POR GERSON NOGUEIRA
Dado Cavalcanti é um técnico minucioso, que se debruça sobre detalhes e sempre mapeia as características dos jogadores e dos esquemas do adversário. Aplica essa mesma capacidade de observação ao seu próprio time e a campanha do Papão na Série B, impressionante para as poucas ambições iniciais, é prova mais do que evidente de sua competência.
Na luta para sair de uma fase de baixa produção técnica, que rendeu apenas um ponto em 12 disputados, ele tenta driblar as dificuldades provocadas pela exaustiva maratona, que tem acarretado seguidas lesões no elenco do Papão.
Ainda sem poder contar com três de seus mais importantes homens de frente – Welinton Jr., Betinho e Everaldo – vai novamente apostar tudo na dupla Leandro Cearense-Aylon. Responsáveis pelos melhores momentos do time no turno, os dois atacantes sofreram o impacto do desgaste físico e perderam espaço no returno em função do afastamento por contusões.
Foi com Cearense e Aylon que o Papão conquistou a maioria de seus pontos, principalmente ao longo da arrancada inicial que rendeu uma invencibilidade de oito jogos, entre a terceira e a décima rodada.
Foi exatamente ali que o Papão cimentou as bases da excelente campanha, acumulando a “gordura” de pontos que lhe garantiu com larga antecedência a permanência na Segunda Divisão, item prioritário na escala de obrigações do time na competição.
Entrosados, fizeram muitos gols e participaram das articulações ofensivas, abrindo espaço para os laterais Pikachu e João Lucas, sendo que Cearense ainda recuava para participar da organização de jogadas e ajudar no combate. O time lucrou muito com a combinação da velocidade de Aylon com a habilidade de Cearense no centro do ataque.
É justamente pela esperança de que ambos voltem a jogar em bom nível que fez Dado confiar-lhes a titularidade na difícil reta final da competição, quando o Papão precisará ganhar seus quatro compromissos em Belém e pelo menos um lá fora.
Caso estejam bem recondicionados, Cearense e Aylon têm condições de reeditar os bons momentos do turno e contribuir para recolocar o Papão no G4 e na disputa pelo acesso.
O fato é que não há alternativa melhor à dupla hoje na Curuzu.
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Segredos de Hawilla respingam na CBF e na Globo
“Eu concordei em pagar subornos por contratos da Copa América, Copa Ouro, Copa do Brasil, e pelo patrocínio da seleção brasileira. Eu usei instituições financeiras dos EUA e facilidades de transação bancária digital nos EUA para pagamento de algumas dessas propinas, bem como para pagamentos legítimos correspondentes a esses direitos”.
A declaração acima é parte do longo depoimento prestado à Justiça norte-americana pelo empresário J. Hawilla, um peso-pesado dos lucrativos negócios envolvendo o futebol brasileiro durante a era Ricardo Teixeira. Ele confessou várias maracutaias praticadas em comum acordo com a CBF.
Era Hawilla, através de sua empresa, Traffic, que controlava direitos de imagens, definia transações em cima de competições internacionais, explorava placas de propaganda em estádios e intermediava os amistosos da Seleção Brasileira. Tudo isso sob um manto de legalidade, mas com altos esquemas de corrupção envolvendo as negociatas.
Chama atenção o silêncio ensurdecedor da Rede Globo sobre as escabrosas confissões de seu ex-sócio. Grande parceira de Hawilla e da Traffic nos últimos 30 anos, a emissora deve constar dos próximos depoimentos do empresário, que continua sob custódia nos Estados Unidos. Ele fez acordo de delação para abrandar a pena, mas terá que devolver o dinheiro das transações ilícitas.
Além da Globo, Hawilla terá que delatar políticos, agentes de jogadores, técnicos de futebol e outros parceiros de suas trepidantes aventuras comerciais.
A conferir.
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Direto do blog campeão
“Esse ranking da Fifa é uma das maiores aberrações no meio do futebol. Ver a Bélgica liderando é uma coisa completamente sem sentido. Assim como o Brasil, celeiro de tantos craques e pentacampeão mundial, uns anos atrás figurava entre a 15° e 20° posições. Nem a justifica de privilegiar o momento faz sentido, já que a Alemanha que foi campeã mundial ano passado deveria liderar este dito ranking. Digo ainda que a ‘geração video-game’ ao ver a seleção de Hazard, De Bruyne, Courtuis, Lukaku e Felaine liderando o ranking deve achar a coisa mais natural do mundo”.
Felipe Rocha, bestificado com as lambanças do ranking da Fifa
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O futebol e a cruzada da intolerância
O Operário vem a Belém com proposta ousada, planejando escalar dois meias e dois atacantes na partida de domingo contra o Remo. É aposta de quem vem disposto a matar ou morrer. Muito da ousadia do time de Ponta Grossa tem origem na análise que alguns expoentes da imprensa esportiva do Paraná fazem sobre o representante paraense.
Com o uso de termos escatológicos e abusando do tom depreciativo em vários comentários, avaliam que o time paraense se acovardou na partida de ida, como se jogar pragmaticamente fosse um pecado imperdoável. Com base na postura cautelosa do time de Cacaio, não medem palavras: entendem que o Operário é favorito absoluto no confronto de domingo.
Mesmo inferiorizado no cruzamento após a derrota por 1 a 0, o time paranaense é apontado como largamente superior ao Remo e capaz de vencer em Belém sem grandes dificuldades. O único risco, na visão caolha dos tais comentaristas, estaria no comportamento arbitragem, que seria suscetível à pressão dos torcedores no Mangueirão.
Além da desinformação primária quanto ao estádio, cuja arquitetura deixa a torcida distante do campo de jogo, os defensores do Operário esquecem que na primeira partida não houve a rigor um lado predominante. O duelo foi de forte marcação, tendo o anfitrião ficado com a bola por mais tempo, vantagem que se mostrou insuficiente para superar e derrotar o Remo.
Impressiona a fúria discriminatória em relação ao Pará e aos nortistas, reveladora da escalada de intolerância que alguns beócios propagam pelo país mirando nos mais sombrios objetivos.
Não custa repetir sempre: senhores, isto é apenas uma partida de futebol.
(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 16)

Gerson e amigos,
Salve engano Cearense participou de quase todos os jogos que o PSC pontuou, com exceção do jogo contra o ABC que estava machucado.
Isto por si só, mostra a importância tática do Leandro Cearense para o PSC.
Por sinal, Leandro é um jogador que contestei quando contratado, mas que hoje devo respeitar pelo bom trabalho que faz no PSC.
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Embora sendo bicolor ferrenho, esforço-me para esquecer a soberba da maioria dos torcedores do Leão e ver o clube acessar a série C. mais para acabar este sofrimento que comove muitos bicolores como eu.
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A maioria absoluta criticou a contratação do LC, amigo Celira, inclusive eu. Até meu pai, à época, foi contrário. Mas calou nossas bocas, e demonstra ser importantíssimo para o time, sem dúvida.
Amigo Gerson, é fato que os desfalques fazem muita falta neste momento da competição, mas a ausência do Capanema, na minha ótica, é a mais sentida, pois o que vinha jogando era algo espantoso, na maração e no suporte defensivo.
Se não fossem tantos desfalques, o Paysandu estaria em situação melhor na tabela. E por onde anda o Fernando Aguiar, que é até um bom volante?
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O ranking da CBF também virou piada!
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Concordo Charles, Capanema é, provavelmente ao lado de Yago, a figura mais importante do Papão, sua ausência é mais sentida no momento.
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Obrigado pela lembrança Gerson, foi uma grata surpresa.
Capanema é o jogador mais regular do elenco, até mais do que o próprio pikachu, por isso acredito que se não houvesse se contundido o Paysandu estaria numa colocação melhor na série B.
Hawilla ainda vai entregar muito peixe grande. A Globo e a CBF que se cuidenm
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Também fui um crítico a vinda do L. Cearense, mas que bom que me enganei, o cara é de longe,o mais aplicado neste time de Dado,que em seis partidas que insistiu com o Cone Souza, o Papão dançou na pontuação.
Outro fato muito bem lembrado pelos amigos é a ausência do Capanema, na minha opinião, a peça fundamental no time bicolor.
Não acho que o jogo contra o Macaé seja carne assada, são sentidas as perdas das peças importantes influenciando negativamente no item entrosamento, espero que o time entre focado e esforçado buscando a vitória do primeiro ao último minuto.
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Quanto ao rival, nunca nestes longos anos de sofrimento mergulhado em série D e sem série alguma, ele teve todas as vantagens a seu favor. Agora resta confirmar dentro de casa que está pronto para subir para a terceira divisão e com isso tapar o buraco deixado pelo Águia de Marabá que mergulhou no inferno do brasileirão.
A torcida nunca deixou de apoiar, e isto eu, mesmo sendo bicolor, aplaudo de pé esta paixão demonstrada pelos torcedores azulinos pelo seu time, lotando o estádio, se juntando independentemente se nos bastidores a situação não era a ideal, e na maior das adversidades nunca abandonou o seu time, e como eu disse a minha comadre, azulina de coração, se o Remo ainda existe, não é porque o diretor fulano ou diretor sicrano existem, se o Remo existe é porque você, torcedor azulino, existe!.
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