Lula ainda mordido por Belém

Do Blog de Juca Kfouri

“O presidente Lula visitou o Morumbi. E diante de não poucas testemunhas, virou-se para o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, e ralhou: ‘Diga ao Ricardo para parar de falar merda. O Morumbi é o estádio de São Paulo para a Copa do Mundo’. O Ricardo, no caso, é esse mesmo que você pensou, o Teixeira, presidente da CBF. Com quem o presidente da República anda meio desgostoso desde que Manaus foi escolhida em lugar de Belém.”

Parece que o metalúrgico finalmente viu com quem está lidando. Meio tarde, mas viu…

Racismo e clima de guerra

e2c01685-ada6-3c88-aaae-538af64db46e

A acusação de racismo contra o atacante argentino Maxi López feita pelo meio-campista cruzeirense Elicarlos, na noite de quarta-feira, pode ter definido um clima de guerra no duelo de volta entre as duas equipes pelas semifinais da Libertadores, em Porto Alegre.

Diante da tentativa da polícia de retirar à força o jogador sulista do ônibus no qual estava a delegação gremista, o dirigente tricolor César Pacheco foi taxativo. “Vão criar uma guerra lá, hein! Estão falando em paz no futebol, mas estão criando uma guerra. Estão criando um a guerra aqui, e vão criar um aguerra lá”, disparou.

Tudo começou quando ainda dentro de campo, onde o Cruzeiro venceu por 3 a 1, Maxi López teria chamado Elicarlos, que é negro, de macaco. O meio-campista Wagner tomou as dores do companheiro e teve uma discussão ríspida com o argentino. No entanto, o árbitro Enrique Osses não viu o ocorrido e, claro, nada fez.

Pouco antes do final do jogo, Elicarlos revelou o fato à imprensa. A polícia resolveu agir e procurou o atacante gremista para colher seu depoimento, mas esbarrou nos seguranças do clube, que não os deixaram entrar no ônibus no qual estavam os jogadores. Por fim, Maxi López foi a uma delegacia da capital mineira, deu sua versão do caso e acabou liberado. (Do site da ESPN Brasil)

Argentinos são abusados, metidos, mas não vai caber gente na cadeia se todo xingamento entre jogadores terminar em prisão. Estão exagerando na dose do politicamente correto – parece coisa de tucano metido a besta. Dentro de campo rola ofensa ainda mais pesada, sem que aconteça qualquer punição. Quando muito, alguém explode e mete a cabeça nos peitos do inimigo (vide caso Zidane vs. Materazzi)

Desfalques bicolores

O Paissandu viaja com destino a Lucas do Rio Verde para enfrentar o Luverdense (MT), sábado à noite, sem três jogadores. Além de Mael, que sofreu lesão muscular na coxa, mais dois candidatos a titulares foram vetados: o lateral-direito Jucemar, acometido de virose, e o volante Lê, também lesionado. Mais adaptado ao clube, após o seu retorno, Jucemar poderia reaparecer na equipe principal, ocupando a lateral direita. Lê era um dos prováveis substitutos do contundido Mael, que só deve reaparecer no time na fase eliminatória do torneio. Seu tempo de recuperação é de 20 dias. (Do site da Rádio Clube)

Milan de olho em Luís Fabiano

O vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, reconheceu nesta quinta-feira que está interessado em contratar o atacante Luís Fabiano, do Sevilla e da Seleção Brasileira, caso não consiga ter o bósnio Edin Dzeko, do Wolfsburg. Em declarações publicadas no site do clube, Galliani assegurou que “Dzeko é a primeira opção, e Luís Fabiano seria a segunda”.

O papelão verbal do coronel

Na condição de chefe da delegação brasileira na Copa das Confederações, o coronel Antonio Carlos Nunes de Lima, presidente da Federação Paraense de Futebol, rompeu o mutismo que caracteriza ocupantes da honraria e corre o risco de carimbar sua passagem pela África do Sul com a mancha da incontinência verbal.
Logo de cara, na chegada da Seleção à cidade de Bloomfontein, cometeu discurso marcado pelo preconceito e a desinformação. Como se estivesse num convescote qualquer bancado pelas ligas interioranas do Pará, que lhe são inteiramente submissas, o coronel não conteve a língua.
Com a má educação que não é própria dos paraenses e com o mau jeito que as normas diplomáticas desaconselham, Nunes sublinhou que a cidade sul-africana era uma espécie de elo perdido no fim do mundo. Como se fora um globe-trotter, analisou que Bloomfontein iria ficar mundialmente conhecida em função da presença do selecionado brasileiro.
Não que isso seja uma inverdade, mas é óbvio que na vida há momento para tudo. Ali, na recepção organizada por Bloomfontein, não era a ocasião apropriada para enaltecer a fama e o valor do time brasileiro. Nunes não precisava usar sua opinião para constranger ninguém – principalmente o prefeito da cidade anfitriã. Os maus modos do chefe da comitiva foram registrados pelos organizadores do torneio e até por dirigentes da Fifa.
Além de quase instaurar um incidente diplomático, o tropeção verbal do cartola paraense cria, ainda, uma saia justa para a CBF, que se prepara para organizar uma Copa do Mundo daqui a cinco anos – e certamente não gostaria de receber o mesmo tratamento por parte de um dirigente visitante.
Não satisfeito, o boquirroto miliciano partiu para novos ataques. Desta feita, denunciando o clima de insegurança em Johannesburgo. Ao visitar Soweto, berço da resistência contra o apartheid, reclamou – ora veja só – da falta de um lugar para festejar as vitórias. Em outras palavras, sentiu falta de uma bodega qualquer de rua, como se isso fosse item de primeira necessidade numa cidade que abriga torneio internacional.
O surpreendente despreparo na articulação das palavras não faz justiça ao cartola habilidoso e matreiro que Nunes sempre foi, conseguindo por isso mesmo manter-se no comando do futebol regional por mais de duas décadas. E sua loquacidade não honra o convite de seu amigo Ricardo Teixeira para chefiar a delegação, como prêmio de consolação pela exclusão de Belém da lista de sub-sedes da Copa de 2014.
Pode-se concluir depois dos últimos incidentes que o coronel foi duplamente infeliz. Primeiro, ao aceitar honraria tão questionável; e, em aceitando, não ter a capacidade de manter a matraca fechada. Juca Kfouri, em sua prestigiada coluna, aconselha Teixeira a mandar Nunes de volta para casa. Paraenses de boa cepa entendem que ele nem devia ter ido.
 
 
Não será surpresa se a Seleção aplicar uma sova na África do Sul, hoje, embora o jogo se prenuncie corrido e equilibrado. O time de Dunga, porém, tem se mostrado veloz, organizado e menos previsível no uso de suas habilidades – que não são tantas. Isso dá a certeza de que o Brasil entra em campo como favorito e que dificilmente repetirá o papelão espanhol de ontem.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 25)

Já nem é Clube, é Seleção…

Jornada da Rádio Clube nesta quinta-feira:

Às 15h30

Brasil x África do Sul

Narração – Ronaldo Porto

Comentários – Rui Guimarães

Reportagens – Giuseppe Tomaso e Paulo Sérgio Pinto

Gols de Cruzeiro 3, Grêmio 1

O Grêmio perdeu as melhores chances no começo da partida, mas o Cruzeiro foi extremamente eficiente e fez três gols quase em sequência, abatendo o Grêmio. No entanto, a 20 minutos do fim, Souza bateu falta e diminuiu. Um gol que pode ser decisivo no desempate entre as equipes, pois os gaúchos precisam agora vencer por 2 a 0 para ir às finais da Libertadores. Mas a vantagem cruzeirense é considerável.

Basquete: Paissandu em vantagem

Do site da Rádio Clube do Pará

Na primeira partida válida pelo play-off decisivo do Campeonato Metropolitano de Basquetebol Adulto Masculino, no ginásio Serra Freire, o Paissandu derrotou o Clube do Remo por 87 a 80, na noite desta quarta-feira. O próximo jogo da fase decisiva está marcado para o próximo sábado (27) à noite, no ginásio do Sesc da Doca. Em caso de nova vitória bicolor, a equipe ficará com o título da competição. Ao Remo somente a vitória interessa para poder igualar o play-off e levar a decisão para o terceiro e último jogo. 
Na preliminar de hoje, valendo pelo feminino, vitória do Remo sobre o Cabano por 42 a 36.

CBF “lembra” dos árbitros do Pará

Do site da Rádio Clube do Pará

Parece que a sorte está mudando para os árbitros paraenses. Na tarde desta quarta-feira, na sede da CBF, foram sorteados os árbitros para a sequência da oitava rodada da Série B do Campeonato Brasileiro e foi sorteado um trio paraense para trabalhar neste final de semana pela Segundona. A partida será realizada no próximo sábado entre Ceará e Campinense, no estádio Castelão, às 21h, e o árbitro central será Andrey da Silva e Silva, auxiliado também pelos paraenses Ricardo Guimarães Coimbra e Heronildo Sebastião Freitas da Silva. É a primeira vez que um trio paraense vai apitar um jogo dos campeonatos das séries A e B de 2009.