Guerra aos covardes e intolerantes

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Um grupo de intolerantes agrediu a atriz Letícia Sabatella domingo à tarde, em Curitiba. Se você conhecer algum dos protagonistas ajude a identificá-los.

Está na hora de dizer basta à intolerância. Veja: https://m.youtube.com/watch?v=qKsdYna2iWA

Atualização: Gustavo Pereira Abagge já está identificado. É conselheiro do Clube Curitibano.

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Senado avança na farsa contra a democracia

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POR JEFERSON MIOLA, no Jornal GGN

Não era necessário ser vidente para adivinhar as frases e inclusive as manchetes que o senador tucano Antonio Anastasia produziria para a mídia no seu relatório imprestável e criminoso.

Antes mesmo de conhecer os argumentos e testemunhos de defesa da Presidente Dilma e a recomendação do Ministério Público Federal [que mandou arquivar a denúncia falaciosa das pedaladas fiscais], as conclusões do pupilo do Aécio estavam prontas desde 26 de abril de 2016, dia em que Anastasia foi escolhido para relatar a farsa do impeachment.

Como era lógico esperar, ele validou aquela denúncia fraudulenta, comprada pelo seu próprio partido por R$ 45 mil reais de uma advogada tucana de duvidosa seriedade e capacidade jurídica – porém, portadora de abundantes traços de desequilíbrio emocional, ódio e incivilidade, para dizer o mínimo.

Com o parecer do tucano, o Senado da República deu por cumprida mais uma etapa do rito golpista. A leitura do parecer ontem, 2 de agosto, não passou de pura formalidade para manter a aparência de “normalidade institucional”.

O golpe de Estado que está em curso caracteriza uma ruptura institucional considerada “branca” porque:

– não resultou da intervenção das Forças Armadas, como no golpe de 1964. Este golpe foi perpetrado diretamente pelo vice-presidente da República e o Eduardo Cunha com o Congresso, setores do Judiciário e as poucas famílias que controlam e dominam a imprensa, a produção e a veiculação das notícias no país, cujo papel proeminente é desempenhado pelos grupos Globo, Folha, Estadão e Abril;

-não foram cassados os direitos civis e políticos. O regime golpista, porém, apela crescentemente para a repressão e para a violência policial e adota a Lei Antiterrorismo para intimidar os movimentos sociais e prender lideranças populares;

– não houve declarada censura da imprensa. O governo usurpador, entretanto, atenta contra a liberdade de expressão e de imprensa ao extinguir as minguadas verbas publicitárias antes destinadas aos veículos independentes, não transmissores dos interesses da mídia hegemônica;

– não fechou o Congresso e a Suprema Corte, porque o Legislativo e setores do Judiciário [com enorme poder interno e impressionante projeção e proteção midiática] são peças da engrenagem golpista.

Com essas dissimulações, os golpistas tentam envernizar o golpe como um processo ordinário, que se desenrola no marco do “funcionamento normal das instituições” [sic]. Neste golpe, a oligarquia golpista está sendo mais sofisticada e inteligente que foi no golpe pespetrado em 1964 contra o também governo popular de João Goulart. Desta vez, desfecharam um golpe de novo tipo e novas características, o chamado golpe jurídico-midiático-parlamentar.

Apesar de “branca” e silenciosa, a ruptura da ordem constitucional, que é disfarçada na farsa do impeachment, não deixa de ser o que de fato é: um golpe de Estado, uma violência jurídica, um atentado à Constituição e ao Estado Democrático de Direito.

O golpe deverá se consumar, porque a maioria para sustentá-lo está sendo comprada com o preço da soberania nacional e da supressão dos direitos e das conquistas do povo brasileiro, pago pelo governo usurpador de Temer e Cunha aos seus sócios do PMDB, PSDB, DEM, PP, PPS, PTB, PSD, PSB e outros.

Apesar da carga propagandística dos monopólios midiáticos, a narrativa golpista da “normalidade institucional” foi derrotada, não vingou; essa pecha golpista eles terão de carregar para a eternidade da História.

A direita fascista jamais conseguirá minimizar a gravidade deste antecedente que fere de morte a democracia brasileira.

Papão tira folga antes do retorno de Dado

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De volta ao comando técnico do Paissandu, Dado Cavalcanti acordou com a diretoria a liberação do elenco após a partida de ontem diante do Criciúma para uma folga até domingo (7), aproveitando a pausa na tabela da Série B. No retorno dos atletas, o elenco já deverá estar enxuto, com a saída de jogadores não aprovados pelo treinador.

Especula-se que Rafael Luz e Betinho estariam na lista de dispensados, mas não há confirmação oficial por enquanto. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Campeã mundial não é potência olímpica no futebol

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POR MAURO CEZAR PEREIRA, na ESPN

Diferentemente da Seleção Brasileira, que lutou para trazer todos os melhores jogadores disponíveis aos Jogos Olímpicos, a Alemanha não teve o mesmo esforço. Dois anos após o título mundial e na sequência da semifinal na última Eurocopa, os alemães vêm com um time forte, mas longe do ideal.

Entre os 18 convocados pelo técnico Horst Hrubesch – profissional de 65 anos e desde 2000 a serviço das equipes menores da DFB – poucos têm muito destaque na Bundesliga. Julian Brandt, talentoso atacante do Bayer Leverkusen, e Max Meyer (foto acima) e Leon Goretzka, grandes promessas do Schalke, chamam a atenção, além de Serge Gnabry, aposta de Arsène Wenger em Londres. Há um campeão mundial no grupo também, o zagueiro Matthias Ginter, do Borussia Dortmund.

Goleiros: Timo Horn, 23 (Colônia) e Jannik Huth, 22 (Mainz);

Defensores: Robert Bauer, 21 (Ingolstadt), Matthias Ginter, 22 (Borussia Dortmund), Lukas Klostermann, 20 (RB Leipzig), Niklas Süle, 20 (Hoffenheim), Philipp Max, 22 (Augsburg) e Jeremy Toljan, 21 (Hoffenheim);

Meias e atacantes: Lars Bender, 27 (Bayer Leverkusen), Sven Bender, 27 (Borussia Dortmund), Julian Brandt, 20 (Bayer Leverkusen), Max Christiansen, 19 (Ingolstadt), Serge Gnabry, 21 (Arsenal-ING), Leon Goretzka, 21 (Schalke), Max Meyer, 20 (Schalke), Grischa Prömel, 21 (Karlsruher), Davie Selke, 21 (RB Leipzig) e Nils Petersen, 27 (Freiburg).

A explicação para outras estrelas da categoria olímpica, ou seja, sub-23, terem ficado de fora passa pelas competições oficiais do calendário europeu. Quem disputou a Euro (Jonathan Tah, Joshua Kimmich, Julian Weigl, Emre Can, Julian Draxler e Leroy Sané) ou está nas fases preliminares de Liga dos Campeões ou Liga Europa (Mahmoud Dahou, Borusia Mönchengladbach; Niklas Stark, Hertha Berlim) foi poupado.

O mesmo raciocínio serve para os atletas acima de 23 anos, por isso nenhuma grande estrela alemã foi convocada por Hrubesch. O treinador optou por levar os irmães Bender, Lars e Sven, de 27 anos, e surpreendeu ao trazer para o Brasil o atacante Nils Petersen, também de 27.

Após surgir como revelação no Energie Cottbus, Petersen se transferiu em 2011 para o Bayern Munique. No entanto, jamais se firmou, foi emprestado ao Werder Bremen e de lá seguiu a carreira, acertando com o Freiburg na sequência. Na temporada passada foi campeão com a equipe na segunda divisão alemã e vice-artilheiro da competição com 21 gols. Acabou premiado com o passaporte carimbado para a Olimpíada – nunca foi chamado para a seleção principal e sua última experiência internacional foi em 2009 com a sub-21.

Na história olímpica a Alemanha não tem o mesmo peso que apresenta na Fifa. Como país unificado, conquistou o bronze em 1964 e já como Alemanha Ocidental repetiu o feito em 1988 – última participação alemã, em um time com Thomas Hässler, Jürgen Klinsmann e Karl-Heinz Riedle como estrelas. Já a Oriental, entre 1972 e 80, ficou na sequência com bronze, ouro e prata.

A Alemanha estreia nesta quinta-feira contra o México, com transmissão ao vivo daESPN a partir de 19h30. Curiosamente, faz seu primeiro jogo no mesmo local da Copa de 2014, em Salvador. Depois encara a Coreia do Sul também na capital baiana três dias depois e encerra a participação na primeira fase em Belo Horizonte, palco do 7 a 1, contra Fiji.

A expectativa é que alcance pelo menos as semifinais, e o mais provável cruzamento é contra o Brasil, no Maracanã.