Seleção feminina cai nos penais e dá adeus ao sonho do ouro olímpico

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Ainda não será desta vez que as meninas do Brasil serão recompensadas com um ouro por todo o esforço que são obrigadas a fazer fora de campo. Mesmo com o Maracanã lotado, Marta e cia. não conseguiram sair do 0 a 0 contra a retrancada Suécia. Depois, acabaram derrotadas nos pênaltis por 4 a 3 e deram mais uma vez adeus ao sonho olímpico.

Bárbara bem que tentou mais uma vez ser a heroína do país. Dias após ‘salvar’ Marta do pênalti perdido, ela apareceu de novo para fazer o mesmo com Cristiane, outro nome importantíssimo para a história do futebol feminino no país. Só que Andressinha também acabou desperdiçando a sua cobrança, e a seleção brasileira foi eliminada.

Agora, o Brasil vai para a disputa do bronze e espera pelo perdedor do confronto entre Canadá e Alemanha. Já a Suécia, que já havia surpreendido os Estados Unidos nos pênaltis, aguarda o vencedor na briga pelo ouro. Os dois jogos acontecem na sexta-feira. As brasileiras vãoa tuar às 13h (de Brasília) na Arena Corinthians, em São Paulo, enquanto as suecas entrarão em campo às 17h30, de novo no Maracanã.

Brasil e Suécia haviam se enfrentado ainda na fase de grupos. E, na ocasião, a facilidade brasileira foi enorme, com direito a uma goleada por 5 a 1. Mas semifinal olímpica é semifinal olímpica, e não pode ser fácil. Nesta terça-feira, o cenário até que teve suas semelhanças, com o Brasil dominando completamente a partida. Só que, desta vez, a pontaria deixou a desejar e a bola não entrou. O time até criou boas jogadas, mas não conseguiu finalizá-las bem.

Ao fim dos 90 minutos, foram 28 chutes, mas apenas oito deles tiveram a direção do gol. E mesmo estes que acertaram o alvo não trouxeram lá grandes perigos à goleira sueca Lindhal. Já o time europeu, que apostou na retranca, nem chutar conseguiu – foram apenas três finalizações. (Da ESPN)

Caixa anuncia patrocínio para Bahia e Goiás

A Caixa Econômica Federal assinou contratos de patrocínio ao Esporte Clube Bahia e ao Goiás Esporte Clube. Os valores patrocinados são de R$ 2 milhões para o Bahia e R$ 1,5 milhão para o Goiás. Os contratos permitem que a marca da Caixa seja estampada na camisa dos clubes, além de outras contrapartidas negociadas. O contrato com o Bahia tem duração até 31 janeiro de 2017 e, com o Goiás, até 31 de dezembro de 2016.

Segundo o superintende nacional de Promoção e Eventos da Caixa, Gerson Bordignon, a inclusão desses novos clubes integra a estratégia mercadológica do banco. “A Caixa vislumbrou a oportunidade de contratar outros clubes nos estados em que já está presente e onde existe um expressivo potencial de negócios. O apoio ao futebol, assim como a outras modalidades esportivas, aumenta a visibilidade da nossa marca e contribui com o desenvolvimento do esporte”, ressalta.

O investimento total do banco em times de futebol para este ano é de R$ 127,5 milhões. A lista de clubes com patrocínio máster da Caixa também inclui: Atlético Goianiense, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Corinthians, Coritiba, Chapecoense, CRB, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Sport, Vasco e Vitória.

Torcida goiana é a chamada espoca estádio, mais ou menos como a do Chapecoense e do CRB. A fanática galera paraense de Remo e Paissandu segue sem merecer atenção da tal estratégia mercadológica da Caixa. 

Torcedor invade campo e agride goleiro – na Suécia

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Uma partida do Campeonato Sueco entre o anfitrião Jonköpings Södra e o Östersund foi suspensa nesta segunda-feira depois que um torcedor mascarado invadiu o campo e agrediu o goleiro da equipe visitante, Aly Keita. As imagens divulgadas pela imprensa sueca mostram o torcedor seguindo em direção a Keita até acertá-lo na cabeça e deixá-lo caído no gramado do estádio Stadsparksvallen em partida realizada em Jonköping, no sul do país.

A agressão aconteceu no último minuto da partida, quando o duelo válido pela 19ª rodada da Allsvenskan – a primeira divisão do futebol sueco – estava empatado em 1 a 1. O torcedor foi rendido segundos depois por seguranças, enquanto Keita permanecia caído no gramado e recebia atendimento médico, embora depois tenha deixado o campo andando.

Após a confusão, o árbitro ordenou que as duas equipes fossem para o vestiário. Na sequência, o juiz da partida decretou a suspensão do duelo. “Foi um momento surreal, um jogo entre duas equipes que se respeitam, e então ocorre isso. É uma completa loucura, é horrível”, declarou o técnico do Östersund, Graham Potter.

Em abril, outra partida da liga sueca foi suspensa aos 32 minutos do segundo tempo. Gotemburgo e Malmö se enfrentavam quando fogos de artifício lançados da arquibancada caíram perto do jogador visitante Tobias Sana, que se aquecia ao lado do gramado. (Da ESPN)

Morre João Havelange, o cartola que mudou e manchou o futebol

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Ex-atleta panamericano e antigo presidente da Fifa, João Havelange morreu aos 100 anos de idade nesta terça-feira. Em julho, ele havia sido internado no Hospital Samaritano por conta de uma pneumonia. O ex-dirigente passara por problemas de saúdes recentes. Em junho de 2014, ele foi internado por causa de infecção respiratória e permaneceu no mesmo hospital, em Botafogo, por quatro dias até receber alta. Já em 2012, Havelange chegou a ficar em estado grave com quadro de infecção bacteriana, mas recebeu tratamento no mesmo local e se recuperou. Desta vez, o ex-dirigente não resistiu aos problemas de saúde.

Um dos mais controversos dirigentes esportivos, Havelange havia completado 100 anos no domingo passado. Nadador, jogador de polo aquático e presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos) e da Fifa, o carioca João Havelange estava afastado totalmente do mundo dos esportes. O motivo do afastamento foram as denúncias de corrupção contra ele. Havelange renunciou à condição de membro do COI (Comitê Olímpico Internacional) em 2011. Dois anos depois deixou o posto de presidente de honra da Fifa.

Havelange morava no Rio, mas não fazia mais aparições públicas. Em 2012, chegou a declarar que para ele seria especial a realização dos Jogos Olímpicos no Rio no ano de seu centenário e que esperava estar bem de saúde para se encontrar com os dirigentes e chefes de estado, alguns dos quais já tinha relacionamento há anos.

VIDA PREGRESSA

João Havelange nasceu Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange em 8 de maio de 1916, no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes belgas radicados no Rio desde 1913, ele era o segundo filho da família. O irmão Júlio nasceu em 1913 e a irmã Paule, em 1918. O pai de Havelange era engenheiro de minas e comerciante de armas, motivo que o fez deixar a terra natal e vir para o Brasil. Ele já havia tido um contato com a América do Sul, tendo morado e trabalho no Peru antes de Havelange nascer. Rigoroso, exigiu que o filho levasse a sério os estudos e procurasse uma formação superior para trabalhar.

O jovem Havelange estudou dos cinco aos 15 anos no Liceu Francês, na rua das Laranjeiras, no centro do Rio de Janeiro. Depois formou-se em Direito pela Universidade Federal Fluminense. Antes de concluir o curso, perdeu o pai. Tinha 17 anos e por conta disso teve de começar a trabalhar na adolescência.

Antes de ser conhecido mundialmente como presidente da Fifa, Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange atuou em vários ramos do esporte, inclusive tendo começado a sua trajetória como um atleta de sucesso. Desde criança, Havelange praticou vários esportes pelo Fluminense, inclusive futebol, mas foi nas piscinas que ele mais se destacou. Competiu nas provas de natação na Olimpíada de 1936, em Berlim, e no pólo aquático nos Jogos de 1952, em Helsinque. Foi medalha de prata com o time de pólo no Pan-Americano de 1955.

Fora do mudo esportivo, Havelange fez faculdade e se formou como advogado, além de ter trabalhado como empresário, sendo diretor executivo da Viação Cometa, uma grande empresa de ônibus brasileira.
Apesar de ser torcedor do Fluminense, Havelange também foi presidente do Vasco da Gama, além da Federação Paulista de Natação. Foi presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos, a antiga CBF) entre 1956 e 1974, justamente no período em que a seleção brasileira conquistiu três títulos mundiais: 1958, 1962 e 1970.
Depois, foi eleito para o Comitê Olímpico Internacional (COI), onde foi membro de 1963 a 2011, quando pediu o desligamento.