Leão terá várias mudanças contra o Confiança

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O Remo deverá ter uma nova dupla de ataque na partida de segunda-feira (22) contra o Confiança, no estádio olímpico Jornalista Edgar Proença. Com a possível ausência de Edno, lesionado no jogo contra o Botafogo-PB, Fernandinho e Ciro (foto) devem ser os homens de frente. Por outro lado, Magno pode ganhar uma oportunidade e Luiz Carlos Imperador também tem chances de reaparecer, depois de longa ausência. O departamento médico confirma que o atacante João Victor será submetido a cirurgia e deverá ficar sem atuar por até dois meses. Com isso, está praticamente fora do restante da Série C.

Na zaga, Max se recuperou da virose que o afastou da partida em João Pessoa, mas sofreu entorse no tornozelo e está vetado para segunda-feira. Com isso, Ítalo deverá ser mantido na equipe, formando dupla com Henrique, que retorna ao time após suspensão.

Douglas Borges será o titular no gol, em substituição a Fernando Henrique, que cumpre suspensão pelo 3° cartão amarelo. Yuri volta à equipe e o meia-atacante Flamel (recém-contratado) pode ser a novidade na relação de convocados para a partida, desde que sua regularização aconteça até sexta-feira.

Os ingressos para Remo x Confiança, na segunda-feira, às 19h15, custam R$ 40,00 (arquibancada) e R$ 60,00 (cadeira). Quem comprar cadeira para os três jogos da fase classificatória em Belém (Confiança, Salgueiro e América) pagará o combo promocional de R$ 150,00, ao invés de R$ 180,00. (Com informações de Paulo Caxiado, na Rádio Clube do Pará) 

Canoísta tenta segunda medalha nos Jogos

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O jovem canoísta Isaquias Queiroz segue buscando mais medalhas nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Depois de conquistar a prata na última terça-feira, o brasileiro busca amanhã, na final do C1 200m, sua segunda medalha olímpica. A final acontece às 9h23.
Depois de realizar uma eliminatória – 2º lugar – apenas para se manter entre os classificados, Isaquias voltou a competir na semifinal 1 do C1 200m, prova que remou muito forte e terminou na 1ª colocação com o tempo de 39.649, melhor marca das três semifinais. Na final de amanhã o brasileiro enfrentará os canoístas Qiang Li (China), Alfonso de Alaya (Espanha), Thomas Simart (França), Zaza Nadiradze (Georgia), Andrey Kraitor (Rússia), Valentin Demyanenko (Azerbaijão) e Martin Fuksa (República Tcheca).
“O tempo (melhor da semifinal) é um incentivo a mais, mas agora vamos esperar a final pra ver quem realmente vai fazer o melhor tempo. Treinei bastante a largada nos 200 metros, prova que não se pode errar em nenhum momento e acho que consegui fazer uma boa prova hoje”, disse Isaquias.

Projeto chama atenção para violência contra jornalistas

A Repórteres Sem Fronteiras (RSF), organização não-governamental que defende a liberdade de imprensa, lança durante as Olimpíadas ação para denunciar as violências contra os jornalistas no Brasil. O projeto “Algumas vitórias não merecem medalhas” busca alertar a sociedade para os riscos da profissão e pressionar as autoridades para que tomem medidas concretas para garantir maior segurança aos jornalistas. Ações como essa são tradicionais para a Repórteres sem Fronteiras e já aconteceram durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e nos Jogos de Inverno de Sochi, em 2014.

mao-medalha-jornalistas-violencia“Nós queremos conscientizar e alertar a população sobre o grande número de casos de violência contra jornalistas no país. Não são só assassinatos, são casos de assédio judicial, agressões durante protestos e constrangimentos”, declara o diretor da Repórteres Sem Fronteiras na América Latina, Emmanuel Colombié.

Durante a campanha, serão distribuídos comunicados à imprensa com mais informações sobre os casos de violência e assassinatos contra jornalistas, os números da impunidade e o tratamento dado pela Justiça. Cartazes, flyers e cartões postais serão distribuídos em pontos estratégicos da cidade do Rio de Janeiro, sede da Repórteres Sem Fronteiras na América Latina e dos Jogos Olímpicos 2016.

Para Colombié, é fundamental que tanto os profissionais da mídia quanto a população em geral saibam sobre casos que violem a liberdade de imprensa. “A Repórteres Sem Fronteiras considera que a liberdade de imprensa é fundamental para qualquer democracia. É necessário informar a população para que eles não se esqueçam do papel fundamental da mídia e para que essa profissão possa ser exercida com segurança,” afirma Colombié.

Segundo a ONG, 22 comunicadores foram mortos no Brasil desde as Olimpíadas de 2012, por motivos ligados diretamente à sua atuação profissional, tornando o país o segundo com o maior número de jornalistas assassinados da América Latina, atrás do México.

A Repórteres Sem Fronteiras também usa o projeto para destacar recomendações que podem ter grande impacto para reverter o quadro de violência contra jornalistas:

  • Criar observatório público da violência contra comunicadores em cooperação com o Sistema ONU, que deve não somente registrar ocorrências, mas ter um sistema de acompanhamento de resolução de casos;
  • Ampliar o Sistema Nacional de Proteção com vias a contemplar comunicadores que sofrem ameaças, considerando eventuais especificidades da atividade desses profissionais, e preveja para além de medidas protetivas aos comunicadores em si, a adoção de medidas que visem à proteção do local de trabalho;
  • Quando houver flagrante omissão ou ineficiência na apuração, ou suspeita de envolvimento de autoridades locais com a prática de crimes contra o direito humano à liberdade de expressão, fazer uso da Lei no 10.446, de 8 de maio de 2002, para a federalização da apuração desses crimes;
  • Elaborar protocolo padronizado de atuação das forças de segurança pública no âmbito das manifestações com base nos preceitos estabelecidos na Resolução n° 06 de 18 de junho de 2013 do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, sobre aplicação do princípio da não violência no contexto de manifestações e eventos públicos, bem como na execução de mandados judiciais de manutenção e reintegração de posse;Os 22 jornalistas mortos entre 2012 e 2016 no Brasil, segundo a Repórteres Sem Fronteiras:

    João do Carmo Miranda, SAD Sem Censura, 24 de julho de 2016 (Goiás);

    Manoel Messias Pereira, Sediverte.com, 9 de abril 2016 (Maranhão);

    João Valdecir de Borba, Rádio Difusora AM, 10 de março de 2016 (Pará);

    Ítalo Eduardo Diniz Barros, Blog do Italo Diniz, 13 de novembro de 2015 (Maranhão);

    Israel Gonçalves Silva, Rádio Itaenga, 10 de novembro de 2015 (Pernambuco);

    Gleydson Carvalho, Rádio Liberdade FM, 6 de agosto de 2015 (Ceará);

    Djalma Santos da Conceição, RCA FM, 23 de maio de 2015 (Bahia);

    Evany José Metzker, Coruja do Vale, 18 de maio de 2015 (Minas Gerais);

    Gerardo Ceferino Servián, Ciudad Nueva FM, 5 de março de 2015 (Mato Grosso do Sul);

    Marcos Leopoldo Guerra, Ubatuba Cobra, 23 de dezembro de 2014 (São Paulo);

    Pedro Palma, Panorama Regional, 13 de fevereiro de 2014 (Rio de Janeiro);

    Santiago Ílidio Andrade, TV Bandeirantes, 10 de fevereiro de 2014 (Rio de Janeiro);

    Claudio Moleiro de Souza, Radio Meridional, 12 de dezembro de 2013 (Rondônia);

    José Roberto Ornelas de Lemos, Jornal Hora H, 11 de junho de 2013 (Rio de Janeiro);

    Walgney Assis Carvalho, freelancer, 14 de abril de 2013 (Minas Gerais);

    Rodrigo Neto de Faria, Vale do Aço, 8 de março de 2013 (Minas Gerais);

    Mafaldo Bezerra Goes, FM Rio Jaguaribe, 22 de fevereiro de 2013 (Ceará);

    Mário Randolfo Marques Lopes, Vassouras na Net, 9 de dezembro de 2012 (Rio de Janeiro);

    Eduardo Carvalho, Última Hora News, 21 de novembro de 2012 (Mato Grosso do Sul);

    Valério Luiz de Oliveira, Rádio Jornal 820 AM, 5 de julho de 2012 (Goiás);

    Décio Sá, Estado do Maranhão e Blog do Décio, 23 de abril de 2012 (Maranhão);

    Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, Jornal da Praça, 12 de fevereiro de 2012 (Mato Grosso do Sul).

    *Texto publicado originalmente pelo site da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). 

A corrida do ouro

POR GERSON NOGUEIRA

Ao ver a ansiedade da CBF em botar as mãos no ouro olímpico pensei de imediato no Marin das Medalhas. Mesmo recluso naquela gaiola de ouro em Nova York, o cartolão deve estar na maior angústia por não poder chegar nem perto de tanta medalha. Lembrei também do filme de Charlie Chaplin, um dos primeiros que tive a sorte de ver, ainda em Baião.

Como se sabe, Carlitos reduz a pó a febre do ouro através de uma saraivada de gags impagáveis, verdadeiras pepitas preciosas do mais genial humor já visto no cinema.

No torneio de futebol da Olimpíada, a torcida nem espera genialidade. Quer apenas comprometimento e transpiração por parte do time nacional no confronto que decide hoje passagem para a decisão da medalha de ouro.

unnamed (7)Neymar, é claro, está na marca do pênalti, totalmente enrascado. Milionário, famoso e com um histórico não muito feliz com a camiseta canarinho, o atacante do Barcelona tem nas costas um caminhão de responsabilidades no confronto desta tarde no Maracanã.

Todos os olhares e cobranças se dirigem a ele. Se acertar o pé, comer a bola e conduzir o Brasil ao triunfo, terá feito não mais que a obrigação. Mas, se tudo der errado, mesmo que ele não tenha a mínima culpa, será definitivamente acusado de pipoqueiro, marrento e antipatriota, ou coisa pior.

A essa altura, pode-se dizer, na linguagem dos boleiros, que Neymar entrou numa tremenda roubada ao aceitar a incumbência e a honra de liderar a seleção na busca pelo inédito ouro olímpico.

Mesmo a glória de uma provável conquista ficará sempre eclipsada pelos dois jogos iniciais da campanha, que deixaram o país enfurecido com a ausência de galhardia dos jogadores. A irritação levou muita gente a, apressadamente, enxergar qualidades não menos que brilhantes no escrete feminino.

Buscou-se até uma comparação sem sentido entre Neymar e Marta, a excelente camisa 10 do time de Vadão. Comparar as duas modalidades é pura irracionalidade, levando em conta as diferenças brutais, que começam pelo altíssimo nível de competição que o nobre esporte bretão reserva aos homens, e as variáveis táticas específicas para cada categoria.

O mais absurdo dessa história é que, com a sanha própria desses tempos de linchamentos virtuais, Neymar foi atacado principalmente pelos motivos errados. Sofreu um massacre nas redes sociais por ganhar rios de dinheiro e por circular com cantores e atores internacionais.

Ora, ganha muita grana porque joga num dos clubes mais ricos do planeta. E é amigo de celebridades porque tem o direito de ser amigo de quem quiser.

Neymar deveria ser criticado como atleta e por diversas razões derivadas dessa condição: o baixo desempenho em campo, a quase inexistente ascendência sobre o resto do grupo e por ser fominha na maior parte do tempo. Nesse contexto, até a comparação rasa com Marta faria algum sentido.

O fato é que os destinos e responsabilidades do futebol brasileiro não podem ser debitados na conta de um único jogador. É bom lembrar que, mesmo nos tempos áureos de Pelé, as responsabilidades eram divididas por muito mais gente – Mané Garrincha, Nilton Santos, Didi, Tostão, Rivelino, Gerson e Jairzinho.

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Um torneio condenado a virar piada

Aliás, sobre essa já cansativa ganância por medalhas, o amigo Edyr Augusto Proença envia uma gostosa provocação. “Estava assistindo ao programa Clube dos Correspondentes na TV e o cara da BBC disse uma coisa certa: esse torneio de futebol masculino nas Olimpíadas virou uma piada. Parece aquela pelada em que o cara que escolhe os times, escala os melhores com ele. Aí veio um e disse que podia colocar três caras já profissionais em cada time, para valorizar as partidas. Então o Brasil vem e chama até o Neymar, louco pelo ouro. E o que vai fazer com a medalha? Esfregar na cara de quem? Na minha pelada, alguém logo se levantaria e diria: ‘Mas assim…’. Gerson Nogueira, que achas?”.

Só posso concordar com o coleguinha inglês. Acertou na veia quanto ao ridículo em que se transformou o torneio olímpico. No caso do Brasil, obsessão rima com perdição.

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Remo ganha especialista em bolas paradas

O anúncio de Flamel como novo reforço do Remo para a campanha na Série C foi recebido com certa surpresa pelo longo histórico de desacertos entre as partes. Há pelo menos três anos, o clube tentava contratar o meia-armador, sem êxito. Desta vez, com a eliminação do Águia na Série D, Flamel ficou disponível e o acerto foi sacramentado.

A dúvida que ronda esse tipo de contratação diz respeito aos humores do técnico de plantão. Waldemar Lemos avalizou a aquisição, mas deve ter Flamel na conta de um jogador para compor elenco. Significa que, salvo emergências, dificilmente entrará como titular.

Conspiram contra o jogador a idade (33 anos) e a sina de fiascos de atletas regionais nos clubes de massa da capital. Aleílson é um exemplo clássico. Brilhou no Águia e no Paragominas, mas fracassou na dupla Re-Pa.

Por outro lado, o Remo pode vir a se beneficiar muito da reconhecida competência de Flamel como articulador e cobrador de faltas. Desde, é claro, que Waldemar não reserve a ele o mesmo papel dado a Magno no atual elenco – o de titular da suplência.

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Vivas ao infante!

A coluna é dedicada ao infante João Gerson, que rasga a folhinha nesta data, como se dizia nos tempos do calendário social da PRC-5, “a voz que fala e canta para a planície”.

Ao meu pequeno grande botafoguense, votos de sabedoria para desvendar os segredos do mundo e de muita luz para encontrar os caminhos.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 17)