”, pontuou o jornalista em texto que foi divulgado pela fan page de O Globo [e teve mais 56 mil reações, 49 mil compartilhamentos e 6 mil comentários]. O texto seguiu no ar mesmo após o pronunciamento de Temer. (Do Comunique-se)

É hora de apurar para valer todos os crimes dos irmãos Neves

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POR JOAQUIM DE CARVALHO, no DCM

Depois que a máscara do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, caiu, é hora de investigar os crimes dele e da irmã em Minas Gerais. Desde 2013, o Diário do Centro do Mundo tem publicado reportagens minhas que mostram como os irmãos Neves utilizaram a estrutura do Estado para enriquecer, perseguir adversários políticos e jornalistas, e garantir a impunidade através do aparelhamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com a nomeação de desembargadores amigos, e da Procuradoria de Justiça, com a nomeação de chefes para cargos no governo.

Eu vi a face desta máquina monstruosa, que manteve inocentes na cadeia e impôs terror na vida de quem ousou discordar ou denunciar abusos no projeto de poder de Aécio Neves, conduzido com mãos de ferro pela irmã Andrea Neves.

O ex-dono do Diário de Minas, Marco Aurélio Carone, filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte, era um homem destroçado, andando de muletas, abatido por um enfarte que teve nos nove meses que passou na prisão, três deles em solitária, sem que houvesse condenação alguma sobre ele.

“O crime que eu cometi? Foi divulgar no site Novo Jornal informações que eu recebia sobre corrupção, ligações com o consumo e o tráfico de drogas do então governador, abuso da polícia, tudo que os jornais tradicionais não davam, porque estavam comprados por Andrea Neves”, disse Marco Aurélio Carone, numa entrevista gravada de mais de duas horas.

Na solitária, para não enlouquecer, Carone conversava com um rato. Seu editor chefe no Novo Jornal, o premiado jornalista Geraldo Elísio, o Pica-Pau, me recebeu de bermuda e chinelo em seu apartamento modesto de Belo Horizonte e se surpreendeu quando soube que um veículo de São Paulo, o Diário do Centro do Mundo, tinha se interessado por sua história.

“A máquina de difamação aqui é muito poderosa. Eu não fui preso, mas os policiais reviraram a minha casa, e como não encontraram nada que me incriminasse levaram o computador onde eu tinha o original de três livros que pretendia publicar, um deles com minhas memórias de repórter”, afirmou ele, que já ganhou Prêmio Esso durante a ditadura, por denunciar tortura na Polícia Militar do Estado.

Pica-Pau foi também secretário adjunto da Cultura no governo de Newton Cardoso, do PMDB. Não era um outsider da política mineira, mas também foi esmagado pela máquina de Aécio e Andrea, e o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais na época chegou a sondar a Embaixada do Uruguai no Brasil, para pedir asilo para ele.

Geraldo Elísio recusou, com um propósito: continuar publicando informações sobre os crimes nos governos de Aécio e de Antônio Anastasia, seu sucessor. E ele faz isso até hoje, em sua página no Facebook, chamada Estação Liberdade.

O advogado Dino Miraglia, profissional de excelente reputação no Estado, perdeu o casamento quando a mulher o mandou embora de casa, depois que a polícia aecista, utilizando até helicóptero, fez uma operação de busca e apreensão em sua casa, onde havia um dos seus escritórios.

Tudo com cobertura da imprensa local. O crime de Dino? Defender Nílton Monteiro, o ex-operador de Sérgio Naya e do PSDB que denunciou o mensalão mineiro, a engenharia que desvio de recursos de publicidade para campanhas eleitorais que o PT, ao chegar ao poder em Brasília, herdou, inclusive com os mesmos personagens, Marcos Valério entre eles.

Os petistas foram presos e execrados. Já os peessedebistas continuam sem punição.

Nílton também denunciou a lista de Furnas e, por isso, foi acusado de ser mega estelionatário, o inimigo número 1 de Minas e do Brasil.

Falsas perícias, realizadas pela Polícia Civil alinhada ao poder de Aécio, atestavam que a lista era armação, mas depois, com uma perícia realizada pela Polícia Federal, se constatou que não, era autêntica, e nela estão Aécio e os aliados do governo de Fernando Henrique Cardoso, inclusive Jair Bolsonaro.

É nitroglicerina pura, mas durante muito tempo foi ignorada por órgãos de investigação e pela imprensa.

Sempre recebi com ceticismo as denúncias que ligavam o esquema de Aécio ao crime mais pesado, como roubo de bancos e tráfico de drogas, mas os fatos insistem em aproximá-lo desse terreno pantanoso.

Existe uma história em Minas, muito mal explicada, da morte da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, que era operadora do esquema do mensalão, amante de um dos figurões da política local. Ela foi assassinada, mas o rapaz que assumiu o crime, dizendo-se seu ex-namorado, nunca foi preso.

O primo de Aécio e Andrea, o Kedo, teve participação direta na negociação de um habeas corpus que tirou dois traficantes da cadeia. Quem concedeu o habeas corpus? Um desembargador nomeado por Aécio, como segundo de uma lista tríplice do Ministério Público do Estado.

Não ouvi a fita que, segundo o jornal O Globo, foi gravada por Joesley Batista com Aécio. Nela, o presidente nacional do PSDB apareceria dizendo que precisavam de um portador de mala de dinheiro que pudessem matar antes de se tornarem delatores.

Não sei o contexto em que foi dito, se de maneira irônica ou não, mas o fato em que as mãos de Aécio, que ele prometia usar para a remover o mar de lama da política brasileira, deixaram suas digitais impregnadas na cena de vários crimes.

É hora de apurar para valer.

Temer já é formalmente investigado por tentativa de obstruir a Lava Jato

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Após as revelações de Joesley e Wesley Batista, a PGR enviou ao STF um pedido de abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer por obstrução à Justiça e corrupção. Conforme o BuzzFeed Brasil apurou, Edson Fachin, do STF, acatou o pedido.

A existência de uma delação dos irmãos da JBS e gravações com o presidente foram reveladas ontem pelo colunista Lauro Jardim, do ‘Jornal O Globo’.

Numa delas, Joesley registrou conversa com Temer em que ele revela estar dando uma mesada para que Eduardo Cunha e o operador Lúcio Funaro não fechem acordos de delação premiada.

De acordo com a reportagem, o presidente respondeu:

– Tem que manter isso, viu?

O nome de Temer já esteve envolvido anteriormente na Lava Jato, mas ele não chegou a ser formalmente investigado a Constituição diz que somente atos realizados durante o mandato são passíveis de apuração Judicial.

No caso em questão, apesar de suspeito de obstrução à Justiça, a PGR não pode pedir a prisão de Temer. Como presidente ele só pode ser recolhido ao cárcere após ser condenando.

No entanto, caso ele seja denunciado e o STF aceite a denúncia, transformando-o em réu, ele fica suspenso do mandato presidencial.