Apesar dos veteranos, elenco do Papão tem média de idade abaixo dos 27 anos

João Paulo (31), Ricardinho (36) e Henan (36) são alguns dos mais experientes do Paysandu — Foto: John Wesley/Ascom Paysandu

Dos 14 reforços contratados pelo Paysandu para a temporada 2022, oito são atletas com mais de 30 anos, o que tem gerado algumas críticas. No geral, porém, o elenco conta com 31 atletas e a média de idade é inferior a 27 anos.

O mais jovem da equipe é o volante Thiago Felipe, 17 anos, que veio das categorias de base do clube. Em contrapartida, os mais velhos são o volante/meia Ricardinho e os atacantes Marcelo Toscano e Henan, todos com 36 anos.

Abaixo, a lista dos mais experientes do elenco alviceleste:

  • Lateral João Paulo – 31 anos
  • Zagueiro Genilson – 31 anos
  • Zagueiro Heverton – 33 anos
  • Volante Bileu – 32 anos
  • Volante Denis Pedra – 33 anos
  • Meia Ricardinho – 36 anos
  • Meia Ruy – 32 anos
  • Atacante Henan – 36 anos

Nesta quinta-feira, 6, o clube anunciou a contratação do atacante Alex (18), que foi um dos destaques da Segunda Divisão do Parazão defendendo o Caeté. A diretoria deve contratar mais quatro atletas antes da estreia no campeonato estadual. (Foto: John Wesley/Ascom PSC)

Sobre cafajestes, canalhas e mequetrefes

Por Paulo Brondi (*)

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Bolsonaro é um cafajeste. Não há outro adjetivo que se lhe ajuste melhor.
Cafajestes são também seus filhos, decrépitos e ignorantes. Cafajeste é também a maioria que o rodeia.
Porém, não é só. E algo que se constata é pior. Fossem esses os únicos cafajestes, o problema seria menor.
Mas, quantos outros cafajestes não há neste país que veem em Bolsonaro sua imagem e semelhança?
Aquele tio idiota do churrasco, aquele vizinho pilantra, o amigo moralista e picareta, o companheiro de trabalho sem-vergonha…
Bolsonaro, e não era segredo pra ninguém, reflete à perfeição aquele lado mequetrefe da sociedade.
Sua eleição tirou do armário as criaturas mais escrotas, habitués do esgoto, que comumente rastejam às ocultas, longe dos olhos das gentes.
Bolsonaro não é o criador, é tão apenas a criatura dessa escrotidão, que hoje representa não pela força, não pelo golpe, mas, pasmem, pelo voto direto. Não é, portanto, um sátrapa, no sentido primeiro do termo.
Em 2018 o embate final não foi entre dois lados da mesma moeda. Foi, sim, entre civilização e barbárie. A barbárie venceu. 57 milhões de brasileiros a colocaram na banqueta do poder.
Elementar, pois, a lição de Marx, sempre atual: “não basta dizer que sua nação foi surpreendida. Não se perdoa a uma nação o momento de desatenção em que o primeiro aventureiro conseguiu violentá-la”.
Muitos se arrependeram, é verdade. No entanto, é mais verdadeiro que a grande maioria desse eleitorado ainda vibra a cada frase estúpida, cretina e vagabunda do imbecil-mor.
Bolsonaro não é “avis rara” da canalhice. Como ele, há toneladas Brasil afora.
A claque bolsonarista, à semelhança dos “dezembristas” de Luís Bonaparte, é aquela trupe de “lazzaroni”, muitos socialmente desajustados, aquela “coterie” que aplaude os vitupérios, as estultices do seu “mito”. Gente da elite, da classe média, do lumpemproletariado.
Autodenominam-se “politicamente incorretos”. Nada. É só engenharia gramatical para “gourmetizar” o cretino.
Jair Messias é um “macho” de meia tigela. É frágil, quebradiço, fugidio. Nada tem em si de masculino. É um afetado inseguro de si próprio.
E, como ele, há também outras toneladas por aí.
O bolsonarismo reuniu diante de si um apanhado de fracassados, de marginais, de seres vazios de espírito, uma patuléia cuja existência carecia até então de algum significado útil. Uma gentalha ressentida, apodrecida, sem voz, que encontrou, agora, seu representante perfeito.
O bolsonarismo ousou voar alto, mas o tombo poderá ser infinitamente mais doloroso, cedo ou tarde.
Nem todo bolsonarista é canalha, mas todo canalha é bolsonarista.
Jair Messias Bolsonaro é a parte podre de um país adoecido.

(*) Promotor de Justiça em Jataí, Goiás.

(Transcrito do Blog do Juca)