Voadora antifascista de Eric Cantona completa 27 anos

“Foi quando dei o chute kung fu em um hooligan, porque este tipo de gente não tem nada o que fazer em um jogo. Acredito que é um sonho para alguns dar um chute neste tipo de gente. Assim, eu fiz por eles, para que ficassem felizes. E eles falam até hoje sobre isso. Eu já vi muitos jogadores marcando gols e todos eles sabem a sensação. Mas esta, de pular e chutar um fascista não é algo que você encontra todos os dias.” Eric Cantona, em entrevista a BBC.

Em 25 de janeiro de 1995, uma partida entre Manchester United e Crystal Palace entrava pra história do futebol mundial. Não pelo placar (que muitos nem devem lembrar), ou por golaços, e sim por um episódio protagonizado entre Eric Cantona, atacante dos Diabos Vermelhos (M. United), e Matthew Simmons, “torcedor” filiado ao National Front (partido político britânico de orientação ultradireitista, populista e fascista).

Cantona, eleito melhor jogador do Manchester United, clube por onde já passaram nomes como David Beckham, Ryan Giggs, Cristiano Ronaldo dentre outros, reagiu à provocação e aos xingamentos do torcedor ultra, correndo em direção à primeira fileira de cadeiras e aplicando uma cinematográfica voadora em Simmons.

Hoje, o eterno chutador de fascistas, segue se posicionando contra fascistas. Recentemente declarou que não irá assistir a próxima copa do mundo, que ocorre este ano. Em tom de denuncia afirmou em uma entrevista:

“Para ser sincero, eu não ligo para a próxima Copa do Mundo, que, para mim, não será uma Copa de verdade. Nas últimas décadas, tivemos muito eventos como Jogos Olímpicos e Copa do Mundo em países emergentes, como Rússia e China, mas o Qatar não é o país do futebol. Não sou contra a ideia de sediar o Mundial em um país onde há possibilidade de desenvolvimento e promoção ao futebol, como África do Sul ou os Estados Unidos nos anos 90”. (Com informações do site Sekuela.lab)

Eric Cantona | Homens Que Você Deveria Conhecer #30 – PapodeHomem

As muitas mentiras do ‘guru’ terraplanista e negacionista de Jair Bolsonaro

A imagem de Olavo de Carvalho

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho, o guru Olavo de Carvalho, morreu aos 74 nesta segunda-feira, 24 de janeiro, por complicações da covid. Autointitulado filósofo, embora não tivesse formação, ele tornou-se um ideólogo de extrema direita e um negacionista científico, abusando de frases desconexas e recheadas de escatologia. Apoiador de Jair Bolsonaro, ele negou as mortes na pandemia do novo coronavírus no Brasil e no mundo.

DCM levanta as mentiras que o guru falou nesse momento da pandemia. O Brasil já tem cerca de 620 mil mortes. O pensador negou a existência da doença, suas consequência e espalhou teorias da conspiração sobre o tema.

1. Jogou a culpa da pandemia em Bill Gates

Em janeiro de 2020, Olavo já jogou a culpa em Bill Gates pela pandemia. Num vídeo compartilhado em seu Facebook, um youtuber afirma que o vírus foi criado pelo pai da Microsoft. Ele afirmou também que na China, as pessoas estão ‘queimando suas casas’ quando descobrem que estão com o vírus. O guru chancelou isso.

2. Negou a existência da pandemia

No mês de março de 2020, ele chegou a negar a existência da pandemia. A fala de Olavo foi durante uma transmissão no canal do Youtube do Jornal Brasil Sem Medo, denominado “o maior jornal conservador do Brasil”. No vídeo, ele afirma que “o número de mortes dessa suposta epidemia [do coronavírus] não aumentou em nem 1 único caso o número habitual de mortos por gripe no mundo. Nem um único caso, gente! Essa endemia simplesmente não existe”.

O vídeo, intitulado como “‘Histeria não é coragem!’ – Sobre o Corona e o Caos gerado”, foi excluído do YouTube por violar as diretrizes da comunidade. Sua filha, Heloisa de Carvalho, que é rompida com o guru, denunciou seu próprio pai para o governador da Virgínia, justamente por sua discurso negacionista.

3. Chamou a covid de “historinha de terror”

Em maio de 2020, o guru escreveu: “O medo de um suposto vírus mortífero não passa de historinha de terror para acovardar a população e fazê-la aceitar a escravidão como um presente de Papai Noel”. Isso está registrado em um post no Twitter.

4. Insistiu para a pandemia não ser chamada de pandemia

Em julho de 2020, Olavo questionou quando conservadores parariam de usar o termo “pandemia” para se referir à pandemia de Covid-19. “Quando é que os ditos “conservadores” vão parar de usar o termo “pandemia”?”, escreveu em seu Twitter.

5. Disse que a cloroquina salvou “milhares de vidas”

No mês de julho de 2020, ele saiu em defesa da cloroquina afirmando que a droga divulgada por Jair Bolsonaro –  produzida aos montes pelo Exército após ordem do presidente – salvou milhares de vidas no Brasil. Em vídeo publicado pelo guru bolsonarista, ele já chegou a afirmar que não havia nenhum morte pelo novo coronavírus confirmada e negou a existência da pandemia.

“Na França o primeiro-ministro e o ministro da Saúde que vetaram a cloroquina perderam os cargos e respondem a processo. No Brasil, xingado de genocida é o presidente que, liberando a cloroquina, salvou milhares de vidas. Esse país é o paraíso da ignorância”.

6. Duvidou das mortes na pandemia

Em janeiro de 2021, o escritor colocou em dúvida a mortalidade do coronavírus, que chamava de “mocoronga vírus”. “Dúvida cruel. O Vírus Mocoronga mata mesmo as pessoas ou só as ajuda a entrar nas estatísticas?”, disse. A afirmação está no Twitter dele.

7. Inspirou, ao que tudo indica, o gabinete das sombras do governo

O negacionismo do guru inspirou o governo Bolsonaro, a ponto do presidente imediatamente lamentar sua morte. Uma influência dele foi sobre o chamado “gabinete das sombras” do governo. A informação é de uma reportagem do DCM com informações de Heloisa de Carvalho, filha do guru.

Vídeos e discursos do guru inspiraram médicos como Paolo Zanotto, Nise Yamagushi e outros médicos que minimizaram os efeitos da pandemia, insistiram no “tratamento precoce”, entre outros negacionismos científicos. O grupo foi investigado pela CPI da Covid.