Site Infobola dá ao Remo somente 4% de chances de acesso

Remo 1×2 CRB-AL (Arthur e Victor Andrade)

O site Infobola, do matemático Tristão Garcia, atualizou as chances de acesso dos times depois da 20ª rodada da Série B. O Remo, que ocupa a 12ª posição, com 26 pontos, aparece com 4% de chances.

1º – Coritiba – 39 pontos, 87% de chance de acesso

2º – CRB – 36 pontos, 67%

3º – Goiás – 35 pontos, 58%

4º – Guarani – 33 pontos, 25%

5º – Avaí – 33 pontos, 25%

6º – Náutico – 33 pontos, 30%

7º – Botafogo – 32 pontos, 30%

8º – Operário-PR – 32 pontos, 20%

9º – Sampaio Corrêa – 31 pontos, 26%

10º – CSA  28 pontos, 13%

11º – Vasco – 28 pontos, 10%

12º – Remo – 26 pontos, 4%

13º – Brusque- 25 pontos, 2%

14º – Cruzeiro – 24 pontos, 2%

15º – Ponte Preta – 22 pontos, 1%

Nesta temporada, a Série B conta com a presença de três gigantes nacionais, Botafogo, Vasco e Cruzeiro. Na rodada 20, os três estão fora do G-4, e o Cruzeiro corre até mais risco de queda. De acordo com Tristão Garcia, dos três, o Botafogo é o que tem hoje mais chance de subir, com 32%. O time está na sétima colocação, com 32 pontos.

O Vasco está em 11º lugar, com 28 pontos, e tem 10% de possibilidade de subir. Em 14º lugar na Série B, com 24 pontos, o Cruzeiro tem apenas 2% de chance de acesso.

Sem chance – Para o Infobola, cinco times não têm mais chance de acesso: Vila Nova (22 pontos), Londrina (20), Vitória (19), Confiança (13) e Brasil de Pelotas (13).

Apesar da variante Delta, FPF e clubes aprovam volta de público aos estádios do Pará

Martelo batido: estádios do Pará vão ter 30% da capacidade liberada - Crédito: Divulgação/FPF

Reunião realizada na tarde desta quinta-feira, na sede da Federação Paraense de Futebol, decidiu pela volta das torcidas aos estádios de Belém. O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), órgãos de segurança, Prefeitura de Belém, Ministério Público, FPF e representantes de Remo e Paysandu. A decisão dependerá dos protocolos sanitários e da aprovação final da CBF para as competições nacionais. De maneira geral, as autoridades médicas desaprovam o retorno imediato de torcidas levando em conta os riscos de uma terceira onda da pandemia, provocada pelo avanço da variante Delta.

O vice-presidente da FPF, Maurício Bororó, informou que o decreto estadual – a ser publicado nesta sexta-feira, 27 – vai determinar a liberação de 30% da capacidade dos estádios. “Assim que o decreto for publicado, vamos enviar nossos protocolos para o governo do Pará, prefeituras de Belém, Paragominas e Castanhal. Na primeira semana de setembro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai reunir com todos os clubes do Brasileirão e, caso a votação seja para liberar a presença de público, o Pará voltará a receber torcedores”, disse.

A decisão vale também para as competições estaduais, como a Segunda Divisão do Campeonato Paraense, que já poderá ter público pagante. Caso a CBF aprove os protocolos e delibere pelo retorno de público nas competições nacionais, os jogos de Remo (Série B), PSC (Série C), Paragominas e Castanhal (Série D) podem ter a presença de torcedores a partir do mês de setembro.

O passo dado pela FPF, com apoio dos clubes, pode esbarrar na deliberação da CBF quanto à uniformidade de decisões sobre a presença de público nos estádios. Em reuniões de seu conselho técnico, para todas as divisões nacionais, a entidade tem defendido que a retomada só será aprovada caso valha para todos os clubes e cidades. Recentemente, Belo Horizonte liberou a presença de público para jogos do Atlético-MG e Cruzeiro, mas a Prefeitura resolveu rever a posição e voltou a proibir a abertura dos estádios.

Militares da PM não podem participar de atos político-partidários, alerta promotor

É vedada a participação de militares da Polícia Militar e bombeiros militares paraenses nas manifestações convocadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para o próximo dia 7 de Setembro. Os protestos têm como bandeira o fechamento do STF, TSE e Congresso Nacional, além de defesa do voto impresso. Em caso de desobediência, os membros das corporações serão presos preventivamente, podendo ser expulsos da PM e do Corpo de Bombeiros. Segundo o promotor militar Armando Brasil, autor do alerta, é proibida também manifestação contrária aos atos de rua.

Ele observa que, caso sejam processados, os militares estarão sujeitos a penas de até 15 anos de prisão. Atento à movimentação em vários Estados, principalmente São Paulo, dando conta do engajamento de policiais militares na preparação dos protestos do dia 7 de Setembro, o promotor Armando Brasil encaminhou ontem ofício ao corregedor geral da PM, coronel Ricardo André Silva, pedindo informações sobre as ações para monitorar a participação de militares da ativa nos protestos.

Ele criticou a tentativa de politização das PM’s e lembra que a Constituição proíbe a participação de militares em atos políticos. Ofício também foi enviado ao subcomandante geral dos Bombeiros, coronel Alexandre Costa do Nascimento. Todos poderão responder pelos crimes militares de incitação à indisciplina, motim ou concertos para motim.

Ex-remista chega para reforçar ataque do Papão

Tcharlles desembarcou em Belém na madrugada desta quinta-feira — Foto: Reprodução/PapãoTV

Novo reforço do PSC para a sequência da Série C do Brasileiro, o atacante Tcharlles chegou a Belém nesta quinta-feira. Será mais uma opção para o ataque, juntando-se a um grupo de mais oito atletas do setor. Pela forma como o time vem atuando no campeonato, o ex-azulino deve brigar por um lugar no lado esquerdo do ataque, onde normalmente atuam Rildo e Marlon. Como atua centralizado, pode ser uma alternativa para o comando da linha ofensiva, cujo atual titular é Rafael Grampola.

Na chegada, Tcharlles disse que vem acompanhando o Papão na Terceirona e falou sobre as posições que pode ocupar no time. “Achei a equipe muito qualificada. Eu geralmente faço as duas funções, tanto pela beirada, quanto centralizada, então vai depender muito do que o professor optar, para poder ajudar de qualquer maneira”.

Ainda sem data de estreia, Tcharlles irá aguardar o registro no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Deve ficar disponível para o jogo contra o Santa Cruz, marcado para 5 de setembro, na Curuzu. Tudo dependerá, porém, de seu estado físico. Ele não joga partidas oficiais desde o fim do Campeonato Paulista.

VAR gera mais insegurança

POR GERSON NOGUEIRA

Árbitro Thiago Luis Scarascati consulta o VAR no jogo Remo x CRB — Foto: Reprodição Premiere

Diante de erros grosseiros na análise de lances polêmicos no Campeonato Brasileiro, os gaiatos de plantão andam espalhando no mundo livre da internet a piada de que a diferença dos esquemas antigos de arbitragem para os atuais é que estes ficaram apenas mais dispendiosos, pois passariam a incluir o pessoal da cabine do VAR. Teses conspiratórias à parte, há um debate que se impõe quanto ao excesso de insegurança gerado pelas decisões do árbitro de vídeo.

No mundo todo, a adoção do sistema de monitoramento de vídeo contribuiu para esclarecer dúvidas e dissipar discussões sobre os lances mais críticos de um jogo. No Brasil, a situação é bem diferente. Aqui, o VAR gera ainda mais receios e desconfianças. Torna-se uma tortura aquele suspense nos intermináveis minutos consumidos entre a análise de vídeo e o chamado para o árbitro de campo dar o veredito final.

O clima criado nos jogos pelas decisões do VAR não contribui para tornar o futebol mais justo. O conceito de justiça esportiva, como se sabe, é bastante relativizado ao longo da história. Nos tempos pré-VAR era comum dizer que não havia justiça em futebol. Desde que se instituiu o árbitro de vídeo nasceu a sensação de que era possível avaliar lances com mais justeza e confiabilidade.

Acontece que não há apenas a interferência do olhar eletrônico. Nas tomadas de decisão entra o fator humano, e aí mora o perigo. A Série B, que passou a contar com o VAR desde a primeira rodada do returno, virou palco de algumas situações bizarras. As reclamações se acumulam. A expectativa de diminuição de erros e prejuízos deu lugar a muita frustração.

No jogo entre Ponte Preta e Brusque, o sistema simplesmente não funcionou. Já na partida entre Remo x CRB o sistema funcionou até mais do que o necessário, com interferências que mudaram o resultado. Foram dois pênaltis e um gol mal anulado por impedimento.

Personagens que tomam parte do processo, embora não estejam atuando nas partidas, os comentaristas de arbitragem do canal que transmite os jogos passaram a ter o papel de fiscais da aplicação do VAR. Dois deles, Sandro Meira Ricci e Paulo César de Oliveira, ex-árbitros, fizeram reparos à arbitragem do jogo do Remo, embora durante a partida Ricci tenha tido um posicionamento ambíguo.

A jogada do segundo penal marcado contra o Remo foi apontada como erro grave, pois o zagueiro Rafael Jansen sofreu falta na origem do lance. PC Oliveira apontou falta de critério dos árbitros, citando a anulação do gol de Victor Andrade nos instantes finais da partida. Questionou a definição gráfica das linhas, que gerou muitas dúvidas sobre a decisão porque o defensor do CRB nem apareceu na imagem.

Para piorar, o árbitro Thiago Scarascati mostrou-se inseguro e refém das recomendações do coordenador de cabine, Péricles Bassols. Não havia marcado nenhum pênalti e nem invalidado o gol, mas ao ser chamado no monitor mudou inteiramente de opinião e acabou punindo o time paraense.

A expectativa de justiça, pelo menos por enquanto, está longe de ser atendida. Botafogo x Vila Nova fizeram um jogo recheado de lances confusos, não observados pelo VAR. Uma agressão do zagueiro Rafael Donato ao atacante Rafael Moura, visível na transmissão, foi ignorada pelo árbitro de campo e pelo monitoramento de vídeo.

Caso a CBF mantenha o comportamento omisso diante de tantos erros, não será surpresa se logo os clubes – que tanto pediram o VAR – chegarem à conclusão de que o jogo fica menos complicado sem bisbilhotice externa.

Ex-azulino, parado há meses, reforça o Papão

Tcharlles, que teve boa passagem pelo Remo em 2020, foi anunciado como novo reforço do PSC para a disputa da Série C. Em condições normais, é nome capaz de dar mais alternativas ao técnico Roberto Fonseca, propiciando qualidade ao setor ofensivo, tanto pelos lados como em posição mais centralizada.

Habilidoso e rápido, Tcharlles sofria no Remo com as críticas à falta de pontaria. Perdia muitas chances de gol. Talvez por isso não tenha chegado a ser titular absoluto. Saiu para disputar o Campeonato Paulista e está sem jogar desde o final do certame, o que levanta dúvidas sobre sua condição atual.

O mais provável é que Tcharlles passe a figurar como opção para as duas rodadas finais da fase de classificação. Pode ser útil num ataque que tem hoje apenas Rildo e Marlon como peças confiáveis para os lados do campo.

Rildo vem atuando mais pela extrema esquerda, justamente a faixa preferida de Tcharlles. Nessa configuração, Roberto Fonseca teria que encontrar lugar para um deles, talvez deslocando Rildo para a direita e recuando Marlon para o meio-campo, onde o PSC não tem nenhum jogador de habilidade.

Tudo isso, é claro, se Fonseca estiver disposto a experimentar um sistema com apenas dois volantes. Até o momento, ele manteve a configuração deixada por Vinícius Eutrópio, com três jogadores na marcação.

Baixas de última hora atormentam Felipe Conceição

O Remo viaja para o Rio Grande do Sul com um desfalque sério de última hora: o lateral Tiago Ennes, um dos mais regulares da equipe, que não atuou contra o CRB e tinha retorno previsto para o jogo de amanhã contra o Brasil em Pelotas.

Além de Ennes, o técnico Felipe Conceição talvez tenha que montar outro meio-campo, pois Anderson Uchoa também é dúvida para a partida. Mais sério ainda é o possível desfalque de Victor Andrade, principal atacante da equipe.

Sem os três, o Remo talvez jogue com Warley na lateral, de novo, Artur no meio e Renan Gorne na frente. A situação já existiu antes e o time teve sérias dificuldades para desenvolver seu jogo. A conferir. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 26)

Maior manifestação indígena do século é ignorada pela grande imprensa

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A maneira como a grande imprensa tratou o protesto indígena é um marco na história recente do jornalismo brasileiro. Em constrangedora coincidência, a maior mobilização indígena da história do Brasil é invisível nas emissoras de TV e nos três principais jornais brasileiros.

Para a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, o agronegócio não só compra publicidade, como também manda na linha editorial dos veículos. É o maior protesto desde 1988, reunindo povos de todo o Brasil mobilizados para desatar o nó do marco temporal.

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Efeito Vojvoda no Fortaleza se espalha no Nordeste e Sport fecha com estrangeiro

Por Cassio Zirpoli

Em 4 de maio o Fortaleza surpreendeu ao anunciar a contratação do técnico argentino Juan Pablo Vojvoda, de 46 anos e ex-Unión La Calera, do Chile. O efeito foi imediato e gigantesco, transformando o insosso time de Enderson Moreira numa equipe obediente taticamente e de muito potencial ofensivo, pisando no G4 durante todo o primeiro turno da Série A. O mercado desgastado no país, com a incessante ciranda de técnicos, acabou pressionando outras equipes da região a arriscar a mesma solução, a partir do “efeito” causado pelo técnico-sensação.

No caso de Vojvoda, o risco no clube cearense foi rapidamente dissipado. Agora, quase quatro meses depois, Bahia e Sport resolveram garimpar o mercado sul-americano e firmaram com técnicos estrangeiros depois de muito tempo. No lugar de Dado Cavalcanti, com apenas 1 ponto dos últimos 21 disputados, os baianos investiram no também argentino Diego Dabove, de 48 anos, cujo último trabalho no San Lorenzo não foi bom – valendo mais a sua experiência anterior, no Argentinos Juniors. Isso foi em 18 de agosto. Uma semana depois foi o Sport.

Após quase fechar com Hélio dos Anjos, que chegaria ao leão pela 4ª vez em 25 anos, sendo uma “solução caseira”, a direção, ainda em seus primeiros passos na gestão, mudou completamente a rota de negociação. Os nomes dos primeiros estrangeiros a circular foram o do uruguaio Pablo Repetto (ex-LDU) e o do argentino Gustavo Costas. Após dois dias buscando um nome para substituir Umberto Louzer, que saiu com o time na zona de rebaixamento, o rubro-negro surpreendeu além da conta ao fechar com o treinador paraguaio Gustavo Florentín, de 43 anos – a surpresa foi, no caso, pelo nome fora do radar.

Ex-jogador, Florentín iniciou a nova função em 2016, assumindo o Cerro Porteño do Paraguai. Desde então, teve vários trabalhos curtos. Inclusive, o Sport será o seu 4º time em 2021, após sair do Huachipato do Chile em 6 de janeiro, do Sol de America do Paraguai em 24 de março e do The Strongest da Bolívia em 20 de agosto – neste último, teve 10V e 6D em 16 jogos.

No Recife, ele chega a com a missão de encaixar o sistema ofensivo da equipe rubro-negra, com apenas 8 gols marcados em 17 jogos no BR. E precisa encontrar uma solução sem uma contrapartida amarga para o sistema defensivo, que vem funcionando – e evitando uma campanha ainda pior. Ainda não conheço o trabalho de Florentín, mas esse papel cabe de fato à direção do clube, cuja troca pode ser a última cartada visando a permanência. Não só pelo “Efeito Vojvoda”, mas pela convicção na capacidade de Florentín.

Curiosidade

O Bahia não tinha um técnico estrangeiro desde 1979, quando foi dirigido pelo argentino Armando Renganeschi – ao todo, foram sete gringos no tricolor de Salvador. Já o Sport não tinha um comandante de fora há 38 anos. O último foi o argentino Filpo Nuñez, em 1983.

Obs. A informação sobre o novo treinador leonino foi apurada pelo jornalista Pedro Maranhão, do canal Eu Pratico e Sport, e foi confirmada pela equipe do sie NE45.