Ganso vai deixar de ser o craque imaginário?

Por Arnaldo Ribeiro

Paulo Henrique Ganso fica no Santos? Vai para o São Paulo? Consegue recuperar espaço na seleção brasileira?

As dúvidas e indagações acompanham Paulo Henrique Ganso. E já faz tempo… A grosso modo, Ganso jogou bem apenas uma temporada de sua carreira, que começou em 2008, quando chegou a ser comparado ao amigo Neymar – hoje a distância entre os dois é abissal.

Lesões, ausências, inconstância, algumas polêmicas fora de campo. Esse é o Ganso atual.

Paulo Henrique Ganso é muito mais um ‘craque imaginário’ do que um craque real. As lembranças dos bons momentos do início de carreira e os lampejos atuais mantêm Ganso no nosso ideal de jogador.

Joga de cabeça erguida, é inteligente em campo, tem uma canhota mágica, mas paramos por aí. Paulo Henrique Ganso lembra um jogador dos anos 70 pelas características. Dá prazer ver os melhores momentos dele em campo, um clipe de suas jogadas, seus passes imprevisíveis. Mas o jogo todo…

Ele não tem a velocidade, a pegada, a entrega, o poder de marcação ou o poder de artilheiro que o futebol de hoje exigem.

Ganso é um camisa 10 que não marca e não faz gols. É preciso que um time joga em função dele, como o Santos faz (e a seleção não vai fazer), para que ele funcione. O Santos tem volantes rápidos e atacantes rápidos, que contribuem para Ganso funcionar (de vem em quando). Qual outro time é assim?

Por conta de tudo isso, Ganso não tem mercado na Europa. Não tem proposta.

Ganso precisaria se reinventar, para recuperar espaço ao menos no futebol brasileiro. Muricy, seu técnico no Santos, pensa assim também (mas parece ter desistido da batalha…). Para ele, Ganso, com seu tamanho, precisava fazer mais gols, frequentar a área adversária, já que não tem cacoete de marcação. Mas ele não consegue…

Vai conseguir isso em outro clube? Me parece muito pouco provável… E para você?

11 comentários em “Ganso vai deixar de ser o craque imaginário?

  1. Acho que não. Com as duas (graves) cirurgias que fez, nota-se como Ganso entra em campo mais preocupado com os joelhos que com a partida em si, o que o faz jogar muito recuado para fugir das botinadas dos defensores adversários. Atua tão longe da área que fica impossibilitado de criar jogadas. Vê-se que a bola, em alguns momentos, queima nos seus pés – quer livrar-se logo dela antes de sofrer alguma falta, que pode comprometer ainda mais seus joelhos – e toca para trás ou para o lado. Raramente arrisca um passe para a frente com medo de errar. Acaba sendo um jogador a menos, pois sua função é exatamente o que ele não consegue mais fazer: municiar o ataque. Está visivelmente sem confiança e os problemas extra-campo só fazem agravar a situação. Outro defeito sério – não tem arranque, é lento, caminha em campo. Acrescente-se mais outro: é do norte, o que faz com que a paciência da imprensa e do clube seja curta com ele. Já está queimado pela mídia paulista, que não o quer mais no Santos. O próprio clube peixeiro já busca há tempos uma forma de se ver livre dele.

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  2. Infundada e baseada nos momentoss recentes. A poucos meses essas afirmacoes seriam rebatidas com veemencia. Apenas mais um explorando um momento ruim de um craque.

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  3. Pra mim, em se tratando do Ganso, acho que sempre se cometem excessos. De fato, houve excesso quando se lhe atribuiu a condição de galático logo no início da carreira profissional. Há excesso quando, agora, um comentarista neófito, um autêntico “sub-20” da crônica esportiva, como o Arnaldo Ribeiro, o quer reduzir à condição de eterno futuroso ou de um jogador precocemente inviabilizado.
    Um forte indício deste excesso do Arnaldo é que o São Paulo, aproveitando as circunstâncias da má-forma do Ganso, e certo de que tem plenas condições de recuperá-lo, pretende adquiri-lo barato. Outro forte indício do excesso do Arnaldo é que o Santos rejeita terminante liberá-lo por preço que considera baixo.

    Minha impressão é que o Ganso ainda tem muito futebol de boa qualidade para jogar, ainda que seja só em clubes. e o São Paulo é um clube excelente para ele recomeçar sua escalada. Boa sorte ao Ganso.

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  4. Acredito q a impresa sulista esteja pegando no pé do Ganso, ele não e supercraque como Messi ou C. Ronaldo mas e craque. Ele e mt mal assessorado, o caso atual lembra mt o Rafael no Paysandu q não ia nem ficava e seu rendimento só caindo.

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  5. Antonio Oliveira, acredite, Arnaldo Ribeiro não é tão “sub-20” como você imagina. Há anos o referido jornalista é editor-chefe da revista Placar e pontifica há um bom tempo no time de cronistas da ESPN Brasil, que na minha avaliação tem o melhor time de cronistas esportivos das tv’s aberta e fechada do país. Comete alguns erros, como todos. Por aqui mesmo ele disse que a lentidão de Ganso se encaixaria no futebol praticado no Brasil nos anos 70, esquecendo-se que jogadores velozes e dinâmicos, embora clássicos, já pontificavam aos montes por aqui (Gerson, Rivelino, Falcão e etc…). Fora isso, não vejo despropósito em sua análise.

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  6. Daqui ha pouco ele volta a ”terrinha”….realmente com esse futebol de ”cerca lourenço’ ‘ele nao vai muito longe …quem assistiu ontem a primeira partida da recopa deve ter se perguntado, kd o Ganso varias vezes….

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  7. Malcher, sobre esta postagem, dentre outras, existem três opiniões. A do Arnaldo, a sua e a minha. Eu prefiro a minha que sustenta existir excessos na opinião do Arnaldo sobre o Ganso, os quais ressaem em várias passagens do comentário, inclusive nas referências que faz à decada de 70.

    Agora, além das opiniões, há um fato. Ainda não completaram 10 anos que o Arnaldo passou a fazer comentários sobre futebol, isso após ingressar nos quadros da ESPN. Aliás, diga-se que ali ele ainda está na “categoria de base” da emissora: bate bola sportcenter e outros. Começou comentando jogos do campeonato argentino, No programa top, o Linha de Passe, só mais recentemente que começou a aparecer. Ele tem, um pouco mais, um pouco menos, de 20 anos no jornalismo esportivo. Mas, a maioria deles atuando na seara das reportagens, mesmo quando esteve à frente da redação da Placar. É um competente profissional em ascensão. Mas, na seara dos comentários sobre futebol ainda só está iniciando.

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