Truculência

brutus

POR ELEONORA DE LUCENA, na Folha de S. Paulo

O Brasil entrou no centro da disputa geopolítica mundial. Tem riquezas naturais, mercado interno, posição estratégica. Construiu economia diversificada e complexa, terreno para grandes empresas nacionais e ambiente potencial para desenvolvimento de tecnologias de ponta.

Os Estados Unidos, acostumados a nadar de braçada no continente, começaram a ver o avanço chinês no que consideram seu quintal. Investimentos, comércio, parcerias com os orientais cresceram de forma exponencial.

Não parece ser coincidência a intenção norte-americana de voltar a ter bases militares na América do Sul (na sempre sensível tríplice fronteira e na Patagônia, que vigia o estreito de Magalhães, curva entre dois mundos). Nem parece ser ao acaso a escolha dos alvos do momento: a Petrobras, as grandes empresas e até o programa nuclear.

Nos últimos anos, o país mostrou zelar por sua autonomia e buscou alianças fora da influência dos EUA. Com China, Rússia, Índia e África do Sul, o Brasil ergueu os Brics e um banco de desenvolvimento inovador.

Aqui, reforçou o Mercosul -alvo imediato de ataque feroz do interino, afoito em mostrar serviço para o Norte e ressuscitar relações subalternas.

Esse contexto maior escapa da verborragia conservadora, ansiosa em reduzir a crise atual a um confronto raso entre supostos corruptos e hipotéticos éticos. Bastaram poucas semanas para deixar evidente a trama hipócrita e podre do bando que tenta abocanhar o poder.

O que está em jogo é muito mais do que uma simples troca de governo. É a própria ideia de país.

Falar de luta de classes e de projeto nacional deixou alguns leitores ouriçados. Mas, apesar da operação de marketing em curso, os objetivos do atropelo à Constituição são claros: concentrar riqueza, liberar mercados, desnacionalizar a economia, desmantelar o Estado.

O discurso dos sem-voto que se aboletaram no Planalto tenta editar um macarthismo tosco, elegendo um inimigo interno. Agridem os de vermelho (sempre eles!), citados como os culpados de todo o mal, numa manobra conhecida dos movimentos fascistas desde o início do século 20.

Quem se atreve a discordar do rolo compressor elitista é logo tachado de “maluco” pelos replicantes da direita raivosa. Dizem que os que apontam as contradições atuais são saudosos do século 19.

Viúvos do século 19 são os que querem agora surrupiar direitos e restabelecer condições de exploração do trabalho daqueles tempos. Com a retórica de uma suposta modernidade, atacam conquistas sociais e pregam o desmonte da corajosa Constituição de 1988.

Alegam que a matemática não permite que o Estado cumpra suas funções perante os cidadãos. Para eles, a matemática deve servir apenas aos mais ricos e a seus juros maravilhosos. Num giro chinfrim, mandam às favas o tal controle do deficit público: gastam tudo para atender corporações, amigos e ganhar votos.

Com uma cortina de fumaça, arriscam confundir esquerda com autoritarismo. Projetam, assim, no adversário, os seus desejos ocultos. Afinal, o programa dos não eleitos só poderá ser implantado integralmente num regime de força, que censure e elimine a voz dos mais fracos.

As exibições de truculência absurda nos estádios da Olimpíada, proibindo manifestações de “Fora, Temer!” e rasgando os direitos constitucionais de livre manifestação e opinião, parecem ser uma terrível amostra de tempos sombrios pela frente.

O Senado vai enfrentar o julgamento da história.

Nove sinais de que você é bem sucedido (mesmo que não se sinta assim)

AAEAAQAAAAAAAAewAAAAJDM2Y2JlNDQ2LWNiNzQtNGRiZC1hNzg3LTcwMDYxNTVhZGJkMg

POR DANILO BARBA, no Linkedin

Se você é ambicioso, então é porque está
sujeito a se sentir um fracasso de tempos em tempos

Objetivos elevados levam a momentos inevitáveis quando você ainda não está vivendo de acordo com as suas expectativas. E vivemos num mundo que reforça esse sentimento. Embora a maioria das pessoas não admitam, no fundo, a posse de bens materiais é equacionada na mente coletiva como alto grau de sucesso.

“O verdadeiro sucesso é sobre quem você é e o quão longe chegou. Se um dia você se preocupar por que não é tão bem sucedido quanto deveria, talvez esteja avaliando a si mesmo a partir do critério errado. Às vezes você só precisa de um lembrete do que você realmente conseguiu na vida. E os indicadores do sucesso servem justamente pra isso”, afirma Travis Bradberry, co-author do Emotional Intelligence 2.0 e presidente da TalentSmart, empresa que atende grande parte das companhias da Fortune 500. Em artigo divulgado pela Entrepreneur o especialista revelou quais são esses indicadores. Confira!

1. VOCÊ NÃO É MAIS O CENTRO DO UNIVERSO

Todos nós conhecemos pessoas de sucesso que agem como se fossem o centro do universo. É o mundo deles e o resto de nós apenas vivemos nele, certo? Isso não é sucesso.  O sucesso verdadeiro exige a habilidade de sentir empatia — de se dar conta que os sentimentos e sonhos de outras pessoas são tão importantes quanto os nossos, e não podemos alcançar o sucesso sem elas.

2. VOCÊ SE MANTÉM POSITIVO

Esperança e otimismo são componentes essenciais para uma vida completa. Se você fica preso a coisas que deram errado, você se torna amargo e ressentido. Quando isso acontece, aí você falha — não importa o que possa ter sido conquistado. O sucesso real significa sempre enxergar o lado bom e acreditar que você tem o poder de fazer até as piores situações um pouco melhores.

3. VOCÊ SABE QUE O FRACASSO NÃO DURA PRA SEMPRE

Você aprendeu que somente as pessoas que nunca falham são aquelas que nunca tentam. Ao falhar você não assume automaticamente que é um fracasso. Em vez disso, encare cada engano como uma oportunidade de aprender alguma coisa diferente — e aí conseguir seguir em frente.

Você ainda tem que lutar pra combater a derrota de tempos em tempos? Saiba que você jamais vai saber o que é o sucesso verdadeiro até que aprenda a abraçar as falhas que virão. Seus erros pavimentam o caminho para o sucesso ao revelar quando você tomou uma decisão equivocada. As maiores descobertas geralmente vêm quando você está se sentido mais frustrado e de mãos atadas. É essa frustração que te força a pensar diferente, e não apenas fora da caixa, mas por cada ângulo possível, até que se enxergue a solução. E que talvez estava bem na ponta do seu nariz!

4. VOCÊ MANTÉM AS COISAS EM PERSPECTIVA

Às vezes coisas ruins acontecem, faz parte da vida. Para a maioria de nós, contudo, nosso pior dia pareceria férias a alguém com problemas reais — como não ter o que comer, ou sobreviver a uma guerra civil, por exemplo. Trancar o carro com as chaves dentro — ou mesmo conseguir uma promoção — não são situações tão difíceis quando você aprende a desenvolver perspectivas. Se você conseguiu dominar a habilidade de manter seus problemas em perspectiva, pode se considerar um sucesso estrondoso.

5. VOCÊ PEDE AJUDA QUANDO PRECISA

Recusar-se pedir ajuda, não importa o quanto você esteja batalhando, é um sinal de imaturidade emocional. Pedir ajuda significa que você não sente mais que tem algo a provar sendo “o perfeitão”. Isso mostra que você não tem medo que as pessoas descubram suas fraquezas e que você entende que ninguém alcança o sucesso sozinho.

6. A VIDA NÃO É UM JOGO DE SOMAR ZEROS

E nem de ver e imitar. Só porque alguém alcançou um grande sucesso não significa que você deva sofrer uma perda proporcional. Observe: você simplesmente não ganhou naquele momento em particular. Um sinal infalível de sucesso é a capacidade de celebrar as conquistas dos outros com entusiasmo sincero!

7. A DIFERENÇA ENTRE O DRAMA E A EXCITAÇÃO

Lembra daqueles dias quando os relacionamentos estáveis eram um tédio e você se cansava rapidamente de todo mundo que te tratava do jeito que deveria? Este tipo de “drama” é uma coisa do passado, meus parabéns. Se você prefere estabilidade e profundidade em vez de drama, você está se saindo muito bem.

8. NÃO MAIS SE IMPORTA COM O QUE OS OUTROS PENSAM

Você só se preocupa com o que outros pensam quando ainda sente que tem algo a provar. Da mesma forma, você sabe que “chegou lá” quando não se preocupa mais com isso — quando você é verdadeiro consigo e com seus princípios, e está satisfeito com sua vida. A consciência do seu sucesso emerge quando você entende que as opiniões de outras pessoas são apenas isso: opiniões. Elas não têm efeito na realidade, e não mudam quem ou o que você é.

9. SE NÃO PODE MUDAR CERTAS COISAS, PODE MUDAR OUTRAS

Há uma diferença entre pessimismo e praticidade. Se há um furacão vindo em sua direção, não há nada que você possa fazer para impedir que siga o seu caminho. Mas quando você aceita que o furacão está vindo, aí sim é que pode começar a trabalhar para mitigar seus efeitos.

Se a sua companhia diminui de tamanho e você é demitido, cada momento que passa em negação só faz atrasar qualquer que seja a oportunidade que esteja em seu horizonte. Você só consegue seguir em frente quando começa a explorar suas opções e fazer planos para mudar o que pode. Assumir a responsabilidade pela mudança das coisas que você não gosta em sua vida é um dos maiores indicadores de sucesso.

Não faz sentido se sentir um fracassado só porque você pensa que deveria ter um emprego melhor, uma casa maior e um carro mais bonito. O sucesso verdadeiro vem de dentro e é completamente indiferente a esse tipo de circunstância.

Medalhistas australianos encontram “irmã” brasileira em comunidade da Bahia

unnamed

No último sábado, dia 20 de agosto, os ciclistas australianos e irmãos Annette, 24, e Alex Edmondson, 22, estiveram na comunidade Cajazeiras, em Salvador, Bahia, para encontrar a “irmã” brasileira Vanessa Francisca dos Santos, que eles só conheciam por fotos. Por meio da Visão Mundial – maior organização humanitária do mundo, Vanessa foi uma das crianças apadrinhadas da ONG. Em 2006, com apenas 14 anos, Annette escolheu ajudar Vanessa – então com 7 anos – por meio do site da organização, mesmo sem nunca ter visto a jovem e vivendo no outro lado do mundo.

“Um dos objetivos em me classificar para as Olimpíadas era justamente pela oportunidade de vir ao Brasil e conhecer a Vanessa”, declara Annette. “Estou muito, muito emocionada com tanto carinho e receptividade. Estou muito feliz. Sem palavras!”, emociona-se. Já Vanessa não poderia também deixar de se emocionar, depois de tantos anos de espera. “É um sonho realizado encontrar a Annette. Depois de tantos anos trocando cartinhas, vê-la ao vivo é inexplicável”, comenta a jovem.

Durante o sábado, os três participaram de diversas atividades, e até andaram de bicicleta, junto a dezenas de crianças atendidas pela Visão Mundial na comunidade. A jovem estudante aprendeu a pedalar exclusivamente para este encontro. No cluster da Visão Mundial em Salvador, almoçaram juntos e, no momento da despedida, Vanessa entregou diversas lembranças a ciclista. Toda a comunidade recebeu os ciclistas com muitas homenagens, festa e carinho.

unnamed (3)

Conexão Brasil-Austrália – Os ciclistas australianos e irmãos Annette, 24, e Alex Edmondson, 22, já viajaram o mundo todo levando as cores de seu país e de sua bicicleta. Após pedalarem em Londres e Annette levar o bronze para a casa nas olimpíadas de 2012, ela veio para os jogos de 2016 no Rio de Janeiro; Alex, seu irmão, foi medalhista de prata no Rio 2016. Depois de Londres, Annette escreveu uma carta à Vanessa falando que, com os próximos Jogos Olímpicos sendo no Rio de Janeiro, ela gostaria muito de se classificar para finalmente poder conhecer sua ‘irmã’.

A jovem Vanessa participa das ações da Visão Mundial Brasil desde que tinha três anos de idade. Sua mãe, Valdilene dos Santos, explica como conheceu o trabalho que a VMB faz: “as pessoas batiam em casa perguntando se as crianças estavam precisando de alguma coisa, se elas estavam na escola e aí tiravam fotos delas”, diz a doméstica que tem mais dois filhos. “Depois disso, ela começou nas aulas de capoeira, no Baú de Leitura e também na informática”, completa. Valdilene chorou muito ao abraçar Annette.

Hoje, junto com outros 25 jovens, Vanessa participa do MJPOP, o Monitoramento Jovem de Políticas Públicas. Nele, ela faz intervenções artísticas na comunidade, como os Flash Mobs, e também conversa com os moradores da região para ver o que precisa melhorar. Após uma dessas consultas, Vanessa e os outros jovens já conseguiram reformar a escola local de Cajazeiras para beneficiar todas as crianças do bairro.

Com o sonho de ser pediatra, Vanessa é a única filha da dona Valdilene que terminou a escola e quer começar a estudar para o vestibular de medicina em 2017. Para ela, o grande problema é que não há investimento nas escolas: “as crianças não gostam de estudar porque a escola não tem uma linguagem atraente, muitas vezes o tráfico tem uma linguagem muito mais chamativa para o jovem”. E ela completa: “falta um centro cultural, um centro esportivo, um espaço para artes”.

Os jovens da comunidade de Cajazeiras, para Vanessa, sofrem muito preconceito e não têm muitas oportunidades. “A Visão Mundial vem para transformar esse cenário porque ela acredita na gente e nos dá oportunidades, inclusive a oportunidade de viver”, diz a futura pediatra.

Sobre a Visão Mundial

Maior ONG humanitária do mundo, a Visão Mundial Brasil integra a parceria World Vision International, que está presente em cerca de 100 países. No País, a Visão Mundial atua desde 1975 em 10 estados, beneficiando 2,7 milhões de pessoas com projetos nas áreas de educação, saúde/proteção da infância, desenvolvimento econômico e promoção da cidadania. Seus projetos e programas têm como prioridade as crianças e adolescentes que vivem em comunidades empobrecidas e em situação de vulnerabilidade. Mais de 80 mil crianças são atendidas anualmente pela organização. Nesses 40 anos de atuação no Brasil, a Visão Mundial se consolida como uma organização comprometida com a superação da pobreza e da exclusão social – visaomundial.org.br

Conquista e resgate

POR GERSON NOGUEIRA

O ouro no futebol fez muita gente sonhar com os tempos de supremacia brasileira no esporte. Ainda não conseguimos recuperar os antigos lauréis, mas cabe festejar e ressaltar os pontos positivos da conquista olímpica. Em primeiro lugar, depois de muito tempo, o futebol voltou a estremecer o país neste sábado à noite.

A reconciliação ficou clara no próprio palco da partida. Ansiosa, a imensa torcida no Maracanã demonstrou nervosismo e temor em muitos momentos da decisão, mas se comportou bem, sem vaiar jogadores.

unnamed (14)O time, mesmo alternando altos e baixos, produziu uma atuação digna, com organização tática e boa distribuição em campo. Neymar marcou o primeiro e o último gol (nos penais), mas não vestiu o figurino de dono absoluto do time, que tanto mal já causou a ele e à seleção. Na maior parte do tempo, Renato Augusto foi mais líder do que ele, com resultados excelentes para o conjunto.

A dificuldade enfrentada ao longo da partida final se deveu menos ao poderio alemão e mais a um crônico problema do futebol brasileiro: a falta de confiança para o último arremate. É um mal que aflige seleções e times de todas as divisões nacionais. No sábado, não foi diferente. Gabriel Jesus, o outro Gabriel e Luan tiveram oportunidades excelentes para definir, mas hesitaram e permitiram o bloqueio defensivo.

É fundamental reconhecer que Rogério Micale (com Tite na retaguarda) deu ao time um novo script a partir da terceira partida, contra a Dinamarca, descobrindo em Wallace o homem ideal para proporcionar liberdade aos meias e alas, além de ter resolvido confiar em Luan para a função de atacante flutuante.

Vencer o torneio olímpico, mesmo nos pênaltis, representa bem mais que uma façanha inédita. Significa que o país do futebol pode, finalmente, dormir em paz pela primeira vez e ter tranquilidade para começar a juntar os casos do atropelamento sofrido na Copa do Mundo de 2014 e seguir em frente.

A oportunidade é preciosa e não pode ser desperdiçada. E é justamente aí que entra o componente espinhoso da história. Para dar o salto que os nossos oponentes de sábado já deram, criando um modelo ímpar de formação de atletas, o Brasil terá que transpor sérios obstáculos.

O primeiro deles é a própria estrutura do futebol, simbolizada pela CBF e seu rastro de lama e atraso. Não será fácil derrotar as mentalidades que fizeram do esporte mais popular do Brasil um meio de fabricar dinheiro às custas da exportação em massa de jovens talentos e da deterioração dos clubes, células essenciais na revelação de novos craques.

A parte mais complicada desse enredo é a do enfrentamento aos donos do futebol brasileiro, que se encastelaram na CBF e de lá controlam tudo o que diz respeito à modalidade. Será preciso contar com dirigentes corajosos e independentes, que tenham apoio em seus clubes e força moral para conduzir a guinada saneadora. Talvez demore ainda, mas é possível.

Os garotos que levantaram o ouro olímpico não têm muito a fazer quanto às mudanças administrativas e gerenciais necessárias para ressuscitar o esporte, mas podem ser decisivos no processo de injetar fôlego renovado à seleção de profissionais.

Jogadores como Marquinhos, Renato Augusto, Luan, Gabriel Jesus e Wallace certamente irão merecer de Tite muitas oportunidades ao longo das Eliminatórias. Será a chance de provar que podem fazer bem mais do que exibiram no torneio pouco qualificado da Olimpíada. O Brasil fã de futebol agradece.

—————————————————-

Direto do Twitter

“A abertura das olimpíadas no Japão vai ter o Goku acendendo a tocha com o Kamehameha”.

(Por Space Boots @roronoakurosaki)

—————————————————

Reestreia empolgante de Mr. Série B

Como se realizou minutos depois da decisão do ouro olímpico e isso explica o público presente à Curuzu para prestigiar a abertura do returno. Pouco menos de 6 mil pessoas compareceram e tiveram o privilégio de ver um Papão ofensivo, quase sempre agudo nas finalizações e muito mais empenhado em construir vitórias do que em se resguardar.

Dado Cavalcanti, o Mr. Série B, que reestreava no comando, deu à equipe uma consistência que ainda não tinha sido vista neste campeonato. O meio-de-campo com Augusto Recife, Capanema, Lucas e Celsinho foi muito mais produtivo do que todas as versões anteriores. Não fosse por um certo preciosismo de Celsinho nas finalizações, tudo teria sido perfeito.

Além dos gols do zagueiro Gilvan, evidenciando treinos caprichados em jogadas de bola parada, o time volta mostrar apetite pelas finalizações. Nos tempos de Dal Pozzo, havia clara timidez em arriscar chutes a gol. No sábado, não faltou insistência nos arremates.

Tiago Luiz foi, sem dúvida, o que mais chutou e esteve perto de balançar as redes. Em termos de organização, a equipe se movimentou bem e mostrou agressividade, enquanto Celsinho teve fôlego.

Mailson e Tiago Luiz também voltavam para ajudar nas ações de meio-campo, o que deu ao time um predomínio tático que o Ceará não conseguiu neutralizar nos dois tempos. A rigor, o vice-líder da Série B esteve sempre dominado e não incomodou a defensiva alviceleste.

A vitória amplia a invencibilidade para 13 partidas e coloca o Papão pela primeira vez entre os 10 melhores da competição, a apenas cinco pontos do G4. É o tipo do resultado que dá estabilidade e tranquilidade para o desenrolar do torneio.

—————————————————-

Mais um jogo decisivo para o Leão 

Vencer em casa virou condição obrigatória para que o Remo se classifique à próxima fase da Série C. O Confiança, adversário desta noite, é o penúltimo colocado na chave. Vem como franco-atirador. Busca pontuar para escapar do rebaixamento e vai jogar recuado, esperando uma chance em contra-ataque.

O Remo treinou um esquema ofensivo, com a presença confirmada de Edno. A opção por Fernandinho como atacante de lado continua a desafiar a lógica, mas é a provável escolha do técnico.

Outra surpresa é a ausência do atacante Luiz Carlos na relação de jogadores para o jogo. Tem treinado bem e seria o reserva natural de Edno. Flamel e Sílvio são alternativas para o segundo tempo.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 22)