Benefício de um salário mínimo começa a ser pago a vítimas das enchentes em Marabá

Entre as várias iniciativas do governo do Estado para apoiar as famílias atingidas pelas cheias dos rios Tocantins e Itacaiúnas, que banham Marabá, no sudeste paraense, uma já começou a se concretizar na tarde desta segunda-feira (17): o pagamento de um salário mínimo, R$ 1.212,00, previsto pelo Programa “Recomeçar”, oferecido em caráter emergencial pelo Governo do Pará. Os saques são feitos exclusivamente em agências do Banco do Estado do Pará (Banpará), por famílias em situação de vulnerabilidade, que precisam do apoio financeiro para reconstruir os imóveis atingidos pelas cheias.

Ainda nesta segunda-feira, as equipes da Defesa Civil do Estado fizeram triagem nos abrigos e encaminharam famílias para o cadastramento na sala do gabinete de crise, no Centro Regional de Governo do Sudeste, das 8 às 17 h. A subida dos níveis dos rios Tocantins e Itacaiúnas no município já atingiu 2.836 famílias, sendo 640 desabrigadas, 1.384 desalojadas, 401 ribeirinhos atingidos e 411 ilhadas.

Os técnicos da Defesa Civil do Estado também foram ao abrigo São Félix, no distrito de São Félix, para levar as 35 famílias à agência bancária para recebimento do recurso.

Decreto – O Programa “Recomeçar” concede em situações emergenciais auxílio financeiro, em parcela única, a famílias em situação de vulnerabilidade social. De acordo com o decreto assinado pelo governador Helder Barbalho, e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), o programa vai atender vítimas de calamidade pública ocorrida no primeiro semestre de 2022, e em situação de emergência ocasionada pelas fortes chuvas, deslizamentos, inundações, enxurradas e alagamentos. O objetivo do governo é oferecer às famílias um valor que possa ser utilizado na reconstrução dos imóveis danificados pelas águas.

Para ter acesso ao benefício, a família deve ter renda mensal de até três salários mínimos e residir em imóvel atingido diretamente pelas fortes chuvas, de forma grave.

“O governador Helder Barbalho determinou que toda estrutura do Estado seja colocada à disposição da população de Marabá. Estamos concentrando todos os órgãos de governo na Secretaria Regional para articular as ações. Nós estamos trabalhando no sentido de minimizar o sofrimento dessas pessoas. Hoje, cerca de 2.500 famílias já foram atingidas, e o rio continua a subir. Mas o governo vai dar toda a assistência para essas famílias”, afirmou o secretário Regional de Governo do Sul e Sudeste do Pará, João Chamon Neto.

Exercício de paciência

POR GERSON NOGUEIRA

Ricardo Luz e Erick Flores

Este bilhete se destina ao estimado leitor/devotado torcedor de qualquer dos 12 clubes que irão disputar o Campeonato Paraense, a partir do próximo dia 26 de janeiro. Em nome da sanidade, recomendo que ninguém perca tempo queimando pestanas ou dando tratos à bola sobre as condições reais de seu time neste momento. Guarde energias e armazene paciência para quando chegar a hora do chamado “vamos ver”.

Por enquanto, tudo é mera expectativa, nada além de projeções meio descalibradas por parte da mídia esportiva – da qual humildemente faço parte. Todos estamos tateando no escuro, não há como cravar certezas ou verdades absolutas, até porque elas não existem. Fala-se sobre a etapa de treinos por dever de ofício – e falta de assunto –, mas não há nada de novo a dizer.

Os treinamentos estão rolando, amistosos se sucedem, mas nada é definitivo na construção inicial dos times. Por isso, é humanamente impossível cravar escalações ou mesmo avaliar desempenhos com um mínimo de precisão. A mira é prejudicada pela distância que os analistas guardam da preparação dos elencos.  

A vice-campeã estadual Tuna já fez dois amistosos; venceu um e perdeu o outro. Tanto faz. O que interessa mesmo é a avaliação que os técnicos precisam fazer sobre o nível dos atletas. A nós, palpiteiros, resta esperar o momento em que o show (ou algo que o valha) comece pra valer.

O Remo goleou Canaã dos Carajás, rodando todo o elenco. Faz outro amistoso durante a semana, mas a utilidade disso só pode ser medida por Paulo Bonamigo. Alguns apareceram bem, outros passaram em branco.

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O mesmo acontece com o reformulado PSC, que contratou 18 de uma baciada só e terá que começar do zero. Márcio Fernandes segue anotando tudo, atento aos movimentos e buscando a melhor formação, que só vai se materializar mesmo na estreia (dia 26) diante do Bragantino.

Isto aqui pretende ser um pequeno guia de aconselhamento ao leitor sedento de novidades. É natural que se tenha curiosidade sobre o que ocorre intramuros, nos treinos e exercícios, mas pouco ou quase nada se sabe sobre o que acontece lá dentro.

Aliás, quase sempre sabemos muito pouco mesmo sobre qualquer coisa, em geral apenas disfarçamos bem, como diria o poeta. (Foto: John Wesley/Ascom PSC)

Djoko perde e Ciência triunfa na terra dos cangurus

A melhor notícia dos últimos dias foi a deportação do negacionista Novak Djokovic da Austrália. Enrolou, tentou dar carteirada, mas não adiantou. Países sérios e bem governados não permitem abusos e são zelosos com suas leis. Fosse aqui, Djoko seguramente não teria problemas junto às ditas autoridades, que são tão anti-vacina quanto ele.

A Ciência (com C maiúsculo) saiu vitoriosa do episódio. Todos têm liberdade para fazer o que bem quiserem de suas vidas, desde que isso não acarrete riscos às demais pessoas. A atitude de um ídolo como Djokovic é irresponsável e deletéria, pois estimula mais gente a ser egoísta como ele.

De toda sorte, o nº 1 do tênis agora está livre para organizar seu Corona Open particular lá na Sérvia. Bom proveito.

Papão pega carne assada, Lusa e Japiim nem tanto

A Copa do Brasil já definiu os primeiros confrontos e três representantes do Pará estarão em ação na primeira fase em confrontos de partida única. O Papão pega o Trem do Amapá. O jogo é em Macapá, mas o favoritismo é do time paraense. O Remo só estreia na 3ª fase do torneio.

O Novorizontino de S. Paulo é o adversário da Tuna, que volta à competição depois de 12 anos. Pelo nível técnico do time paulista, que obteve o acesso à Série B e vem se reforçando para o Paulista 2022, a Lusa terá sérias dificuldades para avançar na competição.

O mesmo embaraço, embora em escala ligeiramente inferior, será enfrentado pelo Castanhal, que receberá o Vitória-BA no estádio Maximino Porpino. Cabe lembrar que, no ano passado, também em casa, o Japiim foi eliminado pelo Volta Redonda.

País pentacampeão vira plateia no prêmio The Best

Meu amigo Cosme Rímoli lembra que há 14 anos o Brasil se dedica a apenas assistir, com inveja, a Fifa escolher o melhor jogador do mundo. Nunca mais o país pentacampeão do mundo foi protagonista, virou plateia. Apenas aplaude os vencedores. Esteve perto disso há uns seis anos quando Neymar estava atuando em alto nível.

Desde que optou por passar férias prolongadas em Paris, Neymar saiu de cena e o Brasil nunca mais passou perto do troféu. Lewandowski ganha pela segunda vez seguida após fazer 69 gols em 69 partidas que disputou em 2021, pelo Bayern e pela seleção polonesa.

Na Alemanha, o polonês virou rei. Com a camisa do Bayern, quebrou um recorde de 50 anos que pertencia à lenda Gerd Müller, que fez 40 gols em 70/71. Lewandowski fez 41 no torneio de 2021. Aos 33 anos, não é um superastro, comporta-se como um operário a serviço de seus times.

O centroavante não é um fora-de-série, nem mesmo um fenômeno como Ronaldo ou um prodígio como Romário, mas é extremamente letal na área, tanto com os pés quanto com a cabeça. Merece todas as honrarias. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 19)