O primeiro tempo foi um verdadeiro festival de gols perdidos. Jailton Paraíba e Tiaguinho abusaram dos erros de finalização, comprometendo o bom posicionamento ofensivo do Remo, mas no segundo tempo a insistência foi premiada a cinco minutos do fim. E com participação direta do estreante Finazzi, que deu o passe para o gol de Léo Franco. Uma vitória importante, que vale a liderança provisória do returno, mas que não escondeu a desorganização tática do Remo.
As quatro alterações na escalação pouca influência tiveram no magro placar. Além da forte marcação imposta pelo Castanhal, que se defendia com até oito homens, o Remo se encarregou de dificultar as coisas, criando chances e se atrapalhando no momento de definir.
De certa forma, os mesmos atropelos registrados em Marabá, na vitória sobre o Águia, foram reproduzidos no Baenão, ontem. Ratinho era o mais agudo, buscando sempre os lances verticais e investindo com dribles sobre a zaga inimiga. Dantas repetiu os erros de pontaria dos outros jogos e Jailton, apesar da grande habilidade, abusou da velocidade sem direção.
Aos 15 minutos, Helinho esteve a pique de marcar para o Castanhal. Lopes apareceu bem, evitando o gol. Por volta dos 30 minutos, Jailton recebeu livre na pequena área, mas disparou um chute torto, por cima do gol. Logo depois, chutou e a bola foi travada por Magrão antes de entrar.
Apesar das falhas no disparo final, Jailton começa a cair no gosto do torcedor, normalmente simpático a jogadores que sabem driblar em velocidade. Apesar de desperdiçar um caminhão de gols, o atacante infernizou a zaga castanhalense com seus deslocamentos e fintas rápidas.
Depois do intervalo, o Castanhal voltou melhor arrumado e teve de cara uma excelente oportunidade, de novo através de Helinho. A partir dos dez minutos, Ratinho tomou conta das ações ofensivas do Remo e chegou perto de marcar, com dois arremates seguidos, aos 19 e aos 22 minutos.
Paulo Comelli trocou Tiaguinho por Léo Franco e Dantas por Finazzi, aumentando a pressão no ataque. E foi um lance envolvendo Finazzi e Franco que levou ao gol, aos 40 minutos. O centroavante recebeu à altura da marca penal e tocou de lado para o chute certeiro de Franco. O estreante ainda foi acionado por Jailton duas vezes, mas finalizou errado. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
Foi mais um milagre à moda pó-de-arroz. Num embate sensacional nos instantes finais, o Fluminense bateu o Argentinos Jrs. em Buenos Aires pelos dois gols de diferença necessários para se classificar à fase seguinte da Libertadores. Pena que a briga pós-jogo tenha estragado o espetáculo.
Utilidade pública: chama-se Ricardo Marques Ribeiro o soprador de apito que inventou o absurdo pênalti para o Avaí, ontem, contra o Botafogo. Referido elemento pertence ao quadro da Federação Mineira de Futebol.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 21)

