Pequena obra-prima dos Beatles em interpretação acústica de Macca, ainda com Linda e Robbie McIntosh na banda.
Mês: junho 2009
Gols de Inter 3, Coritiba 0
Gols de Palmeiras 1, Santos 1
Coluna: Um bom ensaio para 2010
Desta vez ninguém pode falar que foi apenas sorte. Houve superação, vontade de vencer e capacidade de decisão. Um time de verdade se revela em momentos difíceis. E o time americano impôs muitas dificuldades à Seleção Brasileira. Muito bem treinado, cumprindo rigidamente o posicionamento programado, a equipe ianque foi superior no primeiro tempo, criando chances e caprichando na objetividade.
Os dois gols de vantagem por pouco não se transformaram em três ou quatro, pelas oportunidades criadas em contragolpes mortíferos. Quando veio o segundo tempo, imaginava-se que Dunga ia fazer alguma coisa. Fez. Mas sem mexer no time.
A mudança, como se veria a seguir, foi de postura e de atitude emocional. Nos vestiários, o capitão do tetra deve ter dito aos jogadores que o Brasil é muito maior (no futebol) que os EUA, que não se admite levar dois gols e aceitar o domínio psicológico de uma equipe apenas razoável. O recado parece ter sido muito bem assimilado.
Jogadores que estavam desligados repentinamente apareceram. Deslocando-se, tomando iniciativa, criando situações. Casos visíveis de Kaká, Robinho e Luís Fabiano. Outros, que até lutavam sem produzir, como Maicon, ficaram mais precisos. Tudo isso em menos de um minuto, tempo que levou até o Brasil construir o lance do primeiro gol, finalizado em arremate surpreendente de Luís Fabiano.
Para quem passou 45 minutos correndo sem chegar e chutando longe ou torto, o gol logo de cara caiu do céu e foi fundamental para a virada. Primeiro, porque restituiu a confiança aos brasileiros. Segundo, porque desnorteou os americanos, até então seguros na ocupação de espaços.
Daí ao segundo gol foi um passo e Kaká encarregou-se de achar o atalho, atuando como autêntico ponteiro e cruzando na medida para o interior da área, onde Luís Fabiano arrematou. Antes, o mesmo Kaká já havia feito um gol de cabeça que o árbitro não validou. Instantes depois, Lúcio, em jogada ensaiada, escorou escanteio e decidiu a parada.
Falando assim parece que foi fácil. Na verdade, foi um sufoco e o mérito de Dunga está na maturidade exibida pelo time diante de situação adversa. Não deu para observar alterações de ordem tática. É fato, porém, que o Brasil do segundo tempo tinha outra disposição. E um time que reúne craques e bons jogadores torna-se quase invencível quando está determinado a vencer.
Ficou no ar, a partir das dificuldades impostas pelos americanos, a dúvida quanto ao desempenho desta Seleção na Copa que realmente vale, daqui a um ano. Afinal, o temor de repetição do fiasco de 2006 ainda está vivo na memória de todos. De positivo, desta vez, há o fato de que muitos jogadores da Copa passada estão no time e sabem exatamente a diferença entre oba-oba e futebol de verdade.
Dunga, que não é um gênio da estratégia, compensa bem essa deficiência usando liderança e poder motivacional sobre seus comandados. Deu certo até agora. Tomara que continue assim pelo menos até julho de 2010.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 29)
Capa do DIÁRIO desta segunda-feira, 29

Capa do Bola desta segunda-feira, 29

Brasil campeão, de virada

De maneira sofrida, a Seleção Brasileira conquistou neste domingo o tricampeonato da Copa das Confederações. Depois de sair perdendo por 2 a 0, o time dirigido por Dunga virou e derrotou os Estados Unidos por 3 a 2, no Estádio Ellis Park, em Joanesburgo (África do Sul).
Com o resultado, o Brasil isolou-se como maior vencedor da história do torneio, que começou a ser disputado em 1992, superando a França, que tem dois troféus. A seleção verde-amarela foi campeã em 1997, ao bater a Austrália por 6 a 0, e repetiu a conquista em 2005, com goleada por 4 a 1 sobre a Argentina.
O grande herói do título foi o centroavante Luís Fabiano. Mesmo vindo de uma forte gripe, ele deu início à reação brasileira neste domingo e marcou os dois primeiros gols, terminando a competição com cinco, como havia prometido. O terceiro gol, que valeu o título, foi do zagueiro Lúcio.
Com o triunfo sobre os norte-americanos, o Brasil completa oito vitórias consecutivas. Essa série começou diante do Peru, no dia 1º de abril, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo. Depois disso, o time de Dunga goleou o Uruguai, no Estádio Centenário, e bateu o Paraguai, em Recife.
Na África do Sul, o Brasil deu início à campanha 100% diante do Egito, em um sofrido triunfo por 4 a 3 sobre o Egito. Ainda na primeira fase, a seleção verde-amarela derrotou os Estados Unidos por 3 a 0 e repetiu o placar contra a Itália. Para chegar à decisão, o Brasil também havia passado sufoco nas semifinais. Diante da África do Sul, a equipe parou na forte defesa montada por Joel Santana e só marcou o gol da vitória por 1 a 0 aos 42 minutos do segundo tempo, em uma cobrança de falta de Daniel Alves. (Com informações da ESPN Brasil)
Gols de Brasil 3, EUA 2
Deu Águia na cabeça
A Tuna Luso Brasileira venceu a terceira regata do Campeonato Paraense de Remo de 2009, disputada neste domingo (28) pela manhã na Baía do Guajará. A equipe cruzmaltina venceu 5 das onze provas disputadas, o Remo conquistou 4 e o Paysandu apenas 2. Com os resultados, a esquadra da Tuna segue na liderança com 15 primeiros lugares. O Paysandu continua em segundo somando agora 9 primeiros e o Remo acumula 7 vitórias na competição. (Com informações da Rádio Clube)
Coluna: A prevenção contra assaltos
O Internacional anuncia uma inédita coletânea (em DVD) dos erros de arbitragem que beneficiaram o Corinthians nos últimos anos e, principalmente, na atual Copa do Brasil. Claro que o clube gaúcho está recorrendo a esse expediente inusitado principalmente porque vem mal das pernas, não ganha há seis jogos e precisa derrotar o time paulista por três gols de diferença na partida final, marcada para o Beira-Rio. Em situação normal, o Colorado até ignoraria os equívocos que costumam favorecer o Corinthians.
Ocorre que, depois de acompanhar o vôo mais ou menos tranqüilo do Corinthians rumo às finais da competição, o Inter resolveu se antecipar e chamar atenção para o papel da arbitragem. Contra Atlético-PR e Vasco, o clube de Parque São Jorge foi claramente priorizado pelos árbitros em lances capitais, incluindo um pênalti do zagueiro Chicão quando o jogo com o Vasco no Pacaembu estava 0 a 0.
O marketing pesado – e os investimentos financeiros – em torno do atacante Ronaldo desde seu retorno aos gramados é outro item apontado pelos gaúchos como motivo de preocupação. Setores da afiada imprensa de Porto Alegre identificam uma espécie de pré-disposição para coroar a nova ressurreição do Fenômeno com um título de importância nacional.
Além das preocupações imediatas, o Inter tem fundados motivos para ficar com um pé atrás em relação aos árbitros brasileiros. É célebre o episódio verificado no Brasileiro de 2005, em jogo contra o mesmo Corinthians, quando Márcio Rezende de Freitas deixou de marcar um pênalti clamoroso de Fábio Costa sobre Tinga e ainda expulsou o meia colorado. O resultado foi decisivo para garantir a conquista corintiana (por exatos três pontos de vantagem).
São comuns as falhas de marcação e as interpretações incorretas por parte dos árbitros. O universo do futebol já se habituou a isso e até incorporou como ossos do ofício. O problema é que, no Brasil, alguns clubes raramente são alvejados pela imperícia dos juízes. Desfrutam de certa blindagem e, em caso de dúvida, normalmente a decisão final lhes favorece. Flamengo e Corinthians, há décadas, são líderes absolutos nesse ranking particular de desigualdades.
Donde se conclui que os gaúchos, escaldados, não exageram em estrilar e gritar “pega ladrão” antes mesmo que o possível assalto se consuma.
Caso jogue com a disciplina tática e a disposição feroz que apresentou na final da Copa América contra a Argentina, o Brasil não encontrará dificuldades neste domingo diante dos americanos, na decisão da Copa das Confederações. Os problemas só aparecem para Dunga e seus comandados quando o adversário fecha os corredores laterais e não abre espaço para o contra-ataque. Isso ocorreu contra a Bolívia no Rio e se repetiu contra a África do Sul. As lições devem ter sido assimiladas, até porque não é possível que o técnico queira depender novamente de um golpe de sorte, como a falta cobrada por Daniel Alves a três minutos do apito final.
De todo modo, mantenho a convicção de que zebras como a que vitimou a Espanha não se repetem com tanta freqüência. Por isso, Brasil campeão.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 28)
Jacko em especial da Time
A revista “Time” vai publicar, na próxima segunda-feira (29), uma edição especial, inteiramente dedicada ao cantor e dançarino Michael Jackson, morto na última quinta-feira (25), em decorrência de uma parada cardíaca.

Ficha técnica: Brasil x EUA
Final da Copa das Confederações
Johannesburgo, 15h30
BRASIL
Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho e Luis Fabiano.
Técnico: Dunga
EUA
Howard; Spector, Onyewu, Demerit e Bornstein; Clark, Bocanegra, Feilhaber e Dempsey; Donovan e Altidore.
Técnico: Bob Bradley
Local: estádio Ellis Park, em Johannesburgo
Horário: 15h30
Juiz: Martin Hansson (SUE)