Evolução de Ganso empolga dirigentes do SP

Do Blog do Paulinho

Paulo Henrique Ganso terá, em 2013, o mais decisivo ano de sua carreira como profissional de futebol. Se fracassar, será lembrado como mais uma promessa que ficou pelo caminho, obtendo êxito, poderá, quem sabe, comandar a Seleção Brasileira no Mundial de 2014.

Notícias que provêm dos bastidores do São Paulo são absolutamente otimistas. Os problemas clínicos do atleta parecem ter sido diagnosticados adequadamente, e são grandes as chances de não mais voltarem a acontecer.

Tudo depende ainda de outro trabalho, físico e preventivo, a ser realizado durante o primeiro semestre, para que Ganso, enfim, possa desfilar seu talento sem o receio de “estourar” dentro do gramado.

Não se sabe o que o departamento médico do Tricolor fez que o do Peixe não conseguiu realizar, mas, em obtendo o êxito anunciado, certamente  a contribuição para o futebol brasileiro é inestimável.

E também aos caixas do Tricolor, que poderá revende-lo, após o Mundial, com lucro muito grande, que o Santos não soube ou não teve competência para capitalizar.

6 comentários em “Evolução de Ganso empolga dirigentes do SP

  1. Eu compartilho com a opinião do Juca Kfouri de que bons jogadores devem ser bens de consumo e não fonte de renda assim como é na Europa. É mais interessante vender um bom espetáculo do que a mão-de-obra, uma vez que lucra-se muito mais agregando valor ao seu produto do que simplesmente exportar a matéria-prima.
    Certa vez, li numa revista placar bem antiga uma previsão futurista sobre o futebol que dizia que depois que o carrinho fora abolido, a Alemanha deixara de ser a grande seleção papa-títulos. Hoje, por incrivel que pareça, a Alemanha joga mais bonito e o carrinho é um recurso muito usado por nossa seleção, tudo isso, porque vendemos nossos craques para eles e empobrecemos o nosso campeonato. Enquanto os clubes brasileiros pensarem apenas em vender jogadores e não em melhorar a qualidade do nosso futebol, eles nunca serão conhecidos lá fora e nossa seleção pode até ser campeã jogando feio, mas não voltará a ser o que foi um dia.

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  2. Perfeita colocação caro Mariano, mas olharia a outra ponta do binóculo, a ocular. Na objetiva, está lá o Ganso, e todo o futebol brasileiro. Na ocular estão os gestores do nosso esporte bretão. Para eles, o futebol é um negócio. Quando os dirigentes “enxergam longe”, investem em longo prazo e, atentos ao mercado, procuram compreender paradigmas e estabelecer empreendimentos lucrativos, criando estrutura permanente e desempenho mais ou menos constante. Se os dirigentes, por outro lado, não compreendem o mercado, tendem a transações arriscadas, investem no imediato e perdem de vista resultados a longo prazo. O clube perde, embora uma ou outra geração acerte o alvo e confirme estatisticamente o que se pode esperar desse tipo de comportamento: um título de vez em quando, e dor de cabeça sempre. O futebol paraense está neste segundo grupo e com ele a maioria dos clubes brasileiros. O São Paulo, como exceção, é o clube mais profissional do Brasil e percebe o atleta das duas formas, lucrando com a atuação no time e no momento em que é negociado. O exemplo está aí para ser seguido.

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  3. Não é a toa que o São Paulo é referência mundial na recuperação de atletas e isto se adquire com resultados agregado a qualidade dos seus profissionais neste setor

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