O recalque brota nas castanhas

Trecho de divulgação do evento gastronômico “Passo a Paço”, que se realiza em Manaus neste fim de semana: “Com um toque artesanal, a proprietária do Bolo Caseiro, Suanne Cardoso, trará no cardápio sabores regionais, como é o caso do ‘Bolo Brownie’ (R$ 8). Na composição, o doce terá chocolate, castanha-do-Brasil e 50% de cacau com sorvete de creme”.

No detalhe da grafia da nossa castanha-do-Pará, o ranço do velho recalque bairrista sem noção.

8 comentários em “O recalque brota nas castanhas

  1. O problema não é exatamente de bairrismo. Hoje, pela manhã, estava assistindo um programa onde se falava em receitas culinárias diversas, as quais nada tinham a ver com o Amazonas ou os manauaras e o nome empregado foi Castanha-do-Brasil também.

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  2. Infelizmente o nome castanha do Pará encontra-se em desuso, mas, não pensem que esse desuso é fruto do acaso, pelo contrário, ele encontra-se diretamente relacionado a perda de importância do estado do Pará, á nível de Brasil, no aspecto econômico e cultural.

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  3. Positivo, amigo Lira, o Pará tá perdendo tudo, até Joelma e Chimbinha se separaram.

    Mas meus parentes que moram fora, faz tempo, sempre falam castanha do Pará

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  4. Tem razão o Antonio Oliveira. Não se trata de bairrismo, mas porque obedece razões de que atualmente o maior produtor dessa delícia é o estado do Acre, segundo dados do IBGE. Será?

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  5. É verdade, Jorge, o Estado do Acre e o Amazonas produzem mais castanhas do que o Pará. Agora em termos de beneficiamento e exportacão temos liderança nacional, explica-se: muita castanha provém dos dois Estados, principalmente do Amazonas pela região oeste do Pará onde existem bastante fabrica de benefiamento. Nessa região destaca-se a Cidade de Óbidos. É bom esclarecer que atualmente a nomenclatuta da castanha mudou realmente para castanha-do-Brasil, mas mesmo assim o povo acostumo-se a chamar de castanha-do-Pará. È o mesmo quando muda-se o nome de uma rua ou avenida, o povo leva tempo pra se acostumar, muitas vezes nem mudam. Mas existe recalque do povo amazonense existe, basta passar um tempo aqui para perceber. Porra, que culpa temos se nossa farinha, tucupi, peixe,tapioca etc é melhor do que os daqui.

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    1. Amigos Lucilo e Jorge, há um estudo do Ministério da Agricultura que comprova essa gambiarra de produção da castanha-do-Pará envolvendo vários Estados nortistas, mais ou menos como ocorre com a madeira, que é “contrabandeada” para outros Estados. Quanto à nomenclatura, ela oficialmente não mudou, trata-se apenas de uma invenção de marqueteiro sulista para tentar emplacar em outros mercados com o selo do Brasil. Acontece que tanto na Alemanha quanto na África do Sul vi, orgulhoso, nos cardápios a designação clássica “castanha-do-Pará” para distinguir o apetitoso fruto. Minha citação à divulgação do evento amazonense é que fica patente, até nessas pequenas coisas, a velha pinimba deles em relação ao Pará.

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