Juiz proíbe repressão a manifestações políticas na Rio-2016

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O juiz federal João Augusto Carneiro Araújo concedeu nesta segunda-feira (8) liminar em que proíbe o Comitê Organizador dos Jogos do Rio-2016 de reprimir manifestações políticas pacíficas no ambiente das Olimpíadas.

Araújo continua dizendo que “chegou ao conhecimento da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio de Janeiro a prática coordenada e adotada pelos réus de impedir os espectadores dos jogos de exibir cartazes ou usar camisetas com manifestações políticas nas arenas esportivas, obrigando-os a guardarem os mesmos e, nos piores casos, retirando-os do recinto por agentes da Força Nacional ou da Polícia Militar”.

O texto termina dizendo que o descumprimento da decisão acarretará em “multa pessoal ao seu responsável no valor de R$ 10 mil por cada ato que viole a presente decisão, sem prejuízo das demais sanções previstas legalmente”.

Relatos de torcedores sendo reprimidos ou retirados dos locais de competição por causa de manifestações políticas têm sido frequentes nos Jogos Olímpicos. A proibição tem base em orientação do Comitê Olímpico Internacional (COI). (Do UOL) 

Vitória com ousadia

POR GERSON NOGUEIRA

Foi preciso arrojo e coragem por parte do técnico Waldemar Lemos para que o Remo chegasse à vitória, no sábado à noite, contra o River-PI. O gol veio aos 29 minutos, quando já batia certo desespero entre os remistas, jogadores e torcedores. Após cobrança caprichada de escanteio por Eduardo Ramos, João Victor subiu muito bem, com estilo, para desviar a bola no canto direito de Nailson.

O gol resultou de uma providência tomada por Waldemar diante das dificuldades ofensivas. Sacou Lucas Garcia, optando por mais um armador (Héricles) no meio e abrindo um pouco o setor de marcação em nome da ofensividade. Acabou premiado com o triunfo, que deixa o Remo bem situado na tabela de classificação da Série C.

Cabe registrar que a estratégia inicial, de aproximação de Wellington Saci da linha de frente e posicionamento mais adiantado de Eduardo Ramos, não resultou em gols por excesso de ansiedade.

Em situação normal, o Remo teria estabelecido vantagem ainda no primeiro tempo, mas a pressa em marcar levou a um relaxamento final que permitiu ao River dois contragolpes perigosos. Fernandinho, como terceiro homem da linha de 3 na meia cancha, destoava de Eduardo Ramos e Marcinho. Jogava com a inconstância de sempre. De cabeça baixa, insistindo em manobras improdutivas e sem colaborar com a marcação.

unnamed (12)O gol remista custava a sair e o visitante naturalmente foi se fortalecendo e ganhando confiança. Chegou mesmo a ensaiar ataques mais agudos no começo do segundo tempo, explorando o nervosismo dos azulinos.

Por sorte, a dupla Max-Henrique voltou a atuar muito bem, contando ainda com a segurança de Fernando Henrique, que vive seu melhor momento como titular do gol azulino.

É fato que a afoiteza nunca foi boa companheira e o Remo até já pagou caro por isso nesta Série C. Logo na estreia em Belém, perdeu para o ASA por exagerar nos passes precipitados e nas tentativas de chegar rapidamente ao gol. Contra o River, esse pecado ia se repetindo.

A coragem de abrir o meio-campo na etapa final também lembrou os riscos que o time correu naquela ocasião, ainda sob o comando de Marcelo Veiga. A diferença é que agora há um esquema bem definido, com defesa, meio e ataque bem conectados.

A partir dessa condição, Waldemar fez uma modificação estrutural que deixou o time mais vulnerável, mas, ao mesmo tempo, muito mais ofensivo, principalmente com a entrada em cena de João Victor, um especialista no jogo aéreo.

E foi pelo alto que o Remo resolveu seus problemas, faturou mais três pontos e chegou à vice-liderança na classificação. Matematicamente, fica faltando somente um ponto para garantir permanência na divisão e sete para ir ao mata-mata e brigar pelo acesso à Série B.

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Por uma Olimpíada sem complexo de vira-lata

Os Jogos começaram e algumas modalidades brilham mais que outras, embora todas cercadas de grande interesse do mundo inteiro. Dá um certo alívio ver que a população brasileira de maneira geral abraça a Olimpíada, orgulhosa da cerimônia de abertura e da representação de seus atletas.

Acontecimento único na vida esportiva de um país, a Olimpíada foi destinada ao Brasil há sete anos, após um esforço político formidável. Antes, o país havia sido aquinhoado com o belíssimo privilégio de sediar a Copa do Mundo.

A Copa, apesar dos alaridos politiqueiros dos oportunistas que a rejeitavam, foi promovida com grande esmero, tendo organização exemplar e elogiada por todos os países participantes. De fato, foi a Copa das Copas, mesmo que boa parte da população não tenha se dado conta de sua importância.

Que a Olimpíada seja tratada com mais respeito e sabedoria.

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Papão marca outro golaço administrativo

A futura diretoria do Papão, encabeçada por Sérgio Serra, assinalou um golaço ao definir a criação de dois cargos de vice-presidentes. Serão ocupados por dois nomes de indiscutível grandeza dentro do clube: Ricardo Gluck Paul e Toni Couceiro.

Ganha o Papão dois reforços de peso para a próxima gestão. Ricardo e Toni representam duas famílias intimamente vinculadas à história da agremiação, com inestimáveis serviços prestados à causa alviceleste.

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Com tropeços em casa, Pará dá adeus à Série D

Um gol aos 49 minutos, dentro de casa, equivale a uma estocada no peito. Foi dessa forma trágica que o Águia se despediu da Série D, ontem à tarde, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá. Derrotava o Moto Clube por 1 a 0 e se preparava para a disputa nas penalidades. Nos acréscimos, sofreu o gol de empate. Como na primeira partida o Moto havia vencido por 1 a 0, o representante paraense foi eliminado da disputa.

Em Santarém, o panorama foi ainda mais desolador. Diante de mais de 4 mil torcedores, o São Raimundo caiu por 3 a 1 frente ao Juazeirense. Precisava vencer por 1 a 0 para seguir em frente, mas foi surpreendido nos contra-ataques pelo time visitante, que não tomou conhecimento do fator campo e torcida para se impor diante do Pantera.

Assim terminou a jornada paraense na Série D. O resultado mais surpreendente coube ao São Raimundo, que havia feito campanha primorosa na primeira fase e despontava como um dos favoritos ao acesso.

Com a dupla eliminação, o Pará pode ficar sem representantes na Série C de 2016, caso o Remo consiga o acesso à Série B. Outra consequência direta disso é a possível queda do Águia no ranking da CBF, perdendo lugar para o próprio Leão Azul.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 08)

História do apartamento de Lula é idêntica a que foi criada contra JK

DA REVISTA FORUM

É impressionante as semelhanças entre como se excluiu Juscelino Kubitschek da vida pública e como está se tentando fazer o mesmo com o ex-presidente Lula. O  jornalista Mário Magalhães, autor da excelente biografia “Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo”, está fazendo um novo trabalho para contar a história de Carlos Lacerda. Mexendo em arquivos de jornal, encontrou ouro puro, mas não sobre o seu objeto de pesquisa. E sim sobre como a mídia transformou JK num bandido numa operação casada com a ditadura militar.

A criatividade continua a mesma, JK foi acusado de ocultar patrimônio e teria, segundo os jornais, um apartamento luxuoso na avenida Vieira Souto. Hoje, Juscelino é considerado um dos presidentes mais importantes da história brasileira, como Getúlio, mas ambos saíram escorraçados do governo. No caso de JK, seu sucessor foi Jânio Quadros, que venceu a disputa eleitoral com a marca da vassourinha, que viria para varrer toda a bandalheira. Faz mais de 50 anos, mas parece que é hoje. Não deixe de ler o post do Mário Magalhães abaixo.

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Depois de deixar a Presidência, Juscelino Kubitschek (1902-1976) foi morar num apartamento novinho em folha na avenida Vieira Souto, Ipanema, o metro quadrado mais caro do país.

A empreiteira que ergueu o prédio havia tocado na região Sul uma obra concedida pela administração JK (1956-1961).

O projeto arquitetônico do prédio foi desenhado por Oscar Niemeyer, que nada cobrou pelo serviço.

Mais de uma vez o ex-presidente visitou as obras do apê que viria a ocupar.

Idem sua mulher, dona Sarah, que pediu numerosas alterações no projeto original.

Um mestre de obras foi afastado, devido a reclamações da antiga primeira-dama.

O imóvel era espaçoso. Jornais publicariam que tinha 1.400 metros quadrados, o que parece exagero. Mas nele JK chegou a discursar para centenas de pessoas.

Juscelino pagava um aluguel irrisório ou morava de graça _as versões variam.

O apartamento em frente ao mar estava em nome de uma empresa controlada pelo banqueiro Sebastião Pais de Almeida.

Multimilionário, o empresário era amigo de JK, em cujo governo havia sido ministro da Fazenda.

Em junho de 1964, a ditadura recém-instalada cassou o mandato de senador de Juscelino e suspendeu seus direitos políticos por dez anos.

O ex-presidente teve a vida devassada, investigado em inquéritos policiais militares.

As autoridades o acusaram de um sem-número de falcatruas, como se fosse um ladrão voraz.

A acusação de maior apelo entre os opositores do ex-governante era a de que, na verdade, o apartamento da Vieira Souto era de Juscelino.

Sem renda para justificar tamanha ostentação, o ex-presidente “corrupto” teria preferido ocultar o patrimônio.

Portanto, Sebastião Pais de Almeida seria um laranja. Atípico, tal a sua fortuna, mas laranja.

Certa imprensa fez um Carnaval, chancelando as acusações da ditadura, como se vê em títulos de jornal reproduzidos neste post.

Na Justiça comum, nem julgamento houve.

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Veja escreve que Odebrecht “cita” Temer quando delação diz que ele pediu dinheiro

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Se houvesse uma medalha olímpica para manipulação, o ouro iria para a Veja, com toda a certeza. Na edição do final de semana, sua fábrica de vazamentos no Ministério Público forneceu-lhe trechos da delação premiada de Marcelo Odebrecht.

Não havia Lula, para infelicidade geral.

Mas havia Temer e a Veja tratou de colocar o dourado na pílula. Temer pediu-lhe dinheiro, disse Marcelo Odebrecht.

Mas isso virou uma pérola – encomenda para a Letícia Sallorenzo, implacável madrasta do texto ruim.

Narra a Veja que, “em maio de 2014 houve um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República” e que “nele, estavam o próprio vice Michel Temer e o então deputado Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil. Do lado da empreiteira, Marcelo Odebrecht”.

Portanto, quem poderia relatar o que se passou ali – além Daquele que Tudo Vê – é Marcelo Odebrecht, já que os outros dois não estão em delação premiada.

Mas a Veja consegue uma acrobacia digna da equipe de ginástica: na chamada da matéria, que reproduzo na imagem, a “Odebrecht menciona Temer, e quem diz não é Marcelo, mas “um anexo”.  Desde quando anexo fala? O anexo registra o que alguém falou e este alguém, pela narrativa, só pode ser o empreiteiro.

E o que é dito? Que “Temer pediu “apoio financeiro” ao empresário”. Está escritinho assim mesmo.

Ontem, na rua, um senhor andrajoso estendia a mão na rua pedinho “apoio financeiro” ou dinheiro. O guri aí na sua casa tá pedindo “apoio financeiro” para ir ao cinema? E você aí, catando algo no bolso, diz que não pode dar-lhe “apoio” porque está sem “suporte financeiro” no momento?

Deixei passar, por tradição manipuladora, a capa: Pedir dinheiro em espécie ao empreiteiro  vale um “Odebrecht cita Temer”; já as supostas promessas de João Santana de dizer o que lhe pediram para  falar e ser libertado, “destroem” Dilma.

Com tudo isso descontado, sobre o fato denunciado: Temer pediu R$ 10 milhões, R$ 6 milhões para seu pupilo Paulo Skaf pagar os patos de sua campanha a governador de São Paulo e outros R$ 4 milhões para Eliseu Padilha, que não era candidato e, portanto, não tinha sequer a campanha eleitoral para “justificar” o “apoio financeiro”. É dinheiro vivo no bolso, mesmo.

Quase num lamento, Veja diz que “a citação (citação, não denúncia ou acusação) a Temer na negociação do Palácio do Jaburu ocorre num momento especialmente delicado e deve ser usada por seus adversários políticos para tumultuar (tumultuar, reparem) o processo de impeachment de Dilma Rousseff”…

E a cereja do bolo do cinismo: “ainda que uma coisa não tenha a ver com a outra”!!!!

Merece ou não merece o ouro?