Mês: agosto 2021
Elencos de Remo e PSC vacinados contra a covid
O protocolo foi seguido à risca e atletas, funcionários e integrantes das comissões técnicas de Remo e PSC receberam nesta segunda-feira, 2, a vacina contra a covid-19. A Divisão de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Belém cedeu 50 doses para cada clube. A imunização foi prestigiada tanto no Baenão quanto na Curuzu pelo prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL).
De maneira geral, os atletas demonstraram alegria com a chance de se imunizar. A exceção foi o volante Bruno Paulista, do PSC, que admitiu certo receio da agulhada.
Capitão e volante do Remo, Lucas Siqueira destacou a importância da vacinação. “É um dia que estávamos aguardando há algum tempo, essa expectativa de ter todos do elenco e os funcionários estarem vacinados. É uma segurança a mais. Todo dia estamos juntos, não é só as viagens. É importante estar vacinando para minimizar os efeitos da covid-19 no nosso grupo”, afirmou.
O goleiro Vinícius, o meia Felipe Gedoz (foto acima) e o técnico Felipe Conceição estavam no Evandro Almeida por ocasião da visita do prefeito Edmilson Rodrigues, que foi recepcionado pelo vice-presidente Marcelo Carneiro, que entregou ao gestor a camisa oficial do Leão. Ele estava acompanhado do secretário municipal Maurício Bezerra e do chefe da Vacinação, Claudio Salgado.
Na Curuzu, a diretoria também esteve presente para receber Edmilson, presenteando-o com a camisa oficial do Papão. Torcedor bicolor, o prefeito vestiu lá mesmo a camisa.
Majestades do rock
Lennon e McCartney no estúdio, em 1964.
Martine e Kahena conquistam ouro na vela

O Brasil conquistou mais uma medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesta quinta-feira, a dupla brasileira Martine Grael e Kahena Kunze terminou a regata da medalha da vela 49er FX feminino na primeira colocação e garantiu a medalha de ouro.
As brasileiras brigaram pela liderança da regata durante todo o tempo, em uma disputa eletrizante. No meio da prova, a Nova Zelândia passou a liderar a regata, mas foi ultrapassada pela dupla italiana. Na reta final, Grael e Kunze voltaram a liderar a prova e de lá não saíram mais. Com o resultado, a Nova Zelândia, que ficou em segundo lugar, levou a prata. O bronze foi conquistado pelas dinamarquesas Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen.
Esta é a primeira vez na história que o Brasil conquista uma medalha de ouro com uma dupla feminina na vela. A única medalha que o país já havia vencido com uma dupla feminina havia sido em Pequim 2008, quando Fernanda Oliveira e Isabel Swan levaram o bronze na categoria 470.

Martine, de 30 anos, é filha do bicampeão olímpico Torben Grael. A lenda do iatismo brasileiro possui cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro (Atlanta 1996 e Atenas 2004), uma prata (Los Angeles 1984) e dois bronzes (Seul 1988 e Sidney 2000). Seu tio, Lars Grael, também é medalhista olímpico, vencedor de dois bronzes (Seul 1988 e Atlanta 1996). Kahena e Martine já haviam conquistado a prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e o ouro no Mundial de 2014.
Enquanto isso…
Contradições bovinas
Coisas do Brasil
Leão retoma rota vitoriosa
POR GERSON NOGUEIRA

A ausência do meia Felipe Gedoz, anunciada momentos antes do jogo, deixou a impressão de que o time poderia sofrer no aspecto ofensivo, mas o comportamento firme da marcação no meio e a segurança da última linha permitiram ao Remo derrotar o CSA com autoridade. O gol logo no começo, marcado por Renan Gorne, deu mais tranquilidade à equipe, mas o rendimento ao longo do jogo foi de maneira geral satisfatório.
Vai haver quem reclame do recuo na reta final do primeiro tempo. Sim, é algo que Felipe Conceição precisa resolver. A escalação, porém, deu mais certo do que se imaginava. Erick Flores ficou com a função que seria de Gedoz e Renan Gorne entrou de cara, o que poderia configurar uma volta ao esquema de bolas cruzadas na área como única opção ofensiva.
Apesar do centroavante de ofício, o Remo fez a bola girar e buscou caminhos alternativos para chegar à área adversária. Em baixa quantidade, inicialmente, mas com expressiva melhoria na etapa final.
O lance que definiu a partida nasceu de um erro na intermediária do CSA. A bola chegou a Flores dentro da área. Com categoria, ele fintou o zagueiro Fabrício e tocou para Gorne bater para o gol. Uma jogada que uniu concentração na hora de roubar a bola e precisão na troca de passes.
Uchoa, Artur e Flores cuidavam da articulação no meio, mas tiveram que recuar alguns metros depois que o CSA adiantou a presença no campo azulino, com Renato Cajá e Gabriel bem avançados. O cerco do adversário durou cerca de 20 minutos, tempo suficiente para confirmar a boa performance do sistema de zaga do Leão.
Para a etapa final, Felipe Conceição fez algumas mudanças importantes, principalmente quanto ao posicionamento do ataque. A primeira mexida foi a que mudou os rumos da partida. Com Lucas Tocantins no lugar de Victor Andrade, lesionado, o Remo saiu da pressão imposta pelo CSA e passou a atacar com mais insistência e perigo.
Logo de cara, Tocantins foi à linha de fundo pelo lado esquerdo, driblou o lateral e bateu forte, rasteiro. O goleiro defendeu com dificuldades. A partir dessa investida, o CSA passou a se preocupar mais com a retaguarda, diminuindo a rotação ofensiva.
Aos 29’, Tocantins voltou a cair pela esquerda e cruzou rasteiro, mas a bola passou por toda a zaga e saiu. Depois, em escanteio cobrado da direita, o atacante cabeceou no pé da trave de Tiago Rodrigues.
O CSA só ameaçou aos 36’, com Dudu Beberibe acertando cabeçada na e fazendo Vinícius defender com a ponta dos dedos. Logo em seguida, Fabrício cobrou falta e o goleiro azulino apareceu bem, de novo.
Quase ao final, após falta cobrada na área, Rafael Jansen apanhou de primeira uma bola na pequena área, para grande defesa do goleiro do CSA. O jogo terminou com o Remo melhor em campo, principalmente pelas boas presenças de Artur, Lucas Tocantins e Romércio. Gedoz fez falta, mas o time conseguiu ser proativo e eficiente sem ele.
Na raça, Papão ganha finalmente a primeira em casa
A única e importantíssima diferença do jogo de sábado para os outros do PSC foi o resultado final. A atuação foi pobre e atrapalhada como as demais da equipe dentro de casa. Ocorre que o 1 a 0, arrancado no sufoco, veio como descarrego emocional e alívio para tanta cobrança e expectativa. Desta vez, há o componente de superação: desde os 16 minutos do primeiro tempo, o time jogou com um a menos – Ratinho foi expulso.
O jogo se desenrolou de um jeito até a expulsão do volante e se transformou por completo depois disso. O PSC chegou a organizar dois bons ataques no começo, pressionando a defensiva do Tombense. A partir dos 20 minutos, a equipe adotou uma postura reativa, mas sem qualidade para explorar o contra-ataque.
Os dois cartões (desnecessários) que o volante Ratinho levou abalaram a equipe. Além da redução de ritmo do PSC, o jogo também perdeu no aspecto técnico. O Tombense tinha a posse de bola, campo livre para atacar, mas era pouco agudo nas finalizações.
Mesmo mais recuado, o Papão levou algum perigo com Marlon, Bruno Paulista (cobrando falta) e Luan. A única situação mais perigosa do Tombense foi em finalização de Cássio Ortega. Confuso, o time mineiro não sabia explorar a vantagem numérica.
Fechado atrás, com até oito jogadores atrás da linha da bola, o PSC parecia acomodado com a ideia de que o empate era bom negócio. A complicar ainda mais as coisas havia a estreia do novo técnico. Roberto Fonseca teve poucos dias para conhecer o elenco e definir a melhor escalação.

Na melhor jogada construída pelos bicolores, nasceu o gol, aos 12 minutos do 2º tempo. Rildo recuperou a bola na linha do meio-campo e tocou para Marlon, que disparou pelo lado direito, tendo apenas um marcador a acompanhá-lo. Junto à área, ele deu assistência primorosa para Diego Matos só tocar para as redes.
Depois disso, o jogo passou a ser de ataque contra defesa. O Tombense se posicionou no campo de ataque, trocando muitos passes, arriscando cruzamentos, mas chutando pouco. As tentativas pecavam pela pouca agressividade. Jean Lucas, Ortega e Vitinho arriscaram chutes, sem maior perigo. Rildo ainda desperdiçou grande chance para ampliar, aos 30’.
O Tombense ainda ensaiou um abafa final, mas não teve força para impedir a vitória bicolor. A comemoração dos jogadores refletiu bem a quebra do incômodo jejum caseiro e as dificuldades por ficar com 10 jogadores por cerca de 80 minutos.
O triunfo recoloca o Papão no G4, com 16 pontos, abrindo boa perspectiva neste início de trabalho de Roberto Fonseca. Alguns jogadores apareceram bem, apesar das dificuldades que o time teve para impor seu jogo. Diego Matos, Paulo Roberto, Marlon e Rildo foram muito acionados e participativos. Grampola entrou no final e pouco contribuiu.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 02)
Rock na madrugada – Brody Dalle, “Don’t Mess With Me”
Menina de ouro

A ginasta Rebeca Andrade conquistou na manhã (noite no Japão) sua segunda medalha nesta Olimpíada. Depois de ganhar a prata no individual geral, ela ficou com o ouro na disputa do salto, em Tóquio. A menina de Guarulhos (SP) poderá ainda ganhar a terceira medalha nesta segunda-feira (2), às 5h57, na prova solo. Ela já detém um recorde: é a primeira mulher a ganhar duas medalhas numa mesma Olimpíada. O único atleta a conquistar três medalhas numa só edição dos Jogos foi o canoísta Isaquias Queiroz na Rio-2016, com duas pratas e um bronze.
Sempre é tempo de aprender
POR GERSON NOGUEIRA

A Série B tem sido pródiga em ensinamentos para o Remo. Representa uma oportunidade preciosa de aprender a crescer, depois de tantos anos afastado do campeonato que é a antessala da elite, por assim dizer. Um torneio difícil e equilibrado. A cinco rodadas da virada de turno, tudo está em aberto e as metas ainda estão ao alcance da mão.
Contra o CSA, hoje, no Baenão, o Remo tem a oportunidade de se reconectar com as vitórias. O recente giro sulista deixou desapontamentos, mas permite rever alguns conceitos.
A ideia de um time vitorioso e que pudesse atropelar adversários, esboçada na trinca de triunfos que abriu os trabalhos de Felipe Conceição, talvez não seja tão realista. É possível, sim, fazer uma boa campanha, mas o modelo de jogo baseado na mobilidade ofensiva nem sempre é tão eficaz.
Não por culpa do modelo, mas por deficiência dos executores. O fato é que não há no elenco quantidade tão grande de jogadores capazes de colocar em prática as funções essenciais do sistema. Rapidez na troca de passes, inventividade nos deslocamentos, inversão constante de papéis no ataque.
Funcionou muitíssimo bem contra a Ponte Preta, a contento diante do Cruzeiro, mas afundou completamente frente ao Londrina. Deu sinais de recuperação no jogo com o Avaí, mas precisa se repetir mais vezes para entrar no automático e se consolidar.
O ponto alto do sistema é Victor Andrade. Sem ele, dificilmente Felipe teria como adotar essa configuração de jogo. Com ele, é possível descobrir outras funções para Gedoz e Flores, mas problemas irão surgir sempre que o time como um todo não acompanhar o giro dos homens de frente.
Apesar de a defesa, com Romércio (foto) e Kevem, ter se estabilizado, os laterais seguem pouco participativos, quase ausentes do esforço coletivo. Para que o time não se perca pela distância entre os três setores, é fundamental que Tiago Ennes e Igor Fernandes se entreguem mais ao jogo.
Dentro do aprendizado geral que a Série B impõe, o Remo precisa estar pronto também a entender que a oscilação é parte do processo e que o perde-ganha é uma contingência natural do equilíbrio da competição. Isso é fundamental para que não surjam abalos acima da linha de normalidade.
Vencer é a prioridade, mas nem sempre será possível empreender uma sequência sem tropeços. Elencos de nível mediano como o do Remo tendem a sofrer mais. O inevitável rodízio de peças põe à prova a qualidade do grupo, principalmente quanto o modelo ainda não está encaixado.
A partida de hoje pode dar respostas a Felipe e aumentar o grau de confiança dos jogadores. Mas, para que isso ocorra, a escolha de titulares e reservas deve ser depurada e até repensada. Mateus Oliveira terá que se integrar de verdade ao time, Dioguinho idem.
Bola na Torre
Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 21h30, na RBATV. Na bancada, Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião. Em debate, os jogos de Remo e PSC nas séries B e C, e de Castanhal e Paragominas na Série D. A edição é de Lourdes Cézar.
As histórias de Edgar para deleite da massa
Quando se anuncia um livro de Edgar Augusto é preciso abrir alas e comemorar, aplaudir de pé demoradamente. Por generosidade do autor, tive o privilégio de ler “Leque de Estrelas” (Amo! Editora). Um livro do balacobaco, como bem definiu o mestre Pedro Galvão na apresentação.
São 80 crônicas para ler de um tapa, sem firulas. Por hábito, costumo saborear bons textos, vou me detendo nas entrelinhas e volto páginas para ter a certeza de que não deixei nada passar batido. Levei duas tardes de pura delícia com as reminiscências prodigiosas do nosso Edgar.

Um inventário da história recente de Belém, escrito com destreza para ser lido com prazer. Em alguns momentos, a prosa tranquila de Edgar faz lembrar a maestria de Ruy Castro ao se reportar ao Rio de Janeiro antigo.
Dei boas risadas com histórias pitorescas e curiosas, como o relato hilariante das festas do Automóvel Clube de Belém (sim, é verdade, ele existiu mesmo!), encarapitado no 13º andar do edifício Palácio do Rádio.
É comovente a descrição do encontro do menino Edgar com seu ídolo Pedro Vargas, intérprete de “Farolito” e “Vereda Tropical”, entre outros sucessos imortais.
Como eu, Edgar também se rende às chuteiras imortais daquela Seleção Brasileira de 1962, pontilhada de craques botafoguenses. Pode-se dizer que a Copa do Chile foi a única ganha por um clube, o nosso Botafogo, que generosamente deu ao Brasil seu segundo título mundial.
Há essas e muitas outras histórias maravilhosas, homenagens sinceras a ícones como Nelson Gonçalves, Carlos Lyra, Sebastião Tapajós e – claro – aos Beatles. Acima de tudo, o livro revela em cores vivas a personalidade gentil e a bonomia única de Edyr Proença, o pai de Edgar.
O livro permite que a gente conheça melhor a personalidade de Edyr, descrito em passagens bem-humoradas, como a das desafiadoras botas em plena beatlemania. Recortes que só o amor de filho permite resgatar com tanto esmero e carinho.
Recomendo aos baluartes da coluna que não deixem de ler. Não reúne apenas as memórias de Edgar. É sobre tantas coisas que pareciam escondidas no fundo de alguma gaveta qualquer. E é um mimo apaixonado a Belém, aquela cidade que tanto amamos e que por vezes parece existir hoje apenas em nossa saudade.
O lançamento oficial de “Leque de Estrelas” será em agosto, em local a ser confirmado.
(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 01)
Bastidores do rock
The Jimi Hendrix Experience em Munich. Idos de 1967.