Em busca de afirmação

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POR GERSON NOGUEIRA

Com a defesa toda modificada em função das ausências dos zagueiros Max e Henrique, o Remo encara hoje um dos adversários diretos pela classificação na chave A do Brasileiro da Série C. O Botafogo da Paraíba, que na partida da primeira fase conseguiu arrancar um empate em Belém, é adversário em fase de crescimento na competição e difícil de ser batido dentro de seus domínios.

Contra o Remo, o time paraibano tem problemas na escalação, mas deve fazer a estreia de Rafael Luz, que foi dispensado pelo Papão por mau rendimento na Série B deste ano.

Para passar pelo Botafogo, o Remo terá que se manter firme atrás e mostrar armas para o contragolpe. Com Edno fazendo a função de ponta de lança, ajudando com assistências os companheiros de frente, será fundamental a presença de um atacante de lado, ágil e velocista.

unnamed (10)Dos jogadores à disposição de Waldemar Lemos para o jogo, as opções para executar esse papel são o atacante Magno, o meia Héricles e o lateral-direito Levy. Qualquer um deles pode contribuir para as ações ofensivas do time com muito mais força de definição do que Fernandinho, que era titular até a última rodada.

Levam a vantagem de ter mais velocidade e capacidade de diálogo com Edno e Eduardo Ramos, o que pode levar à criação de boas oportunidades dentro da área.

Como é previsível que o Botafogo irá buscar a vitória, lançando-se á frente para impor pressão, o Remo poderá se beneficiar disso explorando os flancos do campo. Foi assim que jogou contra o ASA em Arapiraca, quase conseguindo arrancar uma vitória.

Magno, que ainda não teve chances no time titular, deveria ser a opção natural de Waldemar para o jogo. É rápido na saída para o ataque, tem bom passe e sabe definir jogadas. Foram essas características que atraíram a atenção do Remo no Campeonato Estadual. Difícil de ser marcado com a bola nos pés, criou inúmeros problemas no confronto do primeiro turno quando o Parauapebas derrotou os azulinos no Mangueirão por 2 a 1.

Héricles, que veio recomendado por Marcelo Veiga, é outro candidato ao posto de segundo atacante. Tem habilidade e arranque, embora não seja um finalizador, como Magno. Seria uma alternativa para tornar o meio-campo mais povoado e qualificado, posicionando-se próximo a Ramos e Marcinho.

Já Levy (foto) seria a alternativa mais radical. Jogador de força e velocidade, tem se destacado nas jogadas próximas à área adversária. Chuta forte e poderia vir a ser o atacante que o jogo exige. Sua escalação na frente, porém, desfalcaria o setor defensivo, que já terá uma dupla de zaga estreante na competição – Ciro Sena e Ítalo -, obrigando Waldemar a lançar Murilo por ali.

De qualquer forma, o Remo entrará em campo com o propósito de pontuar. Nas circunstâncias, o empate não chega a ser mau negócio, mas pela evolução apresentada nas últimas quatro rodadas a vitória é um objetivo possível.

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Papão x Ceará, a polêmica desnecessária

Por força de uma determinação da Polícia Militar, que não teria contingente suficiente para dar segurança ao jogo (data coincide com o XVII Congresso Eucarístico Nacional), a partida entre Papão e Ceará Sporting pode vir a ser realizada fora de Belém, na noite do próximo dia 20. Macapá e Manaus surgem como alternativas naturais, mas a situação ainda está em aberto.

A saída natural seria a mudança de datas, passando para o dia 22, mas a CBF já se pronunciou confirmando que a partida terá que ser realizada no dia 20, como previsto na tabela. Não se pode subestimar a capacidade de pressão dos cearenses, que procuraram a entidade para manifestar sua posição em relação ao problema.

No plano local, é de lamentar que outra vez um jogo de futebol sofra com as limitações alegadas pela PM para dar segurança ao espetáculo. Há algum tempo isso se repete, com ênfase no período de carnaval. Do jeito que a coisa vai, sendo que a corporação alega redução do número de soldados, não é absurdo imaginar que logo teremos que conviver com a mudança de data ou horário do Círio de Nazaré.

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Olimpíada: sonho adiado de entrar para o Top 10 

O sonhado ingresso no panteão dos 10 primeiros colocados nos Jogos do Rio parece cada vez mais inatingível para o Brasil. Passada a primeira semana da maior competição do planeta, os representantes nacionais só conseguiram uma medalha de ouro, uma de prata e duas de bronze. Muito pouco para quem tinha pretensões maiores.

É verdade que algumas modalidades ainda estão por se definir, como o futebol, o vôlei, o atletismo e a ginástica, mas derrotas no judô e na natação comprometem o planejamento traçado.

Antes de cair no vira-latismo de sempre, cabe lembrar que o projeto olímpico brasileiro só existe de fato há sete anos, depois que o país ganhou o direito de sediar a Olimpíada.ainda durante o governo do presidente Lula. Foram então criadas as bolsas Atleta e Pódio, destinadas a estimular o esporte de alto rendimento.

A conquista de Rafaela Silva no judô já é uma das vitórias dessa política de apoio aos atletas de origem humilde, iniciativa nem sempre compreendida por parte da elite nacional. Caso as bolsas sejam mantidas, daqui a oito anos será possível contabilizar novos campeões e – aí sim – entrar para o seleto clube das potências olímpicas.

(Coluna publicada no Bola de sábado, 13)

8 comentários em “Em busca de afirmação

  1. Gerson e amigos, é claro que o Waldemar Lemos tem dados do adversário, que não temos, por isso, melhor esperar a escalação oficial, mas eu, num jogo difícil como esse e com uma zaga nova, que sequer jogaram juntos, ainda apostaria em 3 volantes, com o Lucas ou o Alisson, à frente da zaga e com o Yuri na linha de 3, com Eramos e Marcinho, com a bola e recompondo a linha de marcação, sem a bola… Cautela, num jogo como esse, faz parte de uma boa estratégia, também… Botafogo, tenta hoje, a 6ª vitória seguida… Vale a liderança do grupo…
    Olha, amigos, com esse banco do Remo, pra hoje, só acreditando no bom técnico pro torcedor do Remo esperar um bom resultado do time, contra o Botafogo.

  2. Na mosca, Gerson. Chega a ser patética essa coisa da falta de efetivo policial para a realização do jogo. Em que outra praça do Brasil, seja a série que for, quando ouvimos o pedido de adiamento de um jogo por falta de tropa que garanta a segurança pública?
    Duas outras dúvidas ainda me assaltam: qual a razão de um evento religioso necessitar policiamento tão ostensivo, parecendo até que aquelas gangues de desordeiros estarão no Mangueirão, e não dentro ou nos arredores da Curuzu?
    Se o governador pelo menos apelasse aos chefes midiáticos, membros do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, empresários e beneficiados em geral para que abrissem mão por um dia de uma parte dos quase 1000 PMs que fazem suas seguranças particulares não se resolveria essa constrangedora situação?

  3. Assistir a alguns jogos do Botafogo-PB, não vi grandes coisas, dá pra jogar de igual para igual, respeitando o adversario. E pensar que ha alguns tempos, jogar contra times da paraíbas eram favas contadas.

  4. Essa é a “milionésima” vez que ocorre com o Paysandu. Desculpem a redundância mas é que isso chateia , isso revolta porque ocorre sempre em jogos do Paysandu. Quem não lembra do jogo com Santa Cruz em 2015, que era para 30 mil no Mangueirão e barraram o jogo lá por motivo de evento religioso. O jogo foi para a Curuzu que super lotou, 15 mil torcedores, ficou muita gente de fora, briga de gangues em redor , se não me falha a memória houve até morte de torcedor.

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