Inflação dispara e fecha 2021 com índice recorde

Preços dos combustíveis sobem nos postos Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Puxado pela alta dos combustíveis e energia, índice ficou bem acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central, de 5,25%. A inflação fechou o ano de 2021 em 10,06%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. É a maior alta em seis anos. O mês de dezembro, porém, foi marcado por uma desaceleração no indicador, sobretudo dos preços dos combustíveis, que pressionaram o IPCA ao longo do ano. Na variação mensal, a inflação subiu 0,73%, ante 0,95% em novembro.

Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que Jair Bolsonaro (PL) e Paulo Guedes perderam o controle da economia. A inflação estourou o limite da meta e chegou aos dois dígitos, fechando 2021 em 10,06%.

Apesar do arrefecimento no fim do ano, a inflação oficial do país encerrou 2021 bem acima da meta estabelecida pelo Banco Central (3,75%) que contava com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para cima ou para baixo, ou seja de 2,25% a 5,25%.

O resultado veio acima do esperado. A expectativa dos especialistas ouvidos pela Reuters era que a inflação encerrasse o ano em 9,97%. Os principais vilões da inflação este ano foram energia elétrica, combustíveis e alimentos. O grupo Transportes subiu 21,03% no ano, seguido da Habitação (13,05%) e Alimentação e bebidas (7,94%). Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.

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