O passado é uma parada…

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Manuel Bandeira, Chico Buarque, Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Quatro gênios da raça, baluartes da cultura brasileira. Rio de Janeiro, 1968.

Remo x PFC (comentários on-line)

Campeonato Paraense 2013 – 5ª rodada.

Clube do Remo x PFC Paragominas – estádio Mangueirão, nesta quarta-feira (30), às 20h30.

Na Rádio Clube, Valmir Rodrigues narra; Rui Guimarães comenta. Reportagem: Paulo Caxiado.

A TV Cultura transmite o jogo.

Rir é o melhor remédio

540112_470864589642260_1211292303_nDois caipiras, prontos para a tão esperada pescaria, encontram-se no local combinado: 
– Então cumpadre, tá animado? – pergunta um deles. 
– Tô -, responde o outro. E complementa: ô cumpadre, pra quê tá carregano dois embornal? 
– É que tô levano uma pingazinha… 
– Pinga? Mas nóis num tinha acertado na última vez que num ia bebê mais?! 
– Tinha, mas pode aparecê uma cobra e picá a gente. Aí nóis desinfeta com a pinga e toma uns gole prá mode num sintí dor. 
– Tem razão! E na outra sacola, o que tá levano? 
– É a cobra, cumpadre. Pode num tê por lá…

A frase do dia

“Somos ruins em saída de emergência, hidrante, vistoria. Não adianta, não é o nosso negócio.”

De Ruy Castro, jornalista e escritor.

Araújo define Leão para enfrentar o PFC

Remo Leandro e Ze Antonio-Mario Quadros

Depois do último treino coletivo, realizado na tarde desta terça-feira, o técnico Flávio Araújo definiu o Remo para o jogo desta noite contra o PFC Paragominas com a seguinte escalação: Fabiano; Zé Antônio, Carlinhos Rech e Mauro; Endy, Gerônimo, Nata, Tiago Galhardo e Berg; Val Barreto e Fábio Paulista. Banco de reservas: Dida, Rodrigo Guerra, Allan Peterson, Jonathan, Edilsinho, Leandro Cearense e Branco. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Remo Flavio e jogadores-Mario Quadros (1)

O desassombro dos forasteiros

Por Gerson Nogueira

bol_qua_300113_11.psMeu amigo-irmão Nelson Gil, em conversa pós-clássico, levantou uma teoria que, de tão interessante, resolvi partilhar com os habituais 27 baluartes da coluna. “O fato de o Clube do Remo ser formado por 99,9% de ‘estrangeiros’ não diminui a responsabilidade de jogar com Paissandu, Cametá ou qualquer outra equipe local?”, propõe Gil, que foi um razoável goleiro nos tempos de juventude.

É uma possibilidade, pois é evidente que o Remo joga neste campeonato como se não se preocupasse muito com os concorrentes. Entra em campo e se comporta do mesmo jeito, seja no Baenão, Mangueirão ou Parque do Bacurau. Claro que, a princípio, a idéia de encher um time de forasteiros (a exceção é o volante Endy) parecia arriscado demais.

No Re-Pa essa inédita condição chegou a ser vista com temeridade pelos azulinos, preocupados porque nenhum de seus jogadores havia disputado o principal clássico do Norte. O sucesso em campo desfez todas as desconfianças, mostrando que o empenho e a aplicação do time superaram qualquer desconhecimento sobre o adversário e a própria história do jogo.

A impressão é de que, aliado ao esquema tático executado com disciplina quase militar, os jogadores não se impressionam com velhas cábulas, tabus ou escritas. O que interessa a Galhardo, Rech, Val Barreto ou Paulista se o Remo não vencia o Paissandu desde 2011? Ou tem algum efeito sobre Fabiano, Zé Antonio e Nata se o Cametá calou mais de 35 mil remistas no Mangueirão na última decisão do Parazão?

Sobre esses jogadores, quase todos recrutados em times medianos do Nordeste, aparentemente a desmemória tem tido efeito positivo. Se o passado é negativo, melhor não lembrar – ou não saber –, diz a lógica mais rasteira. A situação certamente envolve também o técnico Flávio Araújo, também um neófito em assuntos do futebol paraense.

Sem compromissos ou traumas, todos tenderiam a render melhor, indiferentes ao adversário que tenham pela frente. Enfim, é apenas uma tese, mas digna de avaliação. O jogo de hoje com o PFC Paragominas pode confirmar ou não se as coisas funcionam assim.

O certo é que Araújo, coerente com o esboço inicial de time, preserva o 3-5-2, com a vantagem de ter o ex-reserva Mauro ao lado de Rech e Zé Antonio na zaga em substituição a Henrique. Quem acompanha os treinos do Remo garante que Mauro é mais técnico e seguro que o ex-titular. De fato, no Re-Pa, a troca deu mais consistência à defesa.

Além da troca vantajosa no sistema defensivo, a escalação traz outra alteração. Gerônimo, que também entrou no clássico, substitui Tony e Endy será aproveitado como ala direito, credenciando-se como o mais polivalente do time até agora.

Pelo futebol apresentado nas quatro rodadas anteriores, o Remo deve repetir a fórmula de se defender ferrenhamente e procurar partir em velocidade ao ataque sempre que retoma a bola. Às vezes, aceita o domínio do adversário, mas leva vantagem pela eficácia nas finalizações. A dúvida é saber até quando a fórmula simples e certeira continuará dando certo.

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Vidal e a façanha de Indianápolis 87

A morte de Ary Vidal, uma das legendas do nosso basquete, ensejou ontem uma entrevista de Marcel, craque daquele timaço dirigido pelo técnico no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. Ao lado de Oscar, Marcel foi fundamental na espetacular virada que levou à histórica vitória sobre a seleção norte-americana, até então invicta em competições realizadas dentro dos EUA.

Marcelo contou que naquela partida, na qual o Brasil perdia por 14 pontos até o intervalo, o que mudou o eixo das coisas foi a visão que os jogadores brasileiros tiveram do vestiário americano. Já havia bolo comemorativo ao título pan-americano, com direito a faixas e até o telefone que seria usado para que os futuros campeões falassem com a Casa Branca.

A cena, reveladora do menosprezo dos americanos pelo time brasileiro, fez disparar o gatilho que empurrou Oscar & cia., sob a batuta de Vidal, ao triunfo consagrador em quadra. Não esquecendo que naquele quinteto ianque despontavam astros como Alonzo Mourning e David Robinson. Anos depois, Vidal seria treinador de basquete do Remo por uma temporada.

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Providências para PSC x Tuna

Carlos Silva, diretor de Segurança do Paissandu, avisa que, devido ao aniversário do clube no próximo sábado, a entrega de gratuidades, venda de meia-entrada e atendimento aos ambulantes para o jogo contra a Tuna serão antecipados. Os idosos poderão receber gratuidades na quinta-feira, 31, das 8h às 10h (pelo portão de saída da travessa do Chaco).

Já a venda de meia-entrada para estudantes ocorre na sexta-feira, 01, das 8h às 10h, na bilheteria da travessa Curuzu com avenida Almirante Barroso. Quanto aos ambulantes – cadastro, pagamento de taxa de serviço e venda de ingresso –, o atendimento será feito de quarta até sexta (30, 31 e 1 de fevereiro), das 14h às 18h, na Curuzu.

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Múltiplas explorações da tragédia

Beira a sabotagem pura e simples a tentativa de vincular a tragédia de Santa Maria às condições de segurança para a Copa do Mundo de 2014, levada a cabo por alguns veículos de imprensa do Sudeste, reverberando noticiário de jornais ingleses e espanhóis, notoriamente críticos em relação a países de Terceiro Mundo. Não por acaso, praticamente toda semana, o tradicional Financial Times dedica-se a criticar a política econômica brasileira.

O problema não está na má vontade histórica dos gringos, mas na sabujice explícita de brasileiros que ainda não entenderam (ou fingem não ver) a verdadeira sentido de sediar uma Copa do Mundo. Quem esteve na Alemanha (2006) e na África do Sul (2010) sabe o quanto o evento modifica, para melhor, a vida das pessoas. É burrice ignorar o fato.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 30)

O passado é uma parada…

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Time do Remo, nos idos de 1973, com alguns jogadores que entraram para a história do clube, como China, Rosemiro, Dica, Elias Flor da Rocha, Rui Azevedo e Cuca. A foto acima foi tirada durante antes de um amistoso no estádio Glicério Marques, em Macapá.

Bolando as trocas

Por Ruy Castro

Outro dia, citaram uma frase, “Sem tesão não há solução”, e a atribuíram a Nelson Rodrigues. Pobre Nelson. Como se não bastassem as frases que inventou, ainda tem de responder pelas dos outros. E esta não era dele, mas do psiquiatra e humorista Roberto Freire. Nelson nunca diria aquilo. Nem era de seu estilo usar palavras como “tesão”.

Também há pouco foi atribuída a Stanislaw Ponte Preta a frase “São Paulo é o túmulo do samba”, dita por Vinicius de Moraes nos anos 50, numa boate paulistana cujos frequentadores falavam alto e abafavam o infeliz cantor -Johnny Alf. Já esclareci aqui que “samba”, no caso, não se referia ao ritmo, mas à música popular em geral -a futura “MPB”. Enfim, sai Stanislaw e entra Vinicius, que, nos anos seguintes, pagou por cada sílaba da frase.

E, idem, alguém deixou escapar o verso de Fernando Pessoa, “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, e atribuiu-o a Carlos Drummond de Andrade. Corrigiu-se em seguida e até pediu perdão pelo clichê. Mas a gafe ficou. Não que o verso faça falta ao vasto Pessoa. Só que Drummond tem suas próprias pedras de toque e dispensa apropriações.

Já li o “Ora, direi, ouvir estrelas”, de Olavo Bilac, atribuído a Castro Alves; o “Tu pisavas nos astros distraída”, de Orestes Barbosa, atribuído a Noel Rosa; e “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”, do político baiano Juracy Magalhães, atribuído a Paulo Francis. Mas nada se compara a “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”, de Euclydes da Cunha, atribuído a Mazzaropi.

Trocam-se as bolas, é normal. Engraçado é que, às vezes, uma frase de X realmente ficaria melhor se de autoria de Y. Como quando citaram para Carlos Heitor Cony o dito de Guimarães Rosa, “A gente morre para provar que viveu”. Cony matou no peito e emendou de primeira: “Conselheiro Acácio!”.